Sinopse

Natalie (Débora Falabella), Verônica (Taís Araujo) e Luiza (Leandra Leal) fazem parte da Aruana, uma ONG que luta contra o desmatamento, a extração ilegal de minérios, a contaminação de rios, a invasão de terras indígenas e outras práticas criminosas contra o meio ambiente. Natalie é jornalista e apresentadora de TV e alerta seu público sobre esses perigos. Para ela chegam denúncias anônimas, pelas quais a ONG inicia investigações. Não superou o trauma da perda de um bebê, o que abala o seu casamento com Amir (Rômulo Braga).

Transitando entre Brasília, São Paulo e Amazonas, a advogada Verônica é a mais racional delas, estratégica e séria. Tamanho controle não são aplicados na vida pessoal, já que vive um romance com Amir, marido da amiga Natalie, o que a corrói de remorso e ambiguidade. Intempestiva, Luiza é a típica ativista da linha de frente, ainda que suas atitudes às vezes a coloquem em perigo. Mãe, sua presença na vida do filho é questionável. Uma disputa judicial pela guarda da criança a põe em dúvida sobre seguir sua causa.

Também estão na Aruana os ativistas André (Vitor Thiré), relações públicas; Falcão (Bruno Goya), o diretor de logística que cuida do planejamento das ações; e Ponto Com (Ravel Andrade), o braço tecnológico da instituição. Há ainda a estagiária Clara (Tainá Duarte), que mudou-se para São Paulo fugindo de um relacionamento abusivo. Clara é desafiada a correr atrás se quiser participar das ações. Durante sua jornada, ela desenvolve uma força que sempre teve, mas antes não podia mostrar.

Foi por meio de uma denúncia anônima que as Aruanas tiveram acesso ao caso de Cari. Luiza se desloca até a cidade do interior do Amazonas para encontrar o jornalista que promete entregar um dossiê que acusa a mineradora KM de envolvimento em crimes ambientais na região. Por trás da KM, está um homem sedento por poder e dinheiro: Miguel Kiriakos (Luiz Carlos Vasconcelos). Acostumado a lidar na ilegalidade e se mascarar por trás da reconhecida e respeitada empresa, ele lidera diversos garimpos ilegais no local.

Miguel pretende ocupar a Reserva de Cari, para isso, contrata Olga (Camila Pitanga), lobista em Brasília especializada em interesses de empresas que pouco ligam para o meio ambiente. Por meio dela, chega ao poder público para facilitar o decreto de extinção da reserva, o que permitiria devastar terras indígenas e florestas de maneira legal. A única capaz de amolecer Miguel é a neta Gabi (Manuela Trigo), fruto de uma filha falecida, a quem dedica todo seu carinho.

A criança tem paralisia cerebral e Miguel busca de tratamentos que possam lhe garantir mais qualidade de vida. Felipe (Gustavo Falcão) é seu braço direito na KM e padrinho de Gabi. A relação dos dois corre risco quando Felipe, indignado com as atitudes de Miguel, cria um dossiê sobre a KM e decide fazer a denúncia anônima. As Aruanas sabem que a KM está envolvida com os crimes ambientais da cidade e Miguel percebe que a ONG está agindo contra seus interesses.

Globoplay
estreia: 2 de julho de 2019
10 episódios

série de Estela Renner e Marcos Nisti
escrita com Pedro de Barros
direção geral de Estela Renner
direção artística de Carlos Manga Jr.
coprodução Maria Farinha Filmes

DÉBORA FALABELLA – Natalie
TAÍS ARAÚJO – Verônica
LEANDRA LEAL – Luiza
TAINÁ DUARTE – Clara
LUIZ CARLOS VASCONCELOS – Miguel Kiriakos
CAMILA PITANGA – Olga
GUSTAVO FALCÃO – Felipe
RÔMULO BRAGA – Amir
VITOR THIRÉ – André
BRUNO GOYA – Falcão
RAVEL ANDRADE – Ponto Com
GUSTAVO VAZ – Gregory (antropólogo envolvido com as causas indígenas em Cari, ajuda as Aruanas)
FLÁVIO ROCHA – Nelson (capanga de Miguel, faz o “serviço sujo” ordenado pelo chefe)
CLÁUDIO JABORANDY – Décio (delegado corrupto de Cari)
MARCOS ANDRADE – Rubens (promotor de Cari, convencido por Verônica a investigar os crimes locais)
BRUNO PADILHA – Sheik (diretor do programa na TV Núcleo apresentado por Natalie)
SAMUEL ASSIS – Gilberto (ex-marido de Luiza, pai de Yan)
RAFAEL PRIMOT – Ramiro (ex-namorado de Clara, vai atrás dela na Amazônia)
as crianças
PEDRO GUILHERME – Yan (filho de Luiza e Gilberto)
MANUELA TRIGO – Gabi (neta de Miguel, afilhada de Felipe)
e
ABRAÃO MAZURUNA – Raoni (jovem índio sobrevivente do ataque à tribo em Cari, pai do filho de Payall)
BUDA LIRA – Robson (gerente dos garimpos de Miguel e responsável pela descoberta das minas de ouro de Eldorado)
DANIEL RIBEIRO – Ícaro (balseiro que leva mantimentos para os garimpos ilegais, enganado por Luiza)
DANIEL VOLPI – Evandro (diretor geral da TV Núcleo)
GUILHERME BARROSO – Alan (cinegrafista que acompanha Natalie na produção da matéria sobre a devastação de Cari)
ISABELA CATÃO – Rosa (viúva de Otávio)
ÍTALO RUY – Besouro (morador de Cari, preso como bode-expiatório da morte de Otávio)
KAY SARA – Payall (índia, grávida de nove meses, sobrevivente do ataque à tribo em Cari, ajudada por Natalie e Gregory)
LUIZ SERRA – Oscar (fazendeiro de Cari, inimigo de Miguel, envolvido no esquema de roubo do ouro dos garimpos da KM)
LUTI ANGELI – Padre Adelino (pároco de Cari, ajuda as Aruanas)
SÉRGIO PARDAL – Otávio (jornalista de Cari, recebe o dossiê contra a KM, acaba morto)

