Sinopse

Otávio e Charlô são primos que tiveram um romance na adolescência que não deu certo. Os dois se odeiam e há anos não alimentam o menor laço parentesco. Charlô leva uma vida de viagens e aventuras emocionantes. Em uma dessas viagens, recebeu um chamado para voltar ao Brasil, pois o tio Enrico, recém-falecido, a incluíra em seu testamento. Sua parte na herança consiste em uma mansão em São Paulo e a loja Charlô’s, com filiais em todo o Brasil, que ela terá que compartilhar com direitos iguais com Otávio.

O falecido sabia das diferenças entre os sobrinhos e, temendo por seu patrimônio após a sua morte, deixou explícito no testamento que os dois permanecessem juntos no comando dos negócios. Os atritos tornam essa convivência impossível. Charlô então propõe a Otávio uma aposta: se, em 100 dias, ela não elevar em 10% o lucro de uma filial das lojas, deverá abrir mão da sua parte. Do lado de Otávio está Felipe, filho adotivo de Charlô, formando uma dupla trapaceira capaz de tudo para vencer a aposta.

Charlô conta com o apoio de Vânia, seu braço direito na loja, e de Roberta, viúva do empresário Vitório Leoni. Após a morte do marido, Roberta assumiu o comando da fábrica do casal, a Ravello Sports, fornecedora de roupas para a Charlô’s. Porém, Vitório estava envolvido em negócios escusos com Otávio e mantinha uma relação extraconjugal com a ardilosa Verusca, sua secretária. Sem escrúpulo algum, Verusca se alia a Otávio com o objetivo de falir a loja de Roberta e encontrar um diamante deixado por Vitório.

Declarada a guerra entre machistas e feministas, as mulheres unem forças para vencer a aposta. Uma regra as impede de se envolverem com homens durante esse período, para não se tornarem presas fáceis em suas mãos. Contudo, Carolina, sobrinha de Roberta, passa por amiga da tia e de Charlô, mas na verdade é aliada de Otávio. Interesseira, a garota envolve-se com Felipe, fazendo-o romper com Vânia, com quem ele mantinha um caso secreto. Vânia descobre as armações da rival e luta para desmascará-la ante Charlô e Roberta.

Enquanto isso, Juliana, filha de Felipe, rompe seu romance secreto com o fotógrafo Fábio ao apaixonar-se por Nando, o motorista da família, disputando o rapaz com a irmã Analu, uma garota maluca que faz tudo para tê-lo. Porém, a paixão de Nando é Juliana. É quando Roberta descobre-se também apaixonada por ele e resolve conquistá-lo. Do outro lado, Otávio e Felipe sabotam a equipe feminina com seduções baratas e, assim, derrotam as mulheres. Charlô, sabendo que fora vítima de trapaças, leva a disputa aos tribunais.

A esta altura, Otávio desaparece misteriosamente e entra em cena Dominguinhos, primo português de Charlô que ela julgava ser Otávio, devido à semelhança física entre os dois. Dominguinhos se apaixona pela prima, mas, rejeitado, volta a Portugal. Com o regresso de Otávio, Charlô dá como certas suas expectativas de que eles eram a mesma pessoa. Para surpresa de ambos, ao final, surgem Dominguinhos e a esposa Altamiranda, outra prima, a cara de Charlô, reclamando a parte da herança a que têm direito.

Novas brigas acontecem e os quatros, por fim, destroem a mansão deixada pelo tio falecido.

Globo – 19h
de 6 de junho de 1983
a 7 de janeiro de 1984
185 capítulos

novela de Sílvio de Abreu
colaboração de Carlos Lombardi
direção de Jorge Fernando e Guel Arraes
supervisão de Paulo Ubiratan

