Sinopse

Alexandre é um playboy inconsequente que matou um homem em uma tentativa de roubo. Ao fugir da polícia, é delatado pelo irmão Raul e pelo cunhado Téo. O famoso criminalista Otávio Jordão não aceita defendê-lo nos tribunais, pois a vítima era um amigo pessoal. Para ajudá-lo, Alexandre conta apenas com a irmã mais velha, Diná, mulher de Téo, que luta para livrá-lo da cadeia. Até mesmo a namorada Lisa o abandona. Condenado, o rapaz comete suicídio na prisão, amaldiçoando todos que o traíram.

A temperamental Diná é casada com Téo, um rapaz mais jovem e boa pinta que sofre com o ciúme doentio da mulher, o que coloca o casamento em xeque. A mãe doente, Dona Maroca, tenta se recuperar da perda do filho caçula com a amizade do médico da família, o Dr. Alberto. Ele é um médico espiritualista que apaixona-se por Estela, a outra filha de Maroca. Abandonada pelo marido Ismael, um mau-caráter, Estela criou sozinha a filha Bia, que sonha em reencontrar o pai.

Raul, irmão de Alexandre, Diná e Estela, tem um casamento feliz com Andreza e uma boa relação com a sogra, Dona Guiomar, que o trata como filho. Para completar a felicidade do casal, falta um bebê, que os dois lutam para conseguir. O advogado Otávio Jordão é também amigo do Dr. Alberto. Viúvo, é pai de dois filhos: Tato, que quer seguir a sua carreira, e o garoto Dudu. Após a morte de Alexandre, a vida de todos esses personagens muda drasticamente.

O espírito de Alexandre planeja uma vingança contra os que lhe viraram as costas. Seus principais alvos são o irmão Raul, o cunhado Téo e o advogado Otávio Jordão. Dona Guiomar, a sogra de Raul, influenciada pelo espírito de Alexandre, transforma o casamento do genro e da filha em um inferno, até conseguir separá-los. O filho de Otávio, Tato, deixa de lado os estudos e torna-se um delinquente, tal qual Alexandre fora um dia. E Téo passa a sofrer de surtos que o deixam violento, principalmente depois que se separa de Diná e se envolve com Lisa, a antiga namorada de Alexandre.

Entretanto, Alexandre não contava que Diná, a única que lhe estendeu a mão, fosse se apaixonar por Otávio, o seu maior desafeto. O Dr. Alberto, adepto do Espiritismo – a doutrina de Allan Kardec -, tenta, por meio de reuniões mediúnicas, conscientizar o espírito atormentado de Alexandre do mal que causa às pessoas. O clímax é a morte de Otávio, em um acidente. Diná e ele passam a viver um amor transcendental. Porém, ela adoece e também morre. Juntos em outro plano, em um lugar conhecido como Nosso Lar, os dois tentam neutralizar a má influência de Alexandre sobre seus entes queridos.

Globo – 19h
de 11 de abril a 22 de outubro de 1994
160 capítulos escritos, 167 exibidos

novela de Ivani Ribeiro
colaboração de Solange Castro Neves
direção de Wolf Maya, Ignácio Coqueiro e Maurício Farias
direção geral de Wolf Maya

Novela anterior no horário
Olho no Olho

Novela posterior
Quatro por Quatro

CHRISTIANE TORLONI – Diná Toledo
ANTÔNIO FAGUNDES – Otávio César Jordão
GUILHERME FONTES – Alexandre Toledo
MAURÍCIO MATTAR – Téo (Teodoro Dias)
ANDRÉA BELTRÃO – Lisa (Lisandra Barbosa)
CLÁUDIO CAVALCANTI – Alberto
LUCINHA LINS – Estela Toledo
MIGUEL FALABELLA – Raul Toledo
THAÍS DE CAMPOS – Andreza
LAURA CARDOSO – Dona Guiomar
YARA CÔRTES – Dona Maroca
JONAS BLOCH – Ismael
SUZY RÊGO – Carmem
BRENO MORONI – Mascarado (Adonay)
EDUARDO GALVÃO – Mauro
FELIPE MARTINS – Tato (Otávio César Jordão Júnior)
FERNANDA RODRIGUES – Bia (Beatriz)
ARY FONTOURA – Tibério
NAIR BELLO – Cininha
JOHN HERBERT – Agenor Barbosa
LOLITA RODRIGUES – Fátima
JAYME PERIARD – Ígor
IRVING SÃO PAULO – Zeca
ROBERTA ÍNDIO DO BRASIL – Sofia
KEILA BUENO – Naná (Naíde)
TÂNIA SCHER – Josefa
DENISE DEL VECCHIO – Glória
CARLOS TAKESHI – Okida
MARA CARVALHO – Regina
DANTON MELLO – Johnny
RICARDO PETRÁGLIA – Queiroz
CHRIS PITSCH – Bárbara
MARA MANZAN – Ednéa
RENATO RABELLO – Padilha
CLÁUDIO MAMBERTI – Geraldão
SELMA SALMIR – Vovó
MYRIAN PÉRSIA – Salomé
LEONARDO JOSÉ – Hélio
CIBELE LARRAMA – Maria
MARIA ALVES – Francisca
JORGE PONTUAL – Antônio
ANDRÉA AVANCINI – Tainá
LAFAYETTE GALVÃO – André
REJANE GOULART – Júlia
MYLLA CHRISTIE – Carlota
AREHY JR. – Samuel
KIKO MASCARENHAS – Daniel
LÉA GARCIA – Natália
GÉSIO AMADEU – Julião
SOLANGE COUTO – Zulmira
NÁDIA BAMBIRRA – Margarida
EDUARDO FELIPE – Dedé
WÁLTER VERVE – Boca
GERSON STEVES – Gordo
ARMANDO SOUZA – Quibe
LÚCIO MAURO FILHO – Caíto
ANTÔNIO ENTRIEL – André

