Sinopse

O cotidiano de uma família de classe média-baixa brasileira, mostrado com muito bom humor.

Lineu da Silva é veterinário, casado com Nenê, uma esposa dedicada e competente. Um ótimo marido, Lineu é politicamente correto e muito certinho, por isso algumas pessoas o consideram um “mala”. Ele sustenta os dois filhos, Bebel e Tuco, o genro Agostinho e ainda abriga o sogro, seu Flor, que dorme no sofá da sala.

Bebel, a filha do casal, puxou a beleza da mãe e a forte personalidade do pai. Agostinho é seu marido. Quando os dois se casaram, disseram a Lineu que ele ganharia um filho… O que ele não sabia, no entanto, é que era a pura verdade! Depois de passar um tempo “enganando” como garçon de motel, Agostinho resolveu mudar de vida! O carro de Lineu virou um táxi, e o genro, taxista.

E assim, aos trancos, vai vivendo essa grande família Silva – entre as armações de Agostinho, os chiliques de Bebel, a ironia de Seu Flor e os sermões de Lineu.

Questões sociais como desemprego, falta de dinheiro e corrupção, são enfocados. O mais importante, porém, é mostrar o dia a dia de uma família que vive mergulhada na luta pela sobrevivência, mas que tem jogo de cintura para superar as dificuldades e permanecer unida.

Globo – 23h e 22h15
de 29 de março de 2001
a 11 de setembro de 2014

criação de Marcos Freire, Oduvaldo Vianna Filho e Armando Costa
adaptação de Cláudio Paiva, Marcelo Gonçalves e Bernardo Guilherme
escrita por Adriana Falcão, Cláudio Paiva, Márcio Wilson, Nilton Braga, Marcelo Gonçalves, Péricles Barros, Max Mallmann, Bernardo Guilherme e Nelson Caldas
redação final de Cláudio Paiva, Bernardo Guilherme e Marcelo Gonçalves
direção de Mauro Mendonça Filho, Luíz Felipe Sá, Maurício Farias e Daniela Braga
direção geral de Roberto Farias e Maurício Farias
núcleo Guel Arraes

Família Silva
MARCO NANINI – Lineu
MARIETA SEVERO – Nenê
ROGÉRIO CARDOSO – Seu Flor (Floriano)
LÚCIO MAURO FILHO – Tuco
GUTA STRASSER – Bebel
PEDRO CARDOSO – Agostinho Carrara
VINÍCIUS MORENO – Florianinho
e
MARCOS OLIVEIRA – Beiçola (Abelardo) / Dona Etelvina
TONICO PEREIRA – Mendonça
EVANDRO MESQUITA – Paulão
ANDRÉA BELTRÃO – Marilda
NATÁLIA LAGE – Gina
FRANCISCO MILANI – Tio Juvenal (Tio Mala)
SUELY FRANCO – Juva
ANA ROSA – Genoveva
MÁRCIA MANFREDINI – Abigail
FÁBIO PORCHAT – Júnior
LUÍS MIRANDA – Pajé Murici
MARIA CLARA GUEIROS – Lurdinha

episódios de 2001
Meu Marido Me Trata Como Se Eu Fosse Uma Geladeira – 29/03/2001
Almeidinha Futebol Clube – 05/04/2001
Consciência Limpa é Melhor Que Dinheiro no Bolso – 12/04/2001
E Tudo Acabou em Linguiça – 19/04/2001
Pesadelos de Uma Noite de Verão – 26/04/2001
Todo Dia Ela Faz Tudo Sempre Igual – 03/05/2001
Cozido é Pra Comer Chorando – 10/10/2001
Eu Solto Meu Cavalo, Mas Prendo Minha Égua – 17/05/2001
Insista no Dentista – 24/05/2001
Consciência é Fogo – 31/05/2001
Santo de Casa Não Faz Milagre – 14/06/2001
Amigo é Pra Essas Coisas – 21/06/2001
Me Engana Que Eu Gosto – 28/06/2001
Apagão Não! – 05/07/2001
A Velha Chama – 19/07/2001
O Cachorro do Agostinho – 26/07/2001
A Bola da Vez – 02/08/2001
Papai Está com a Cachorra – 04/09/2001
A Melhor Casa da Rua – 13/09/2001
A Dois Quilos da Felicidade – 20/09/2001
A Desquitada da Freguesia – 27/09/2001
Pai por um Dia – 04/10/2001
Quanto Ganha Meu Marido – 11/10/2001
O Rei do Taco – 18/10/2001
Pai Lineu – 25/10/2001
O Filho da Mãe – 01/11/2001
Mamãe Subiu no Telhado – 07/11/2001
Quem Manda Aqui É Ela – 15/11/2001
Me Dá um Dinheiro Aí – 21/11/2001
A Esposa Modelo – 29/11/2001
Isso é Coisa de Homem? – 06/12/2001
Presença de Lineu – 13/12/2001
Infeliz Natal Pra Você Também – 20/12/2001

