Sinopse

O capitão Roy Cronin passeia pela Ponte de Waterloo, em Londres, e relembra o amor que viveu na Primeira Guerra. Durante um ataque aéreo em Londres, ele esbarrou em uma moça e ambos se refugiaram no subterrâneo do metrô. Ele era um capitão esperando ordem para partir para o front, e ela, Maíra, uma bailarina clássica atrasada para o espetáculo da noite. Ao cessar do ataque aéreo, ele se ofereceu para levá-la e ficou esperando por ela até o fim do espetáculo. Os dois começaram um romance. O casal, perdidamente apaixonado, decidiu se casar.

Porém, o casamento não aconteceu: Roy foi chamado para o front e partiu deixando uma carta. Na esperança de vê-lo, Maíra correu para a estação, em vão. Acabou chegando atrasada para o espetáculo de balé daquela noite e foi repreendida pela severa madame Zarcoby, dona da companhia. Maíra revidou e acabou despedida, assim como Kathy, sua amiga com quem morava em uma pensão, que tomou suas dores. Sem lugar para morar, as duas alugaram um pequeno apartamento e foram tentar emprego como coristas. Porém, a guerra estava fechando os cabarés.

Maíra recebeu um telegrama de Roy lhe informando que sua mãe, Mrs. Margareth a procuraria. Exatamente na hora marcada para o encontro, Maíra leu uma notícia no jornal: Roy fora morto em combate. Passando mal, a moça foi levada para casa e ficou aos cuidados de Kathy, que lhe contou que arrumara um emprego. Após seguir a amiga, Maíra descobriu que Kathy tornara-se prostituta. Desolada, Maíra optou por seguir o mesmo rumo e foi interpelar os soldados que voltavam a Londres ou que estavam de passagem. Foi assim que Maíra acabou reencontrando Roy.

Ele não estava morto, apenas perdera a placa de identificação em combate. Sem nem dar-se conta da situação de sua amada, Roy a levou para sua mansão no interior. Lá, Maíra conheceu a sua tradicional família. Sentindo-se culpada por ter sido prostituta, ela resolveu fugir para Londres, voltando a prostituir-se. Roy procurou Kathy que lhe contou toda a verdade. Ele a reencontrou, novamente nas ruas, disposto a buscá-la. Maíra, que acabara de saber que estava grávida, fugiu desesperada pela Ponte de Waterloo quando foi atropelada, morrendo em seguida.

Tupi – 19h
de março a abril de 1967

novela de Geraldo Vietri
baseada na peça de Robert E. Sherwood
direção de Geraldo Vietri

Novela anterior no horário
A Intrusa

Novela posterior
Éramos Seis

LISA NEGRI – Maíra
HÉLIO SOUTO – Roy Cronin
ANA ROSA – Kathy
MARINA FREIRE – Mrs. Margareth
DINA LISBOA – Madame Zarcoby
MACHADINHO – Alfredo

A peça teatral de Robert E. Sherwood foi escrita originalmente para a Broadway e ficou em cartaz por mais de vinte anos. Teve três versões cinematográficas: nos anos 1930, nos anos 1940 (a mais famosa, com Vivien Leigh e Robert Taylor) e nos anos 1970.

Na TV brasileira, a peça já havia rendido duas novelas não diárias: em 1958, na TV Tupi carioca, com Aracy Cardoso e Paulo Max; e em 1959, com Vera Nunes e Amilton Fernandes.

O autor e diretor Geraldo Vietri tomou literalmente o seguimento linear do filme.

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