as crianças
DANIEL ÁVILA – Dudu
VIVIANE PINHEIRO – Patty (Patrícia)

e
ADA CHASELIOV – fonoaudióloga de Adonay
ADEMIR ZANYOR – Gavião (companheiro de cela de Alexandre na casa de detenção)
AGUINALDO ROCHA – Pestana (vizinho de Agenor que arranjou um emprego de ascensorista)
ALBERTO PEREZ – juiz no julgamento de Alexandre
ALEXANDRE MARQUES – antigo professor de Alexandre, testemunha de acusação em seu julgamento
ALINE COELHO – colega de trabalho de Estela
ANDRÉ DE MORAES – vizinho de Estela na vila
ANSELMO VASCONCELLOS – companheiro de cela de Alexandre na casa de detenção
ANTÔNIO POMPEO – Paulinho (do Nosso Lar)
ÁUREA ALVES – funcionária no minishopping onde fica a videolocadora de Diná
BETA MADRUGA – Taís (amiga de Dudu)
BETO SIMAS – Laerte (amigo de Téo e Mauro, com quem eles jantam)
BRANCA SULAMITA
CAIO JUNQUEIRA – Pedro Bala (amigo de Bia na vila)
CARLOS KROEBER – juiz no julgamento de Alexandre
CLÁUDIO CORRÊA E CASTRO – advogado de Alexandre, em seu julgamento
CLÁUDIO MACDOWELL – homem que Bia aborda na rua pensando tratar-se de seu pai
CLAY DE OLIVEIRA – vizinho de Estela na vila
CRISTINA RIBEIRO – Neide (colega de trabalho de Lisa no salão de beleza)
DAVID Y. W. POND – Kazuo (irmão do Okida)
DUDA MAMBERTI – escrivão na delegacia onde Alexandre é preso
EDUARDO COSTA – preso cantor, companheiro de cela de Alexandre na casa de detenção
EDWIGES GAMA – Sônia (empregada de Diná)
ELISKA ALTMANN – colega de trabalho de Estela
ELZA LAGAME – vizinha de Estela na vila
ESTER JABLONSKI – Míriam (secretária de Otávio em seu escritório)
FLÁVIO ANTÔNIO – Aristides (detetive contratado por Diná para seguir Téo)
GIÁCOMO PINOTTI – José (do Nosso Lar)
GILBERTO MACIEL – colega de trabalho de Estela
GIOVANNA GOLD – Drica (Adriana Pacheco, antiga namorada de Alexandre, testemunha de acusação em seu julgamento)
GUILHERME CORRÊA – colega de trabalho de Waldomiro que o socorre após ser baleado por Alexandre
GUTI FRAGA – companheiro de cela de Alexandre na penitenciária
HELA DI CASTRO – colega de trabalho de Estela
HENRIQUE CÉSAR – Duarte (chefe de Estela no escritório)
HENRIQUE FRASMA – estagiário
ISAAC BARDAVID – promotor no julgamento de Alexandre
JAIME LEIBOVITCH – antigo patrão de Alexandre, testemunha de acusação em seu julgamento
JOANA LIMAVERDE – namorada de Tato
JOANA ROCHA – cozinheira da pensão de Cininha
JOÃO FELIPE TOLEDO – Giba (amigo de Bia)
JOSÉ MELO – vizinho de Estela na vila
JUMA FERREIRA – vizinha de Estela na vila
KLEBER DRABLE – delegado a quem pedem ajuda sobre o desaparecimento de Téo e Bia
LEINA KRESPI – Sueli
MARCELO ESCOREL – Vicente (carcereiro na delegacia onde Alexandre é preso)
MÁRCIO PORTO – Júlio
MARCOS OLIVEIRA – Mãozinha (companheiro de cela de Alexandre na casa de detenção)
MARCOS PASQUIM – homem que dá em cima de Diná no aeroporto
MARIA CRISTINA GATTI – Lindalva (faxineira que socorre Waldomiro, vizinha de Cininha)
MÁRIO BORGES – Dr. Sérgio (psiquiatra de Téo, quando ele passa a sofrer a obsessão do espírito de Alexandre)
MOACIR ALVES – vizinho de Estela na vila
MÔNICA CARVALHO – Gilda (amiga de Mauro apresentada a Téo, Diná os flagra e tem uma crise de ciúmes)
MORENO BRASIL – servente
MYRIAN FREELAND – Cris (amiga de Bia na vila)
NÁDIA MIGUEL – colega de trabalho de Estela
NILDO PARENTE – Waldomiro (amigo e compadre de Otávio assassinado por Alexandre)
PAULINHO PAURA – delegado
PAULO CÉSAR PEREIO – Coringa (companheiro de cela de Alexandre na casa de detenção)
PAULO PONGGI – vizinho de Estela na vila
RONALDO CIAMBRONI – comparsa de Ismael que o tira do hospital, disfarçado de sua mãe
RONALDO TASSO – Pedrinho (colega de trabalho de Téo e Mauro)
RUBENS DE ALMEIDA
SADI PIMENTEL – vizinho de Estela na vila
SHIMON NAHMIAS – delegado que prende Alexandre
TATHIANE MANZAN – Carol (amiga de Bia na vila)
TESSY CALADO – Oneida (mulher de Queiroz)
THIERRY FIGUEIRA – Guga (amigo de Bia na vila)
TONY TORNADO – Chefão (companheiro de cela de Alexandre na penitenciária)
VANDA ALVES – Dolores (empregada de Otávio)
VINÍCIUS MARQUES – Diogo (colega de trabalho de Téo e Mauro)
Gabriel (do Nosso Lar)
Inácio (funcionário da videolocadora de Diná)
Marina (cliente de Téo que está com ele quando Diná o encontra, primeiro capítulo)
Nori (filho de Kazuo)

