Sinopse

A vida de Lola, ao lado do marido Júlio e dos quatro filhos – Carlos, Alfredo, Isabel e Julinho – desde quando estes eram crianças até a idade adulta, quando ela termina seus dias sozinha em uma casa para idosos. A história transcorre todos os fatos marcantes de sua vida: a dura luta para criar os filhos pequenos, a morte do marido e de Carlos, os problemas com o rebelde Alfredo, a união precoce de Isabel com um homem casado, e o casamento de Julinho com uma moça rica, o que culmina com a ida de Dona Lola para um asilo.

Entre tanto sofrimento, alguns momentos leves, como a amizade de Lola com a vizinha Dona Genu, casada com Virgulino, um casal divertido. E os passeios à casa de sua mãe, Dona Maria, em Itapetininga, no interior de São Paulo, onde moram suas irmãs Clotilde e Olga e a tia Candoca. A espevitada Olga se casa com o farmacêutico Zeca e juntos dão início a uma grande prole. Já Clotilde apaixona-se por Almeida, amigo de Júlio, mas não consegue romper com os padrões morais da sociedade quando tem de decidir morar com ele, que é desquitado.

SBT – 19h45
de 9 de maio a 5 de dezembro de 1994
180 capítulos

novela de Sílvio de Abreu e Rubens Ewald Filho
baseada no romance homônimo de Maria José Dupré
direção de Del Rangel e Henrique Martins
direção geral de Nilton Travesso

Novela posterior no horário
As Pupilas do Senhor Reitor

IRENE RAVACHE – Lola (Eleonora Abílio de Lemos)
OTHON BASTOS – Júlio Abílio de Lemos
JANDIR FERRARI – Carlos
TARCÍSIO FILHO – Alfredo
LUCIANA BRAGA – Isabel
LEONARDO BRÍCIO – Julinho
JUSSARA FREIRE – Clotilde
PAULO FIGUEIREDO – Almeida (Argemiro de Almeida)
DENISE FRAGA – Olga
OSMAR PRADO – Zeca
JANDIRA MARTINI – Dona Genu
MARCOS CARUSO – Seu Virgulino
MARCO RICCA – Felício
BETE COELHO – Adelaide
ELIETE CIGARINI – Carmencita
JOÃO VITTI – Lúcio
YARA LINS – Dona Maria
WILMA AGUIAR – Tia Candoca
NATHÁLIA TIMBERG – Tia Emília
MAYARA MAGRI – Justina
LUCIENE ADAMI – Maria Laura
ANTÔNIO PETRIN – Assad
ANGELINA MUNIZ – Karime
MARIA ESTELA – Laila
UMBERTO MAGNANI – Alonso
NINA DE PÁDUA – Pepa
FLÁVIA MONTEIRO – Lili
CHICA LOPES – Durvalina
EDUARDO SILVA – Raio Negro
ELIZÂNGELA – Marion
PAULO HESSE – Higino
NELSON BASKERVILLE – Marcos
ROSALY PAPADOPOL – Marta
CHRIS COUTO – Zulmira
CLARISSE ABUJAMRA – Madame Dora Bulcão
RODRIGO LOPEZ – Alaor
as crianças
CAIO BLAT – Carlos
WAGNER SANTISTEBAN – Alfredo
CAROLINA VASCONCELLOS – Isabel
RAFAEL PARDO – Julinho
JÚLIA IANINA – Carmencita
ROBERTO LIMA – Lúcio
PAULA CIDADE – Lili
CAROLINA GREGÓRIO – Maria Laura
WELLINGTON RODRIGUES – Raio Negro
WALDEMAR DIAS JR. – Tavinho (filho de Olga e Zeca)
TUCA GRAÇA – Tavinho (menor, filho de Olga e Zeca)
ANNA PAULA FECKER – Maria Emília (filha de Olga e Zeca)
GIOVANNA STEFANELLI – Emiliana (filha de Olga e Zeca)
SAULO DEMÉTRIUS – Felício Jr. (filho de Felício e Zulmira)
FRANCIS HELENA – Silvinha (filha de Felício e Isabel)
CARLA DIAZ – Eliana (filha de Lili e Marcos)
e
ALEXANDRE FREDERICO – Dráusio (do MMDC, estudante morto na Revolução de 32)
ANA PAULA ARÓSIO – Amanda (amiga de Isabel, namorada de Carlos)
ARIEL MOSHE – Sr. Flores (amigo de Alonso)
CLÁUDIA MELLO – Dona Benedita (professora de Carlos e Alfredo crianças)
CLÁUDIO CURI – Dr. Cláudio (médico que cuida doença de Júlio)
DOUGLAS AGUILLAR – Roberto
FELIPE LEVY – Gusmões (amigo de Almeida)
HOMERO KOSSAC – Mr. Hilton (queria corromper Virgulino na companhia telefônica)
LIA DE AGUIAR – Dona Marlene (mãe de Júlio)
LUI STRASSBURGER – Neves (amigo de Zeca, da juventude)
MARIA APARECIDA BAXTER – madre superiora do asilo onde Lola vai morar, no final
MARILENA ANSALDI – Madame Bulhões (professora de dança de Isabel e Amanda no clube)
MUÍBO CURY – Calux (amigo de Assad)
NEY LATORRACA – Sorriso (palhaço do circo)
OSMAR AMORIM – Vitor Henrique (garçom amigo de Amanda)
OTAVIANO COSTA – Tavinho (filho mais velho de Olga e Zeca)
PETÊ MARCHETTI – Leontina (amiga de Olga, da juventude, arrasta uma asa para Zeca)
RÉGIS MONTEIRO – Dr. Azevedo (médico que cuida doença de Júlio)
ROBERTO ARDUIN – José Aranha (verdadeiro pai de Carmencita, por quem Pepa abandona Alonso)
ROSI CAMPOS – Paulette (corista, amante de Zeca em São Paulo)
TADEU DI PIETRO – militar