Novela anterior no horário
Final Feliz

Novela posterior
Transas e Caretas

FERNANDA MONTENEGRO – Charlô (Cumbuca – Charlote de Alcântara Pereira Barreto) / Altamiranda
PAULO AUTRAN – Otávio (Bimbo – Otávio de Alcântara Rodrigues e Silva) / Dominguinhos
TARCÍSIO MEIRA – Felipe de Alcântara Pereira Barreto
GLÓRIA MENEZES – Roberta Leoni
LUCÉLIA SANTOS – Carolina Carneiro
MÁRIO GOMES – Nando (Orlando Cardoso)
MAITÊ PROENÇA – Juliana de Alcântara Pereira Barreto
MARIA ZILDA – Vânia Trabuco de Moraes
ARY FONTOURA – Dino (Dinorá Carneiro)
YARA AMARAL – Nieta (Antonieta Carneiro)
HERSON CAPRI – Fábio Marino
JOSÉ MAYER – Ulisses da Silva
EDSON CELULARI – Zenon da Silva
CRISTINA PEREIRA – Frô (Afrodite da Silva)
SÔNIA CLARA – Verusca
HÉLIO SOUTO – Nenê Gomalina
MARILU BUENO – Olívia
ÂNGELA FIGUEIREDO – Analu (Ana Luísa de Alcântara Pereira Barreto)
DIOGO VILELA – Kiko (Francisco Leoni)
ADA CHASELIOV – Manuela Vasconcelos Marino
LEINA KRESPI – Dona Semíramis
HELENA RAMOS – Lucilene
TEREZINHA SODRÉ – Leda Macedo Burle
PAULO CÉSAR GRANDE – Ronaldo Santana
WILSON GREY – Ismael
LYS BELTRÃO – Dalete
FERNANDO JOSÉ – Montanha Duncrezio

a menina TATIANA ISSA – Ciça (Maria Cecília Marino)