– núcleo de DINÁ TOLEDO (Christiane Torloni), mulher bonita e charmosa, muito ligada à família. Sócia de uma videolocadora com a cunhada. Temperamental e impulsiva, vive uma relação conturbada com o marido, bonito e mais jovem, por causa de seu ciúme extremo, o que causa o fim do casamento. Recusa-se a enxergar os maus passos do irmão caçula, a quem sempre defende e trata como um filho:
o marido TÉO (Maurício Mattar), arquiteto, doze anos mais jovem que ela, bonito, alegre e carismático. Sofre com os ciúmes exagerados da mulher, de quem acaba se separando
a filha pequena PATRÍCIA, a PATTY (Viviane Pinheiro), paparicada por todos da família
a mãe DONA MAROCA (Yara Côrtes), mulher idosa que necessita de cuidados constantes. Tem problemas de audição e usa aparelho. Bondosa com todos na família, criou quatro filhos. Tem predileção por Diná, com quem mora, e sofre muito com os problemas causados pelo caçula
o irmão caçula ALEXANDRE TOLEDO (Guilherme Fontes), rapaz rebelde, arruaceiro e inconsequente, mesmo assim protegido por Diná. Já foi preso por porte de drogas. Matou um homem em uma tentativa de roubo. Preso, foi condenado e suicidou-se na cadeia jurando vingança contra os que o traíram – entre eles Téo. Em outro plano, seu espírito passa a perseguir aqueles que julga responsáveis pela sua condenação. É quando Téo começa a sofrer de surtos que lhe causam mudança repentina de humor, deixando-o violento às vezes
a sogra JOSEFA (Tânia Scher), mãe de Téo, com quem tem uma relação distante. Na verdade, Josefa nunca aprovou o casamento do filho e Diná sabe disso
a babá de Patty, MARIA (Cibele Larrama)
a empregada SÔNIA (Edwiges Gama).

– núcleo de OTÁVIO CÉSAR JORDÃO (Antônio Fagundes), homem íntegro e justo, viúvo, adorado pelos dois filhos. Um dos maiores advogados criminalistas do país, foi o responsável pela condenação de Alexandre. Fez questão de atuar na promotoria porque a vítima era um amigo pessoal. A princípio, Diná o vê como um inimigo, mas ele acaba apaixonado por ela. Após a separação de Téo, Diná passa a aceitar a corte de Otávio e os dois iniciam um romance, que culmina com a morte dele, vítima de um acidente de carro:
os filhos: TATO (Felipe Martins), bom rapaz, tem o pai como um amigo e ídolo e deseja seguir a sua carreira. Porém, começa a sofrer as interferências do espírito de Alexandre, que quer se vingar de Otávio por meio do filho. Tato torna-se então um delinquente rebelde, tal qual Alexandre fora em vida,
e DUDU (Daniel Ávila), o caçula, garoto esperto e alegre. Adora o pai e sente ciúmes quando ele começa a se interessar por Diná, pois não gosta dela
o amigo e compadre WALDOMIRO (Nildo Parente), vítima de Alexandre, assassinado no primeiro capítulo
o amigo QUEIROZ (Ricardo Petráglia), advogado que trabalha em seu escritório, e sua mulher ONEIDA (Tessy Callado)
os amigos de Tato, CAÍTO (Lúcio Mauro Filho) e ANDRÉ (Antônio Entriel)
a governanta GLÓRIA (Denise Del Vecchio), dedicada à família, ajudou a criar seus filhos. Esconde uma paixão por ele
o jardineiro OKIDA (Carlos Takeshi), também dedicado ao patrão
a empregada DOLORES (Vanda Alves)
a secretária no escritório MÍRIAM (Ester Jablonski).

– núcleo de ESTELA TOLEDO (Lucinha Lins), irmã de Diná com quem tem uma forte ligação, amorosa e sensorial: uma sente quando a outra está próxima. Mulher abnegada, sofrida e orgulhosa que criou a filha sozinha após ter sido abandonada pelo marido mau-caráter. Vigia a filha de perto. Trabalha em um escritório, e, para complementar a renda doméstica, faz artesanato que vende para os amigos e na locadora de Diná:
a filha adolescente BIA (Fernanda Rodrigues), que rebela-se contra a mãe que nunca lhe contou a verdade sobre o pai tê-las abandonado. Idealiza a figura paterna e sonha reencontrar o pai. Envolve-se com Tato
o amigo ALBERTO (Cláudio Cavalcanti), médico da família Toledo. Apaixona-se por ela e os dois iniciam uma relação, que Bia é contra porque espera que seu pai volte à família. É também o melhor amigo de Otávio. Adepto da doutrina kardecista, faz reuniões mediúnicas em que ora pelo espírito de Alexandre, tentando neutralizar o mal que ele faz às pessoas
o amigo de Bia, ÍGOR (Jayme Periard), homem misterioso e solitário que a ajuda em maus momentos. Torna-se seu protetor, ocupando o espaço que deveria ser de seu pai, quando ela se decepciona com ele
o amigos adolescentes de Bia: PEDRO BALA (Caio Junqueira), GUGA (Thierry Figueira), CRIS (Myrian Freeland) e CAROL (Tathiane Manzan).
o chefe no escritório em que trabalha, DUARTE (Henrique César).

