Sinopse

O poder do tráfico de drogas e a falta de dinheiro, a distância entre a favela e o asfalto e o dia a dia em uma comunidade. Laranjinha (Darlan Cunha) e Acerola (Douglas Silva) se deparam com dilemas e desafios típicos de uma vida adulta. Mais velhos, os dois agora têm filhos: Davi (Luan Pessoa) e Clayton (Carlos Eduardo Jay), uma duplinha que segue os passos, a amizade e a parceria de seus pais.

A nova trama narra a luta de Laranjinha para salvar o filho Davi, após descobrir que ele tem uma grave doença. Mesmo contando com a ajuda e apoio do inseparável amigo Acerola, e de seu filho Clayton, ele percebe que, sem dinheiro e dependente da saúde pública, a batalha pela vida de seu filho não será nada fácil. Diante das circunstâncias, Laranjinha põe em cheque a razão, a emoção e suas convicções.

Até sua amizade com Acerola é colocada à prova enquanto ele tenta encontrar uma saída para resolver o maior dilema que a vida lhe trouxe. Davi e Clayton, dois meninos que cresceram na comunidade e que mantêm o laço de amizade criado por seus pais, também se veem em busca de uma solução rápida e eficaz. E precisam enxergar, em meio a tantas privações e oportunidades duvidosas, uma oportunidade de salvar Davi.

Globo – 23h15
de 17 a 20 de janeiro de 2017
4 capítulos

escrita por George Moura e Daniel Adjafre
direção de Pedro Morelli
coprodução O2 Filmes

DARLAN CUNHA – Laranjinha
DOUGLAS SILVA – Acerola
LUAN PESSOA – Davi
CARLOS EDUARDO JAY – Clayton
e
ADRIANO PETERMANN – bêbado de quem Davi e Clayton pegam as chaves do carro
ALÉSSIO ABDON – contribui para a operação de Davi
CAIO NERY – garoto olheiro do morro
CAMILA MONTEIRO – Cristiane (mulher de Acerola)
DANIEL ARCHANGELO – morre no acerto de contas com Marreco, onde Claiton pega a mochila cheia de dinheiro
DARÍLIA OLIVEIRA – dá dinheiro Claiton para a operação de Davi, após ver o vídeo dos meninos na rede
DEIWIS JAMAICA – Tá Ligado (da gangue de Caubói)
DJHA MARTINS – mulher que conserta a panela de pressão para os meninos
JEFFERSON BRASIL – Caubói (traficante)
JITMAN VIBRANOVSKY – médico que opera Davi
JÚNIOR FAIR – HD (da gangue de Caubói)
MARCOS JUNQUEIRO – Marreco (da gangue de Caubói)
PEDRO MAIA – Pitbull (da gangue de Caubói)

Continuação da série Cidade dos Homens, doze anos depois, mostrando os protagonistas Laranjinha (Darlan Cunha) e Acerola (Douglas Silva) adultos e cada um com um filho: Davi (Luan Pessoa), filho de Laranjinha, e Clayton (Carlos Eduardo Jay), filho de Acerola.

A série Cidade dos Homens originou-se do curta-metragem Palace II, exibido pela Globo no fim de 2000 dentro da série Brava Gente. Palace II também originou o filme Cidade de Deus, de 2002.
Cidade dos Homens teve quatro temporadas na Globo, entre 2002 e 2005, e ganhou uma versão para o cinema, em 2007.

Nesta minissérie, episódios emblemáticos das temporadas antigas do seriado foram mesclados com uma história inédita, vivida atualmente – entre eles, Palace II, que originou a série. O público resgatou assim todo o histórico da amizade entre Laranjinha e Acerola.

George Moura, que assinou a minissérie com Daniel Adjafre, foi um dos roteiristas da série dos anos 2000. O diretor Pedro Morelli também esteve na equipe de roteiristas da série, e é filho de Paulo Morelli, diretor do filme Cidade dos Homens (de 2007).

Contou George Moura na época do lançamento do programa:
“Tínhamos dois grandes atores, dois grandes personagens, e a gente se perguntava o que teria acontecido com eles. Com uma história tão interessante, por que não revisitar? Ficamos pensando na melhor maneira de voltar a essa história e escolhemos recontá-la através da reexibição de episódios marcantes, que mostrassem o processo físico de envelhecimento deles e, ao mesmo tempo, nos ajudassem a contar a nova história. Assim, o público poderá matar a saudade e conhecer um novo Laranjinha e um novo Acerola.”

Esta versão abriu mão do tom documental da antiga para transformar a narrativa em um dilema dramático digno de novela. As questões éticas continuaram, porém sustentadas em um arco melodramático mais palatável e menos documental.
Os novos meninos tiveram o suporte dos pais, que os auxiliaram ética e moralmente, diferente de quando Laranjinha e Acerola agiam sozinhos, sem o menor filtro ou apoio adulto. O foco na autenticidade das interpretações de Darlan Cunha e Douglas Silva crianças impregnava o programa de uma realidade documental que a nova versão descartou.

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