Sinopse

Carolina é a romântica e sonhadora moça que vive na Ilha de Paquetá com sua avó Donana. Entre festas e passeios dominicais, rodeada por amigas, pretendentes, e jovens estudantes da corte, Carolina espera pacientemente reencontrar sua paixão de infância. Mal sabe ela que o rapaz está entre os seus convidados. É o jovem Augusto que se enamora dela desde a primeira vez que a vê, mas é perseguido por Clementina, uma moça que não mede esforços para estar do lado do homem que ama.

Enquanto rolam os namoricos e desencontros, os jovens estudantes se empenham em campanhas anti-escravagistas, em particular, a luta pela liberdade de um fugitivo, Simão, o “negro fujão” rigorosamente perseguido por João Bala, um implacável capitão do mato temido por todos. Liderando a campanha está Leopoldo, que acaba sendo vítima de João Bala, quando sua amada, Quininha, é raptada em represália à proteção de Simão.

Globo – 18h
de 20 de outubro de 1975
a 6 de fevereiro de 1976
79 capítulos

novela de Marcos Rey
baseada no romance homônimo de Joaquim Manuel de Macedo
direção de Herval Rossano

Novela anterior no horário
Senhora

Novela posterior
Vejo a Lua no Céu

NÍVEA MARIA – Carolina
MÁRIO CARDOSO – Augusto
MARCO NANINI – Felipe
EDUARDO TORNAGHI – Leopoldo
CARMEM MONEGAL – Quininha
JAIME BARCELOS – João Bala
HAROLDO DE OLIVEIRA – Simão
MAGALHÃES GRAÇA – Gustavo (Belo Senhor)
ROGÉRIO FRÓES – André
ROBERTO BOLANT – Fabrício
MARIA CRISTINA NUNES – Clementina
CÉLIA BIAR – Violante
BEATRIZ LYRA – Luísa
HENRIQUETA BRIEBA – Donana
SÉRGIO DE OLIVEIRA – Kleberc
MONIQUE LAFOND – Marina
TESSY CALLADO – Joana
ANA ARIEL – Dona Lalá
NATÁLIA DO VALLE – Mademoiselle Aimée
LÉA GARCIA – Duda
SIDNEY MARQUES – Tobias
MARCUS TOLEDO – Jerônimo
LUÍS ORIONI – Juca
ANTÔNIO POMPEO – Rafael
PAULO MATOSINHO – Benjamin
e
ARTHUR COSTA FILHO – joalheiro
BETTY SADDY – enfermeira
CLÓVIS MARIANO – estudante
DURVAL PEREIRA – homem rico
EDUARDO MACHADO – estudante
JOTA BARROSO – matador de escravos
MÁRCIO AUGUSTO – estudante
ROBERTO DE CLETO – hoteleiro
ROBERTO TURIASSU – estudante
SYLVIA CADAVAL – madre superiora

– núcleo de Paquetá:
CAROLINA (Nívea Maria), bela, alegre, inteligente e espirituosa, mora num casarão com sua avó, DONANA (Henriqueta Brieba). Disputada pelos rapazes da côrte, espera reencontrar um amor de infância:
as amigas que freqüentavam os saraus dominicais no casarão:
QUININHA (Carmem Monegal) e JOANA (Tessy Callado), filhas de LUÍSA (Beatriz Lyra),
a inconveniente CLEMENTINA (Maria Cristina Nunes), sobrinha da alcoviteira e fofoqueira VIOLANTE (Célia Biar),
e a tímida MARINA (Monique Lafond)
os escravos da casa DUDA (Léa Garcia) e TOBIAS (Sidney Marques), queridos por Donana e Carolina.

– núcleo da pensão Estrela, de propriedade da alegre DONA LALÁ (Ana Ariel):
GUSTAVO (Magalhães Graça), homem culto e espirituoso, mentor dos estudantes abolicionistas, alvo do amor de Dona Lalá
os estudantes abolicionistas:
LEOPOLDO (Eduardo Tornaghi), o amor de Quininha, empenha-se ferrenhamente pela causa
AUGUSTO (Mário Cardoso), apaixona-se por Carolina, mas é perseguido insistentemente por Clementina
FELIPE (Marco Nanini), irmão de Carolina, poeta e romântico, a princípio apaixonado por Clementina
e FABRÍCIO (Roberto Bolant), bon-vivant, apaixonado por Carolina
o escravo RAFAEL (Antonio Pompeo), espécie de faz-tudo e garoto de recados da pensão Estrela.

– núcleo do escravo fugitivo SIMÃO (Haroldo Oliveira), o “nego fujão”, como era conhecido, amor de Duda:
perseguido pelo temível capitão-do-mato e feitor JOÃO BALA (Jaime Barcelos),
e seu capanga JERÔNIMO (Marcus Toledo).