– núcleo de RAUL TOLEDO (Miguel Falabella), irmão mais velho de Diná. De princípios rígidos, entregou Alexandre à polícia juntamente com Téo. Vive um casamento feliz, é amado pela sogra, que o adora, e sonha em ter um filho. Até que o espírito vingativo de Alexandre passa a prejudicá-lo por meio da sogra, que começa a odiá-lo, minando seu casamento:
a mulher ANDREZA (Thaís de Campos), sócia de Diná na videolocadora. Um tanto mimada e insegura. Sofre por não conseguir ter filhos. Não entende o comportamento da mãe, que muda drasticamente de uma hora para outra
a sogra DONA GUIOMAR (Laura Cardoso), mora na fazenda mas visita a filha constantemente. A princípio sua amiga, o tratava como um filho, cobrando do casal um neto. Porém, muda de uma hora para outra e ninguém entende a razão. Com a interferência do espírito de Alexandre, começa a infernizar a vida do casal até conseguir separá-lo
a empregada FRANCISCA (Maria Alves)
os caseiros da fazenda de Dona Guiomar, o casal DAMIÃO (Gésio Amadeu) e ZULMIRA (Solange Couto)
a empregada da fazenda MARGARIDA (Nádia Bambirra)
o peão da fazenda ANTÔNIO (Jorge Pontual), que envolve-se com Andreza quando ela se separa de Raul
TAINÁ (Andréa Avancini), colega de trabalho de Téo com quem Raul se envolve no período em que se separa de Andreza.

– núcleo de LISA (Andréa Beltrão), namorada de Alexandre no início. Com seu trabalho de cabeleireira, sustenta a casa, já que o pai não consegue trabalho e o irmão é um sonhador. Moça de boa índole, mas inconformada com seu destino. Deixa-se levar por Alexandre, como fuga dos problemas de casa. Cai em si e passa a não mais aceitar o comportamento do namorado, abandonando-o. Conhece Téo no momento em que o casamento dele e Diná passa pela pior crise. Os dois se apaixonam e precisam enfrentar primeiro Diná e, depois, o espírito de Alexandre:
o pai AGENOR (John Herbert), de certa idade, não consegue arrumar trabalho e às vezes bebe. Folgado, preguiçoso e indolente, vive na dependência da filha
o irmão ZECA (Irving São Paulo), um tipo sonhador, tem uma banda de rock, mas não consegue fazer sucesso nem dinheiro
os amigos de Zeca na banda: BÁRBARA (Chris Pitsch), DEDÉ (Eduardo Felipe), BOCA (Wálter Verve), GORDO (Gerson Esteves) e QUIBE (Armando Souza).

– núcleo de CARMEM (Suzy Rêgo), amiga e confidente de Lisa. Jovem e bonita, trabalha na videolocadora de Diná e Andreza, mas se disfarça de feia para manter o emprego, pois sabe que a patroa Diná tem ciúmes de qualquer mulher bonita apresentada ao marido Téo. Batalhadora, alegre e confiante, é o maior apoio de Lisa:
o mau-caráter MAURO (Eduardo Galvão), com quem se envolveu no passado e ele continua a assediando. Falso amigo de Téo, com quem trabalha. A princípio une-se a Diná para minar o namoro de Téo e Lisa, já que interessa-se por ela
ADONAY, o MASCARADO (Breno Moroni), figura misteriosa que faz performances circenses pela rua, sempre fantasiado e escondendo o rosto com máscara. Não fala, apenas comunica-se por mímica. Descobre-se ser uma antiga paixão de Carmem que teve o rosto desfigurado em um acidente.

– núcleo de ISMAEL (Jonas Bloch), ex-marido de Estela, um mau-caráter que abandonou a família no passado. Vive de negócios escusos. Reaparece disposto a conquistar a confiança da filha, embora não tenha apego por ela, e tentar uma reaproximação com Estela, que o rejeita veementemente. Por sua influência, Bia passa a fazer tudo o que Estela condena:
a amante REGINA (Mara Carvalho), moça vulgar e interesseira, colega de trabalho de Estela que vive implicando com ela
o jovem delinquente JOHNNY (Danton Mello), do grupo de Ismael, torna-se uma má influência para Tato.

– núcleo da pensão de DONA CININHA (Nair Bello), mulher engraçada, vaidosa e supersticiosa. Fofoqueira, não tem papas na língua e mete-se na vida de seus inquilinos. Solteirona, ainda sonha com um amor:
os inquilinos: SEU TIBÉRIO (Ary Fontoura), por quem é apaixonada, mas ele nem percebe. Homem reservado e tímido, tem uma paixão platônica por Estela, com quem trabalha. Todos o acham “esquisitão” porque ele ouve vozes e fala sozinho. Diz que conversa com um espírito amigo que está sempre ao seu lado
FÁTIMA (Lolita Rodrigues), dona do salão de beleza onde Lisa trabalha. Bonitona e despachada, disputa com Cininha as atenções de Tibério. Agenor tem uma queda por ela,
NANÁ (Keila Bueno), moça interesseira, a princípio namora Zeca, mas envolve-se com Tato porque ele é rico. Trabalha no escritório com Estela, Tibério e Regina,
SOFIA (Roberta Índio do Brasil), jovem violinista, veio do interior, é muito tímida e fala pouco. Zeca apaixona-se por ela. Esconde de todos que está grávida,
SALOMÉ (Myrian Pérsia), mãe de Sofia, vem do interior em seu encalço,
HÉLIO (Leonardo José), tio de Sofia, chega junto com Salomé. No decorrer da trama, é revelado ser uma antiga paixão de Josefa e pai de Téo, que ele não conhecia,
EDNÉA (Mara Manzan), colega de trabalho de Estela, Tibério, Regina e Naná. Muito supersticiosa, vive ensinando rezas, simpatias, mandingas e chás para os males do corpo e da alma
GERALDÃO (Cláudio Mamberti), simpático, alegre e curioso, muitas vezes inconveniente. Descobre-se que é na verdade um grande vigarista,
e VOVÓ (Selma Salmir), senhora esclerosada
o empregado doméstico PADILHA (Renato Rabello), o faz-tudo da pensão. É o saco de pancada de Cininha.