e
ALCIONE MAZZEO – Arlene (amiga de Juliana)
ÁLVARO AGUIAR – Oscar Moreira Setúbal (banqueiro com quem Roberta janta com Nando)
ANTÔNIO VIANA – do corpo de diretores da Ravello
ARACY BALABANIAN – Greta (uma das ex-mulheres de Felipe)
BEATRIZ LYRA – Gertrudes Moreira Setúbal (mulher do banqueiro Oscar, no jantar com Roberta e Nando)
BERTA LORAN – Souza (da dupla Souza & Souza, os contadores que apuram o resultado da aposta)
BETH WAIMBERG – Divina (empregada de Roberta)
CAMILO BEVILACQUA – Wanderley (dono da agência de publicidade Salivas)
CARLOS ACCIOLY – do corpo de diretores da Ravello
CARLOS KROEBER – Moisés (amigo de Vitório e Otávio, de quem Vitório tinha comprado o diamante)
CARLOS VEREZA – Rodrigo Ramirez (empresário do boxe a quem Nenê apresenta Ulisses)
CARLOS ZARA – Vitório Leoni (marido de Roberta, morre no primeiro capítulo)
CATALINA BONAKI – velhinha chefe de uma quadrilha que assalta Roberta e Nando no Rio de Janeiro
CHAGUINHA – Agenor (operário da Ravello mancomunado com Verusca para sabotar a empresa)
CHICO TENREIRO – padre perdido na selva com uma criança, salvo por Charlô, no início
CLÁUDIO GAYA – Dr. Fernando (advogado de Roberta)
EDWIGES GAMA – da agência de publicidade, escolhe uma modelo nas fotos de Fábio
ELIANA ARAÚJO – funcionária da Ravello
ELIANA FONSECA – cliente que destrata Carolina na Charlô’s, quando ela é vendedora
ELIEZER MOTTA – Luigi (alfaiate de Otávio)
EMA D’AVILA – Dona Dedé (cartomante procurada por Manuela)
EVA WILMA – Bette (uma das ex-mulheres de Felipe)
FELIPE CARONE – Vitorino Pimenta (empresário do boxe a quem Nenê apresenta Ulisses)
FLÁVIO SÃO TIAGO – policial que investiga o suposto rapto de Analu por Nando, no início
FRANCISCO DANTAS – juiz no julgamento de Carolina, pela sabotagem do desfile
HENRIQUETA BRIEBA – Berenice Vasconcelos (mãe de Manuela)
ILVA NIÑO – mulher cujo filho Charlô resgatou da selva, no início
IRENE RAVACHE – Bárbara (uma das ex-mulheres de Felipe)
ÍRIS BUZZI – organizadora da festa hollywoodiana que Charlô promove em homenagem a Roberta
ÍSIS DE OLIVEIRA – loura com quem Zenon partiu no trem para o Rio, nas lembranças de Carolina
IVAN CORREIA – funcionário da loja Charlô’s
JACQUELINE LAURENCE – Mireille Darrieux (caso de Otávio do passado, com quem Charlô pretendia firmar um negócio, mas foi enganada por Otávio)
JAYME PERIARD – Gera (funcionário da loja Charlô’s)
JORGE FERNANDO – guarda do zoológico / segurança da bienal / porteiro do heliporto
JOSÉ REIS – do corpo de diretores da Ravello
JOSÉ STEIMBERG – Fritz (prepara o jantar com violinos que Felipe oferece a Roberta no seu apartamento)
KIKA BORJA – Heleninha (secretária de Fábio)
LÍLIAN LEMMERTZ – Walkíria (ex-amante de Zenon, que lhe deu um fora)
MANFREDO COLASSANTI – Antero Vasconcelos (pai de Manuela)
MÁRCIA COUTO – funcionária da loja Charlô’s
MARCO MIRANDA – contador da loja Charlô’s
MARCUS ALVISI – bandido responsável pelo rapto de Nando
MÁRIO LAGO – juiz no julgamento do recurso que Charlô interpôs depois de perder a aposta
MARISA BELÉM – funcionária da loja Charlô’s
MELISSE MAIA – funcionária da loja Charlô’s
MILTON CARNEIRO – Souza (da dupla Souza & Souza, os contadores que apuram o resultado da aposta)
MOACYR PRINNA – do corpo de diretores da Ravello
MONIQUE ALVES – amiga de Juliana
MONIQUE EVANS – uma das modelos clicadas por Fábio
NÉLIA PAULA – Ludmila Petrovna (professora de balé que ajuda Nando a desfilar e lhe dá aulas de etiqueta)
NELSON DANTAS – advogado de Felipe
NEY GALVÃO como ele mesmo, desenha os modelos do desfile promovido por Charlô na loja
NICA BONFIM – Lucila (falsa motorista contratada por Charlô para a vaga de Nando quando ele é demitido)
NILDO PARENTE – tabelião que lê o testamento de Tio Enrico e lavra os acordos entre Charlô e Otávio
OSWALDO LOUREIRO – Joca (ex-marido de Charlô que vai atrás dela na Amazônia, no início)
PATRÍCIA LOBO – funcionária da loja Charlô’s
PEDRO CASSADOR – Pedro (manobrista do estacionamento do shopping center)
REGINA CASÉ – Carlotinha Bimbati (amiga fofoqueira de Frô que a substitui na lanchonete, no último capítulo)
REGINA DUARTE – Alma (terceira mulher do Bigode Preto, enviada de Otávio para irritar e amedrontar Charlô, enquanto ele estava desaparecido)
RENATA SORRAH – Blanche (primeira mulher do Bigode Preto, enviada de Otávio para irritar e amedrontar Charlô, enquanto ele estava desaparecido)
RENÉE DE VIELMOND – Dolores (uma das ex-mulheres de Felipe)
ROBERTO MARCONI – funcionário da Ravello
ROSITA TOMAZ LOPES – Florisa Verute (advogada de Charlô e Roberta, quando elas são processadas pelo desfile sabotado)
RUBEM DE BEM – funcionário da loja Charlô’s
SUELY FRANCO – Alessandra do Lago (segunda mulher do Bigode Preto, enviada de Otávio para irritar e amedrontar Charlô, enquanto ele estava desaparecido)
SUSANA VIEIRA – Marlene (uma das ex-mulheres de Felipe)
TÂNIA SCHER – Marivalda (amiga de Nenê, paga por ele para beijar Nando na praia, enquanto fotografa a cena)
VERA GIMENEZ – Natália (uma namorada de Felipe)
WALDIR SANTANNA – Arimatéia Torquato da Silva (delegado que prende o pessoal da vila após uma confusão, no início)
ZEZÉ MACEDO – mulher que pensa que Felipe está flertando com ela no restaurante
Ana Luiza (amiga de Juliana)
Giocondo (amigo de Otávio que ele contratou para celebrar um falso contrato de exclusividade com Roberta)
Rose (sócia de Wanderley na agência de publicidade Salivas)

