Sinopse

Rio de Janeiro, 1958. Flávia Cristina é uma moça determinada que sustenta o irmão mais novo, Bruno, mas não percebe que ele é um mau-caráter, um marginal que a explora. Ao tentar defendê-lo de um agiota, Flávia pensa ter matado o homem, e receosa de ser descoberta pela polícia, foge para o sul do país, sem perceber que em sua mala carrega dólares roubados pelo irmão.

Na viagem Flávia Cristina conhece Flávia Regina, uma moça fisicamente parecida com ela que está indo trabalhar como governanta na Vivenda do Sombrio, numa cidadezinha chamada Esplendor. Flávia resolve acompanhá-la, mas um acidente com o ônibus põe Regina em coma no hospital, enquanto Flávia é confundida com a amiga e levada para a casa de seus patrões.

Na Vivenda do Sombrio o pequeno Gui vê o espírito de sua mãe. Gui é um menino arredio e triste que não fala desde a morte dela num acidente aéreo. Seu autoritário pai, Frederico Berger, é um rico industrial que nunca se recuperou da perda da mulher Elisa e tornou-se um homem taciturno que contagia com sua tristeza a todos na família.

Ao chegar à mansão dos Berger, Flávia assume a identidade da amiga para fugir de um crime que pensa ter cometido, e espera resolver toda a situação quando Regina sair do coma. Mas ela não esperava que seu irmão Bruno fosse procurá-la, em busca dos dólares, ameçando denunciá-la à polícia por falsa identidade. Flávia também sofre com a perseguição de Cristóvão, um mau-caráter, protegido da família Berger, que pretende conquistá-la.

A amarga e agressiva Olga vive presa a uma cadeira de rodas desde o nascimento da filha Marisa. Casada com o médico Hugo Norman, ela sofre com ciúmes de Adelaide, paciente do marido e sua antiga paixão. Adelaide, irmã de Frederico Berger, é uma mulher sofrida, mas o oposto da personalidade de Olga, e cuida com carinho de todos na Vivenda do Sombrio, apesar de sua doença crônica.

Olga, com ódio da família Berger, se une a Cristóvão, namorado de Marisa, para punir Frederico. No passado, seu filho Pedro morrera num acidente e ela acredita ser Frederico o responsável. Cristóvão também guarda um desejo de vingança, uma vez que sua família morrera na fábrica de propriedade da família Berger.

Enquanto Flávia Cristina conquista a todos na Vivenda do Sombrio – inclusive o coração do amargo Frederico Berger – Flávia Regina desperta do coma e descobre que sua amiga se apossara de sua identidade. Para desmascará-la, se une a Cristóvão, cada vez mais apaixonado por Flávia Cristina.

Globo – 18h
de 31 de janeiro a 24 de junho de 2000
125 capítulos

novela de Ana Maria Moretzsohn
escrita por Ana Maria Moretzsohn, Glória Barreto, Daisy Chaves e Izabel de Oliveira
direção de Luciano Sabino e Ary Coslov
direção geral de Maurício Farias
núcleo Wolf Maya

Novela anterior no horário
Força de um Desejo

Novela posterior
O Cravo e a Rosa

LETÍCIA SPILLER – Flávia Cristina
FLORIANO PEIXOTO – Frederico Berger
MURILO BENÍCIO – Cristóvão Rocha
CAIO BLAT – Bruno
CHRISTINE FERNANDES – Flávia Regina
CÁSSIA KISS – Adelaide
GRACINDO JÚNIOR – Dr. Hugo Norman
JOANA FOMM – Olga
OSMAR PRADO – Rodolfo
CLÁUDIA ALENCAR – Laura
TÔNIA CARRERO – Mimi Melody
ÍTALO ROSSI – Vicente
ADRIANA GARAMBONE – Marisa
MARCELO SABACK – Mariano
ÂNGELA FIGUEIREDO – Elisa
CACO CIOCLER – Lázaro
ANSELMO VASCONCELLOS – Delegado Rajão
THAÍS FERSOZA – Érica
MAX FERCONDINI – Freddy
HENRI CASTELLI – Dino
JULIANA KNUST – Helena
BIJÚ MARTINS – Sandro
ZEZÉ MOTTA – Irene
GUGA COELHO – Caçula
KARINE CARVALHO – Suzy
ELÍSIO LAGE – Cássio
DANIELE GUERREIRO – Nina
EDWARD BOGGISS – Otávio
GUILHERME PIVA – Neves
CHICO TENREIRO – Ivo
ÂNGELA RABELO – Gertrude
SÉRGIO LOROZA – Santos
HENRIQUE CÉSAR – delegado
as crianças
THIAGO DE LOS REYES – Gui (Guilherme Berger)
LUÍS CLÁUDIO JR. – Pablo
e
CARLOS GREGÓRIO – Dr. Carlos
FLÁVIO GALVÃO – Arnaldo
LUCINHA LINS – Lígia Mallet
LUIZ GUILHERME – Augusto Silveira (agiota que cobra uma dívida de Bruno, morto por ele)
MARCELO SERRADO – piloto
CAUBY PEIXOTO – cantor