episódios de 2002
Cada Caso é um Caso
Nenê, Esposa Carinhosa, Atendimento Personalizado!
Ô Velho Gostoso!
Big Family Brasil! – 04/04/2002
Grandes Famílias, Pequenos Negócios – 11/04/2002
Genro Não é Parente – 18/04/2002
A Família Monstro – 25/04/2002
Vai Ser Tuco na Vida – 02/05/2002
É Assim se lhe Parece – 09/05/2002
Roupa Suja se Lava em Casa! – 16/05/2002
Lineu Versus Lineu – 23/05/2002
A Escolha de Bebel – 30/05/2002
Amigos, Amigos, Negócios à Parte – 06/06/2002
O Feitiço do Tédio – 13/06/2002
Explode Coração – 20/06/2002
Um Tapinha Não Dói – 27/06/2002
Mata o Véio – 04/07/2002
Quem Nunca Pecou que Atire a Primeira Pedra – 11/07/2002
Nenê no Volante, Perigo de Amante – 18/07/2002
O Sétimo Silva – 25/07/2002
Um Homem Para Chamar Lineu – 01/08/2002
É Pai, é Pedra – 08/08/2002
Senhor Viúvo Procura – 15/08/2002
Vai Pra Casa, Beiçola – 22/08/2002
Os Safados – 29/08/2002
Os Boçais – 05/09/2002
Vai Para o Trono Ou Não Vai – 12/09/2002
Passei a Noite Procurando Tuco – 19/09/2002
O Chamado da Natureza – 26/09/2002
O Amigo do Homem – 03/10/2002
O Garanhão do Futuro Contra a Mulher Gata no Cio – 10/10/2002
Agostinho Vai à Luta! – 17/10/2002
A Quentinha da Bebel – 24/10/2002
O Casamento do Velho Safado – 31/10/2002
A Mulher que Botou Chifre no Capeta – 07/11/2002
O Homem Ideal – 14/11/2002
Noiva em Fúria – 21/11/2002
Tá Dominado! – 28/11/2002
O Ó do Borogodó – 05/12/2002
A Enorme Família – 12/12/2002
Lineu Versus Lineu – 19/12/2002

alguns episódios de 2003
Mete os Peitos Nenê! – 10/04/2003
Essa É Pra Casar! – 17/04/2003
Dois Pra Lá, Dois Pra Cá – 24/04/2003
O Sorriso do Lagarto – 01/05/2003
A Mãe do Ano – 08/05/2003
Dois Palmitos Numa Noite Suja – 15/05/2003
O Velhinho Pocotó – 22/05/2003
O Homem que Matou o Facínora – 29/05/2003
Quem Vai Ficar Com Mário? – 05/06/2003
Pessoa Sem Ocupação, Doze Letras – 12/06/2003
O Dia Internacional da Traição – 19/06/2003
Ninguém Me Ama, Ninguém Me Quer – 26/06/2003
Tudo que Você Nunca Quis Saber Sobre Sexo! – 03/07/2003
Seu Floriano Amanheceu Pegando Fogo! – 10/07/2003
Eu Vou Tirar Você Deste Lugar – 17/07/2003
O Velhinho Pocotó! – 24/07/2003 (reprise)

Remake da série produzida pela Globo entre 1972 e 1975. Quando foi dado início ao texto de A Grande Família, em 2001, tinha-se em mãos os originais de Oduvaldo Viana Filho, o Vianinha (1936-1974), para a primeira versão do programa. A ideia era adaptar doze textos, mas a equipe produziu roteiros inéditos e ganhou espaço fixo na Globo.