– núcleo dos primos CHARLÔ (Fernanda Montenegro) e OTÁVIO (Paulo Autran), que tiveram um romance na adolescência que não deu certo. Hoje se odeiam. Feminista e combativa, Charlô é liberal e tem espírito aventureiro. Machista convicto, Otávio, ao contrário, é moralista e abomina os modernismos da prima, que considera sua rival. Ele tenta provar sua superioridade sobre ela e os dois vivem em pé de guerra, implicando um com o outro com seus apelidos: CUMBUCA e BIMBO. A herança de um tio milionário os obriga a viverem juntos, em uma mansão, e a administrarem a cadeia de lojas da família, a Charlô’s. Os atritos tornam essa convivência impossível. Charlô então propõe a Otávio uma aposta: se, em 100 dias, ela não elevar em 10% o lucro de uma filial das lojas, deverá abrir mão da sua parte. Com seu staff feminino, Charlô precisa transpor todas as barreiras, armadilhas, sabotagens e trapaças criadas pelo primo para vencer a aposta:
o filho adotivo de Charlô, FELIPE (Tarcísio Meira), braço direito de Otávio e seu aliado na guerra contra a mãe. Machista, teimoso, instável, egoísta, trapalhão, birrento e cheio de manias, casou-se seis vezes. É um ás da matemática e coleciona aviões de brinquedo
as filhas de Felipe: JULIANA (Maitê Proença), a mais velha. Coordena a chefia dos departamentos das lojas Charlô’s. Profissional competente, adora o pai, mas seus valores são antagônicos. Romântica e discreta, vive um romance secreto, mas a relação está desgastada porque o rapaz é casado,
e ANALU (Ângela Figueiredo), a mais nova. Voluntariosa, mimada, geniosa e inconsequente, só faz o que quer. No início da trama, abandona o noivo durante a cerimônia de casamento e foge com o motorista da família
as aliadas de Charlô (além de Juliana): VÂNIA (Maria Zilda), mulher inteligente e atraente, é executiva na Charlô’s. Tem um caso secreto com Felipe, mas teme ser descoberta por Charlô, com quem as mulheres travaram o pacto de não se envolverem com homens da empresa para não se tornarem presas fáceis em suas trapaças. Otávio descobre o segredo e passa a chantageá-la,
e LEDA (Terezinha Sodré), veio transferida da filial mineira da Charlô’s para fortalecer a sua equipe. Feminista convicta e uma chefe durona
o aliado de Otávio (além de Felipe), RONALDO (Paulo César Grande), ex-namorado de Juliana, dos tempos da faculdade. Veio transferido da filial paranaense. Vive às turras com Leda, que não o suporta, mas na verdade eles tentam esconder a forte atração que sentem um pelo outro
o motorista de Otávio, NANDO (Mário Gomes), ex-estivador que veio de Santos para tentar a vida em São Paulo. Um tipo bonitão e atlético, mas um tanto ingênuo, bronco, azarado e atrapalhado. No início da trama, é envolvido por Analu em uma confusão e ela fica perdidamente apaixonada por ele, passando a persegui-lo. Ele, por sua vez, ama Juliana. Os dois se casam, mas o casamento fracassa. É alvo constante da ira de Felipe, que o acusa de ter seduzido suas duas filhas
e empregada OLÍVIA (Marilu Bueno), fiel escudeira de Charlô. Precisa lidar diariamente com as brigas dos patrões
o chefe da segurança da mansão ISMAEL (Wilson Grey), tem uma queda por Olívia
os primos portugueses DOMINGUINHOS (Paulo Autran) e ALTAMIRANDA (Fernanda Montenegro), fisicamente idênticos a Otávio e Charlô. No final da trama, os dois vêm ao Brasil reclamar suas partes na herança.

– núcleo de ROBERTA LEONI (Glória Menezes), amiga de Charlô. Mulher de fibra e temperamento forte. De origem humilde, casou-se com um industrial em ascensão. Fica viúva no início da trama e enfrenta uma série de problemas para assumir o controle da fábrica de confecções do marido, a Ravello Sports, que fornece roupas esportivas com exclusividade para as lojas Charlô’s. Fica do lado de Charlô contra as armações de Otávio e Felipe, de quem se torna inimiga mortal. Inebriada pela tatuagem que Nando tem em seu peito, pelo seu porte atlético e jeitão autêntico, apaixona-se por ele e faz de tudo para conquistá-lo:
o marido VITÓRIO LEONI (Carlos Zara, participação), carcamano que ascendeu com sua tecelagem, a Ravello Sports. Mantinha um caso com a secretária e negócios escusos com Otávio – o que só é descoberto pela mulher após a sua morte
o filho KIKO (Diogo Vilela), rapaz tímido e desengonçado. Espécie de aprendiz de cientista maluco, vive fazendo experiências em seu laboratório. Apesar de ter sido abandonado pela noiva Analu, continua amando-a. Odeia Nando por achar que ele raptou Analu no dia de seu casamento e pela relação dele com sua mãe
a secretária da Ravello VERUSCA (Sônia Clara), mulher ardilosa com quem Vitório mantinha um caso. Une-se a Otávio para sabotar a Ravello
a empregada DIVINA (Beth Waimberg).

