Sinopse

Alberto – ou Beto, como é mais conhecido – é um charmoso representante da classe média-baixa que mora com os pais, Pedro e Dirce, e a irmã, Neide, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, e trabalha como vendedor em uma loja de sapatos na Rua Teodoro Sampaio.

Com sua intuição, perspicácia e malandragem, o vendedor Beto se transforma em Beto Rockfeller, primo em terceiro grau de um magnata norte-americano, e consegue penetrar na alta sociedade, através de sua namorada rica, Lu, filha dos milionários Otávio e Maitê. Assim, ele consegue frequentar as badaladas festas e as rodas da mais alta sociedade paulistana.

Quem Beto preferirá afinal? A temperamental Lu, garota sofisticada e rodeada de gente importante; ou a inocente Cida, a humilde namoradinha da vizinhança? A contradição será explicada através de seu nome: Beto, humilde e trabalhador do bairro simples, e Rockfeller, sofisticado e badalado da Rua Augusta – lugar muito frequentado pela alta roda nos anos 60.

Enquanto vacila entre os dois extremos, a grã-finagem dobra-se ante seu maniqueísmo, e ele tem de fazer toda ordem de trapaça para que sua origem – que já não é segredo para Renata, uma jovem grã-fina decadente – não seja descoberta. Para se safar das confusões, o bicão Beto conta sempre com a ajuda dos fiéis amigos Vitório e Saldanha.

Tupi – 20h
de 4 de novembro de 1968
a 30 de novembro de 1969
230 capítulos

novela de Bráulio Pedroso
concepção de Cassiano Gabus Mendes
escrita por Bráulio Pedroso, Eloy Araújo, Ilo Bandeira e Guido Junqueira
direção de Lima Duarte e Wálter Avancini

Novela anterior no horário
Amor Sem Deus

Novela posterior
Super Plá

LUIZ GUSTAVO – Beto Rockfeller
BETE MENDES – Renata
DÉBORA DUARTE – Lu
PLÍNIO MARCOS – Vitório
ANA ROSA – Cida
IRENE RAVACHE – Neide
WÁLTER FORSTER – Otávio
MARIA DELLA COSTA – Maitê
MARÍLIA PÊRA – Manuela
RODRIGO SANTIAGO – Carlucho
YARA LINS – Clô
JOFRE SOARES – Pedro
ELEONOR BRUNO – Dirce
WALDEREZ DE BARROS – Mercedes
RUY REZENDE – Saldanha
WLADIMIR NIKOLAIEF – Lavito
HELENO PRESTES – Tavinho
PEPITA RODRIGUES – Bárbara
MARILDA PEDROSO – Mila
RENATO CORTE REAL – Bertoldo
ETTY FRASER – Madame Waleska
LIANA DUVAL
ALCEU NUNES – Polidoro
LUÍS AMÉRICO – Tomás
ESTER MELLINGHER – Tânia
GÉSIO AMADEU – Gésio
ZEZÉ MOTTA – Zezé
MARILU MARTINELLI
OTHON BASTOS
JAIME BARCELOS – Fernando
LOURDES MORAES – Magda
LUÍSA DI FRANCO – Bia
RAFAEL LODUCA – Vicenzo
DALVA DIAS
ROBERTO MIRANDA
MARTHA OVERBECK
DIAS BARRETO – Secundino / Domingos
LIMA DUARTE – Secundino / Domingos / Duarte / Manoel Maria / Conde Wladimir

– núcleo de BETO (Luiz Gustavo), trabalha numa loja de sapatos e resolve dar o golpe do baú se apresentando à sociedade como filho brasileiro bastardo do milionário americano Rockfeller. Infiltra-se na sociedade e faz viagens incríveis sem ter um tostão, tudo à custa da grã-finada:
a irmã NEIDE (Irene Ravache), moça sonhadora que, através do irmão, consegue emprego como secretária e se apaixona pelo patrão. Vive a dúvida de aceitar ou não o relacionamento com um homem casado
o pai PEDRO (Jofre Soares), nordestino a quem Beto chama de Leão das Alagoas
a mãe DIRCE (Eleonor Bruno), dona de casa abnegada
o patrão na sapataria DUARTE (Lima Duarte).

– núcleo de RENATA (Bete Mendes), de família rica mas decadente. A princípio odeia Beto, mas se apaixona por ele à medida que descobre quem ele realmente é. É a única que o ama de verdade:
a mãe CLÔ (Yara Lins), mulher alegre que tenta recuperar a fortuna da família
a amiga BIA (Luísa Di Franco).