– núcleo de LOLA (Irene Ravache), mãe abnegada e afetuosa, esposa submissa. Luta ao lado do marido para sustentar a família e ver os quatro filhos encaminhados na vida. Para ajudar o marido a terminar de pagar a casa onde moram, dedica-se à confecção e venda de peças de tricô:
o marido JÚLIO LEMOS (Othon Bastos), trabalha duro em uma loja de tecidos para prover a família e manter em dia a prestação da casa onde moram, apesar das várias dificuldades pelas quais passam. Tem a ambição de um dia ser rico como seu chefe. Ama sua família, mas é rígido e detesta ser repreendido ou contrariado. Não consegue ter com os filhos a mesma relação amorosa que a esposa estabeleceu com eles. A única exceção é a filha, seu xodó. Frequenta um cabaré e muitas vezes chega bêbado em casa, para o desespero da mulher e dos filhos. Tem uma amante, dançarina do cabaré. Morre no decorrer da história
os filhos: CARLOS (Caio Blat / Jandir Ferrari), o mais velho e seu filho mais companheiro. Responsável e estudioso desde criança, com o falecimento do pai sente-se na necessidade de abandonar a faculdade de Medicina para trabalhar em um banco e ajudar nas despesas da casa. Também morre na história
ALFREDO (Wagner Santisteban / Tarcísio Filho), o mais bonito e genioso de seus filhos. Irresponsável e rebelde, não gostava de estudar quando criança, preferindo a companhia dos moleques da rua, sempre se metendo em confusões. Rivaliza com Carlos, não se entende com o pai e abusa da paciência da mãe. Apesar de tudo, tem bom coração. Adulto, vai trabalhar em uma oficina mecânica ao mesmo tempo em que mete-se com anarquistas. Alista-se na marinha mercante e abandona a família para viver aventuras pelo mundo
JULINHO (Rafael Pardo / Leonardo Brício), o mais ladino dos filhos, desde criança tinha tino para os negócios e sonhava ser rico. Adulto, vai trabalhar com o patrão do pai. Casa-se por interesse com a filha rica do patrão
e ISABEL (Carolina Vasconcellos / Luciana Braga), a caçula, queridinha do pai na infância. A situação incomoda Lola, que não concorda com o tratamento diferenciado dispensado pelo marido à filha. Voluntariosa e vaidosa. Adulta, será amante de um homem casado, escandalizando a família
a empregada DURVALINA (Chica Lopes), simplória e prestativa, ajudou a criar os seus filhos
a sogra DONA MARLENE (Lia de Aguiar), mãe de Júlio, viúva, mulher orgulhosa e desagradável, põe defeitos em tudo e implica com a nora e a educação que ela dá aos seus netos.