– núcleo de FLÁVIA CRISTINA (Letícia Spiller), pensa ter matado o agiota que cobrava uma dívida de seu irmão. Vai embora do Rio de Janeiro em direção ao sul. Num acidente de ônibus, vai parar na pequena Esplendor, e devido às circunstâncias, acaba assumindo a identidade da moça que viajava consigo, FLÁVIA REGINA (Christine Fernandes), que entra em coma no hospital local:
o irmão mau-caráter BRUNO (Caio Blat), que mata o agiota fazendo a culpa cair sobre a irmã. Esconde dólares roubados na mala que Flávia leva na viagem sem saber do conteúdo. Vai atrás da irmã e dos dólares
o amigo de Bruno, DINO (Henri Castelli)
o agiota morto por Bruno, AUGUSTO (Luiz Guilherme).

– núcleo de FREDERICO BERGER (Floriano Peixoto), homem amargurado que fechou-se ao mundo após a morte da mulher, ELISA (Ângela Figueiredo). Recebe Flávia que vai trabalhar como governanta em sua mansão. Acabam apaixonados:
a irmã ADELAIDE (Cássia Kiss), mulher de saúde frágil
o protegido CRISTÓVÃO (Murilo Benício), que cuida dos negócios da família Berger. De caráter duvidoso, sente-se atraído por Flávia. Descobre seu segredo quando a outra Flávia sai do coma. Os dois se unem para desmascarar a “falsa” Flávia
os filhos FREDDY (Max Fercondini), ÉRICA (Thaís Fersoza), envolvida pela conversa de Bruno,
e o pequeno GUI (Thiago de Los Reyes), garoto que vê o fantasma da falecida mãe e que ficou mudo desde a sua morte
o modomo VICENTE (Ítalo Rossi)
o jardineiro CAÇULA (Guga Coelho)
a empregada GERTRUDE (Ângela Rabelo).

– núcleo do DR. HUGO NORMAN (Gracindo Jr.), médico e antigo amor de Adelaide:
a mulher OLGA (Joana Fomm), que vive numa cadeira-de-rodas. Amarga, cruel e invejosa, sente ciúmes de Adelaide e nutre um amor obsessivo pelo filho mais velho, morto em circustâncias misteriosas – culpa Frederico pela morte dele
a filha MARISA (Adriana Garambone), noiva de Cristóvão que trabalha no escritório de Frederico
a empregada IRENE (Zezé Motta)
o filho de Irene, SANDRO (Bijú Martins), garoto de caráter duvidoso que é envolvido por Bruno numa falcatrua.

– núcleo de RODOLFO (Osmar Prado), homem bom e de bem com a vida. Dono do maior hotel de Esplendor:
a mulher LAURA (Cláudia Alencar)
os filhos HELENA (Juliana Knust), que envolve-se com Dino,
e o pequeno PABLO (Luís Cláudio Jr.) – na frente da mãe um anjinho, mas longe de seus olhos, um capeta
o recepcionista do hotel CÁSSIO (Elísio Lage).

– núcleo dos alunos do colégio, amigos de Freddy, Érica, Helena e Sandro:
a amiga de Érica e Helena, SUZY (Karine Carvalho), a “avançadinha” do colégio
a nova aluna NINA (Daniele Guerreiro), misteriosa e arredia, desperta o amor em Freddy
OTÁVIO (Edward Boggis), que conquista Érica.

– demais personagens:
a ex-atriz MIMI MELODY (Tônia Carrero), a “louca” de Esplendor, amiga de Vicente, conhece o passado e segredos dos moradores da cidade
o médico MARIANO (Marcelo Saback), neurologista que cuida de Flávia, apaixona-se por Marisa
o médico LÁZARO (Caco Ciocler), psiquiatra que trata de Gui
o delegado RAJÃO (Anselmo Vasconcellos)
o ajudante de Rajão NEVES (Guilherme Piva)
o funcionário no escritório de Frederico, IVO (Chico Tenreiro).

Primeira novela solo de Ana Maria Moretzsohn na Globo, após anos trabalhando como colaboradora ou em parceria de outros autores.

A novela foi feita a toque de caixa, quase um recorde. Desde a aprovação da storyline e de uma pequena sinopse de três páginas até a estreia, passaram-se 45 dias, incluindo os feriados de Natal, quando as pessoas se dispersam complicando uma produção.

Esplendor foi concebida para inaugurar um projeto de verão da TV Globo: novelas exibidas durante as férias, com equipes mais reduzidas, um custo mais baixo e histórias mais curtas.

Também teve a difícil incumbência de levantar a audiência do horário das seis. A princípio, teria 80 capítulos, mas o resultado foi bom e, apesar das poucas tramas paralelas, a novela foi espichada sem perder o interesse do público, finalizando em 125 capítulos.