– núcleo de OTÁVIO (Wálter Forster), homem rico que se apaixona pela secretária Neide, mas não sabe como deixar a esposa:
a mulher MAITÊ (Maria Della Costa), grã-fina elegante que adora festas, corridas e qualquer agito com a juventude
a filha LU (Débora Duarte), que se apaixona perdidamente por Beto
o filho TAVINHO (Heleno Prestes), playboy inconseqüente, sempre agitando com sua motoca e a turma
a namorada de Tavinho, BÁRBARA (Pepita Rodrigues)
o mordomo GÉSIO (Gésio Amadeu), que se envolve nos planos da garotada
a empregada ZEZÉ (Zezé Motta)
o motorista MANOEL MARIA (Lima Duarte), português que apareceu por alguns capítulos
o mordomo SACUNDINO (Dias Barreto / Lima Duarte) – só aparece suas mãos, quando falava, era a voz de Lima Duarte.

– núcleo de CIDA (Ana Rosa), namorada suburbana de Beto no princípio, moça prendada, de família, que faz tudo por ele e não enxerga sua traição:
a mãe (Liana Duval)
o ex-noivo TOMÁS (Luís Américo).

– núcleo de VITÓRIO (Plínio Marcos), melhor amigo de Beto, trabalha como mecânico numa oficina e é lá que pega os carros para emprestar a Beto, onde ele aparece como milionário. Sempre acha que as jogadas do amigo vão dar errado:
a namorada MERCEDES (Walderez de Barros), empregada doméstica, sempre desconfiada, vive seguindo ele. Vitório, aos poucos, acabará apaixonado por Cida
o amigo SALDANHA (Ruy Rezende), que acaba ficando com Mercedes
o patrão DOMINGOS (Lima Duarte), dono da oficina – apenas sua sombra é vista.

– núcleo dos ricos:
CARLUCHO (Rodrigo Santiago), noivo de Renata no princípio
LAVITO (Wladimir Nicolaiev), noivo de Lu com quem ela desmancha depois de conhecer Beto. Enciumado, ele faz de tudo para atrapalhar o rival inventando manobras e o desafiando
MANUELA (Marília Pêra), pantera da sociedade que se apaixona por Beto por um período
MILA (Marilda Pedroso), colunável amiga de Maitê que dá suas escapadas com Beto
CONDE WLADIMIR (Lima Duarte), conde russo que visita Otávio.

– demais personagens:
MADAME WALESKA (Etty Fraser), cartomante russa que é procurada pelas colunáveis
TÂNIA (Ester Melingher), prostituta
BERTOLDO (Renato Corte Real)
POLIDORO (Alceu Nunes)
FERNANDO (Jaime Barcelos)
MAGDA (Lourdes Moraes)
VICENZO (Rafael Loduca).

A teledramaturgia brasileira se divide em duas fases: antes e depois de Beto Rockfeller. Tratava-se do auge do processo de nacionalização das nossa teledramaturgia, iniciada timidamente com algumas produções anteriores.
Beto Rockfeller deu início a um novo formato que passou a ser seguido pelas demais emissoras. A Globo, por exemplo, aderiu ao estilo ao demitir a cubana Glória Magadan, até então responsável pela dramaturgia da emissora, com suas histórias melodramáticas e fantasiosas baseadas no modelo latino, que nada tinham a ver com a realidade brasileira.

A ideia inicial da novela foi do então diretor artístico da Tupi, Cassiano Gabus Mendes. O personagem-protagonista, vivido por Luiz Gustavo, surgiu na boate paulistana Dobrão, que pertencia a Cassiano.
Uma menina da alta sociedade comemorava lá seu aniversário, quando, de repente, entrou um camarada com roupa descolada, pegou flores do balcão, deu para a aniversariante – que era lindíssima -, tirou-a para dançar e, no final, acabou levando a moça embora.
“Perguntei para um amigo quem era o cara. Acredita que ninguém conhecia? Falei para o Cassiano: ‘Era um bicão!’ e ele: ‘Bicão não, ele é um puta personagem!”, disse Luiz Gustavo, cunhado e amigo de Cassiano. (*)

Com a ideia do personagem na cabeça, Cassiano foi atrás do autor. Bráulio Pedroso, ex-editor do caderno de literatura do jornal O Estado de São Paulo, estava na pior: havia sofrido um acidente, estava sem dinheiro e morando na garagem de Ruth Escobar. Logo aceitou o desafio. Mas como Bráulio era um homem do teatro e pouco entendia sobre televisão, seus textos eram adaptados pelo diretor da novela, Lima Duarte. Cassiano, Bráulio e Lima estavam por trás de uma trama simples, mas que mostrava nova proposta de trabalho para a televisão brasileira.