– núcleo da família de Lola em Itapetininga:
a mãe DONA MARIA (Yara Lins), doceira de mão cheia, mulher simples. Viúva, com a venda de seus quitutes sustentou sozinha as filhas depois que o marido faleceu
a tia CANDOCA (Wilma de Aguiar), irmã solteirona de Maria. Moralista e faladeira. Reclama que vive doente, mas é preguiçosa. Vai ficando esclerosada com o passar do tempo
as irmãs CLOTILDE (Jussara Freire), solteirona, sempre viveu em função da mãe. Trabalhadeira, prestativa e companheira, mas muito exigente consigo mesma. Apegada aos valores da sociedade, mesmo apaixonada reluta unir-se ao homem amado por ele ser desquitado
e OLGA (Denise Fraga), a mais nova, é professora de crianças. Engraçada, espevitada, deslumbrada e geniosa
o cunhado ZECA (Osmar Prado), marido de Olga, é farmacêutico. Divertido e meio bronco, é apaixonado pela mulher a ponto de fazer todas as suas vontades
os filhos de Olga e Zeca: TAVINHO (Tuca Graça / Waldemar Dias Jr. / Otaviano Costa), MARIA EMÍLIA (Anna Paula Fecker) e EMILIANA (Giovanna Stefanelli)
o casal amigo de Zeca e Olga: NEVES (Lui Strassburger) e LEONTINA (Petê Marchetti).

– núcleo de DONA GENU (Jandira Martini), vizinha de Lola, mulher fofoqueira, exagerada e autoritária com o marido, mas de bom coração e solidária:
o marido VIRGULINO (Marcos Caruso), funcionário da companhia telefônica. Sujeito sossegado, sofre nas mãos da mulher, que vive desconfiando dele
os filhos LÚCIO (Roberto Lima / João Vitti), amigo de Alfredo, apaixonado por Isabel desde a infância. Adulto, será estudante de Direito e muito politizado,
e LILI (Paula Cidade / Flávia Monteiro), tem uma paixonite por Julinho desde criança.

– núcleo de EMÍLIA (Nathália Timberg), a tia rica de Lola, irmã de seu falecido pai, viúva de um homem da alta sociedade. Elegante, discreta, um tanto esnobe, mantem uma certa distância do lado pobre da família. Tem uma filha doente e, com o intuito de protegê-la, acaba mantendo-a isolada do convívio social, o que limita também seus relacionamentos. Seu maior passatempo é discorrer sobre a árvore genealógica das famílias quatrocentonas paulistas:
as filhas: ADELAIDE (Bete Coelho), passou a infância estudando em um colégio interno na Europa. Retorna ao Brasil adulta, moderna, questionadora, de personalidade forte. Está ressentida com a mãe e sente ciúmes da irmã doente. Terá uma relação explosiva com Alfredo,
e JUSTINA (Mayara Magri), portadora de uma doença mental não diagnosticada pelos médicos. Vive em uma espécie de mundo paralelo, alheia a tudo o que acontece ao seu redor. Contudo, é extremamente carente e carinhosa
o mordomo HIGINO (Paulo Hesse), dedicado à família.