– núcleo de CAROLINA (Lucélia Santos), sobrinha de Roberta. Parece um anjo, muito solícita e com um aspecto frágil que desperta ternura. É, na realidade, perigosa e dissimulada. Odeia a vida simples e difícil que leva com os pais na vila pobre na Moóca e está disposta a ascender socialmente a qualquer preço, passando por cima de quem quer que seja para alcançar seus objetivos. Consegue um emprego como vendedora na Charlô’s e logo rouba a vaga de secretária da diretoria. Descobre segredos de gente poderosa e usa o que sabe a seu favor. Alia-se a Otávio e Felipe contra Charlô e a tia Roberta. Acaba envolvendo-se com Felipe:
os pais: DINORÁ, o DINO (Ary Fontoura), chefe de contabilidade na Ravello, braço direito de Roberta, por quem foi apaixonado na juventude, mas conformou-se em casar com a irmã dela. Honesto e extremamente calmo, é submisso à mulher,
e NIETA (Yara Amaral), irmã de Roberta, de quem sente inveja por ela ser rica e bem sucedida. Para ajudar no orçamento doméstico, vende canudinhos de coco na feira. Exagerada, falastrona, fofoqueira e tragicômica, é uma dona de casa abnegada e sem vaidade, que vive reclamando da vida dura e do marido, que ganha pouco na firma da irmã. Adora a filha e acha que ela é um anjo de candura
o tio NENÊ GOMALINA (Hélio Souto), irmão de Nieta e Roberta. Malandro e boa-vida, é o protegido de Nieta, que o enche de mimos e o defende de Dino, que não o suporta. Vive de pequenos golpes e de contrabando, que esconde em pacotes na casa da irmã ou na vizinhança. Conta vantagens sobre seu porte físico e sobre sua juventude, do quanto foi belo e disputado. Alia-se a Verusca em suas armações
a amiga LUCILENE (Helena Ramos), inquilina em sua casa. Veio do interior para tentar a vida em São Paulo. Bonita, mas ingênua, não percebe a falsidade de Carolina. No início da trama, é secretária da diretoria da Charlô’s, mas perde o emprego para Carolina.

– núcleo de ULISSES (José Mayer), vizinho de Carolina, melhor amigo de Nando, que mora em sua casa. Rapaz correto, honesto e responsável. Trabalha como carregador na Charlô’s e é lutador de boxe. Sonha em ser um campeão, apesar de ter ciência de que está no limite que sua idade permite. Namorava Carolina no início, por quem era apaixonado, mas ela não o amava. Acaba envolvendo-se com Lucilene, que sempre o amou em segredo:
os irmãos: ZENON (Edson Celulari), mau-caráter que namorou Carolina no passado, mas a abandonou e partiu para o Rio de Janeiro para tentar a vida. O seu retorno a São Paulo balança Carolina, que ainda o ama, mas tenta sufocar esse amor. Mas ele só pensa em usá-la para se dar bem. Joga seu charme sobre Charlô, por interesse,
e AFRODITE, a FRÔ (Cristina Pereira), garota feiosa e metida que se acha irresistivelmente bela e que todos os homens a desejam. Trabalha na lanchonete da Charlô’s e seu passatempo preferido é a fofoca
a tia SEMÍRAMIS (Leina Krespi), maternal, cuida dos sobrinhos desde que eles eram crianças, quando ficaram órfãos. Professora primária, solteirona, tímida e desajeitada, é muito reprimida. Torna-se presa fácil na lábia de Nenê Gomalina
o treinador MONTANHA (Fernando José), sempre empenhado em conseguir lutas para ele
a colega de Frô, DALETE (Lys Beltrão), com quem trabalha na lanchonete da Charlô’s.