– demais personagens:
ANDRÉ (Rogério Fróes), pai de Augusto, homem justo e íntegro, defensor da causa abolicionista, envolve-se com Luísa
KLEBERC (Sérgio de Oliveira), de origem alemã, bonachão, frequentador dos saraus no casarão de Paquetá, alvo da atenção de Violante
MADEMOISELLE AIMÉE (Natália do Valle), francesa, dançarina de cancan no Alcazar, onde os homens se encontravam para se divertir
JUCA (Luiz Orioni), dono de uma taberna, delator de Simão
o escravo BENJAMIN (Paulo Matosinho)
e os estudantes (Márcio Augusto, Eduardo Machado, Clóvis Mariano e Roberto Turiassu).

A mais famosa das várias adaptações para a TV do romance de Joaquim Manuel de Macedo.
A primeira versão foi produzida pela Tupi do Rio de Janeiro, em 1956, exibida às terças e quintas-feiras, às 20 horas, com Yoná Magalhães e Paulo Porto nos papeis principais.
Também em 1959, pela Tupi paulista, com adaptação de Tatiana Belinky e direção de Júlio Gouveia, e em 1961, pela TV Itacolomi de Belo Horizonte, adaptada por Léa Delba.
Em 1965, a Globo produziu uma versão em 35 capítulos (uma de suas primeiras novelas), com Marília Pêra e Cláudio Marzo.

O romance de Joaquim Manuel de Macedo já havia tido uma versão para o cinema, em 1970: o filme de Glauco Mirko Laurelli com Sônia Braga e David Cardoso.

Brilhante reconstituição de época, numa produção cheia de “não-me-toques”.

A novela tinha seu enredo de base no romance “A Moreninha”, mas mostrava vestígios de outra obra de Joaquim Manuel de Macedo: “Memórias da Rua do Ouvidor”.

A opção por uma adaptação livre permitiu ao autor deslocar a história no tempo. Em vez de se passar em 1844, como no romance original, a novela foi ambientada entre 1866 e 1868. Com isso, foi possível a referência a acontecimentos históricos, como a Guerra dos Paraguai e a luta abolicionista.

A Moreninha teve gravações na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, que se tornou conhecida nacionalmente pelo grande público graças à novela. Os lugares que serviram de locação acabaram virando pontos turísticos da ilha, como a Pedra da Moreninha.

O cenários de época foram montados na cidade cenográfica de Barra de Guaratiba, elaborados por Arlindo Rodrigues, a partir de pesquisa de Marilena Cury. Site Memória Globo.

Nívea Maria teve aqui sua primeira parceria com o diretor Herval Rossano, com quem fez outras novelas no horário das seis da Globo nessa época: O Feijão e o Sonho, Dona Xepa, Maria Maria, Olhai os Lírios do Campo e Terras do Sem Fim.
Nívea e Herval se casaram em 1976. Os dois se divorciaram em 2003, após 27 anos de união.

Estreia na Globo do ator Eduardo Tornaghi, com um papel de destaque (o abolicionista Leopoldo) que lhe rendeu protagonistas na sequência (em Vejo a Lua no Céu e Sinhazinha Flô).

Sensível trabalho de Marco Nanini, vivendo o poeta Felipe. Ao final, o personagem passa a sofrer de tuberculose, doença incurável na época.

Durante a semana de 20 a 24/10/1975, os atores Marco Nanini e Nívea Maria puderam ser vistos em duas produções da Globo: na primeira semana de exibição de A Moreninha, na qual viviam Felipe e Carolina, e na última da novela das dez, Gabriela, em que eram o Professor Josué e Jerusa.
Em comum, as duas novelas também tinham em seus elencos os atores Jaime Barcelos, Luís Orioni, Sérgio de Oliveira, Ana Ariel e Natália do Valle.

Esses eram textos narrados na apresentação das cenas do próximo capítulo da novela (prática comum na época):
“O amor com a força da vida. A vida brotando dos sonhos. A esperança, as juras eternas. Cada noite nascendo, cada dia vivendo. A Moreninha!”
“O amor com a força da vida. A vida com a poesia dos sonhos. A esperança cada noite nascendo. Juras de amor, cada dia vivendo. A Moreninha!”

A Moreninha foi reprisada às 13h30, entre 23/08 e 10/12/1976; e no Vale a Pena Ver de Novo, de 4/10 a 31/12/1982.

Trilha Sonora
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01. LANDA – Ormy Toledo
02. SONHO – Waltel Branco e Paulo Pinheiro
03. A MORENINHA – Waltel Branco (tema de abertura)
04. SEM TI, A VIDA É NADA – João Mello (tema de Carolina)
05. ROMANZA – Waltel Branco
06. RUMPI – Waltel Branco e Antônio Faya

Sonoplastia: Guerra Peixe Filho
Coordenação Geral: João Araújo

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