– núcleo de ALMEIDA (Paulo Figueiredo), colega de trabalho de Júlio na loja de tecidos. Apaixona-se por Clotilde, mas ela resiste à paixão por ele ser ainda casado, apesar de estar se separando da mulher. Os dois têm de esperar o desquite, que a mulher reluta em concordar:
a mulher MARTA (Rosaly Papadopol)
o amigo GUSMÕES (Felipe Levy).

– núcleo de CARMENCITA (Júlia Ianina / Eliete Cigarini), moça doce e romântica. O amor de Carlos desde a infância, casa-se com Lúcio após a morte dele. Sofre com os desentendimentos entre os pais, que acabam se separando:
o pai ALONSO (Umberto Magnani), dono de uma mercearia, homem honesto e trabalhador. Não é o seu verdadeiro pai, mas a criou e os dois se amam profundamente
a mãe PEPA (Nina de Pádua), espanhola imigrante, amargurada e preconceituosa, odeia os brasileiros. Grávida, foi acolhida por Alonso, que criou Carmencita como sua filha. Com o retorno do pai biológico de Carmencita, está decidida a abandonar Alonso para viver com ele
o pai biológico JOSÉ ARANHA (Roberto Arduin), que não conhecia
SR. FLORES (Ariel Mosche), amigo de Alonso, frequentador de sua mercearia.

– núcleo de ASSAD (Antônio Petrin), turco que veio de baixo e enriqueceu com uma loja de tecidos. Patrão de Júlio e Almeida, mais tarde patrão de Julinho. Grande negociante, só pensa em aumentar seu capital:
a filha MARIA LAURA (Carolina Gregório / Luciene Adami), moça mimada e fútil, perde a mãe ainda menina e passa a odiar a madrasta quando o pai casa-se novamente. Adulta, casa-se com Julinho. Tem uma relação conflituosa com a sogra Lola, implicando por ela ser velha e simples
a primeira mulher LAILA (Maria Estela), mulher esnobe e arrivista, está sempre incentivando o marido a ganhar mais dinheiro e sonha em entrar para a alta sociedade paulistana. Faz todas as vontades da filha. Morre no decorrer da história
a segunda mulher KARIME (Angelina Muniz), bela e mais jovem que ele, tem uma relação difícil com Maria Laura, que a odeia.

– núcleo de FELÍCIO (Marco Ricca), em crise no casamento, envolve-se com Isabel e os dois se tornam amantes, escandalizando a família dela. Larga a mulher para unir-se a Isabel. O casal faz um contraponto com Clotilde, tia de Isabel, que preferiu esperar o desquite de Almeida para casar-se legalmente:
a mulher ZULMIRA (Chris Couto)
a amiga de Zulmira, DORA BULCÃO (Clarisse Abujamra), sua confidente
o filho pequeno com Zulmira, FELÍCIO JR. (Saulo Demétrius)
a filha com Isabel, SILVINHA (Francis Helena).

– demais personagens:
RAIO NEGRO (Wellington Rodrigues / Eduardo Silva), amigo de Alfredo desde a infância
MARCOS (Nelson Baskerville), amigo de Carlos, casa-se com Lili e o casal tem uma filha, ELIANA (Carla Diaz)
MARION (Elizângela), dançarina no cabaré frequentado por Júlio e Almeida. Amante de Júlio. Apesar da experiência de vida, se ilude na expectativa de que ele deixe sua família para unir-se a ela
ALAOR (Rodrigo Lopez), barman no cabaré
AMANDA (Ana Paula Arósio), amiga de Isabel, namorou Carlos.

A adaptação do romance de Maria José Dupré (1898-1984) – originalmente publicado em 1943 – levada ao ar pela TV Tupi em 1977, voltou nesse remake produzido pelo SBT, dezessete anos depois, abrindo uma nova temporada de novelas na emissora.

Em 1994, com a contratação do diretor Nilton Travesso, o SBT decidiu investir pesado em dramaturgia, com produções caprichadas e grande elenco. Um sucesso para o SBT, Éramos Seis é considerada a melhor novela da emissora. Chegou a dar mais de 20 pontos de audiência, em horário nobre, batendo de frente com a Globo.