– núcleo de FÁBIO (Herson Capri), fotógrafo de moda, trabalha nas campanhas das lojas Charlô’s. Melhor amigo de Felipe, que nem desconfia que ele tem um caso secreto com sua filha Juliana. É casado, mas não suporta mais a convivência com a mulher. Não se separa por causa da filha pequena e essa situação mina seu envolvimento com Juliana:
a mulher MANUELA (Ada Chaseliov), neurótica e ciumenta. Acha que o marido dá bola para qualquer mulher. De família rica do interior de São Paulo, conclui que ele casou-se consigo para dar o golpe do baú. Bebe além da conta e perde a cabeça quando fica nervosa. Persegue o marido para tentar descobrir seus supostos casos extraconjugais
a filha pequena CIÇA (Tatiana Issa), tem adoração pelo pai
a secretária em seu estúdio HELENINHA (Kika Borja).

Deliciosa comédia de Sílvio de Abreu, com direito a sequências do mais puro pastelão. A cena do café da manhã em que Fernanda Montenegro e Paulo Autran jogam comida um no outro (exibida no capítulo 10, em 16/06/1983) tornou-se uma das mais icônicas da história da nossa televisão.
Com esta novela, Silvio firmou seu estilo de comédia escrachada, perpetuado em outros trabalhos, em que a inspiração vinha das chanchadas nacionais e dos clássicos do cinema americano (especialmente das comédias dos anos 1930).

Com direção de Jorge Fernando e Guel Arraes, Guerra dos Sexos revolucionou o humor na TV brasileira e serviu de embrião para Arraes comandar programas como Armação Ilimitada (1985) e TV Pirata (1988).

A harmonia entre autor, direção e elenco propiciou um grande espetáculo. Silvio de Abreu conduziu a novela sem perder o fôlego em uma cadência de situações impagáveis e empolgantes. (“Memória da Telenovela Brasileira”, Ismael Fernandes)

Guerra dos Sexos foi o grande sucesso da televisão no ano de 1983. A novela recebeu diversos prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA): melhor novela, melhor texto (Silvio de Abreu), melhor direção (Jorge Fernando e Guel Arraes), melhores atores (Paulo Autran e Mário Gomes, juntamente com Stênio Garcia pela minissérie Bandidos da Falange) e melhores atrizes (Fernanda Montenegro e Yara Amaral).
Também foi premiada com o Troféu Imprensa: melhor novela, ator (Paulo Autran) e atriz (Fernanda Montenegro).

Silvio de Abreu comentou em entrevista sobre o humor em sua novela:
Guerra dos Sexos não era uma comédia elegante, era uma chanchada, um pastelão, que se tornou importante na televisão numa época em que o importante era fazer novela política, com grandes sagas históricas. Na medida em que você coloca atores da grandeza de um Paulo Autran e uma Fernanda Montenegro levando torta na cara, levar torta na cara passa a ser uma coisa importante e possível na telenovela, mesmo que, a princípio, isso espante todo mundo.”
E sobre a inspiração para a história:
“A trama da novela me veio da discussão sobre machismo e feminismo, com aquelas posições radicais e ridículas. Eu quis mostrar exatamente o ridículo da coisa. A novela era mais a favor do feminismo porque, na ocasião, era a parte mais fraca. Mas ela propunha um entendimento, já que todos têm que conviver para a sobrevivência da humanidade.”

O autor reconheceu que foi arriscado apostar em uma novela embasada unicamente na comédia, sem uma linha dramática central forte. Silvio de Abreu explicou ao livro “Autores, Histórias da Teledramaturgia”, do Projeto Memória Globo:
“Não era como em Jogo da Vida [sua novela anterior], em que a história da mulher madura abandonada pelo marido tinha apelo para as donas de casa. Em Guerra dos Sexos, tinha um bando de gente louca brigando por uma posição profissional. (…) Primeiro eu achava que poderia assustar a audiência, mas imaginei que, se eu tivesse o aval de atores importantes, que o público respeitasse e de quem gostasse, ele iria digerir tudo melhor. Então convidei Fernanda Montenegro, que adorou a ideia (…) e Paulo Autran, que jamais havia trabalhado com a Fernanda. (…) Falei com Glória Menezes, com quem já tinha trabalhado em Jogo da Vida, e com Tarcísio Meira, que também toparam. Pensei: ‘Os maiores mitos do teatro reunidos com os maiores mitos da televisão. Vou ter o aval do público.’
Não foi tão fácil assim (…) a princípio, houve uma estranheza do público e da própria emissora. Tudo que se fazia em Guerra dos Sexos era muito novo (…) Mas o tempo foi nosso aliado e, em poucas semanas, conquistamos o sucesso.”
.

