Sinopse

Frederico Stuart Mill, um milionário, se faz de pobretão para se aproximar da jovem bailarina Branca, por quem se interessa.

O disfarce, no entanto, serve para aproximá-lo da operária Ângela, que passa a cuidar de si quando perde a memória após um incêndio no edifício-sede de sua empresa.

SBT – 19h45
de 23 de outubro de 1989
a 5 de maio de 1990
168 capítulos

novela de Walcyr Carrasco
colaboração de Miguel Filiage
argumento de Guga de Oliveira
direção de John Herbert e Alvaro Fugulin
direção geral de Guga de Oliveira
produzida pela Miksom

Novela anterior
Uma Esperança no Ar

Novela posterior
Brasileiras e Brasileiros

HERSON CAPRI – Frederico Stuart Mill
BETTY GOFMAN – Branca
SANDRA ANNEMBERG – Ângela
ANTÔNIO ABUJAMRA – Arnon Balakian
CAROLA DE OLIVEIRA – Michele
ESTER GÓES – Glória
DÉBORA DUARTE – Giovana
GIANFRANCESCO GUARNIERI – Artur
JOHN HERBERT – Felipe
JAYME PERIARD – Marcelo
ADRIANO REYS – William
NORMA BLUM – Clarisse
CLÁUDIO CURI – Dico
ALDINE MÜLLER – Judith
NICOLE PUZZI – Leda
MATILDE MASTRANGI – Emanuelle
SÉRGIO MAMBERTI – Cristóvão
GEORGE OTTO – Nicolau
ODILON WAGNER – Ulisses Filho
RAYMUNDO DE SOUZA – Dantas
KATE HANSEN – Cíntia
ÂNGELA FIGUEIREDO – Paloma
JOSÉ AMÉRICO MAGNO – Romeu
LUIZ CARLOS DE MORAES – Victor
RENATO BORGHI – Ricardo
TUNA DWEK – Rosário
MARISE VIEIRA (MARISE NÓBREGA) – Eurídice
MÍRIAM MEHLER – Silvia
LUCIANO QUIRINO – Eduardo
NECO VILLA LOBOS – Beto
VALÉRIA BALBI – Elaine
JACQUES LAGOA – Inspetor Waldemar
DOMINGOS MATTEI NETO – Delegado
LIZA VIEIRA – Cláudia
GÉSIO AMADEU – Pastor Ezequiel
GERALDO DEL REY – Seu Romão
ARICLÊ PEREZ
SIMONE PIRES – Margarida
JOSÉ CARLOS ANDRADE – Gaspar (barman da Dacon apaixonado por Rosário)
FLÁVIO PORTO – Cosme
CRISTINA RIBEIRO
VÍVIAN CHEDIAK
BARRINHOS FREIRE – empregado de Emanuelle
CARLA FABIANNI
FÁBIO TOMAZINI
MARIA DUDA
ALESSANDRA SILVA – filha de Artur
AMANDA SILVA – filha de Artur
Olívia (amiga de Manuela)
Lídia (colega de teatro de Branca)
Helen (colega de teatro de Branca)
Rebeca (empregada de William)
Romano (chefe de departamento na empresa)
e
GIANNI RATTO como ele mesmo
IVALDO BERTAZZO como ele mesmo
bailarinos do grupo de teatro de Artur
ANA LÚCIA SEELAENDER
CARLOS ALBERTO SIDRA JÚNIOR
CECÍLIA TEIVELIS MEIRELLES
FERNANDO LEE
GERALDO SI LOUREIRO
GREICE KRERCHE
JOSÉ CARLOS RIBEIRO FILHO
MARIA DUDA
MARIA JOSÉ MONTEIRO
MARISA BUCOFF
WILSON AGUIAR

Primeira novela de Walcyr Carrasco. Produção independente da Miksom, produtora de Guga de Oliveira (irmão de José Bonifácio de Oliveira, o Boni, então diretor artístico da Globo). Foi exibida pelo SBT quando a emissora abandonou temporariamente sua dramaturgia própria.

De acordo com o depoimento de Benedito Ruy Barbosa a Flávio Ricco e José Armando Vannucci, para o livro “Biografia da Televisão Brasileira”, o SBT preferiu exibir uma novela terceirizada (Cortina de Vidro, feita por uma produtora de fora) a produzir uma novela própria que, no caso, seria a sua proposta para Pantanal, renegada pela Globo, levada ao SBT e, por fim, aceita pela TV Manchete.

A cortina de vidro do título se referia ao edifício Dacon, em São Paulo, na esquina das avenidas Faria Lima e Cidade Jardim. Era lá que a história – e sua produção – estavam centralizadas.

