Sinopse

Su-013 foi uma criança pobre, dada como órfã, criada em um reformatório gerenciado por seu pai, Zio. Cedo, descobriu-se que era especial. Passou a ter treinamento específico para tornar-se um dos zeladores na Lua. Aos 9 anos, Su-013 fugiu em uma das naves de carga e escondeu-se no Paraíso, vivendo ali e aprendendo a lutar. Ciente de seus poderes, tentou viver uma vida normal, mas sempre chamando atenção por sua beleza e inteligência.

Assumindo a identidade de Tiazinha, durante algum tempo trabalhou em um supermercado, onde foi encontrada por Bradbury, um gênio que, pouco antes de morrer, instalou sua consciência em vários sites na Internet e tornou-se um mestre virtual. Atuando em causas nobres, Tiazinha passa a fazer parte dos protegidos de Bradbury, mudando-se para VipSec, onde torna-se apresentadora de telenotícias em uma rede de TV, no GibiTronix.

Com Bradbury, Tiazinha combate grandes corporações que dominam a cidade de Trônix – união de São Paulo e Rio de Janeiro. Ela é mais rápida, forte e ágil que qualquer ser humano. Além da força física e de seu bastão-chicote, Tiazinha emite rajadas energéticas e, com o auxilio de seu uniforme, tem poderes como invisibilidade, explosão energética e campo de força. Em suas missões, ela conta com a ajuda de Zé, um cão superpoderoso.

Bandeirantes – 20h
de 4 de outubro de 1999 a março de 2000

criação de L.P. Simonetti e Fábrica de Quadrinhos
roteiros de Mário Teixeira
direção de Del Rangel
produção da TV Bandeirantes e Fábrica de Quadrinhos

SUZANA ALVES – Tiazinha (Su-013)
HENRIQUE MARTINS – Bradbury
CARMO DALLA VECCHIA
CARLOS MARI
CARLOS CAREDA
CARLOS LANDUCCI
KLEBER COLOMBO
ARNALDO BOCCHI
JACQUELINE DALABONA
ANDRÉ ABUJAMRA
e
JOSÉ MOJICA MARINS – Dr. Ziggy

Incursão de Suzana Alves – a Tiazinha – em teledramaturgia. Ela foi lançada por Luciano Huck no Programa H (da Band, exibido entre 1996 e 2002), como a figura da mulher dominadora, com chicotinho e máscara preta, depilando rapazes no palco e tornando-se imediatamente símbolo sexual. Vestiu-se um pouco mais, abandonou o chicote e “interpretou” Su-013 neste seriado pretensiosamente de ficção científica e sem sucesso.

Uma das táticas da heroína usada para arrancar confissões era amarrar e depilar o criminoso – o mesmo método usado por Tiazinha no programa de Luciano Huck.

Cada episódio iniciava com uma história em quadrinhos e depois passava para ação real.

O rumo da trama mudou mais tarde, quando Tiazinha voltou ao passado (nosso presente) para continuar lutando pela justiça. Foi a fase As Novas Aventuras de Tiazinha

Marcelo Rubens Paiva, na Folha de São Paulo de 06/10/1999:
“A máscara do Zorro é uma das marcas da Tiazinha. E seu rebolar é o combustível que detona uma catarse. Ela é um personagem erotizado, criado para dar audiência, porque bunda, no Brasil, faz sucesso e levanta o Ibope. Curiosamente, como acontece com É o Tchan, que nasceu com um pé no lascivo, tenta conquistar o público infantojuvenil. Em As Aventuras de Tiazinha, que estreou anteontem na Bandeirantes, não tem saracoteio. É infantojuvenil pseudo-sério. Diferença e vontade. É no futuro, numa cidade de nome Tronix, inspirada em São Paulo. Uns bandidos com cara de mano vão explodir uma estação de energia. Tiazinha, no seu ‘tiamóvel’, surge do nada e não impede nada. O lance explode mesmo assim. Mas Tiazinha não sofre um arranhão. Ela luta uma arte marcial, dá uma chave de braço num cyberterrorista e anda como se fosse um robô. Não sorri. Tem cara de quem, quando era sobrinhazinha, sofreu. Perdeu sua identidade. Podia, ao menos, rebolar na frente de um bandido e arrancar pelos de personagens não virtuais. Nem o chicotinho ela usa. Ela diz, no primeiro episódio: ‘Eu sou muito diferente. Eu tenho vontade própria’. Vamos falar a verdade, que fique só entre nós. A vontade própria dela não é a vontade da audiência? Seu programa, infelizmente, é ruim. É inacreditavelmente trash. A produção deveria recuperar a comicidade que havia na personagem. E a sensualidade. Ela é a recordista da Playboy brasileira, ora! E de sério tem o Jornal Nacional, na mesma ‘tiahora’, no outro ‘tiocanal’.”

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