– núcleo do Nosso Lar, para onde vão os espíritos desencarnados do bem, cenário que surge na trama com a morte de Otávio:
ANDRÉ (Lafayette Galvão), recebe os espíritos desencarnados, é uma espécie de mentor do lugar
JÚLIA (Rejane Goulart), primeira mulher de Otávio, mãe de Tato e Dudu
CARLOTA (Mylla Christie), DANIEL (Kiko Mascarenhas), SAMUEL (Arehy Jr.), NATÁLIA (Léa Garcia), PAULINHO (Antônio Pompeo) e GABRIEL.

Remake da novela que Ivani Ribeiro escreveu para a TV Tupi entre 1975 e 1976. Repetia-se a dobradinha Ivani-Wolf Maya (o diretor geral) de Mulheres de Areia, sucesso do ano anterior. A reedição de A Viagem – a exemplo de Mulheres de Areia, também remake de uma antiga novela da autora – alcançou ótima repercussão com excelentes números de audiência: foi um dos maiores sucessos da Globo na década de 1990.

Wolf Maya teve apenas vinte dias para pôr A Viagem no ar porque a Globo demorou muito tempo para decidir por ela. A princípio, houve uma indefinição pela trama substituta de Olho no Olho, no horário das sete, e, depois, a dúvida se lançava-se A Viagem às 19 ou às 18 horas.
A proposta era exorcizar a malfadada Olho no Olho, história “paranormal jovem” criticada por todos os lados. Por isso optou-se por uma trama mais dramática, romântica e “adulta”, ainda que permanecendo no âmbito do sobrenatural. (TV-Pesquisa PUC-Rio)

Foi a última novela de Ivani Ribeiro, que faleceu no ano seguinte ao de sua exibição, em 17/07/1995, aos 74 anos, vítima de insuficiência renal. Antes de morrer, a novelista deixou encaminhada uma sinopse, intitulada Caminho dos Ventos, posteriormente produzida, em 1996, escrita por Solange Castro Neves (colaboradora em seus últimos trabalhos), com um novo título: Quem é Você.

Ivani Ribeiro já estava muito doente quando A Viagem foi ao ar, com dificuldades para enxergar por complicações com diabetes. Solange Castro Neves lia os originais para Ivani e as duas discutiam as adaptações e rumos da trama. Seguindo as orientações da autora, a colaboradora redigia os capítulos. Depois, lia em voz alta para Ivani, que sugeria alterações. (“Ivani Ribeiro, a Dama das Emoções”, Carolline Rodrigues)

A novela abordou a vida após a morte baseada na filosofia de Allan Kardec (1804-1869), o codificador do Espiritismo. A autora usou de sua história e personagens para apresentar detalhes da doutrina kardecista. Foram levantadas e discutidas várias dimensões da crença, desde o preconceito dos leigos até estudos científicos. Também a comunicação entre vivos e mortos por meio da mediunidade, espíritos encarnados e desencarnados, possessões, crendices populares, etc.
As irmãs Diná e Estela (Christiane Torloni e Lucinha Lins), por exemplo, pressentiam quando estavam próximas uma da outra; Tibério (Ary Fontoura) conversava com um espírito amigo que ficava o tempo todo ao seu lado; Dona Cininha (Nair Bello) era uma mulher supersticiosa e cheia de crendices; Dona Guiomar, Téo e Tato (Laura Cardoso, Maurício Mattar e Felipe Martins) sofriam a possessão do espírito maligno de Alexandre (Guilherme Fontes); e o Dr. Alberto (Cláudio Cavalcanti) era um sensitivo que realizava sessões mediúnicas nas quais orava pela alma atormentada de Alexandre.

Em 1975, para escrever a trama da novela, Ivani baseou-se nos livros “E a Vida Continua” e “Nosso Lar”, ditados pelo espírito de André Luiz a Chico Xavier (1910-2002). Também teve a colaboração do professor Herculano Pires (1914-1979), um dos maiores escritores e estudiosos da doutrina kardecista.(“Ivani Ribeiro, a Dama das Emoções”, Carolline Rodrigues)
A princípio, a autora pensou em adaptar um livro de Chico Xavier. Porém, foi o próprio Chico que sugeriu a Ivani que ela mesma desenvolvesse uma trama que abordasse o tema. (“De Noite Tem… Um Show de Teledramaturgia na TV Pioneira”, Mauro Gianfrancesco e Eurico Neiva)
A exibição de A Viagem na Globo aumentou em 50% a venda de livros sobre Espiritismo, segundo dados levantados na época por livrarias especializadas. (Site Memória Globo)

Grande destaque para Christiane Torloni, que viveu a protagonista Diná, uma mulher charmosa e de temperamento forte, mas que, a princípio, sofria com o ciúme doentio pelo marido. O diretor Wolf Maya afirmou em entrevista ao programa Reviva (do canal Viva, em 2014), que precisou convencer Christiane Torloni a voltar ao Brasil para protagonizar A Viagem. A atriz vivia um momento delicado de sua vida, após a morte do filho Guilherme, de doze anos, em um acidente de carro em sua casa. Ela mudara-se para Portugal e só aceitou o convite porque Wolf lhe pregou uma mentira. O diretor prometeu um papel de comédia, mas sabia que seria importante para a atriz, naquele momento, interpretar a protagonista de uma trama espírita.