A série Aruanas foi definida como um thriller ambiental com propósito claro: alertar para a crise ambiental mundial e valorizar e proteger o trabalho de ativistas.

Os criadores da série, Estela Renner e Marcos Nisti, vivem o ativismo há muitos anos. Dessa experiência, criaram a Maria Farinha Filmes, primeira produtora da América Latina a receber o título de Sistema B pelas práticas transparentes e cuidados com as pessoas, a sociedade e a natureza. Com coprodução da TV Globo, Aruanas é a estreia da Maria Farinha Filmes e de Renner e Nisti, como autores, no entretenimento de ficção.

A série teve também a parceria técnica do Greenpeace, que treinou os atores para uma situação de risco em ação não violenta, e o apoio de cerca de 28 ONGs de atuação internacional. Aruanas foi lançada simultaneamente no Brasil e no exterior. Ainda inspirou o REP – Repercutindo Histórias, uma plataforma da Globo dedicada a espalhar depoimentos inspiradores sobre temas socialmente relevantes nas redes sociais, em vídeos de 6 ativistas da vida real.

O autor Marcos Nisti explicou a escolha da Amazônia como cenário para a trama:
“A ideia inicial sempre foi trazer o universo das ONGs ambientais, dos defensores do meio ambiente. Nada mais representativo do que a Amazônia, que reverbera no mundo todo, tem a maior concentração de biodiversidade e sofre com a ganância humana. A série é um estímulo para que as pessoas passem a ver a Amazônia com outros olhos.”

No Amazonas, a série teve locações nas cidades de Manacapuru, às margens do rio Solimões, e Iranduba, na região metropolitana de Manaus.

O diretor artístico Carlos Manga Jr. comentou sobre a escolha estética para a série:
Aruanas não é super iluminada. (…) Na fotografia, usamos como referências dois grandes fotógrafos brasileiros, Miguel Rio Branco e Luiz Braga, que trabalham com muita sombra. As imagens têm densidade. Não fugimos das cores, até porque o norte do Brasil e São Paulo têm cores muito marcadas. Mas a sombra usada por esses fotógrafos nos inspirou para construirmos a estética da série. (…) Foi importante trazer as sombras desse lugar geralmente apresentado de maneira maravilhosa e exuberante, e que agora tem uma abordagem das diversas realidades que estão ao seu redor: os ativistas, os garimpeiros, os índios, o desmatamento, a ganância.”
“Na Amazônia, foi tudo com a câmera na mão, é lá onde a ação propriamente dita acontece. É um lugar orgânico, com diferentes formas, densidade. Tudo isso, com uma abordagem do que é o ativismo, das pessoas arriscando suas vidas, nos levou ao caminho de interpretar a Amazônia com a câmera na mão. De maneira participativa, interativa, voyeur e que passa uma sensação mais natural, de algo que está acontecendo espontaneamente. São Paulo é geométrica, com avenidas e ruas horizontais, prédios altíssimos. Então existe um pouco mais de movimentos técnicos, retilíneos, onde a tensão permanece, mas é mais psicológica. (…) O que une os dois locais é a tensão.”

Os personagens locais da fictícia cidade de Cari, no Amazonas, foram interpretados por atores amazonenses. Para o elenco das aldeias atacadas, optou-se por atores indígenas.

BELIEVER – Imagine Dragons
É AMOR DEMAIS – Magníficos
WHAT WE WROTE – Laura Marling

Tema de Encerramento: QUEM? – Maria Gadu

Quem vai gritar primeiro? Quem?
O grito que afrouxa em desespero
O peito que parte à voz do trovão

Quem vai cuidar do fogo? Quem?
A alma que dança na chama trina
Há queima dos poros, devastação

Quem vai sair de casa?
Quem vai sumir no mundo?
Desatar o nó cego?
Ver na escuridão?

Sabotar a injúria?
Quem vai curar a cura?
É soro do próprio choro?
Quem vai pedir perdão?

Sonho de mala feita? Quem vai sonhar na espreita?
Quem vai cuidar do outro? Quem vai dizer que não?
Crime de face avulsa, céu na encosta da culpa
Quem justifica o ato? Quem vai lavar as mãos?
Sopro do desalento? Quem se desnuda ao vento?
Quem vai ser indiscreto? Ser divisão do pão?

Quem vai sair do rumo?
Quem vai mudar o prumo?
Quem vai ser o primeiro?
Quem vai calar em vão?

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