Bráulio Pedroso comentou sobre a novela:
“Foi em uma fase complicada de minha vida que Beto Rockfeller tinha aparecido. Eu estava desempregado e vítima de um acidente de carro (…) comecei então a escrever a novela imobilizado em cima de uma cama, ditando o texto para o contra-regra da Tupi chamado Paulo Ubiratan – depois diretor da Globo – datilografar.”
“Bráulio Pedroso, Audácia Inovadora”, Renato Sérgio, Imprensa Oficial do Estado de SP, 2011.

E a identidade do protagonista? Cassiano Gabus Mendes, Luiz Gustavo e Bráulio Pedroso sabiam que o nome precisava ser curto e remeter a algo meio nobre, para um malandro cheio de ginga que sempre teria uma boa sacada para os imprevistos. Não demorou muito para chegarem a “Beto”. Mas o sobrenome exigiu um pouco mais de atenção. “Onassis” e “Rothschild” foram propostos por Luiz Gustavo, e “Rockfeller” foi o tiro certeiro de Cassiano. “Biografia da Televisão Brasileira”, de Flávio Ricco e José Armando Vannucci.

Beto Rockfeller abandonava a linha de atitudes dramáticas e artificiais que acompanhavam as novelas desde que o gênero havia chegado ao gosto nacional. Na verdade, uma primeira tentativa havia sido feita por Lauro César Muniz com Ninguém Crê em Mim, na TV Excelsior, em 1966, em que o tom coloquial dos diálogos rompia com os padrões estabelecidos até então. Todavia, só mesmo com o trabalho de criação e o posicionamento de modernizar a linha da telenovela, foi possível adaptar o público às novas exigências. Não só os diálogos mudaram. Tudo passou por uma renovação – a estrutura da história principalmente.

O maniqueísmo vigente encontrou seu contraponto no protagonista: Beto, o anti-herói, assumiu os postos até então ocupados por personagens de caráter firme, sensatos, absolutamente honestos e capazes de qualquer proeza para salvar a mocinha das adversidades. A sua concepção procurava se aproximar das pessoas comuns, isto é, ter as atitudes boas ou más conforme se apresenta a vida.

Um dos méritos da novela foi dar ao público uma fantasia com gosto de realidade. As notícias que andavam nos jornais da época faziam parte de sua trama. Os fatos mais sensacionais e as fofocas mais quentes eram comentadas por seus personagens.

Beto Rockfeller revolucionou até o modelo de interpretação dos atores, que passou dos exagerados gestos dramáticos para uma forma natural. O próprio Luiz Gustavo fazia questão que o personagem fosse o mais verdadeiro possível. A linguagem era coloquial, os diálogos incorporavam gírias e expressões do cotidiano. Isso fazia com que o público se identificasse com a história. Muitas vezes, os atores improvisavam suas falas, inventando diálogos que não estavam no script, o que também era novo na TV.

Além de linguagem coloquial e interpretação despojada, Beto Rockfeller foi uma escola para o improviso. Incentivados pela direção de Lima, Luiz Gustavo e Plínio Marcos (o Vitório, melhor amigo de Beto), criavam gírias e inventavam diálogos inteiros na hora de gravar.
“O Plínio tinha todo um jeitão para dar veracidade. Ele pegava o texto não decorado e dizia: ‘Porra Beto (com sotaque italiano)’. E o Lima: ‘Não pode falar porra!’. E ele: ‘Sou mecânico e tu não quer que eu fale porra, porra!’. E acabou indo o “porra” pro ar (risos)”, contou Bete Mendes, que virou musa da juventude com sua Renata, a última namoradinha de Beto. (*)

Houve inovação também na forma de gravar, com externas. “Fizemos 80% das cenas em locais verdadeiros de São Paulo. Antes, tudo era gravado em estúdio”, disse Luiz Gustavo. (*)

Eliminou-se o final de capítulo com ganchos forçados. E a direção não se restringiu apenas a marcar os atores em função da câmera. O despojamento dessa marcação provocou a libertação dos atores, no sentido de fazer um trabalho artístico também na televisão.

