Sinopse

Veneza, 1500. Rolando Candiano, filho do doge de Veneza, está de casamento marcado com a bela Leonor Dandolo. No dia da cerimônia, é traído por seu amigo, o capitão Altieri: apaixonado por Leonor, Altieri o denuncia à Inquisição como traidor. Também pesa contra Rolando o assassinato de João d’Ávila: apesar de sua inocência, ele é apontado como responsável pela morte do membro do Conselho de Dez. Rolando é condenado e preso na Ponte dos Suspiros. Seu pai, Lourenço Candiano, é deposto e condenado à máscara de ferro.

Com a prisão de Rolando, Altieri é promovido a capitão-general, enquanto seu cúmplice Foscari, é nomeado o novo doge. Altieri se aproxima de Leonor, mas ela não esconde o desprezo que sente por ele. Por imposição de seu pai, Dandolo, concorda em ficar noiva do capitão-general. A felicidade de Altieri, no entanto, dura pouco. Logo vem à tona a gravidez de sua esposa, que espera um filho de seu inimigo. A notícia o desestabiliza e Altieri ameaça a vida da criança, caso Leonor insista em criar o filho. Quando o menino nasce, é mantido na torre em companhia de uma ama.

Outra personagem importante na trama é Impéria, filha de uma família aristocrática de Florença. Apaixonada por Rolando Candiano, ela não mede esforços para conquistá-lo. No decorrer da trama, denuncia Leonor à Inquisição, alegando que ela é uma herege por compartilhar das ideias luteranas pregadas pelo Frei Vicente. Além disso, acusa a jovem de ser a responsável pelo assassinato de Silvia Candiano, mãe de Rolando. Leonor é presa, julgada pelo Santo Ofício e condenada à fogueira.

Globo – 19h e 22h
de 6 de junho a 15 de novembro de 1969 (Rio)
de 9 de julho a 30 de dezembro de 1969 (SP)
144 capítulos

novela de Dias Gomes (sob o pseudônimo Stela Calderón)
baseada no romance homônimo de Michel Zevaco
direção de Marlos Andreucci

Novela anterior
A Última Valsa

Novela posterior
Verão Vermelho

CARLOS ALBERTO – Rolando Candiano
YONÁ MAGALHÃES – Leonor Dandolo
JARDEL FILHO – Capitão Altieri
ARLETE SALLES – Impéria
MÁRIO LAGO – Foscari
ARY FONTOURA – Pedro Arentino
ZILKA SALABERRY – Clara
CARLOS VEREZA – Frei Vicente
EMILIANO QUEIROZ – Bembo
PAULO ARAÚJO – Scalabrino
MARIA HELENA DIAS – Joana
DARY REIS – Sandrigo
JOÃO PAULO ADOUR – Rafael D´Avila
DJENANE MACHADO – Bianca
PAULO GONÇALVES – Lourenço Candiano
IDA GOMES – Silvia Candiano
JORGE CHERQUES – João D´Avila
BEATRIZ LYRA – Beatriz D´Avila
PAULO PADILHA – Dandolo
LAJAR MUZURIS – Cônego Montini
JOÃO LOREDO
LÍCIA MAGNA
VINÍCIUS SALVATORI
ROBERTO ARGOLO – Bertini
GENI AMARAL – Sofia
URBANO LÓES – Guido Genaro
DIOGO VILELA – Nico
MARCO NANINI – auxiliar do Capitão Altieri
Sofia

Primeira novela de Dias Gomes. Para fugir da perseguição política, já que era persona non grata do Regime Militar, o autor assinou sob o pseudônimo de Stela Calderón, com grafia diferente da novelista mexicana homônima Estella Calderón.

A Ponte dos Suspiros era uma sinopse de Glória Magadan, então supervisora de dramaturgia da Globo. Dias Gomes escrevia a novela sob sua supervisão. Quando La Magadan foi demitida da emissora, o autor mudou tudo e seguiu sua intuição. Foi quando a trama sofreu uma transformação quase radical e passou a discutir problemas políticos. Por causa disso, a censura paulista obrigou a Globo a mudar o horário de exibição para as 22 horas, a partir de 01/09/1969, inaugurando essa faixa de novelas na emissora.