As críticas políticas do texto da primeira versão estavam ausentes nesse remake. Por isso o personagem do jovem contestador Júnior, interpretado por Osmar Prado na década de 1970, não foi reproduzido na nova versão.

Os problemas da família foram atualizados e inseridos numa nova realidade, mais próxima do telespectador moderno. O personagem Tuco (Luiz Armando Queiroz nos anos 1970), que era um hippie e pregava a paz e o amor, começou a nova versão como um funkeiro. Lineu tornou-se um homem mais bondoso e certinho, Agostinho ficou mais cínico, e Bebel, mais ativa, mais participativa.

No saldo de todos os experimentos que a Globo realizou em 2002, considerando a instabilidade de horários provocada pela Copa da Coréia e Japão e pelas eleições na programação, A Grande Família se deu muito bem. O programa passou dos textos de Vianinha a roteiros inéditos com louvor: conquistou um horário mais decente, uma platéia eclética – agradava a conservadores e modernos – e, melhor de tudo, o aval da direção da Globo para continuar no ar. E em sua décima temporada (em 2010) já era o seriado mais longevo da história da TV Globo. Ficou no ar até 2014, totalizando 14 temporadas.

O tom “correto, mas não reacionário”, como definiu o roteirista Marcelo Gonçalves, sustentava-se na “pretensão de falar para todo mundo”. O programa sempre esteve entre as maiores audiências da Globo.

A Grande Família bateu seu recorde de audiência no dia 04/11/2004. O seriado marcou média de 45 pontos com 64% dos televisores sintonizados. A única vez que a atração registrou esse índice foi em 24/07/2003, quando foi exibida uma homenagem ao ator Rogério Cardoso (que havia falecido).

“O humor não deve ser finalidade, mas ferramenta. Não temos piadas, o que temos são situações engraçadas”, disse Bernardo Guilherme, um dos roteiristas.
Segundo o diretor-geral, Maurício Farias, “há, na verdade, um grande controle de temas (…) Não tem humor preconceituoso, apelativo. Dificilmente se faz piada com ‘a’ gostosa ou ‘o’ pária. O humor passa pelo cotidiano da classe média baixa”, avalia Farias.

A Grande Família foi eleita pela Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) o melhor humorístico de 2002. Neste mesmo ano, Marco Nanini recebeu o prêmio de melhor ator de televisão. Em 2014, a APCA concedeu a Menção Honrosa ao programa, por sua trajetória e pelo episódio final.

Pedro Cardoso (o Agostinho desta segunda versão) havia participado de um especial em 1987 que mostrava o paradeiro da família doze anos depois do fim da primeira versão. Neste episódio ele viveu um estudante de teatro por quem Bebel se apaixona após deixar o marido Agostinho.

Para a caracterização de sua personagem (Dona Nenê), Marieta Severo, que havia encarnado uma personagem rica pouco tempo antes – a Alma de Laços de Família -, e chegou a gravar simultaneamente para as duas produções, precisou sofrer uma mudança radical: enrolar os cabelos. A atriz ficou tão diferente, que, na primeira prova de figurino, chegou a ser confundida pela equipe de produção.

Em abril 2003, com a estréia da nova temporada do programa, o elenco de A Grande Família passou a contar com a participação fixa de Andréa Beltrão, vivendo a cabeleireira Marilda, amiga de Nenê.
A personagem de Andréa Beltrão saiu de cena em 2010. Marilda viajou e, de longe, mandou uma carta para Nenê anunciando que conseguiu o que sempre quis: casar-se. E com um milionário. E não voltava mais para casa.
“Foi um pedido dela, para que faça as coisas que quer fazer, dentro da televisão e fora dela”, disse o diretor Maurício Farias, marido da atriz.