Outra inovação foi a trilha sonora, que deixou de trazer temas sinfônicos tocados por orquestras e utilizou sucessos populares de artistas da época, como Erasmo Carlos, Luiz Melodia, Beatles, Rolling Stones, Bee Gees e Salvatore Adamo. A identificação do público com personagens e seus temas musicais começou com Beto Rockfeller. No entanto, uma trilha sonora “oficial” da novela nunca foi lançada comercialmente.

Mas nem tudo foi perfeito em Beto Rockfeller. O sucesso fez com que a emissora espichasse sua história, e Bráulio Pedroso, em grande estafa, abandonou provisoriamente a sua obra (foi substituído por três autores liderados por Eloy Araújo). Lima Duarte também ausentou-se, sendo substituído pelo diretor Wálter Avancini. Alguns atores tiraram férias, e muitos dos capítulos eram preenchidos com qualquer criação de emergência: um grupo de jovens dançando numa festinha, um personagem caminhando indeciso ou então uma determinada ação, sem diálogos, era acompanhada por alguma música de sucesso. Com uma mudança tão radical, a novela poderia perder audiência, o que não aconteceu.

O esquema de produção em cima da hora, as longas jornadas de trabalho, as cansativas externas, o estúdio improvisado e o atraso no pagamento foram gerando cada vez mais estresse no elenco e muitos atores começaram a pedir para sair da novela.
“Ela foi longa e no final já estávamos cansados, querendo que terminasse logo”, desabafou a atriz Ana Rosa.
O próprio Luiz Gustavo pediu férias e os autores foram obrigados a justificar a saída de Beto, colocar boa parte da carga dramática em Neide (irmã do protagonista, interpretada por Irene Ravache) e criar cenas para preencher o tempo. “Biografia da Televisão Brasileira”, de Flávio Ricco e José Armando Vannucci.

Gravar uma cena para colocá-la no ar no mesmo dia era algo relativamente comum em Beto Rockfeller e que exigia estratégia da equipe, muita confiança do diretor Lima Duarte e a certeza de que a fita chegaria na hora certa.
“A gente estava rodando na Rua Augusta, por exemplo, o terceiro segmento do capítulo e no ar estava o primeiro bloco. Aí entravam os comerciais e voltavam a segunda parte. Tirava a fita correndo, colocava no carro, que saía voando para a emissora. E entrava a conclusão daquela noite”, contou Luiz Gustavo. “Era quase uma coisa ao vivo!”.
Às vezes, o material não chegava à tempo e os produtores que estavam na sala de controle no Sumaré esticavam o intervalo com chamadas da programação e propagandas soltas para aguardar a entrada do bloco. “Biografia da Televisão Brasileira”, de Flávio Ricco e José Armando Vannucci.

Tudo o que foi válido serviu de base para as novelas do futuro. Até mesmo as improvisações dentro da falta de organização da época servem de modelo até hoje. Mas, no fundo, se as novelas revolucionavam na sua fórmula, seu conteúdo era mantido o mesmo. Um vaivém em busca da audiência.

Como o protagonista, Luiz Gustavo atingiu o auge de sua popularidade e se consagrou como um grande ator da televisão brasileira.

Em plena Ditadura Militar, a atriz Ana Rosa, que vivia Cida, a namorada pobre de Beto, participou de outro momento ousado na trama. “Nós nos beijamos, a câmera desceu para nossos pés e meu vestido caiu no chão, insinuando que íamos transar. A censura quase impediu de ir ao ar”. (*)

A novela esteve o tempo todo no foco da Censura do Regime Militar.
“A cada quinze dias, a gente parava para atender o general responsável pelos vetos. Eu e o Plínio Marcos éramos chamados porque, segundo o militar, na mesa dele estavam inúmeros casos de homens que se comportavam como nossos personagens, meio rebeldes, meios malandros”, contou Luiz Gustavo a Flávio Ricco e José Armando Vannucci, para o livro “Biografia da Televisão Brasileira”.
“Eu só não coloco vocês na gaiola porque estão no ar e isso vai me dar mais dor de cabeça”, ouviu o ator durante uma reunião com o censor.

