Sinopse

Dimas Bevilláqua, ainda criança, teve que deixar a sua cidade natal depois de um episódio mal esclarecido. Muitos o acusam de ter causado a morte de um colega de infância. Por conta dessa má fama, Dimas foi embora de Diamantina e educou-se em colégio interno em São Paulo. A vida não foi fácil para ele. Depois de passagens por institições psiquiátricas, finalmente conseguiu se formar em Medicina. Vinte anos depois, ele retorna a Diamantina para reencontrar a mãe, Margarida, fazer as pazes com seu passado, e encarar seu destino.

Dimas é um cirurgião considerado rei dos diagnósticos difíceis. E, mais do que isso, na volta para Diamantina, vai descobrir em si uma capacidade curativa que foge à ciência. Para muitos dos moradores locais, Dimas logo será considerado uma espécie de “curandeiro”. Para outros, um assassino, repetindo um episódio dramático da vida da cidade décadas atrás, quando um antigo médico – Otto -, também uma figura polêmica, era chamado por uns de santo e por outros, de criminoso.

De volta à cidade, Dimas vai trabalhar no hospital mais importante da cidade, dirigido há mais de 30 anos pelo Dr. Turíbio Guedes. No emprego, ele reencontra a Drª Rosângela, amiga de infância e filha de Turíbio, que é noiva do Dr. Luis Camillo. Em pouco tempo, o dom que ele tanto luta para
não ter vem à tona. Dimas é capaz de curar pacientes como não conseguiria mesmo com a medicina mais moderna. Mas esses mesmos pacientes aparecem mortos logo depois. Afinal, estaria Dimas salvando ou matando essas pessoas?

A saga deste mineiro tem origem longínqua. No século XVIII, Silvério, antepassado de Dimas e de sua família, chega na região atrás de ouro e diamantes. E, para conquistar seus objetivos, é de uma crueldade sem limites. Maltrata escravos, engana oficiais da coroa, mas também acaba sofrendo
as consequências de seus atos. É protagonista de uma jornada de dor e desespero até encontrar um menino, Ezequiel, conhecido na região como um pequeno curandeiro.

Em uma espécie de trajetória cármica, Dimas se verá envolvido em situações sombrias e enigmáticas em que será posto à prova até por ele próprio, um ajuste de contas através dos séculos.

Globo – 22h35
de 10 de agosto a 12 de outubro de 2010
9 capítulos

de João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein
direção de Ricardo Waddington e Gustavo Fernandez
direção geral de Ricardo Waddington

SELTON MELLO – Dimas Bevilláqua
JUCA DE OLIVEIRA – Otto
CARMO DALLA VECCHIA – Silvério
ANDRÉIA HORTA – Rosângela
CACO CIOCLER – Luiz Camilo
ARY FONTOURA – Turíbio Guedes
NÍVEA MARIA – Margarida
ROGÉRIO MÁRCICO – Ciro
ANA ROSA – Graciema
FERRUCIO VERDOLIN – Antônio Paulo
DEIVY ROSE – Berenice
LUIZA MARIANI – Lucinha
ÁLVARO CHAER – Wesley
EUNICE BRÁULIO – Nonoca
INÊS PEIXOTO – Edelweiss
DAYSE BELICO – Gildinha
TINO GOMES – Leleco
JACKSON ANTUNES – Carlindo
Samara
e o menino DYJHAN HENRIQUE – Ezequiel

O seriado marcou a estreia dos roteiristas João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein no segmento de séries de televisão. O universo de um curandeiro, associado ao misticismo e crenças brasileiras, foi escolhido como ponto de partida dessa trama envolta em mistérios.
“Sempre quis fazer a história de um curandeiro. A medicina popular me fascina”, afirmou João Emanuel.
Para Marcos, a essência da série foi a luta do bem contra o mal, personificada na trajetória do personagem Dimas (Selton Mello).
A Cura é bem brasileira, com esta crônica da cidade do interior”, contou Bernstein, referindo-se à cidade de Diamantina (MG), onde se desenrolou a história.
A opção por essa região deveu-se à vivência de João Emanuel durante a infância, passada em pequenas cidades do interior de Minas.
“Os autores mineiros também me ajudaram muito a penetrar nesse universo de A Cura, nessa arcádia do interior do estado”, afirmou.

