Sinopse

Os dublês Pat (Paolla Oliveira) e Moa (Marcelo Serrado) são referências dentro e fora dos sets de filmagem. A adrenalina nas cenas de saltos e alta velocidade não costuma intimidar a dupla que luta ainda para garantir o pagamento das contas no fim do mês. Além de tudo, a parceria ultrapassa a ficção. Uma paixão velada e recíproca os une ainda mais, apesar de não admitirem.

Clarice Gusmão (Taís Araújo) é diretora da SG, a Cia. Siderúrgica Gusmão. Entusiasta dos avanços científicos, ela é a maior incentivadora do departamento de pesquisa, comandado por Jonathan Azevedo (Guilherme Weber), que desenvolveu uma fórmula secreta à base de magnésio, uma descoberta revolucionária que pode ser adotada tanto para salvar vidas quanto na indústria bélica.

Empresária bem-sucedida e discretíssima, Clarice mantém um romance secreto com Ítalo (Paulo Lessa), seu ex-segurança que hoje trabalha como instrutor de parkour. Segredos bem guardados e a existência de uma sósia permeiam a sua trajetória. Apesar da semelhança física com Clarice, a massoterapeuta Anita (Taís Araújo) é popular e despachada, bem diferente do seu jeito de ser.

Os caminhos de Pat, Moa e Clarice se cruzam quando a empresária contrata os dublês para encontrar a fórmula secreta de Jonathan. A dupla vê a chance de sair do aperto e dar maior conforto para suas famílias. Pat é casada com Alfredo (Carmo Dalla Vecchia) e mãe de Gui (Diogo Caruso) e Sossô (Alice Camargo), enquanto Moa é pai solo de Chiquinho (Guilherme Tavares) desde que separou-se de Rebeca (Mariana Santos).

A fórmula secreta mobiliza também o ambicioso Leonardo (Ícaro Silva), irmão de Clarice, sua amante Regina (Mel Lisboa), assessora de Clarice na SG, e o empresário Danilo (Ricardo Pereira), todos com grande interesse comercial na descoberta e suspeitos de terem hackeado parte dos arquivos. Após enfrentar uma verdadeira jornada, Pat e Moa encontram a pasta, mas descobrem que Clarice está morta.

Sem conseguir a recompensa pelo trabalho e tendo em mãos a pesquisa que vale milhões, a dupla inicia uma investigação paralela para saber o que aconteceu a Clarice e quem teria interesse na fórmula. Ítalo se junta a Pat e Moa para investigar a morte da empresária. Ele também entra na sociedade da Coragem.com, uma nova agência de dublês, que tem Rico (André Luiz Frambach) como um dos sócios.

Globo – 19h
estreia: 30 de maio de 2022

novela de Cláudia Souto
escrita com Isadora Wilkinson, Julia Laks e Zé Dassilva
direção de Oscar Francisco, Cadu França, Mayara Aguiar e Matheus Malafaia
direção geral de Adriano Melo
direção artística de Natalia Grimberg

Novela anterior no horário
Quanto Mais Vida, Melhor!

PAOLLA OLIVEIRA – Pat (Patrícia Lima)
MARCELO SERRADO – Moa (Moacyr Figueira)
TAÍS ARAÚJO – Clarice Gusmão / Anita
PAULO LESSA – Ítalo Santana
GUILHERME WEBER – Jonathan Azevedo
ÍCARO SILVA – Leonardo Gusmão
MEL LISBOA – Regina
RICARDO PEREIRA – Danilo
MARIANA SANTOS – Rebeca
CARMO DALLA VECCHIA – Alfredo
ANDRÉ LUIZ FRAMBACH – Rico (Heitor Gabriel)
VITÓRIA BOHN – Lou
MARIA EDUARDA CARVALHO – Andréa Pratini
KIKO MASCARENHAS – Duarte / Bob Wright
JENIFFER NASCIMENTO – Jéssica
CLÁUDIA DI MOURA – Martha Gusmão
SÉRGIO LOROZA – Vini
LEOPOLDO PACHECO – Joca (João Carlos)
STELLA MARIA RODRIGUES – Nadir
PAULA BRAUN – Olívia
BRUNO FAGUNDES – Renan
KAYSAR DADOUR – Kaká Bezerra
RODRIGO FAGUNDES – Armandinho
AMANDA MIRASCI – Cleide
CAROL PORTES – Dalva
ARIANE SUZA – Margareth
RAQUEL ROCHA – Teca
MARCELO VALLE – Gustavo
GUIDA VIANNA – Dagmar
ZECARLOS MORENO – Robson
RAFAEL TEOPHILO – Hugo Sá
ANSELMO VASCONCELLOS – Milton
IVONE HOFFMANN – Adélia
GABRIELA LORAN – Luana
DJA MARTHINS – Dona Lia

