Sinopse

Quando a chapa esquenta é Marlene (Ingrid Guimarães) quem segura as pontas. A dona do salão de beleza conta com a ajuda do fiel escudeiro, o cabeleireiro e ex-namorado, Fran (Tiago Abravanel), e da manicure Josy (Renata Gaspar). Fran vive com a cabeça no passado e não se conforma do retorno a São Gonçalo após ter cuidado do visual das famosas nos tempos em que trabalhou na Globo e dos quais se vangloria até hoje. Já Josy tem o dedo podre para relacionamentos e vive às voltas com seus afetos.

O sargento Bigode (Lúcio Mauro Filho) não quer confusão na sua área, mas ele mesmo se embanana quando está com Josy, noiva de ninguém menos que Godzila (Paulo Américo), chefe do tráfico que, apesar de estar cumprindo pena, continua dominando os bandidos na região. O subordinado de Bigode, Noronha (Eduardo Estrela), é um tipo ingênuo que admira seu superior, a quem obedece como um cão fiel. Noronha sequer completou o supletivo, mas tem mania de corrigir o sargento, o que sempre acaba em bronca.

Apesar dos percalços, Marlene tem uma vida feliz. Ela é casada com Genésio (Leandro Hassum), um desempregado profissional e boa praça, apaixonado pela mulher. Genésio bate ponto no bar da Creuza (Ana Baird), que trata o malandro a pão-de-ló e avisa: se Marlene não o quiser, ela garante casa, comida e roupa lavada. Assim como Marlene, que tem Fran como seu parceiro, e Bigode que tem Noronha, Genésio conta com Marreta (Paulinho Serra) para os seus quase sempre desajeitados planos de descolar uma graninha.

Globo – 22h30
de 9 de abril de 2015
a 4 de agosto de 2016
43 episódios

criação de Cláudio Paiva
escrita com Adriana Chevalier, Alexandre Plosk, Bibi da Pieve, Cláudia Tajes, Max Mallmann, Jovane Nunes e Victor Leal
redação final de Cláudio Paiva e Mauro Wilson
direção de Patrícia Pedrosa e Rafael Miranda
direção geral de José Alvarenga Jr. e Flávia Lacerda
direção de núcleo de José Alvarenga Jr.

INGRID GUIMARÃES – Marlene
LEANDRO HASSUM – Genésio
THIAGO ABRAVANEL – Fran
RENATA GASPAR – Josy
LÚCIO MAURO FILHO – Sargento Bigode
PAULO AMÉRICO – Godzila
ANA BAIRD – Creuza
EDUARDO ESTRELA – Noronha
PAULINHO SERRA – Marreta
MILA RIBEIRO – Dona Gracinha
THALITA CARAUTA – Selma
OSCAR MAGRINI – Nelson

Série de humor substituta à vaga de A Grande Família, às quintas-feiras à noite. O roteirista-chefe era Cláudio Paiva, o mesmo da série da Família Silva.

A trama de Chapa Quente era ambientada no subúrbio do município de São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. A cidade foi escolhida por Cláudio Paiva por ele ter nascido em Niterói. Porém, Paiva revelou não conhecer bem o município de pouco mais de um milhão de habitantes.
“Queríamos uma cidade que fosse de periferia, e que tivesse sido esquecida e abandonada pelo Estado. E também que tivesse nome de santo, tão típico no Brasil. E o melhor de tudo é que descobrimos que São Gonçalo não é santo, não foi canonizado. Então, coube perfeitamente!”

A ideia era que os personagens estivessem sempre suados e improvisando uma forma de se refrescar na periferia do Rio de Janeiro, onde não há árvores, as construções são caóticas e a temperatura chega a 40 °C no verão. A intenção do autor foi fazer uma crítica a situação econômica do país, abordando até mesmo a questão da crise da água.

Sobre o cenário árido e os temas quentes da série, comentou o diretor de núcleo José Alvarenga Jr:
“O calor está piorando a cada ano e as cidades estão cada vez menos preparadas para ele. Nesse cenário onde falta água, faltam ruas arborizadas, parques públicos, nessas circunstâncias áridas, as pessoas ficam mais incomodadas umas com as outras. E as relações interpessoais dos personagens de Chapa Quente são trabalhadas nessa temperatura elevada.”

Para representar a elevada sensação térmica na qual os personagens viviam, o produtor de arte Julio Callado abusou das sombrinhas e leques. Callado ainda criou uma propaganda de água mineral com uma modelo se banhando no mar, que estampava um outdoor da cidade cenográfica, em contraste com a realidade seca e árida vivida pelos personagens.
“Estamos produzindo esses elementos para reforçar a ideia do calor, que perpassa todos os episódios e é uma identidade do programa”, explicou Callado.
A cidade cenográfica também contou com um grande termômetro, criado pelo cenógrafo Cláudio Domingos, que marcava a elevada temperatura do local.

