Sinopse

Campos dos Goytacazes, interior do estado do Rio de Janeiro, século 19, poucos anos antes da Abolição da Escravatura.

Isaura é uma escrava branca que sabe apenas que a sua mãe, a mulata Juliana, foi mucama na fazenda de seus senhores. Órfã desde o nascimento, ela recebeu o amparo da sua senhora, Dona Ester, que lhe criou como uma filha, mas é desprezada pelo Comendador Almeida, seu senhor. Dócil e submissa, mesmo assim ela sonha em conquistar a liberdade. Desde que descobriu o paradeiro da filha, seu pai, o ex-feitor Miguel, luta para comprá-la.

O amor surge na vida da moça na figura de Tobias, proprietário de um engenho vizinho. Envergonhada, ela não revela suas origens e passa a se encontrar com ele em segredo. O romance vai bem quando volta da Europa o filho de seus senhores, Leôncio, de caráter mesquinho. O jeito, os modos e educação de Isaura o impressionam. Acreditando que ela seja uma presa fácil para os seus caprichos, Leôncio persegue Isaura insistentemente.

Com a morte de Ester, sua protetora, a escrava se vê cada vez mais acuada. Isaura revela sua condição a Tobias e ele tenta obter licença para se casar com ela. Mas Leôncio está cada vez mais obcecado por ela. Tanto que, louco de ciúmes, ele não hesita em pôr fogo numa cabana onde estava Tobias, que morre carbonizado. Entretanto, Leônico não contava que lá estava também Malvina, sua mulher, com quem havia se casado por interesse.

A vida de Isaura transforma-se em uma sucessão de suplícios infligidos por Leôncio, que não a poupa nem mesmo do tronco, como forma de castigo. A única alternativa da escrava é fugir com o pai Miguel e um casal de escravos amigos, André e Santa. Enquanto Leôncio os procura desesperadamente, os fugitivos vão parar em Barbacena, Minas Gerais, onde, com medo de ser descoberta, Isaura assume outra identidade: Elvira.

Em Barbacena, Isaura conhece Álvaro, jovem e rico abolicionista que se apaixona por ela. Mas a moça, depois da morte de Tobias, passou a viver como viúva e tem como única preocupação juntar dinheiro para fugir do país e do alcance de Leôncio. Álvaro, no entanto, consegue conquistar seu coração e a convence a deixar a reclusão em que vivia e ir a um baile. Mas Isaura é desmascarada por Martinho, um caçador de recompensas, denunciada e capturada.

Leôncio, por má administração de seus negócios e se vendo na iminência da falência, casa-se pela segunda vez, com a jovem e rica Aninha Matoso. Louco por sentir-se rejeitado por Isaura e enfurecido por saber que ela ama outro homem, Leôncio a casa com o velho Beltrão, jardineiro aleijado do engenho, apaixonado por ela. Mas a essa altura, os bens de Leôncio já não lhe pertencem mais. Nem mesmo sua escrava Isaura.

Globo – 18h
de 11 de outubro de 1976
a 5 de fevereiro de 1977
100 capítulos

novela de Gilberto Braga
baseada no romance A Escrava Isaura de Bernardo Guimarães
direção de Herval Rossano e Milton Gonçalves
direção geral de Herval Rossano

Novela anterior no horário
O Feijão e o Sonho

Novela posterior
À Sombra dos Laranjais

LUCÉLIA SANTOS – Isaura / Elvira
RUBENS DE FALCO – Leôncio Correia de Almeida
EDWIN LUISI – Álvaro Santana dos Santos
ROBERTO PIRILO – Tobias Paes Vidal
NORMA BLUM – Malvina
GILBERTO MARTINHO – Comendador Almeida (Horácio Correia de Almeida)
BEATRIZ LYRA – Ester
ÁTILA IÓRIO – Miguel / Anselmo
DARY REIS – Conselheiro Fontoura
MÁRIO CARDOSO – Henrique
ELISA FERNANDES – Taís
ISAAC BARDAVID – Francisco
ZENI PEREIRA – Januária
LÉA GARCIA – Rosa
HAROLDO DE OLIVEIRA – André
MARIA DAS GRAÇAS – Santa / Maria
ÂNGELA LEAL – Carmem
CARLOS DUVAL – Beltrão
AMIRIZ VERONESSE – Alba
ÍTALO ROSSI – José
FRANCISCO DANTAS – Matoso
MYRIAN RIOS – Aninha
ARY COSLOV – Geraldo
CLARISSE ABUJAMRA – Lúcia
ANDRÉ VALLI – Martinho
JOSÉ MARIA MONTEIRO – Capitão Andrade
GILDA SARMENTO – Carolina
ANA MARIA GROVA – Eneida
NEUZA BORGES – Rita
EDYR DE CASTRO – Ana
MARLENE FIGUEIRÓ – Leonor
ALMEIDA SANTOS – Jaime
NENA AINHOREM – Lucíola
MÁRIO POLIMENO – Palhares
Tião
e
AGUINALDO ROCHA – Dr. Alceu Dias Bernardes (advogado de Ester, responsável pela carta de alforria de Isaura)
HENRIETTE MORINEAU – Madame Madeleine Besançon (atriz francesa que quer comprar Isaura para alforriá-la)
JANSER BARRETO – Leôncio (criança)
LADY FRANCISCO – Juliana (mãe de Isaura, em flashback)

