Sinopse

Nos anos 70, em meio às discussões sobre a ditadura, comunismo e repressão, a pequena cidade de Rosário, no Rio Grande Sul, convive com as transformações políticas e sociais da época.

Dona Anja foi uma esposa que não aguentou ter somente a companhia do marido e, com a morte deste, abriu um bordel, “aceito” pelas famílias da cidade. Os maiores frequentadores de sua casa eram as figuras locais “ilustres”, como políticos, o delegado, o médico, o professor, entre outros. Esta medíocre elite municipal, identificada com o regime militar, acompanhava a votação do divórcio na casa da cafetina e, ao mesmo tempo em que bolinavam as prostitutas, faziam discursos pela indissolubilidade do casamento e pela manutenção dos mais sagrados valores da família e propriedade.

Era também frequentador assíduo da casa de Dona Anja, o prefeito corrupto, Coronel Quineu Castilhos, o seu amante “oficial”, que em casa preservava sua imagem de machista e marido fiel. Em oposição ao prefeito, havia o Delegado Ritilho, que de todos desconfia e passa o tempo perseguindo comunistas e lutando para manter a moral dos moradores da cidade.

SBT – 22h10
de 9 de dezembro de 1996
a 26 de abril de 1997
120 capítulos

novela de Yoya Wursch e Cristianne Fridman
baseada na obra de Josué Guimarães
direção de Luís Antônio Piá e Caco Coelho
direção geral de Roberto Talma e José Paulo Vallone
produzida pela JPO

Novela posterior
Os Ossos do Barão

LUCÉLIA SANTOS – Dona Anja
JONAS MELLO – Coronel Quineu Castilhos
LUIZ GUILHERME – Chico Salena
ANGELINA MUNIZ – Maria Helena
MANOELA DIAS – Maria Aparecida
SÉRGIO MAMBERTI – Padre Antônio
SÔNIA LIMA – Isabel
JANDIR FERRARI – Comerlato
VERA ZIMMERMANN – Adelaide
ANTÔNIO PETRIN – Delegado Rutílio
ÂNGELA FIGUEIREDO – Romilda
PATRÍCIA LUCCHESI – Matilde
PEDRO VASCONCELLOS – Mauro
DANTON MELLO – Bruno Caçapa
GIUSEPPE ORISTÂNIO – Pedro
LYLIÁ VIRNA – Joana D’Arc
CLÁUDIO MAMBERTI – General
TAUMATURGO FERREIRA – Atalibinha
MIGUEL MAGNO – Neca
ROSALY PAPADOPOL – Olga
NECO VILA LOBOS – Orozimbo
GUSTAVO HADDAD – Rodolfo
MAURÍCIO BRANCO – Alcebíades
SOFIA PAPO – Iara
PAULO IVO
JOSÉ RÚBENS CHACHÁ – Elifas
CIDA ALMEIDA
NÚBIA DE OLIVEIRA – Rosaura
KÁTIA REIS – Eugênia
PAOLA BETTEGA – Vera
MAURO ALMEIDA
PAULO MÁRCIO – Edmilson
ANDRÉA GUERRA – Chola
NILZA MONTEIRO – Cenira
ALBERTO BARUQUE
NEY PIACENTINI
LIGIA VEIGA

Destacou-se na trama o tratamento dado aos relacionamentos amorosos. Todos mantinham na aparência uma certa seriedade e, no entanto, eram traídos e traíam sem qualquer pudor.

A questão da lei do divórcio também foi destaque, além das discussões sobre sexo, agressão física, corrupção, drogas, ditadura e sequestros políticos.

Os atores Gustavo Haddad e Lyliá Virna, que terminaram juntos na trama, se conheceram na novela e começaram um namoro que acabou em casamento.

Ney Matogrosso regravou especialmente a música de abertura da novela, Não Existe Pecado ao Sul do Equador, até para diferenciar do arranjo utilizado na novela Pecado Rasgado (Globo, 1978), que tinha o mesmo tema de abertura.
A nova versão do tema era cantada em tom de mambo e tinha o verso “vamos fazer um pecado safado debaixo do meu cobertor” – que não aparecia na versão de Pecado Rasgado já que esse verso havia sido censurado na época.

Dona Anja teve externas gravadas na cidade de Santana do Parnaíba, próxima a São Paulo.

As ilustrações da abertura são do designer gráfico Patrick Nagel (1945-1984).

Sonoplastia: Wallace V. Santos
Direção Musical: Cayon Gadia

MEU GRANDE AMOR – Tim Maia (tema de Bruno)
DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO – Erasmo Carlos (tema de Aparecida e Maurinho)
DEBAIXO DOS CARACÓIS DOS SEUS CABELOS – Caetano Veloso (tema de locação)
APARÊNCIAS – Fafá de Belém
SABOR DE MIM – tema de Dona Anja
SMILE – tema de Pedrinho

Tema de Abertura: NÃO EXISTE PECADO AO SUL DO EQUADOR – Ney Matogrosso
Não existe pecado do lado de baixo do Equador
Vamos fazer um pecado safado debaixo do meu cobertor
Me deixa ser teu escracho, capacho, teu cacho
Um riacho de amor
Quando é lição de esculacho, olha aí, sai de baixo
Que eu sou professor

Deixa a tristeza pra lá, vem comer, me jantar
Sarapatel, caruru, tucupi, tacacá
Vê se me usa, me abusa, lambuza
Que a tua cafusa
Não pode esperar
Deixa a tristeza pra lá, vem comer, me jantar
Sarapatel, caruru, tucupi, tacacá
Vê se me esgota, me bota na mesa
Que a tua holandesa
Não pode esperar

Não existe pecado do lado de baixo do Equador
Vamos fazer um pecado rasgado, suado a todo vapor
Me deixa ser teu escracho, capacho, teu cacho
Um riacho de amor
Quando é missão de esculacho, olha aí, sai de baixo
Eu sou embaixador…

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