A narrativa da novela subvertia a linguagem tradicional ao colocar os personagens interagindo com o telespectador, olhando para a câmera e dialogando com o público – recurso conhecido em dramaturgia como “quebra da quarta parede”. Silvio de Abreu já o usara, ainda que timidamente, em sua novela anterior, Jogo da Vida (1981-1982).

Fernanda Montenegro e Paulo Autran foram as grandes atrações – “Pela primeira vez juntos”, como foi destacado nos créditos da abertura da novela.
Também Tarcísio Meira e Glória Menezes (Felipe e Roberta), contracenando, a princípio como inimigos, e não como casal romântico como o público estava acostumado a ver. O Felipe de Tarcísio Meira era um tipo infantil, bobalhão, e, pela primeira vez em uma novela, o público viu o ator em um papel cômico. Uma das sequências mais lembradas de Guerra dos Sexos é a que Tarcísio tira as roupas e passeia de cueca pelo shopping center (no capítulo 71, exibido em 26/08/1983).

O tom de comédia nonsense e cinismo era geral. A vilã Verusca (Sônia Clara), em uma sequência de perseguição, para subir ao topo de um prédio onde um helicóptero a esperava, dá um rodopio e se transforma… na Mulher Maravilha!
Nieta (Yara Amaral) achava Felipe (Tarcísio Meira) muito parecido com aquele galã de novelas… o Tarcísio Meira!

Nieta era uma noveleira de carteirinha. A personagem citou várias novelas no decorrer da trama, como a estreia, na época, de Eu Prometo, de Janete Clair. Nessa cena, Otávio visita Nieta e ela o convida a assistir à novela. Pergunta se ele gosta das tramas da Janete Clair e ele responde que até se lembrava de um personagem italiano que costumava ter um saco de gelo na cabeça e que tomava banho de touca. Nieta lembra logo: “É o Baldaracci de Pai Herói!”, interpretado pelo próprio Paulo Autran.
Em uma de suas armações, Nieta busca inspiração em um plano arquitetado por Renata Dumont, a personagem vilã de Tereza Rachel na novela das oito da época, Louco Amor. Querendo separar Roberta de Nando (Mário Gomes), Nieta põe uma mulher a fingir que está se afogando na praia, para que Nando faça respiração boca a boca, enquanto fotos comprometedoras eram tiradas (capítulo 71, em 26/08/1983). Porém, o rolo de filme fica estragado e nenhuma foto é aproveitada. Não surtindo o efeito esperado, Nieta exclama: “Mas deu certo com a Renata Dumont!”
A estreia da nova novela das oito, Champagne, também foi anunciada por Nieta: “de Cassiano Gabus Mendes, autor de novelas de grande sucesso, muito gostosas, para fazer a gente morrer de rir!”
Os personagens Mário Fofoca, Wanda e Átila, de Elas por Elas, também de Cassiano, são citados por Nieta no capítulo 29 (em 08/07/1983)
No capítulo 10 (em 16/06/1983), Nieta comenta, enquanto assiste pela TV, cenas de Plumas e Paetês, escrita por Cassiano e Silvio de Abreu, que estava sendo reprisada no Vale a Pena Ver de Novo na ocasião.
Jogo da Vida, novela anterior de Silvio, também foi citada, ainda que indiretamente. Em uma cena com Nando (Mário Gomes), Charlô lhe diz que conheceu um padeiro, seu Vieira, cujo filho era bonito, bem parecido com ele. Ela referia-se ao personagem Jerônimo, interpretado pelo próprio Mário Gomes em Jogo da Vida. Seu Vieira era o personagem de Gianfrancesco Guarnieri nesta novela.