– núcleo de ISAURA (Lucélia Santos), escrava branca que sofre nas mãos de seu senhor e acaba por fugir assumindo outra identidade, ELVIRA:
o pai MIGUEL (Átila Iório), ex-feitor de escravos, trabalha na fazenda vizinha da dos senhores de Isaura. Arquiteta a fuga da filha
a mãe JULIANA (Lady Francisco, numa participação), mulata escrava, morreu no parto de Isaura.

– núcleo de LEÔNCIO CORREIA DE ALMEIDA (Rubens de Falco), senhor de Isaura, apaixonado por ela, que a maltrata, por ela não ceder aos desejos dele:
o pai COMENDADOR ALMEIDA (Gilberto Martinho), escravocrata severo, dono de uma chácara na Côrte do Rio de Janeiro e de um engenho em Campos dos Goytacazes
a mãe ESTER (Beatriz Lyra), mulher dócil que criou e educou Isaura como a uma filha – morre no decorrer da trama
a cozinheira na chácara JANUÁRIA (Zeni Pereira), amiga de Miguel, adora Isaura
o jardineiro BELTRÃO (Carlos Duval), apaixonado por Isaura, com quem quase se casa através de um plano de Leôncio
a escrava na chácara ANA (Edyr de Castro).

– núcleo do engenho da família Almeida, em Campos dos Goytacazes:
o feitor FRANCISCO (Isaac Bardavid), pau mandado e cúmplice dos crimes de Leôncio
os capatazes JAIME (Almeida Santos) e TIÃO, ajudantes de Francisco no engenho
os escravos ANDRÉ (Haroldo Oliveira), “escravo de dentro” da casa, foge com Miguel e Isaura
RITA (Neuza Borges)
e ROSA (Léa Garcia), que persegue Isaura por sentir inveja dela.

– núcleo do abolicionista ÁLVARO (Edwin Luisi), o amor de Isaura, que a conheceu como Elvira, quando ela fugiu para Barbacena:
o amigo GERALDO (Ary Coslov), advogado, abolicionista como ele
a noiva de Geraldo, LÚCIA (Clarisse Abujamra), que estava prometida a Álvaro
MARTINHO (André Valli), ganancioso dono de uma estalagem, desmascara Isaura numa festa, pois está interessado na recompensa que Leôncio oferece pelo paradeiro de sua escrava
CAPITÃO ANDRADA (José Maria Monteiro), pai de Lúcia, fazendeiro vizinho de Álvaro. Furioso ao descobrir que Álvaro prefere Isaura à sua filha, combina com Martinho desmascararem a escrava na festa de noivado de Geraldo e Lúcia
CAROLINA (Gilda Sarmento), mulher do Capitão Andrada
ENEIDA (Ana Maria Grova), moça portuguesa que frequenta a casa dos Andradas. Escreve cartas anônimas a Leôncio informando sobre Isaura. É ela quem vai receber a recompensa oferecida por Leôncio.

– núcleo de TOBIAS PAES VIDAL (Roberto Pirilo), o primeiro amor de Isaura, vizinho da fazenda de Leôncio, patrão de Miguel. Morre num incêndio numa cabana, planejado por Leôncio:
a irmã TAÍS (Elisa Fernandes)
a mãe ALBA (Amiriz Veronesse)
a escrava LEONOR (Marlene Figueiró).