as crianças
DIOGO CARUSO – Gui
ALICE CAMARGO – Sossô
GUILHERME TAVARES – Chiquinho

A autora Claudia Souto assim conceituou sua obra: “O universo da novela é o dos dublês, mas a temática é a da coragem em todos os campos das nossas vidas. Desde a micro coragem, como romper uma relação na sua vida particular, a coragem para mudar de emprego; até a macro coragem que é fazer do risco a sua profissão, no caso dos dublês.”

A diretora artística Natália Grimberg complementou: “É uma comédia romântica de ação. Assim como o dublê é a outra face do ator, os personagens da história também têm dois lados.”

Sobre a parte técnica em termos de efeitos e tecnologia, Natália Grimberg comentou:
“Historicamente, nós gravamos com dublês e, em qualquer novela, escondemos esses profissionais. Aqui, eu tenho que mostrar, o que já me obriga a fazer uma decupagem diferente. (…) Temos muitas cenas que foram feitas pelos próprios atores. Teremos um diferencial na edição, porque vamos vê-los de fato fazendo as sequências, além de contarmos com a computação gráfica e com a pós-produção para ‘apagar’ os cabos de segurança, por exemplo. As sequências de ação dos primeiros capítulos foram estudadas por meses até chegarmos na melhor forma de execução.”

Para destacar os trabalhos dos dublês reais que executam cenas arriscadas na novela, uma infinidade de perucas, figurinos, sapatos e assessórios compuseram o vasto acervo à disposição da figurinista Tereza Nabuco, da caracterizadora Dayse Teixeira e do conceituador Brenno Melo.
No caso de Paolla Oliveira, os trabalhos ficaram por conta da dublê Roberta Felipe, que atua profissionalmente há 17 anos, enquanto Max Gabriel é o experiente dublê de ação de Marcelo Serrado. Eles utilizam exatamente os mesmos figurinos e perucas que os intérpretes de Pat e Moa. Já os dublês reais de Rico (André Luiz Frambach) e de Ítalo (Paulo Lessa) são representados pelos profissionais Pedro Henrique Tostes e Alexandre Roque, respectivamente.

A figurinista Tereza Nabuco aproveitou a referência de dualidade na história para levar para os figurinos a mesma ideia de ‘pessoa comum x herói’ para compor, principalmente, o estilo dos dublês Pat e Moa.
“Tenho tentado marcar os personagens com características fortes: tecidos tecnológicos, acessórios mais gráficos e roupas mais recortadas quando estão em ação, no trabalho de dublê, e à paisana, no dia a dia, são pessoas comuns, pode ser qualquer um de nós, então prevalece um estilo mais casual”, comparou.

Para as sósias Clarice e Anita, vividas por Taís Araújo, a composição difere em várias características e, principalmente, nos cabelos e figurino.
“Enquanto Clarice é chique e minimalista, Anita é antenada nas tendências, moderna e abusa de laces, que são versões contemporâneas das perucas confeccionadas em telas específicas e que imitam com perfeição o couro cabeludo”, explicaram a caracterizadora Dayse Teixeira e o conceituador Brenno Melo.
Os irmãos Clarice e Leonardo Gusmão (Ícaro Silva) usam peças modernas com cortes impecáveis. As lentes de contato na tonalidade castanho claro complementam a caracterização estilosa dos personagens.