As gravações externas predominaram e contribuíram para compor a sensação de “chapa quente” aos olhos do telespectador: cerca de 70% dos takes eram a céu aberto.

Músicas tocadas na série

ATÉ VOCÊ VOLTAR – Henrique e Juliano (tema de Genésio)
DEIXA SE ENVOLVER – Melanina Carioca (tema geral)
FANCY – Iggy Azalea (tema de ambientação: salão de beleza)
FESTA NA PISCINA – Solteirões do Forró (tema de Marreta)
HEY – Julio Iglesias (tema de Marlene e Genésio)
INFIEL – Marília Mendonça (tema de ambientação: Genésio)
INÚTIL – Bonde do Rolê (tema de abertura, 1ª temporada)
MATIMBA – Cláudia Leitte (tema de Marlene)
ME PEGA – Melanina Carioca (tema geral)
MEU NOME É BRAU – Mister Brau (tema do capeta de Genésio)
PODEROSA – Polentinha do Arrocha (tema de Josy)
PRETA – Saulo Fernandes (tema de Bigode e Josy)
QUEM NASCEU PIRIGA – Camila Uckers (tema de Fran)
SÃO GONÇA – Seu Jorge (tema de ambientação: São Gonçalo)
SOLTA NA NOITE – Pollo (participação Sorriso Maroto) (tema geral)
TARJA PRETA – Arnaldo Antunes (tema de Selma)
TOMBEI – Karol Conka (tema de abertura, 2ª temporada)

Tema de abertura 1ª temporada: INÚTIL – Bonde do Rolê

A gente não sabemos escolher presidente
A gente não sabemos tomar conta da gente
A gente não sabemos nem escovar os dente
Tem gringo pensando que nóis é indigente

Inútil!
A gente somos inútil
Inútil!
A gente somos inútil

A gente faz carro e não sabe guiar
A gente faz trilho e não tem trem pra botar
A gente faz filho e não consegue criar
A gente pede grana e não consegue pagar

Inútil!
A gente somos inútil
Inútil!
A gente somos inútil

A gente faz música e não consegue gravar
A gente escreve livro e não consegue publicar
A gente escreve peça e não consegue encenar
A gente joga bola e não consegue ganhar

Inútil!
A gente somos inútil
Inútil!
A gente somos inútil

Tema de abertura 2ª temporada: TOMBEI – Karol Conka

Baguncei a divisão, esparramei
Peguei sua opinião, 1-2 pisei
Se der palpitação, não dá nada, conta até três
Negrita de Lacaia Carla que samba no bass
Se quiser conferir, vem cá, pra ver se aguenta
Miro muito bem, enquanto você tenta
Enquanto mamacita fala, vagabundo senta
Mamacita fala, vagabundo senta
Depois que o alarme tocar não adianta fugir
Vai ter que se misturar ou se bater de frente, periga cair

Já que é pra tombar… Tombei!
Bang bang
Já que é pra tombar… Tombei!
Bang bang
Bau, bau, bauê
Bau, bau, bauê
Bau, bau, bauê
Tombar-bar, tombei
Bau, bau, bauê
Bau, bau, bauê
Bau, bau, bauê
Tombar-bar, tombei

Se é pra entender o recado, então, bota esse som no talo
Mas vem sem cantar de galo que eu não vou admitir
Faça o que eu falo
E se tiver tão complicado
É porque não tá preparado, se retire, pode ir
Causando um tombamento (oh)
Também tô carregada de argumento (oh)
Seu discurso não convence, só lamento (oh)
Segura a onda, senão ficará ao relento (oh, oh, oh)
Depois que o alarme tocar não adianta fugir
Vai ter que se misturar ou se bater de frente, periga cair

Já que é pra tombar… Tombei!
Bang bang
Já que é pra tombar… Tombei!
Bang bang
Bau, bau, bauê
Bau, bau, bauê
Bau, bau, bauê
Tombar-bar, tombei
Bau, bau, bauê
Bau, bau, bauê
Bau, bau, bauê
Tombar-bar (é)

Já falei que é no meu tempo
As minhas regras vão te causar um efeito
É quando eu quero, se conforma, é desse jeito
Se quer falar comigo então fala direito, fala direito
É no meu tempo
As minhas regras vão te causar um efeito
É quando eu quero, se conforma, é desse jeito
Se quer falar comigo então fala direito, fala direito
Depois que o alarme tocar não adianta fugir
Vai ter que se misturar ou se bater de frente, periga cair

Já que é pra tombar… Tombei!…

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