De acordo com Walcyr Carrasco, em depoimento ao livro “Autores, Histórias da Teledramaturgia” (do Projeto Memória Globo), esta foi uma produção de poucos recursos. Havia apenas oito pequenos cenários (poucos personagens tinham casa), armados em um galpão, enquanto o resto da novela era todo gravado na cobertura do próprio edifício Dacon. Por volta do capítulo 15, a Miksom foi noticiada de que a cobertura do prédio havia sido vendida e que a produtora deveria abandonar o local.

Não havia dinheiro para construir novos cenários. O autor foi obrigado a mudar tudo e realizar uma catástrofe ficcional de fazer inveja ao furacão criado por Janete Clair em Anastácia, a Mulher Sem Destino (Globo, 1967) e à explosão do shopping center de Torre de Babel (Globo, 1998): o prédio foi destruído em um incêndio, muitos personagens morreram e a trama mudou de polo.

Walcyr Carrasco comentou a André Bernardo e Cíntia Lopes para o livro “A Seguir, Cenas do Próximo Capítulo”:
“Eu precisava de uma razão dramatúrgica para sairmos de lá, para mudar o rumo da história. Mas, para você ter uma ideia, matei personagens que não tinham cenário próprio, porque, economicamente falando, não havia mais como criar novos cenários.”
E ao livro “Autores”: “Perdemos também a locação em que as cenas do protagonista [Herson Capri] eram gravadas. Por isso fiz com que ele sofresse uma perda de memória. Quer dizer, a história ficou toda torta, curva. Perdemos a história porque não tínhamos produção para acompanhar a virada necessária e ainda precisávamos produzir mais 180 capítulos em oito cenários.”

A repercussão de Cortina de Vidro foi péssima. A crítica não perdoou. Principalmente a cena perto do final em que o pai estupra a própria filha, algo considerado abusivo e apelativo. (“Biografia da Televisão Brasileira”, Flávio Ricco e José Armando Vannucci)
A sequência foi tratada como uma das maiores ousadias na história da telenovela brasileira (pelo menos para a época): o personagem Arnon Balakian (Antônio Abujamra) violenta a filha Michele – vivida por Carola de Oliveira, sobrinha de Guga de Oliveira e Boni, a futura “princesa” Carola Scarpa, que casou-se com o playboy Chiquinho Scarpa e depois separou-se.

Os atores da Globo não perderam tempo. Semanas, ou dias, depois dos finais das novelas contemporâneas globais, já estavam nos estúdios da Miksom gravando Cortina de Vidro: Cláudio Curi, Aldine Müller e George Otto (de O Salvador da Pátria, às oito da noite), Antônio Abujamra e John Herbert (de Que Rei Sou Eu?, às sete) e Ester Góes, Jayme Periard, Raymundo de Souza e Sandra Annemberg (de Pacto de Sangue, às seis).

Odilon Wagner era visto, ao mesmo tempo, em Cortina de Vidro e na minissérie República, na Globo, que já estava totalmente gravada antes da estreia da novela no SBT.

Primeiro trabalho em televisão dos atores Luciano Quirino e Tuna Dwek.

Antes de tornar-se apresentadora de telejornais na Globo, Sandra Annemberg foi atriz. Cortina de Vidro foi a sua segunda e última novela (a primeira foi Pacto de Sangue). Na época, Sandra também atuou na televisão em séries e minisséries.

Trilha Sonora

01. A MAIS BONITA – Chico Buarque e Bebel Gilberto
02. PRAZER SEM FIM – Jane Duboc (tema de abertura)
03. PAIXÃO E SAUDADE – Gil e Guaxupé
04. PINTOU UM BODE – Paulinho da Viola
05. PAIXÃO É ASSIM – Marcelo Barra
06. CIDADE – Rick e Nando
07. AINDA TE PROCURO – Ivan Lins
08. CORTINA DE VIDRO – Antônio Marcos
09. QUEM VIVER, VERÁ – Joanna
10. ESSE AMOR É LOUCURA – Elymar Santos
11. NÃO MINTO PRA MIM – Zizi Possi
12. ETC – Caetano Veloso
13. CORAÇÃO URBANO – Eliete Negreiros
14. LAMBE-LAMBE – Trio Los Angeles

15. SUPER HOMEM, A CANÇÃO – Gilberto Gil (tema de Romeu)
16. DE VOLTA AO COMEÇO – Gonzaguinha
17. LET THE RIVER RUN – Carly Simon (tema de Frederico e Glória)

Seleção de repertório: Nelson E. dos Santos (Pincel)

Tema de Abertura: PRAZER SEM FIM – Jane Duboc

Dias e noites de solidão
Passei, chorei
Só por você
Quero te ver

Corpos suados de tanto amar
Se dar, sentir
Prazer sem fim
Você em mim

Eu me entreguei sem pudor ao amor
E tudo aconteceu
Seu corpo junto ao meu
Quero te amar, te buscar
Até o amanhecer

Prazer sem fim
Quero te amar
Você em mim
Quero te buscar
Prazer sem fim…

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