Na primeira pesquisa de opinião (o grupo de discussão) realizada com telespectadores, foi constatado o apreço do público por Diná. As mulheres entendiam que os barracos da personagem eram decorrentes da má conduta do marido Téo (Maurício Mattar), dado a flertes com mulheres mais jovens. O ciúme de Diná, tão admirado, era entendido como defesa do matrimônio. Contudo, todos também amavam Lisa (Andréa Beltrão), especialmente por conta de seu perfil batalhador (ela sustentava o pai e o irmão com seu trabalho em um salão de beleza). A unanimidade de Lisa era necessária para que o público aceitasse o fim da união de Diná e Téo, o namoro dele com Lisa e o envolvimento de Diná e Otávio (Antônio Fagundes). (pesquisa: Duh Secco, portal TV História)

Além de ser uma novela extremamente romântica, A Viagem enaltecia as relações familiares e de amizade. O público lembra com carinho da relação fraternal entre as irmãs Diná e Estela (Christiane Torloni e Lucinha Lins), em que uma sentia quando a outra estava próxima, e até mesmo as sensações uma da outra; e a amizade #bff (best friends forever) de Lisa e Carmem (Andrea Beltrão e Suzy Rêgo).

Mais de vinte anos depois da novela, Alexandre, papel que marcou a carreira do ator Guilherme Fontes, virou meme na internet. Proliferam nas redes sociais imagens humorísticas com fotos do “diabo loiro” em frases engraçadinhas. Até hoje o ator é abordado por conta do personagem.

Destaque também para a misteriosa figura do Mascarado, que vivia fantasiado de pierrô e escondia o rosto e o passado atrás de máscaras, enquanto encantava a todos com suas mímicas e performances circenses. Na trama, Mascarado evitava se revelar para Carmem (Suzy Rêgo), um antigo amor que não o reconhecia e não sabia que ele havia sofrido um acidente que o deixou com queimaduras pelo corpo.
O ator era Breno Moroni, cujo rosto, quando não estava com máscara, aparecia sob uma pesada camada de látex que caracterizava a face desfigurada do personagem. Moroni era conhecido da TV dos anos 1980, quando apareceu com a modelo Maria Eugênia na abertura da novela Champagne (1983-1984). Em entrevista ao UOL (publicada em 24/07/2014, por ocasião da primeira reprise da novela no Viva), o ator revelou detalhes sobre o personagem:
– no início da trama, ele era apenas uma espécie de palhaço que fazia propaganda em frente às lojas. Aos poucos, o personagem cresceu, ganhou profundidade, cativou o público e até recebeu um nome: Adonay;
– a ideia de ter um personagem se comunicando por mímicas nasceu de um problema técnico: quando o ator falava de dentro da máscara, o som saía ruim. Optou-se então por abandonar a fala;
– antes de ganhar o apelido de Mascarado, o personagem atendia por Sombra (como foi chamado no capítulo 22), nome que foi trocado por causa de um pedido de Fausto Silva, que já tinha um Sombra em seu programa Domingão do Faustão, no quadro em que o ator Santiago Galassi fazia brincadeiras com as pessoas nas ruas;
– as manobras circenses (como andar no arame ou subir em telhados) eram executadas pelo próprio ator, que dispensava dublês por ter experiência em picadeiro e formação profissional como dublê;
– ao final da trama, quando Mascarado tira o disfarce para Carmem, a Globo recebeu inúmeras cartas pedindo a volta da máscara e das pantomimas do personagem.
A versão da TV Tupi tinha um personagem equivalente, o Sombra (como a princípio o Mascarado foi chamado), vivido por Carlos Augusto Strazzer, mas cuja trama não teve o mesmo desenvolvimento e repercussão que a da novela da Globo.

Cláudio Cavalcanti narrou ao projeto Memória Globo que recebia muitas cartas de telespectadores dizendo-se reconfortados por suas palavras na novela. As cartas eram dirigidas ao seu personagem, o médium Alberto. (Site Memória Globo)

Para fugir das imagens estereotipadas de representação do céu, a produção escolheu um campo de golfe em Nogueira, distrito de Petrópolis (RJ), para ambientar o Nosso Lar. Já o Vale dos Suicidas, para onde Alexandre (Guilherme Fontes) vai depois de morto, era uma pedreira desativada em Niterói (RJ). (Site Memória Globo)
Ao livro “Autores, Histórias da Teledramaturgia” (do Projeto Memória Globo), Miguel Falabella (do elenco da novela) brincou que os atores não desejavam que seus personagens morressem, para não precisar gravar no Céu (que era longe) e que prefeririam que fossem para o Inferno (mais perto, em Niterói).