– núcleo do CONSELHEIRO FONTOURA (Dary Reis), homem rico, amigo do Comendador Almeida na Côrte:
a filha MALVINA (Norma Blum), primeira esposa de Leôncio. Mulher justa que roga ao marido que liberte Isaura. Acaba por morrer no incêndio da cabana que também vitimou Tobias
o filho HENRIQUE (Mário Cardoso), jovem de ideais abolicionistas, casa-se com Taís
a escrava SANTA (Maria das Graças), casa-se com o escravo André, com quem tem uma filha, que batiza com o nome de sua senhora, Malvina. Foge com o marido, Miguel e Isaura.

– núcleo de JOSÉ (Ítalo Rossi), amigo de Leôncio, perdeu todo o dinheiro no jogo e está desesperado para casar a irmã, já que o pai lhe deixou uma herança que só será entregue depois que ela se casar:
a irmã ANINHA (Myrian Rios), que ele apresenta a Leôncio e que vem a se tornar a segunda mulher dele. Leôncio aceita casar-se com Aninha pois sabe que está falido e ela é rica
o tio MATOSO (Francisco Dantas), homem honesto e justo.

– núcleo da taberna:
o gerente PALHARES (Mário Polimeno)
as “mulheres da taberna” LUCÍOLA (Nena Ainhoren)
e CARMEM (Ângela Leal), envolve-se com o Comendador Almeida, com quem se casa após a morte de Ester. O casal enfrenta a oposição de Leôncio. É ela quem empresta a casa em Barbacena para que Isaura possa se refugiar na fuga.

– demais personagens:
MADAME MADELEINE BESANÇON (Henriette Morineau), atriz francesa que apresenta-se no Brasil. Fica impressionada com a educação de Isaura e chocada ao saber de sua condição de escrava, propondo comprá-la
DR. ALCEU (Aguinaldo Rocha), jurista chamado por Malvina e Ester para avaliar a hipótese de alforriar Isaura. Chega a redigir a carta de alforria dela, assinada pelo Comendador Almeida após a morte de Ester, mas que é destruída por Leôncio.

Com esta trama, a história das telenovelas virava uma página importante. A novela, que fala da liberdade, tornou-se um grande sucesso internacional da televisão brasileira. E ainda transformou Lucélia Santos em estrela internacional já em seu primeiro trabalho em televisão.

O convite para Lucélia interpretar o papel-título da novela partiu do diretor Herval Rossano, após ele assistir o desempenho da atriz ao lado de Milton Moraes na peça Transe no 18. Site Memória Globo.

Também primeira novela na Globo de Edwin Luisi, que viveu o mocinho Álvaro, e de Neuza Borges. E a estreia em novelas de Edyr de Castro (do grupo musical Frenéticas).

Um grande destaque para o ator Rubens de Falco, que ficou para sempre marcado pela sua interpretação do vilão Leôncio Almeida.

Escrava Isaura foi a primeira novela brasileira a furar o bloqueio da Cortina de Ferro, onde fez muito sucesso.
Na Rússia, a palavra “fazenda”, antes inexistente no país, entrou para o dicionário na versão hispânica: “hacienda”.
Em Cuba, o governo chegou a cancelar o racionamento de energia elétrica durante o horário da novela.
A novela parou a guerra da Croácia quando foi exibida neste país.
Na Bósnia, em pleno calor da guerra contra a Sérvia (1997), os dois exércitos decretaram cessar-fogo durante a exibição dos capítulos.
Na China, Lucélia Santos ganhou o Prêmio Águia de Ouro, com os votos de cerca de 300 milhões de pessoas – foi a primeira vez que uma atriz estrangeira recebeu um prêmio no país.
Na Polônia, milhares de pessoas lotaram um estádio para assistir a uma competição de sósias dos personagens Isaura e Leôncio.

Vinte e dois anos depois de ser exibida pela primeira vez no Brasil, Escrava Isaura já havia sido vista em quase 80 países, entre eles Alemanha, África do Sul, Áustria, Bélgica, Bulgária, China, Coreia, Dinamarca, Gana, Hungria, Indonésia, Islândia, Israel, Letónia, Líbano, Lituânia, Luxemburgo, Madagáscar, Namíbia, Nigéria, Nova Zelândia, Polônia, Portugal, Quênia, República Tcheca, Rússia, Singapura, Sri Lanka, Suíça, Turquia, Ucrânia e Moçambique.
Por conta deste sucesso internacional, atores do elenco viajaram muito para promover a novela, principalmente Lucélia Santos, Rubens de Falco e Edwin Luisi.

