Sinopse

Delfino Montiel, um sujeito calmo e bastante religioso, sai de Minas para conhecer o Rio de Janeiro. Além de se encantar com o mar, se apaixona por Marta, que corresponde aos seus sentimentos.

Vindo de uma vida simples, querendo se casar e dar conforto para sua amada, acaba se metendo em confusão. Convencido pela quadrilha de Vilanova e Maneco, para conseguir dinheiro, rouba a uma madona esculpida por Aleijadinho. Após o roubo, entra num processo destrutivo de culpa, pois sua atitude fugiu completamente dos seus princípios morais e religiosos.

Apesar de ter sido por amor, Delfino praticamente enlouquece de remorso, não conseguindo livrar-se da culpa que sente por ter roubado a imagem, impedindo-o de ser realmente feliz ao lado de Marta.

Globo – 22h30
de 26 de abril a 6 de maio de 1994
8 capítulos

minissérie de Walther Negrão
escrita por Walther Negrão, Charles Peixoto e Nelson Nadotti
baseada no romance homônimo de Antônio Callado
direção de Tizuka Yamasaki e Denise Saraceni
direção geral de Tizuka Yamasaki

EDUARDO MOSCOVIS – Delfino Montiel
ANDRÉA BELTRÃO – Marta
ISADORA RIBEIRO – Neusa
PAULO JOSÉ – Pedro
CARLOS VEREZA – Vilanova
HUMBERTO MARTINS – Maneco
EVA WILMA – Maria
CARLOS ZARA – Juvenal
STÊNIO GARCIA – Padre Estêvão
MILTON GONÇALVES – Sinval
FÁBIO SABAG – Delegado
ANDRÉA RICHA – Lola Boba
YARA CÔRTES – Emerenciana
ELOÍSA MAFALDA – Efigênia
ROBERTO BOMTEMPO – Alfredo
DANIELA ESCOBAR – Laureta
HENRIQUE TAXMAN – Caco
NARA GIL
ROBERTA ÍNDIO DO BRASIL
JÚLIO ARBEX
ALEXANDRE BLASIFERO
ANDRÉA BERNARDINO
ANTONELLA FABRA
ELIANE ABREU
GIL GÓES
LORENA RIGAUD
LUGUI PALHARES
RENATO RESTON
O destaque dessa minissérie foram as belíssimas imagens e o retrato quase fiel do modo de vida dos moradores de Congonhas, Mariana e Ouro Preto (em Minas Gerais), trazendo para a tela toda a religiosidade que esse povo carrega junto de si.

A Madona de Cedro foi gravada basicamente em externas, nas três cidades mineiras, numa produção que envolveu uma equipe de 95 pessoas, entre atores e técnicos.

Chuvas muito fortes adiaram as gravações por 15 dias, mas o mau tempo acabou por favorecer a gravação da procissão, numa das principais cenas da minissérie, com 400 figurantes.

A madona usada nas gravações foi copiada da obra original de Aleijadinho pelo escultor Hélio Petrus, de Mariana. O artista cedeu algumas de suas obras e seu material de trabalho para compor o cenário do ateliê de Delfino (Eduardo Moscovis).

O ator Paulo José, intérprete do personagem Pedro, chegou a ficar quatro horas de braços abertos para que se fizesse uma corcunda em suas costas.

O romance de Antônio Callado já havia tido uma versão para o cinema em 1968, no filme de Carlos Coimbra, tendo no elenco Leonardo Villar (Delfino), Leila Diniz (Marta), Sérgio Cardoso (Pedro), Ziembinski (Vilanova), Cleyde Yáconis (Lola Boba) e Jofre Soares (Padre Estêvão), entre outros.

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