Romances góticos, contos de fada (como A Bela e a Fera) e histórias de suspense foram influências que a autora teve para escrever sua história, cuja trama principal também lembra a sinopse de A Intrusa, produzida pela Tupi, em 1967.

Uma caprichada produção de época que retratava uma cidade do interior do sul do país nos anos 1950. Cerca de 80 pessoas fizeram parte da equipe de produção, sendo que os titulares foram os mesmos da minissérie Hilda Furacão (1998) – também com direção geral de Wolf Maya – o que facilitou o entrosamento e ajudou a viabilizar a novela em menos de 30 dias.

Esplendor teve como locações fixas o bairro de Santa Teresa, no centro do Rio de Janeiro, onde estava localizada a fachada da casa dos Norman. A mansão onde na realidade funciona o Centro Cultural de Petrópolis, serviu para a mansão dos Berger – essa mesma casa já havia sido utilizada na cenografia da novela Direito de Amar, em 1987, como a fachada da mansão do Sr. de Montserrat (Carlos Vereza).

A única locação fora do Rio de Janeiro foi na cidade de Cambará do Sul (perto de Porto Alegre, RS), onde a equipe gravou imagens do canyon de Fortaleza, situado no Parque Nacional da Serra Gaúcha.

A cidade cenográfica trazia várias casas inspiradas no estilo alemão, como a pensão Amor Perfeito, com piso de mármore e flores na janela; o colégio Esplendor do Sul e o hospital do dr. Norman (Gracindo Jr.).
Fonte: site Memória Globo.

Destaque para os carros de época utilizados na novela. Entre eles, um Mercury 53, usado por Cristóvão (Murilo Benício). Ao todo foram seis carros, dois táxis, um ônibus, uma ambulância tipo furgão, onze lambretas, dois caminhões e um avião Cessna, usado na cena do acidente com Frederico e Elisa (Floriano Peixoto e Ângela Figueiredo).

Letícia Spiller conseguiu livrar-se do estigma de sua personagem anterior e recente, a caricata vilã Maria Regina de Suave Veneno, exibida em 1999. Para tanto, cortou ainda mais os cabelos e deixou de ser morena para voltar a ficar loura.

Floriano Peixoto trabalhou postura, projeção vocal e interiorização para interpretar o protagonista Frederico Berger. Alguns atores, como Max Fercondini (Fred), Juliana Knust (Helena), Letícia Spiller (Flávia) e Thaís Fersoza (Érica) tiveram aulas de equitação e piano.
Fonte: site Memória Globo.

Tônia Carrero retornava às novelas globais depois de 12 anos – seu último trabalho na casa havia sido Sassaricando, em 1988.

Primeira novela dos jovens atores Max Fercondini, Juliana Knust e Thiago de Los Reyes.

Destaque para as últimas cenas da novela que mostraram a morte de Adelaide, num primoroso trabalho da atriz Cássia Kiss.

Trilha Sonora
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01. LOVE IS A MANY SPLENDORED THING – The Lettermen (tema de Frederico e Flávia)
02. NEM EU – Dick Farney (tema de Norman)
03. CACHITO – Nat King Cole (tema de Laura e Rodolfo)
04. CANÇÃO DA VOLTA – Elizeth Cardoso (tema de Adelaide)
05. THE GREAT PRETENDER – The Platters (tema de Cristóvão)
06. A VOLTA DO BOÊMIO – Nelson Gonçalves (tema de Mimi e Vicente)
07. WHO’S SORRY NOW? – Connie Francis (tema de Flávia Regina)
08. BERNARDINE – Pat Boone
09. BLUE GARDENIA – Cauby Peixoto
10. THE DIARY – Neil Sedaka (tema de Marisa)
11. MUITO JOVEM – Celly Campello (tema de Fred e Nina)
12. SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCê – Silvinha Telles (tema de Flávia)
13. ABANDONO – Ângela Maria (tema de Olga)
14. MOCINHO BONITO – Doris Monteiro (tema de Bruno)
15. JOHNNY BE GOOD – Chuck Berry
16. ESTRADA DO SOL – Lúcio Alves (tema de Adelaide e Norman)
17. QUE NÃO SE VÊ – Caetano Veloso (tema de abertura)

Sonoplastia: Thanus Chalita
Produção Musical: André Sperling
Direção Musical: Mariozinho Rocha

Tema de Abertura: QUE NÃO SE VÊ – Caetano Veloso

Uma intensa luz que não se vê
Passa pela voz ao se calar
É a voz de uma estrela
Guarda o nome dela
Nosso coração é o seu lugar

Somos sempre sós e ainda assim
Ela brilha em nós
Em ti, em mim
Nem bruta, nem bela
O silêncio é tê-la
A voz dessa luz sem fim, sem fim

Come tu mi vuoi
Sarò, sarò
Quello che tu vuoi
Farò, farò
Non ti lascierò mai
Ma non ti amerò mai
Questo tu lo sai
Si lo sai…

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