Em entrevista, Lucélia Santos afirmou que nunca imaginou que a novela faria tamanho sucesso e que tocasse tanto as pessoas de qualquer lugar e das mais diferentes culturas. Ela relatou ainda que Escrava Isaura, em diversos locais, mudou o horário de taxistas, voos, refeições, etc. Influenciadas pela novela, a pessoas simplesmente mudavam seus hábitos e seu vocabulário.

Ao receber de Eneida do Rego Monteiro – então professora de Literatura do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro – a sugestão de que fizesse uma adaptação do romance “A Escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães, Gilberto Braga leu o livro e logo viu que tinha nas mãos uma história com potencial. Porém, os acontecimentos do livro não renderiam o número de capítulos que necessitaria criar para uma novela. Seria complicado desenvolver cerca de cem capítulos sendo absolutamente fiel a um romance que renderia no máximo trinta. Problema maior era a falta de envolvimentos românticos da personagem principal, Isaura, até a metade da história. No livro, a protagonista só conhece Álvaro com a trama adiantada. Fábio Costa em “Novela, a Obra Aberta e Seus Problemas”.

Gilberto criou então o personagem Tobias (Roberto Pirilo), para evitar tanto tempo de Isaura no ar sem um interesse afetivo. Não faltaram vozes a condenar o autor pelo “crime” de criar um novo par para Isaura, ainda que quando perguntado ele explicasse as necessidades peculiares da escrita de uma telenovela. Para Álvaro entrar em cena, foi preciso matar Tobias, que saiu da trama em um entrecho folhetinesco magistral: foi morto em um incêndio, pelo vilão Leôncio.

Nesse mesmo incêndio, pensando tratar-se de Isaura, Leôncio acaba por assassinar a própria esposa, Malvina (Norma Blum).
No romance, o destino de Malvina não é tão trágico: ela abandona Leôncio.
A cena do incêndio na cabana foi uma das mais marcantes da novela.

Marcante também foi a cena do baile em que Isaura, escondendo sua condição de escrava por ter fugido de seu senhor, é desmascarada.

O centésimo e último capítulo de Escrava Isaura foi ao ar em 04/02/1977. A vilã Rosa (Léa Garcia) fingia estar arrependida de suas maldades e sugeria um brinde, oferecendo à sua inimiga Isaura um ponche envenenado. Na confusão, Rosa toma o veneno por engano e morre. O telespectador mais atento pôde observar que na verdade foi Isaura quem tomou a bebida letal. Apesar do erro de continuidade, a heroína sobreviveu e viveu feliz para sempre ao lado de seu amor, Álvaro (Edwin Luisi).

Gilberto Braga narrou numa entrevista a respeito de problemas da novela com a censura do Regime Militar, na época:
“Quando comecei a escrever Escrava Isaura, fui chamado a Brasília para conversar, porque eles achavam a novela perigosa. Então, na reunião com censores, ficou mais ou menos estabelecido que eu poderia escrever Escrava Isaura, mas que não poderia falar de escravo. Uma censora me disse que a escravatura tinha sido uma mancha negra na história do Brasil, e que não deveria ser lembrada – aliás, segundo ela, o ideal seria arrancar essa página dos livros didáticos; imagine então falar disso na novela das seis… Um censor falou que a novela podia despertar sentimentos racistas na netinha dele, porque ela via os brancos batendo nos escravos na televisão e podia querer bater nas coleguinhas pretas dela. Aí eu disse ao censor que ele devia ver um psicólogo para a menina porque, se ela se identificava assim com os bandidos… De qualquer maneira, eu prometi que ia falar o mínimo possível em escravo e falei o mínimo possível em escravo em Escrava Isaura.”
Para a novela ser liberada, o autor teve que tirar dos diálogos a palavra “escravo”, substituindo por “peça”.

Gilberto usou essa passagem, com muita propriedade, em sua minissérie Anos Rebeldes (1992), ambientada durante a ditadura militar, em que o personagem Galeno Quintanilha (Pedro Cardoso), um novelista, é repreendido pelos censores ao escrever uma trama de cunho abolicionista. Galeno era o alter-ego do autor, que levou ao público, através da minissérie, as dificuldades de se escrever uma novela nos Anos de Chumbo.