Os autores revelaram ainda que a história teria inúmeros desdobramentos, sem que os episódios se fechassem neles mesmos.
“A criação de ganchos, que são muito fortes, e as lacunas, as dúvidas, vão prender o telespectador.”, contou Marcos.

A primeira “temporada” de A Cura chegou ao fim deixando a sensação de que apenas nove episódios foram poucos para um projeto tão ambicioso e bem-sucedido. O programa se apropriou de um formato americano – o de seriado semanal – e construiu uma história totalmente brasileira, com elementos do sobrenatural. Os autores se arriscaram nestes temas sem cair no realismo fantástico, ou sequer flertar com o absurdo. Criaram uma história crível do começo ao fim.
Infelizmente, A Cura não teve continuidade, como se sugeriu a princípio.

A trama oscilou entre os séculos 18 e 21, estabelecendo paralelos entre a história de dois importantes personagens do seriado.
“É um ajuste de contas através dos séculos, uma trajetória cármica”, disse João Emanuel.
“A saga do século 18 ajuda a entender elementos do presente”, acrescentou Marcos.

O diretor Ricardo Waddington fez uma direção seca, evitando os efeitos especiais, e confiando na história acima de tudo. Para ele, A Cura resgatou uma mistura pouco vista na TV brasileira ultimamente: o suspense com um toque de sobrenatural.
“A série tem um lado policial na trama, mas o suspense da história privilegia o sobrenatural, com o tema curandeirismo”, contou.

Para trazer mais veracidade à história, ambientada em Diamantina, o diretor convidou predominantemente atores mineiros.
“Pensamos na musicalidade dos mineiros, no seu jeito único no falar. Normalmente se foge desses acentos regionais. Desta vez, nos aprofundamos neles. Para que isso acontecesse de forma natural, nada melhor do que trabalhar com um elenco mineiro”, contou.
Os atores principais, Selton Mello e Andreia Horta, por exemplo, são de Minas Gerais. A busca por maior veracidade também foi o motivo para que gravações fossem realizadas na própria cidade, onde o elenco passou 25 dias de trabalho intenso.

Nesse clima de novidades, o elenco revelou excelentes surpresas, já que muitos atores eram novatos em televisão.

A Cura foi eleita pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) a melhor série brasileira de televisão em 2010.

Trilha Sonora Instrumental: música original de Eduardo Queiroz


1. A Cura (abertura)
2. Cura (tema 2)
3. Tema Silverio
4. A Cidade
5. A Dor da Maldição (feat. Camilo Carrara & Mário Afonso)
6. Caminhadas
7. Cantiga do Milagre (feat. Nina Quintanilha)
8. Paje (feat. Mário Afonso)
9. Cura Tema 2 (Violão)
10. A Mão Que Cura
11. Diamantina
12. Fantasmas
13. Dimas Curando
14. Agnus Dei
15. Dimas Operando
16. Mistério da Cura
17. Tema de Amor
18. A Cirurgia
19. Dor
20. Massacre (feat. Mário Afonso)
21. Médico Ou Monstro
22. Perseguição
23. Tema de Amor Cura
24. Drama Silveiro
25. Motoqueiro
26. A Sombra da Morte
27. Chagas
28. A Supeita
29. Tema Otto
30. Ancestrais
31. Dúvida de Dimas
32. Em Busca da Cura
33. Rebelde
34. Tema Nonoca
35. Em Busca de Provas
36. Fofocas
37. Fulga e Perseguição
38. Nuvens Negras
39. As Caminhadas
40. Tema Rosângela
41. Verdade Otto
42. Hermann
43. Cantiga da Cura
44. Tango da Nonoca
45. Milagre da Cura
46 .Silveiro
47. Profundis
48. Monstro
49. Dúvida de Dimas (Piano e Cordas)
50. Tramas
51. O Chamado das Trevas
52. Otto Dimas
53. Dimas Curando (Só Cordas)
54. Fulga Escravo
55. Romance
56. As Provas do Crime
57. Espíritos
58. Os Hipócritas
59. Salvação
60. Silveiro (Cordas e Ritmo)

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