A equipe de cenografia produziu 50 cenários e mais de 200 ambientes especialmente para a novela. Todo o aparato era montado e desmontado nos estúdios da Herbert Richers, no bairro carioca da Tijuca. Além disso, em Jacarepaguá – período pré-Projac – foi construída a cidade cenográfica para representar a vila na Urca (Zona Sul do Rio) onde moravam Estela, Dona Cininha e outros personagens. (Site Memória Globo)

O visual dos personagens seguiu à risca seus perfis psicológicos e características destacando a moda dos meados dos anos 1990: Diná, uma mulher sofisticada, usava modelitos (vestidos, túnicas e pantalonas) retos, longos e esvoaçantes, com colares de cordões e pedras; Lisa, mais jovem e despojada, fazia a linha clubber romântica, com meias três-quartos, saias colegiais curtas, botas e gargantilha; Téo (Maurício Mattar) e Raul (Miguel Falabella), em momentos de lazer, usavam camisetas gola canoa listradas, na moda na época; o músico Zeca (Irving São Paulo), de cavanhaque, costeletas e cabelo desgrenhado, ficava com um ar de roqueiro grunge; e o rebelde Alexandre (Guilherme Fontes) vestia-se sempre de preto, com destaque para a jaqueta de couro e a blusa de gola rolê.
Elementos de cena e ambientações também remetiam à década: os primeiros PCs (computadores pessoais), os celulares tijolões, os disc-men (para ouvir CDs), o Kadett GSI conversível vinho de Diná (um sonho de consumo da época) e as videolocadoras – Diná e Andreza (Thaís de Campos) eram sócias na videlocadora onde trabalhava Carmem (Suzy Rêgo).

Na versão original de A Viagem, o advogado César Jordão (Altair Lima) era um dos protagonistas. Como na novela anterior da Globo no horário das sete, Olho no Olho, já havia um personagem de destaque chamado César (Zapata, de Reginaldo Faria), Ivani, para o remake de A Viagem, mudou o nome de seu protagonista para Otávio César Jordão (ou apenas Otávio Jordão).
Outros personagens também tiveram seus nomes alterados. Dona Josefina (Yolanda Cardoso), mãe de Téo, teve o nome reduzido para Josefa (Tânia Scher). Em um descuido no roteiro do capítulo 6, Alberto (Cláudio Cavalcanti) chama Josefa de Josefina.
Entre outras mudanças de nomes: Maria Lúcia (Suzy Camacho), a filha de Estela na Tupi, chamou-se Bia na Globo (Fernanda Rodrigues); Dona Isaura (Carmem Silva), mãe de Diná, passou a ser Dona Maroca (Yara Côrtes); e a Dona Cidinha (Lúcia Lambertini), proprietária da pensão, passou a ser no remake Dona Cininha (Nair Bello). O sobrenome da família de Diná também foi alterado, de Veloso para Toledo.

A jovem atriz iniciante Chris Pitsch (que viveu a personagem Bárbara) faleceu em 1995, um ano depois da novela, aos 25 anos de idade, vítima de uma parada cardíaca.

Primeiro trabalho na televisão dos atores Lúcio Mauro Filho, Kiko Mascarenhas, Thierry Figueira e Myrian Freeland (os dois últimos, ainda adolescentes).

O ator Cláudio Corrêa e Castro foi o único nas duas versões de A Viagem: na primeira (em 1976, na Tupi) viveu Daniel, mentor do Nosso Lar, e na segunda (1994, na Globo) fez uma participação como o advogado de defesa de Alexandre.

Em uma sessão de regressão, Otávio descobre seu envolvimento com Diná em vidas passadas e que os dois se conheceram por meio de um acidente. A última encarnação foi no século 18. Otávio era Lord Jordan, apaixonado por Diana (Diná), filha de um duque, prometida do Conde Alessandro (Alexandre). O duque, não aceitando esse casamento, enviou o rapaz para o oriente. No dia do casamento de Jordan e Diana, Alessandro retorna. Os dois pretendentes da moça se enfrentam em um duelo e Alessandro é morto. Diana, sentindo-se culpada pelo que aconteceu, afasta-se de Jordan e cai doente, vindo a falecer em seguida, chamando por Jordan.
Em uma reencarnação anterior, na Idade Média, Diná era uma princesa e sua carruagem atropela Otávio, um plebeu – o que ocorreu na atualidade: Diná atropelou Otávio com seu carro.
Os casal nunca se casou em nenhuma das encarnações, pois sempre havia um obstáculo. A vida os separou e a morte os uniu. A lembrança de vidas anteriores marca o dia da morte dos personagens. Tanto Otávio quanto Diná morreram no mesmo dia em que lembraram de suas vidas anteriores: Otávio por meio de uma regressão e Diná em um sonho.

No mesmo dia da estreia de A Viagem, às 19 horas, na Globo (11/04/1994), a TV Manchete estreava a novela 74.5 – Uma Onda no Ar, às 21h30.

A novela não deixou de ser exibida durante a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, mas foi remanejada para diversos horários em razão das alterações de grade impostas pelos jogos: 18h30, 19h05, 19h40, 19h55, 20h20.
As edições necessárias para atender as mudanças de grade neste período acabaram por gerar os chamados capítulos “A” – quando um capítulo escrito pelo autor é dividido em dois na edição, ocupando dois dias de exibição. Nos resumos da Globo, constam o 61A, 67A, 70A, 74A e 78A. Além do 37A, que antecede o suicídio de Alexandre, e o 46A. Logo, A Viagem conta com 160 capítulos escritos e 167 exibidos. (pesquisa: Duh Secco, portal TV História)

A abertura de A Viagem apresentava uma animação em que paisagens naturais perdiam o foco e se deformavam, transformando-se em relevos abstratos e nuvens, simbolizando a perda da consciência e o transporte a outras dimensões. A música-tema – que leva o nome da novela, composta por Cleberson Horsth e Aldir Blanc – tornou-se um dos maiores sucessos da banda Roupa Nova e é até hoje associada à novela.