Apesar de todo o sucesso, o diretor Herval Rossano não gostava da novela. Ele declarou em 2004, por ocasião do lançamento da nova versão da história, produzida pela TV Record, da qual era também diretor:
“É a novela de que menos gosto, prefiro Maria Maria [de 1978]. (…) Ela não tem qualidade. Usamos um equipamento inferior. Nos Estados Unidos, eles até perguntaram se a noite brasileira era azul. Puro erro de fotometria.”

A novela teve como cenário a cidade de Conservatória e fazendas na região de Vassouras, no interior do estado do Rio de Janeiro.

Em função do incêndio que havia destruído as instalações da TV Globo em junho de 1976, as cenas de interior foram gravadas nos estúdios da TV Educativa e da Herbert Richers. Site Memória Globo.

A abertura era ilustrada com gravuras do pintor francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848), que morou no Rio de Janeiro no período do Império e retratou personagens e costumes desta época.

A música tema de abertura, Retirantes, de Jorge Amado e Dorival Caymmi, interpretada pela orquestra e pelo coro da Som Livre – o lerê-lerê, um lamento de escravos – marcou a TV brasileira e até hoje remete à personagem Isaura e à novela.

Em 1986 (dez anos após Escrava Isaura), Lucélia Santos e Rubens de Falco voltaram a atuar em uma trama de época, abolicionista, em que ela era a mocinha e ele, o vilão: Sinhá Moça, uma adaptação de Benedito Ruy Barbosa do romance de Maria Dezonne Pacheco Fernandes.

Escrava Isaura é a novela campeã em reprises na Globo.
A primeira, entre 29/08/1977 e 16/01/1978, às 13h30.
Compactada em 30 capítulos, foi reapresentada às 18 horas entre dezembro de 1979 e janeiro de 1980.
Dentro do programa feminino TV Mulher, pelas manhãs, a partir de setembro de 1982.
Em forma condensada, em 1990, dentro do Festival 25 Anos da TV Globo.
E ainda: somente para o Distrito Federal, foi reprisada num compacto em 1985, após o Jornal Nacional, no horário em que no resto do país era exibido o Horário Eleitoral Gratuito.

Em 2012, a Globo Marcas lançou Escrava Isaura em DVD, em um box com cinco discos.

O romance de Bernardo Guimarães já havia tido uma adaptação na TV em 1961, numa produção local da TV Itacolomi de Belo Horizonte, ao vivo, não diária.

Exatos 28 anos depois de sua estreia na Globo, a história de Isaura ganhou uma nova adaptação para a TV, desta vez produzida pela Rede Record, com texto de Tiago Santiago e a mesma direção geral da primeira versão, de Herval Rossano. Bianca Rinaldi foi a nova Isaura, Leopoldo Pacheco, Leôncio, e Théo Becker, Álvaro.
Esta versão da Record contou ainda com as participações especiais de Rubens de Falco e Norma Blum (da primeira versão), que voltavam a interpretar um casal, dessa vez os pais de Leôncio.

Em 2016, a Record levou ao ar a novela Escrava Mãe, de autoria de Gustavo Reiz, que contava a saga de Juliana, a mãe da escrava Isaura, até o nascimento de sua filha.

Trilha Sonora
escrava76t
01. PRISIONEIRA – Elizeth Cardoso (tema de Isaura)
02. AMOR SEM MEDO – Francis Hime (tema de Leôncio)
03. RETIRANTES – Dorival Caymmi (tema de abertura)
04. NANÃ – Orquestra Som Livre
05. BANZO – Tincoãs
06. MÃE PRETA – Coral Som Livre

Sonoplastia: Guerra Peixe
Produção Musical: Guto Graça Mello

Tema de Abertura: RETIRANTES – Dorival Caymmi *

Vida de negro é difícil
É difícil como o quê
Vida de negro é difícil
É difícil como o quê

Eu quero morrer de noite
Na tocaia a me matar
Eu quero morrer de açoite
Se tu negra me deixar

Vida de negro é difícil
É difícil como o quê

Meu amor eu vou me embora
Nessa terra vou morrer
Um dia não vou mais ver
Nunca mais eu vou viver

Vida de negro é difícil
É difícil como o quê

* O tema de abertura é uma versão com letra africana

Veja também

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Corrida do Ouro

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A Escrava Isaura (2004)