Sinopse

Uma família nordestina divide-se quando a filha mais velha, Luiza, se recusa a acompanhar os pais e os irmãos na peregrinação liderada no final do século XIX pelo beato Antônio Conselheiro. Luiza foge e se torna prostituta; sua família se estabelece em Belo Monte, na região de Canudos, onde Conselheiro e seus fiéis procuram resistir aos ataques dos soldados federais enviados para dizimar o povoado.

Esse é o registro do conflito que opôs os soldados do Presidente Prudente de Moraes aos beatos reunidos em torno de Antônio Vicente Mendes Maciel, o Antônio Conselheiro.

Globo – 23h
de 16 a 19 de dezembro de 1997
4 capítulos

filme de Sérgio Rezende apresentado como microssérie
roteiro de Sérgio Rezende e Paulo Halm
direção de Sérgio Rezende

JOSÉ WILKER – Antônio Conselheiro
CLÁUDIA ABREU – Luiza
PAULO BETTI – Zé Lucena
MARIETA SEVERO – Penha
SELTON MELLO – Tenente Luís
ROBERTO BOMTEMPO – Pedro
JOSÉ DE ABREU – General Artur Oscar
TONICO PEREIRA – Coronel Moreira César
TUCA ANDRADA – Arimatéia
ELIEZER DE ALMEIDA – Beatinho
DENISE WEIMBERG – Margot
DANDARA OHANA GUERRA – Teresa
CAMILO BEVILACQUA – Solano
JURANDIR DE OLIVEIRA – Firmino
LAMARTINE FERREIRA – Quirino
MURILO GROSSI – Antônio
JOSÉ MARINHO – Barão de Cocobodó
ELIAS MENDONÇA – João Abade
ERNANI MORAES – Antônio Vila Nova
INALDO SANTANA – beato
DODY SÓ – pajé
elenco de apoio
ALEXANDRE DACOSTA
ARMINDO BIÃO
CARLOS PETROVICH
EDLO MENDES
ELSON ROSÁRIO
INALDA SANTANA
JORGE NEVES
LUCIEN PAULO
MARCELO PRADO
MÁRIO GADELHA
NUMA POMPILHO
PAULO RIBEIRO
PÉRICLES PALMEIRA
SELMA SANTOS
Primeiro projeto que uniu o cinema à televisão. O filme de Sérgio Rezende foi adaptado para ser apresentado na TV como uma microssérie de 3 capítulos. Essa parceria seria feita também com O Auto da Compadecida e A Invenção do Brasil, onde o processo foi inverso: as minisséries viraram filmes.

Em 2011, a Globo apresentou 2 microsséries que originalmente foram apresentadas no cinema: Chico Xavier e O Bem Amado.

O diretor Sérgio Rezende já se interessava pela ideia de adaptar o episódio histórico da Guerra de Canudos desde 1991, quando leu pela primeira vez o clássico Os Sertões, de Euclides da Cunha, que relata esses acontecimentos.

“Muitas teses científicas de Euclides foram superadas. Mas a grandeza literária de Os Sertões, a grandeza daquele momento da história, da vida no sertão, do sertanejo, permanecem” afirmou Sérgio no livro Guerra de Canudos – O Filme, de Nilza Rezende (Editora Senac).

“O filme não é um documentário, não é um trabalho sociológico sobre Canudos, é um espetáculo de cinema que se apropria da história de Canudos e procura contá-la cinematograficamente. Até uma criança é capaz de entender”, disse a produtora Mariza Leão.

Sérgio e Mariza viajaram quatro mil quilômetros em busca de um lugar “cinematograficamente forte, com proximidade cultural e geográfica de Canudos e com infraestrutura necessária à produção”. Optaram por Junco do Salitre, na região de Juazeiro, Bahia.

Orçado em 6 milhões de dólares, o filme consumiu quase quatro anos de trabalho.

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