Com Duarte e Bob Wright, personagens de Kiko Mascarenhas, o figurino e caracterização também são elementos-chave para marcar bem os universos de cada um, que são completamente diferentes um do outro.
“Duarte, um pobretão, cria essa figura de um rico empresário para frequentar festas badaladas e viver por alguns momentos a vida que gostaria de ter”, explicou a autora Claudia Souto sobre a dupla vida de Duarte, que finge ser Bob.

A produtora de arte Danielle Oliveira ressaltou detalhes sobre a pasta que carrega a disputada fórmula de magnésio da trama.
“Fizemos três pastas idênticas para serem usadas ao longo da novela. Usamos um material que imita o policarbonato de carbono. É bem resistente, porém não é rígida. Desta forma entendemos que seria possível preservar os papeis e o rastreador em seu interior já que a pasta passará por várias mãos, grandes quedas, e lugares inóspitos”, contou.

Parte da ilha de Paquetá, localizada na Baía de Guanabara, um dos cenário da novela, foi reproduzida na cidade cenográfica nos Estúdios Globo, especialmente os cenários da padaria e da fachada da casa de Milton (Anselmo Vasconcellos).

Já a representação do bairro do Humaitá, na Zona Sul do Rio, teve como um dos maiores cenários na cidade cenográfica a empresa Coragem.Com, que ocupa uma ampla área. São dois andares e uma quadra poliesportiva anexa que serve como base para treinamentos e aulas de parkour.
Outro destaque é a Companhia de Dança Vertical de Olívia (Paula Braun), cuja fachada conta com uma parede de 12 metros de altura e 9 metros de largura e foi projetada para as apresentações e treinos dos bailarinos, que praticam a dança ao ar livre.
“Buscamos a inspiração em companhias reais de dança aérea e que nos deram consultoria para adequar para a ficção os elementos e características focadas neste segmento de dança”, detalharam os cenógrafos May Martins e Claudiney Barino.

Apesar de a história não ser ambientada em Minas Gerais, o primeiro capítulo teve cenas gravadas no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, na região norte do estado. Também na Gruta da Lapinha, dentro do Parque Nacional do Sumidouro, Cachoeira do Tabuleiro, Ponte do Pinguela, Serra do Cipó e na Lapinha da Serra.

Assim como a trama, o mote da abertura é ação e aventura, como descreveu o gerente de criação Christiano Calvet: “Quisemos mostrar um set de filme de ação, com parkour, helicóptero, giro-car, tudo o que vai ser exibido na novela, de uma forma bem divertida, como pede o horário das 7, com animação, em vez de pessoas reais.”
A abertura foi criada em dois meses e meio e foram feitos seis roteiros até chegar à versão final. A mão humana que aparece segurando a claquete ao final é da produtora Fernanda Deway. Na claquete, além do logotipo da novela, há menções à diretora artística Natalia Grimberg (DIR NG) e à autora Cláudia Souto (TXT CS). (Gshow)

Cara e Coragem estreou em dobro, já que, pela primeira vez na Globo, além de ser exibida em sua faixa original (às 19 horas), o capítulo do dia é reexibido de madrugada, após o programa Conversa com Bial, de segunda a sexta-feira, e, aos sábados, após a faixa de filmes Supercine.

Tema de Abertura: Ska – Paralamas do Sucesso

A vida não é filme, você não entendeu
Ninguém foi ao seu quarto quando escureceu
Sabendo o que passava no seu coração
Se o que você fazia era certo ou não

E a mocinha se perdeu olhando o sol se pôr
Que final romântico, morrer de amor
Relembrando na janela tudo que viveu
Fingindo não ver os erros que cometeu

E assim
Tanto faz
Se o herói não aparecer, e daí?
Nada mais

A vida não é filme, você não entendeu
De todos os seus sonhos não restou nenhum
Ninguém foi ao seu quarto quando escureceu
E só você não viu, não era filme algum

E a mocinha se perdeu olhando o sol se pôr
Que final romântico, morrer de amor
Relembrando na janela tudo que viveu
Fingindo não ver os erros que cometeu

E assim
Tanto faz
Se o herói não aparecer, e daí?
Nada mais…

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