A sitcom estreou nas noites de quinta-feira, após o programa jornalístico Linha Direta. Não faltava quem argumentasse que os programas deveriam trocar de lugar: por ser um policial, de conteúdo mais violento, parecia óbvio que o Linha Direta entrasse no ar mais tarde, após o humorístico, mas isso só ocorreu depois que A Grande Família, por ter sido “empurrada” para as noites de quarta, em razão das mudanças promovidas durante a Copa de 2002, experimentou a faixa das 22 horas. Atestado o bom efeito do horário, o programa voltou para as quintas quando o mundial acabou, mas então às 22 horas mesmo, na vaga que antes cabia ao Linha Direta.

Para ambientar os atores no universo dos personagens, uma pesquisa de campo foi encomendada à antropóloga e assistente de direção Patrícia Guimarães. Baseada em alguns dados de institutos de pesquisa cariocas, ela selecionou uma gama de bairros que se encaixassem no perfil desejado: uma região da periferia nem favelizada demais, nem muito semelhante às áreas emergentes da cidade. Dessa seleção, pinçou o bairro de Realengo e mergulhou na realidade sócio-cultural de seus moradores.
“Há um etos próprio em relação ao meio urbano que é heterogêneo mesmo entre as áreas periféricas. Eu precisava encontrar uma região análoga à COHAB paulista onde morava a família da primeira versão”, explicou Patrícia.

A casa da família Silva estava em algum lugar do subúrbio carioca. Tinha 120 m2, três quartos, um banheiro, uma cozinha com copa integrada, uma varanda e uma garagem para abrigar a Belina 1972 de Lineu. O cenário fixo, montado no Teatro Fênix, exigiu do cenógrafo Keller Veiga algumas soluções técnicas para a passagem de câmeras. Assim, alguns armários eram, na verdade, passagens. O fundo da pia da cozinha também era destacável para dar lugar ao equipamento de vídeo. O diretor Mauro Mendonça Filho pediu que a casa funcionasse de verdade, de modo a deixar os atores livres para possíveis improvisos.

O ator Rogério Cardoso, o Seu Flor, faleceu no dia 24/07/2003, aos 66 anos de idade, vítima de um ataque cardíaco fulminante. No programa daquela noite foi reprisado o episódio O Velhinho Pocotó! em homenagem ao ator. O personagem também saiu da trama. Em agosto de 2005, foi a vez de Francisco Milani partir. Ele havia sido chamado para cobrir a ausência de Rogério Cardoso, mas aparecia esporadicamente no seriado, como Juvenal, o Tio Mala.

Episódios do programa foram lançados em DVD ao longo dos anos. Em 2010, a Som Livre lançou um DVD duplo com as melhores histórias.

Em 2007 A Grande Família ganhou uma versão para o cinema.

Em 2013, a canção interpretada por Dudu Nobre – que por onze anos foi tema de abertura de A Grande Família – foi substituída por uma versão de Ivete Sangalo. Já em 2014, foi a vez de Zeca Pagodinho emprestar sua voz para a abertura da série.

Na última cena do derradeiro capítulo de A Grande Família (em 11/09/2014), a família Silva se reuniu em frente à TV para assistir à estreia de… A Grande Família. A metalinguagem foi a forma encontrada pela equipe de se despedir com humor e emoção da série.
Na história, a família recebia um telefonema da TV Globo dizendo que eles foram escolhidos para ser o modelo, a inspiração, de um seriado que a emissora estava desenvolvendo.
A família do seriado dentro do seriado: Tony Ramos (Lineu), Glória Pires (Nenê), Marcelo Adnet (Tuco), Lázaro Ramos (Agostinho), Deborah Secco (Bebel), Alexandre Borges (Paulão), Luana Piovani (Lurdinha) e JP Rufino (Florianinho).

Tema de Abertura: A GRANDE FAMÍLIA – Dudu Nobre
(depois Ivete Sangalo, depois Zeca Pagodinho)

Esta família é muito unida
E também muito ouriçada
Brigam por qualquer razão
Mas acabam pedindo perdão

Pirraça pai, pirraça mãe, pirraça filha
Eu também sou da família
Também quero pirraçar

Caduca pai, caduca mãe, caduca filha
Eu também sou da família
Também quero caducar

Caduca pai, mãe, filha
Eu também sou da família
Também quero caducar…

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A Grande Família (1972)