A Viagem foi reapresentada duas vezes no Vale a Pena Ver de Novo: entre 28/04 e 12/09/1997, e entre 13/02 e 21/07/2006.
Reprisada, também duas vezes, no Viva (canal de TV por assinatura pertencente à Rede Globo): entre 14/07/2014 e 24/01/2015, às 14h30; e a partir de 21/12/2020, às 15 horas.

A trilha internacional de A Viagem (com a foto de Andrea Beltrão na capa) foi um sucesso de vendas: de acordo com site Memória Globo, vendeu mais de 600 mil cópias. Durante a reprise de 2006, no Vale a Pena Ver de Novo, a Som Livre relançou no mercado o CD internacional, sendo esta a única ocasião em que uma trilha internacional de novela foi relançada.

Em 2017, a Globo Marcas lançou o box de DVD de A Viagem, com 14 discos. Foi a última novela lançada em DVD pela empresa.

Mensagem de autoria de Paulo Kronemberger narrada em off ao final do último capítulo de A Viagem:
“Hoje, de algum lugar longe dessas terras, há um doce olhar só para você. Um olhar especial de alguém especial, de distantes origens. Um olhar de um justo coração que pulsa só a vida. Que sorri porque ama plenamente, sem julgamentos, preconceitos, nem prisões. Hoje, como ontem, longe desses céus, há um encantador olhar só para você. Nesse olhar, vai para você a magia da luz, a simplicidade do perdão, a força para comungar com a vida, a esperança de dias mais radiantes de paz. Hoje, de algum lugar dentro de você, alguém que já o amou muito e ainda o ama, diz para você que valeu a pena ter estado nessas terras, sob estes céus, falando de união, paz, amor e perdão. Poder sentir a força que faz você sorrir e continuar o caminho que um dia aquele doce olhar iniciou pra você. Tudo isso, só para você saber que a vida continua e a morte é uma viagem.”

Trilha Sonora Nacional

01. ESQUEÇA (FORGET HIM) – Fábio Jr. (tema de Estela)
02. MAIS UMA DE AMOR (GEME GEME) – Blitz (tema de Bia)
03. MEU GRANDE AMOR – Renato Terra (tema de Zeca e Naná)
04. FEBRE – Lulu Santos (tema de Tato)
05. CAMINHOS DE SOL – Yahoo (tema de Lisa)
06. ILHA DE MEL – Leila Monjardim (tema de Regina)
07. A VIAGEM – Roupa Nova (tema de abertura)
08. POEIRA DE ESTRELAS (STARDUST) – Fafá de Belém (tema de Otávio)
09. MELODRAMA – Toni Platão (tema de Mauro)
10. BEIJO PARTIDO – Milton Nascimento (tema de Raul e Andreza)
11. SEJA LÁ COMO FOR – Rita de Cássia (tema de Carmem)
12. TER MAIS QUE UM CORAÇÃO – Artur Maia (tema de Téo)
13. QUANDO CHOVE (QUANNO CHIOVE) – Patricia Marx (tema de Diná)
14. CADA UM NO SEU CADA UM – Zeca Pagodinho (participação de Ivan Milanes) (tema de Cininha)
15. PAISAGEM – BR 3 (instrumental)

Trilha Sonora Internacional

01. I’M YOUR PUPPET – Elton John & Paul Young (tema de Téo e Lisa)
02. LINGER – The Cranberries (tema de Raul e Andreza)
03. I’LL STAND BY YOU – Pretenders (tema de Estela)
04. TWIST AND SHOUT – Chaka Demus & Pliers with Jack Radics & Taxi Gang (tema de Johnny)
05. MY LOVE – Little Texas (tema de Zeca e Sofia)
06. ANOTHER SAD LOVE SONG – Toni Braxton
07. THE WAY I FEEL – Twenty-Seven Heavens (tema de Ígor)
08. CRAZY – Julio Iglesias (tema de Otávio)
09. WHY WORRY – Art Garfunkel (tema de Carmem)
10. I MISS YOU – Haddaway (tema de Diná)
11. CAN WE TALK – Tevin Campbell
12. PARADISE – Korell (tema de Bia)
13. DESPERATE LOVERS – Marta Sanchez & Paulo Ricardo
14. I NEED YOU – B.V.S.M.P.

Sonoplastia: Jenny Tausz e Francisco Sales
Produção musical: Yuri Palmeira Cunha
Masterização: Sérgio Seabra
Seleção musical da trilha internacional: Sérgio Motta
Direção musical: Mariozinho Rocha

Tema de Abertura: A VIAGEM – Roupa Nova

Há tanto tempo que eu deixei você
Fui chorando de saudade
Mesmo longe não me conformei
Pode crer
Eu viajei contra a vontade

O teu amor chamou e eu regressei
Todo amor é infinito
Noite e dia no meu coração
Trouxe a luz
Do nosso instante mais bonito

Na escuridão o teu olhar me iluminava
E minha estrela-guia era o teu riso
Coisas do passado
São alegres quando lembram
Novamente as pessoas que se amam

Em cada solidão vencida eu desejava
O reencontro com teu corpo abrigo
Ah! Minha adorada
Viajei tantos espaços
Pra você caber assim no meu abraço
Te amo!…

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