Sinopse

Final do século 19, pouco antes da Abolição da Escravatura. Na Fazenda Santa Júlia, situada no município de Rio Verde, interior paulista, vive o Coronel Agenor Dias de Souza com sua mulher Cândida e as duas filhas, Leonor e Luíza, em um ambiente misterioso, cheio de fantasmas do passado. Uma tragédia esconde um grande mistério em que a única testemunha, Cândida, ficou paralítica e muda.

Sempre duvidando da mulher, Agenor não acredita que Luiza seja, de fato, sua filha. Por isso, mantém com Cândida uma relação doentia, sem se importar em lhe aumentar os sofrimentos. A dúvida do coronel será esclarecida no momento em que o segredo, contido no diário escondido na caixa do relógio, for revelado. Nessa trama toda, uma terceira pessoa é fundamental: Laura, que se passa por amiga de Cândida, mas não o é.

Não só os problemas familiares perturbam o Coronel Agenor. Ladico é seu inimigo político, pertencente a uma casta tradicional dos fundadores da cidade de Rio Verde, além de carregar o título de barão, herdado do pai. O titulo tem valor duvidoso, mas Ladico o leva a sério, tomando-se realmente um nobre de conduta irrepreensível. Sua esposa Alzira é uma mulher realista, de pés no chão, como uma perfeita baronesa.

Aos conflitos humanos, sociais e políticos, acrescenta-se a presença da Igreja, muito atuante na época, representada pelo Monsenhor Gregório e pela irmã Angélica.

Bandeirantes – 18h
de 9 de agosto de 1982
a 7 de janeiro de 1983

novela de Jaime Camargo
escrita por Jaime Camargo e Marcos Caruso
baseada na radionovela de Nara Navarro
direção de Antonino Seabra

BÁRBARA FAZIO – Cândida
ALDO CÉSAR – Coronel Agenor
BABY GARROUX – Laura
HÉLIO SOUTO – Monsenhor Gregório
ZAÍRA BUENO – Irmã Angélica / Albertina
VALDIR FERNANDES – Zeca (José Carlos)
CLÁUDIA FREIRE – Leonor
KEKÉ MARONEZ – Luiza
JAIRO ARCO E FLEXA – Coronel Ladico
MÁRCIA CORBAN – Alzira
NEWTON PRADO
CIDA MOREIRA – Rita
MÁRCIO DE LUCA – Valdomiro
ROSA RAMIREZ
FELIPE DONOVAN – Tadeu
RÉGIS MONTEIRO – Inácio
IVAN LIMA – Gonçalves
THERESA CONVÁ
OTELO VILELA
CILAS GREGÓRIO
ROSILENE FERREIRA
MARIA LÍGIA PEREIRA
SILVIA POMPEO

Transposição para a TV da radionovela Só Pelo Amor Vale a Vida, de Nara Navarro, um sucesso da Rádio São Paulo transmitido em 1952.

A ação centrada em 1887 mostrava a luta pela libertação dos escravos e não tinha o menor pudor com o clima folhetinesco.

No capítulo 80, Jaime Camargo largou o texto para se dedicar à próxima novela da Bandeirantes, Campeão. Marcos Caruso concluiu a roteirização dos capítulos.

A novela teve cenas gravadas no município de Embu Guaçu (SP), em que a a Fazenda da Ilha serviu de locações para a fictícia Fazenda Santa Júlia. Jornal do Brasil, 08/08/1982, TV Pesquisa PUC-Rio.

Não confundir A Filha do Silêncio com Escrava do Silêncio, novela apresentada pela TV Cultura em 1965.

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