O pesquisador Cláudio Ferreira reproduziu no livro “Beijo Amordaçado – A Censura às Telenovelas Durante a Ditadura Militar” a alegação dos censores para a alteração do horário da novela:
“Pelo conteúdo dos textos, as paixões intransigentes, boas e más, são de molde a levar os espectadores a emoções extremas, mesmo sendo adultos, o que, logicamente não recomenda a novela para horários inferiores: calculamos que, em horário mais avançado evitaríamos incidência maior de menores entre os telespectadores.”
Cláudio continua em seu livro:
“Já no oitavo capítulo, a censora Sônia C. Braga havia feito algumas ressalvas para que a novela continuasse no horário livre. Ela listou as exigências: “sonoplastia menos tensa e dramática, cenas amorosas poéticas, torturas e assassinatos sugeridos e cenas rápidas”. Foi menos otimista ainda sobre o valor educativo da trama: “Nenhum propriamente. Para os menores cria o espírito de que os governantes são maus, desumanos, indiferentes ao sofrimento do povo, etc.” Porém, a definição do horário de A Ponte dos Suspiros, ao que parece, não era consenso: quase dois meses depois de estrear, ela chegou a ser liberada para o público maior de dez anos, dias antes de a emissora decidir pelo horário das 22 horas, que durou até o último capítulo”.

Embora a trama fosse ambientada no século 16, Dias Gomes inseriu diversas referências à história do Brasil, inclusive criticando a deposição do presidente João Goulart. (Site Memória Globo)

A volta da dupla romântica Carlos Alberto e Yoná Magalhães, que esteve separada em Passo dos Ventos (com ele) e A Gata de Vison (com ela), seus últimos trabalhos.
Esta foi também a última novela do casal (juntos) na Globo. Após uma passagem pela TV Tupi (na novela Simplesmente Maria, em 1970-1971), separaram-se profissionalmente.

A novela teve na abertura algumas cenas gravadas em Veneza.
As externas foram feitas no terraço da TV Globo, no Rio de Janeiro, onde foi construído o cenário. Um canal de Veneza foi reproduzido na cobertura da emissora, no bairro do Jardim Botânico. O canal tinha 10m de extensão e 50cm de profundidade. Outras imagens externas foram gravadas no Parque Lage. (Site Memória Globo)

Primeira novela dos atores Diogo Vilela (com 13 anos na época), Lajar Muzuris e Beatriz Lyra (em uma participação).
Primeira novela na Globo dos atores Jardel Filho, Carlos Vereza, João Paulo Adour e Vinícius Salvatori.

Antes de ter sua chance na TV, o ator Marco Nanini fez “pontas” em novelas. Em A Ponte dos Suspiros, foi figurante em cenas de capa e espada. O ator garantiu que chegou a “morrer” mais de dez vezes durante a novela. (“Almanaque da TV”, Bia Braune e Rixa)

Lamentavelmente não existem mais registros dessa novela, apagados porque as fitas foram reutilizadas (prática comum na época) ou porque perderam-se em um dos incêndios na TV Globo (1971 e 1976).

Trilha Sonora: LP Panicali e as Novelas
panicalit
01. PONTE DOS SUSPIROS – Lyrio Panicali
02. A ÚLTIMA VALSA – Lyrio Panicali
03. A GRANDE MENTIRA – Lyrio Panicali
04. A GATA DE VISON – Lyrio Panicali
05. O HOMEM PROIBIDO – Lyrio Panicali (tema de Demian)
06. TEMA DE AMOR EM FORMA DE PRELÚDIUO – Manuel Marques (da novela Antônio Maria)
07. A RAINHA LOUCA – Lyrio Panicali
08. O PASSO DOS VENTOS – Lyrio Panicali
09. CABANA DO PAI TOMÁS – Lyrio Panicali
10. A ROSA REBELDE – Lyrio Panicali
11. A SOMBRA DE REBECA – Lyrio Panicali
12. UM DIA SABERÁS (SOMEDAY YOU´LL KNOW) – Erlon Chaves (da novela O Sheik de Agadir)
13. SANGUE E AREIA – Lyrio Panicali
14. MAGIA – Lyrio Panicali e Raymundo Lopes

Veja também

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Verão Vermelho

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Bandeira Dois

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O Bem-Amado (a novela)