Era a quarta das cinco versões da triste história de Dona Lola que chegava à televisão brasileira.
A primeira foi ao ar em 1958, pela TV Record, ainda na fase de dois capítulos por semana e ao vivo, protagonizada por Gessy Fonseca e Gilberto Chagas.
Cleyde Yáconis e Silvio Rocha protagonizaram a versão de 1967, já diária, na TV Tupi.
A terceira versão foi estrelada por Nicette Bruno e Gianfrancesco Guarnieri, dez anos depois, também na Tupi – a novela que originou esse remake no SBT.
A quinta foi na Globo, entre 2019 e 2020, com Glória Pires e Antônio Calloni como os protagonistas.

Na ocasião do remake (1994), Silvio de Abreu, um dos autores da versão original, estava contratado da Globo – ele vendeu os direitos sobre o seu texto ao SBT e, anos mais tarde, os comprou de volta. Coube ao seu parceiro Rubens Ewald Filho efetuar algumas poucas modificações e ajustes que julgou necessários. O personagem Carlos (Jandir Ferrari), por exemplo, ficaria um tempo sem um interesse amoroso. Rubens criou então Amanda (Ana Paula Arósio), personagem que não existia na versão dos anos 1970. (“Novela, a Obra Aberta e Seus Problemas”, Fábio Costa)

Éramos Seis foi eleita pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) a melhor novela de 1994. Irene Ravache ganhou o prêmio de melhor atriz e Tarcísio Filho, o melhor ator coadjuvante.
Também foi premiada com o Troféu Imprensa de melhor novela e Irene Ravache, de melhor atriz.
Ravache estava há seis anos ausente das novelas, desde Sassaricando (1988).

Em uma estratégia sábia, o SBT adiou em uma semana a estreia de Éramos Seis por causa da morte do piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna (em 01/05/1994). Com todos os canais de TV transmitindo imagens sobre o acontecimento, uma estreia de novela não seria bem recebida. No horário inicialmente anunciado, Irene Ravache deu um depoimento dizendo que a novela não poderia ir ao ar em um momento tão triste para a população brasileira.

Os capítulos de Éramos Seis começavam imediatamente após a apresentação da novela das sete da Globo, A Viagem. E eram reprisados mais tarde, logo após a novela global das oito, Fera Ferida. Tratava-se de uma estratégia do SBT que permitia aos telespectadores assistir às novelas da emissora concorrente para depois trocar de canal e acompanhar Éramos Seis.

Éramos Seis foi a primeira produção do SBT na Via Anhangüera, onde foram gravadas as externas na cidade cenográfica especialmente construída – um investimento de mais de 2 milhões de dólares -, e que tinha também alguns ambientes reproduzindo o que havia de cenário nos estúdios no bairro do Sumaré (antiga TV Tupi) que foram reformados.
A cidade cenográfica representava o centro de São Paulo dos anos 1920 e contava com pequenas casas e estabelecimentos comerciais, uma praça e o bonde elétrico, desenvolvido no Rio de Janeiro por uma equipe especializada para não fazer barulho e, assim, contribuir na sonorização das cenas gravadas no local. (“Biografia da Televisão Brasileira”, Flávio Ricco e José Armando Vannucci)

Ao final de cada capítulo, em vez de exibir as cenas do próximo, era apresentado um diálogo de algum personagem da trama com o telespectador. Ele olhava diretamente para a câmera e falava de seus problemas na história.
Assim, por exemplo, Dona Lola discorria sobre o marido, os filhos, a vida dura, coisas como “eu poderia não me preocupar, mas eu me preocupo. É minha filha… E agora se envolveu com esse tal Felício… Eu só espero que não aconteça o que eu mais temo, que é ver a minha filha, a minha Isabel, sofrendo”.
A ideia era criar um envolvimento, uma empatia maior com o público, fazer do público parte efetiva da história, como se o personagem fosse um velho conhecido, um vizinho ou um parente. A Tupi já fazia uso desse recurso na novela Vitória Bonelli, em 1972.