Devido ao seu alongamento, a novela apresentou alguns personagens efêmeros, que sumiam e desapareciam de acordo com a necessidade da história. Assim surgiu Domingos, dono de uma oficina, que só aparecia de costas e que em pouco tempo morreu. Foi o caso também de Secundino, mordomo na mansão do milionário Otávio (Wálter Forster). Desse personagem o público só conhecia as mãos e a voz misteriosa. Ele também desapareceu sem que seu rosto fosse visto. O assistente de produção Dias Barreto deu corpo aos personagens, e Lima Duarte, diretor da novela, os dublava. Lima, por sinal, representou pelo menos uns cinco papéis na novela nesse mesmo esquema.

Foi em Beto Rockfeller que a novela recebeu, ainda que em caráter não oficial, o primeiro merchandising. Como Beto bebia muito uísque, Luiz Gustavo fez um acordo com um fabricante de um remédio contra ressaca, o Engov, e faturava cada vez que engolia o produto em cena. O combinado do ator com a empresa do Engov, que estava chegando ao mercado, era: cada vez que Beto dissesse a palavra “Engov”, o ator ganharia 3 mil cruzeiros (o salário da Tupi era de 900 por mês).
“Só num capítulo, falei 33 vezes, sendo 22 num telefonema!”, contou Luiz Gustavo. (*)

Beto Rockfeller foi também a primeira novela a utilizar tomadas aéreas. Os técnicos voaram de helicóptero para gravar uma cena de pesadelo do personagem-título.

Na trama, a personagem Lu (Débora Duarte) vai a uma cartomante e dá de cara com uma personagem de Antônio Maria, a novela contemporânea das sete na Tupi. Era Heloísa (Aracy Balabanian) que também havia ido se consultar com a cartomante de Beto Rockfeller. A mesma cena foi exibida nas duas novelas. Assim, a personagem da novela das sete apareceu na novela das oito da mesma emissora, e vice-versa. Foi o primeiro caso de um personagem que reaparece numa outra novela.

Por seu trabalho, Plínio Marcos foi premiado com o Troféu Imprensa de revelação na televisão no ano de 1968. Em 1969, Beto Rockfeller foi eleita a melhor novela daquele ano, enquanto Lima Duarte levou o prêmio de melhor diretor de novelas e Débora Duarte, o de melhor atriz.

Em 1970, no rastro do sucesso da novela, foi lançado o filme Beto Rockfeller, dirigido por Olivier Perroy, protagonizado pelo ator-personagem Luiz Gustavo, mas sem repercussão.

Em 1973, Bráulio Pedroso escreveu uma continuação da novela: A Volta de Beto Rockfeller, com parte do elenco original. Não conseguiu a repercussão esperada, mas também não comprometeu o personagem.

Hoje, não existem mais os capítulos da novela. O pouco que sobrou de suas filmagens está guardado na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Quase todos os capítulos foram apagados pela própria Tupi, que usava as fitas para gravar por cima os capítulos seguintes. A Tupi já passava por dificuldades financeiras e todos os projetos que apareciam tinham de ser feitos com baixos custos, mas que trouxessem lucros para a emissora.

* Reportagem “Antes e Depois de Beto”, assinada por Alline Dauroiz, O Estado de São Paulo, 15/11/2008.

Algumas das músicas tocadas na novela, que não teve trilha sonora oficial lançada comercialmente.

ESTÁCIO, HOLLY ESTÁCIO – Luiz Melodia
SENTADO À BEIRA DO CAMINHO – Erasmo Carlos (tema de Beto)
DIO COME TI AMO – Gigliola Cinqueti (tema de Cida e Vitório)
F… COMME FEMME – Salvatore Adamo (tema de Renata)
HERE, THERE AND EVERYWHERE – The Beatles (tema de Neide)
I STARTED A JOKE – Bee Gees (tema de Maitê)
SUNFLOWER – Mason Williams (tema de Neide)
NOBODY BUT ME – Human Beinz
SURFER DAN – The Turtles
I´M GONNA GET MARRIED – Sunday
ABRAHAM, MARTIN AND JOHN – Moms Mabley
JUST DREAM A GO – Rita Moss

Trilha Sonora Complementar: Luiz Gustavo interpreta duas canções da novela
betot1
01. F… COMME FEMME
02. BETO ROCKFELLER

Trilha Sonora Complementar: O SOM MAIOR DO SUCESSO
betot2
01. KID GAMES AND NURSERY RHYMES – Shirley and Alfred (tema de Mila)
02. SANTO DOMINGO – The Communicatives
03. MONIA – The Liverpool Pops
04. PONTEIO – Woody Herman

Trilha Sonora Complementar
betot3
YOU´VE GOT YOUR TROUBLES – Jack Jones

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