Na noite do dia 05/12/1994, após a exibição do último capítulo de Éramos Seis, foi apresentado um especial que reuniu o elenco da novela que terminara com o elenco da trama substituta, As Pupilas do Senhor Reitor, que estrearia no dia seguinte. Apresentado ao vivo por Hebe Camargo, o programa foi transmitido diretamente do Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo.

A atriz Chica Lopes interpretou neste remake a mesma personagem que havia vivido na versão de 1977 da novela: Durvalina, a empregada de Dona Lola.
Jussara Freire e Paulo Figueiredo também estiveram nas duas novelas, mas fazendo pares românticos diferentes: Olga e Zeca em 1977, e Clotilde e Almeida em 1994.
Também Lia de Aguiar, em pequenas participações. Em 1994, a atriz foi Dona Marlene, mãe de Júlio, e em 1977, a madre superiora do asilo onde Lola termina seus dias.

A trilha sonora de Éramos Seis foi lançada após o término da novela (em 1995) juntamente com a trilha da produção seguinte, As Pupilas do Senhor Reitor, no mesmo disco/CD. Apesar do CD trazer duas músicas de Éramos Seis a mais que o LP, nem em um nem em outro consta o tema de abertura da novela, “Valsinha”, de Chico Buarque e Vinícius de Moraes.

Um erro na abertura da novela trazia a atriz-mirim Paula Cidade creditada como Paulo Cidade. Foi logo corrigido.

Primeira novela de Ana Paula Arósio e Otaviano Costa. Também a estreia de Caio Blat e Wagner Santisteban, pré-adolescentes na época.

Reapresentada entre 22/01 e 23/05/2001, às 18 horas. Uma das novelas mais pedidas pelo público para uma nova reprise, Éramos Seis nunca mais poderá ser reapresentada, porque Silvio Santos vendeu de volta os direitos sobre o texto a Silvio de Abreu, hoje diretor de dramaturgia da TV Globo.

Texto de autoria de Paulo Bonfim que encerrou o último capítulo da novela:
“Esta é uma novela que não terminou! Riso e pranto prosseguem, criando em nós o velho hábito de sonhar. A Avenida Angélica de ontem, transforma-se num rio que leva para o mar da noite a graça de um tempo que pede para ser eterno. Outras Lolas e outros Júlios virão, oferecendo à paisagem angustiada a rosa de seu amor. Entre personagens povoados de poesia, o personagem maior é São Paulo – o glório São Paulo de 32, no sentir de Guimarães Rosa. Éramos seis e hoje somos tantos a pedir que aconteça em nossas vidas o suave milagre dos dias de outrora!”

01. MULHER – Zé Renato (tema de Isabel)
02. JURAS – Rosa Passos (tema de Carmencita)
03. PRA DIZER ADEUS – Elis Regina e Zimbo Trio (tema de Lola)
04. LAMENTOS – Zizi Possi (tema de Olga e Zeca)
05. CANTA, CANTA MAIS – Vânia Bastos (tema de Clotilde)
06. ÁGUA DOCE – Ivan Lins (tema de Lola)
07. CHORA CORAÇÃO – Tom Jobim
08. VIOLÃO – Fátima Guedes

ainda
VALSINHA – Chico Buarque e Vinícius de Moraes (tema de abertura)
VALSINHA – Quarteto em Cy (tema de Lola)
BRANCA – Francisco Petrônio (tema de Júlio)

Direção musical: Sérgio Saraceni

A trilha sonora de Éramos Seis foi lançada após o término da novela (em 1995) juntamente com a trilha da produção seguinte, As Pupilas do Senhor Reitor, no mesmo disco/CD. Apesar do CD trazer duas músicas de Éramos Seis a mais que o LP, nem em um nem em outro consta o tema de abertura da novela, “Valsinha”, de Chico Buarque e Vinícius de Moraes.

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