O clima de Guerra dos Sexos era assumidamente inspirado no cinema clássico americano, com muitas referências em filmes, como Levada da Breca (1938), A Esquina do Pecado (1941), A Malvada (1950), Tudo que o Céu Permite (1955), Confidências à Meia-Noite (1959) e outros.
No decorrer da história, Charlô dá uma festa hollywoodiana (exibida nos capítulos 59 e 60, em 12 e 13/08/1983) em que vários personagens se fantasiam de personalidades famosas do cinema, como Theda Bara (Charlô/Fernanda Montenegro), Rodolfo Valentino (Otávio/Paulo Autran), Doris Day (Roberta/Glória Menezes), Jean Harlow (Vânia/Maria Zilda), Rita Hayworth (Juliana/Maitê Proença), Marilyn Monroe (Analu/Ângela Figueiredo), Elvis Presley (Kiko/Diogo Vilela), O Gordo (Olívia/Marilu Bueno) e o Magro (Ismael/Wilson Grey), e outros.

Outro momento marcante, e que envolve o cinema, é a participação (nos capítulos 24 e 25, exibidos em 03 e 04/07/1983) das cinco ex-mulheres de Felipe (Tarcísio Meira), vividas por grandes estrelas da nossa TV, com nomes de famosas atrizes de Hollywood: Aracy Balabanian como Greta (Garbo), Eva Wilma como Bette (Davis), Irene Ravache como Barbara (Stanwyck), Renée de Vielmond como Dolores (Del Rio) e Susana Vieira como Marlene (Dietrich).

A inspiração no cinema não se restringia apenas às cenas ou citações, mas também estava na trilha incidental. Eram ouvidos temas musicais de filmes como E o Vento Levou… (1939), Um Corpo que Cai (1958), Psicose (1960), A Pantera Cor-de-Rosa (1963), Alta Ansiedade (1977), Superman (1978), Como Eliminar Seu Chefe (1980), Os Caçadores da Arca Perdida (1981) e O Retorno de Jedi (1983) entre outros clássicos. Também temas musicais do seriado Missão Impossível (1966-1973).
Para deixar claras as suas referências, Silvio de Abreu queria que a trilha internacional da novela fosse uma coletânea desses temas clássicos do cinema. Não foi, porém, atendido: o disco foi mais uma coletânea de sucessos da rádio FM. (“Teletema, a História da Música Popular Através da Teledramaturgia Brasileira”, Guilherme Bryan e Vincent Villari)

Ambientada em São Paulo, Guerra dos Sexos tinha o Shopping Eldorado, na Zona Oeste da cidade (inaugurado dois anos antes, em 1981), como o cenário onde ficava a loja Charlô’s. Silvio de Abreu enxergou na loja de departamentos dentro de um shopping center o ambiente ideal para emular uma comédia americana dos anos 1930. Ao figurinista Marco Aurélio, ele pediu:
“Não quero saber se é Brasil, se é São Paulo, se as pessoas não andam de chapéu. Na novela, as atrizes têm que usar tailleur elegante, pele de raposa no pescoço, chapéu e até luvas. As mulheres de salto alto e os homens de terno. Quero tudo como num filme. Não quero nada realista.” (“Autores, Histórias da Teledramaturgia”)

Para a fachada da mansão onde moravam Charlô e Otávio, foi usada a externa de um castelo no centro histórico de Petrópolis, no Rio de Janeiro.

No encerramento da novela, o número musical final, no Shopping Eldorado, era uma homenagem de Silvio de Abreu à Atlântida, antiga companhia cinematográfica brasileira, e a Carlos Manga, que dirigiu várias chanchadas e com quem Silvio já havia trabalhado. A trilha sonora era do filme Garotas e Samba (1957), dirigido por Manga. (“Autores, Histórias da Teledramaturgia”)

Em outubro de 1983, Paulo Autran foi obrigado a cessar as gravações pois foi hospitalizado para colocar 4 pontes de safena.
“Tinha de encontrar uma saída para justificar a futura e irremediável ausência de Paulo Autran; além da sua importância, qualidade e carisma de ator, Bimbo, seu personagem, fazia enorme sucesso e era o esteio do principal conflito da novela”, afirmou Silvio de Abreu a Vilmar Ledesma, para o livro “Silvio de Abreu, um Homem de Sorte”.
Para contornar a situação, o autor criou um sequestro do personagem.
“Nas entrevistas, eu dizia que, dali a 40 capítulos, Bimbo estaria de volta. Era um chute, não existia a menor garantia de que isso fosse acontecer. E Paulo Autran voltou dali a 41 capítulos, parecia mágica. O sequestro inventado para explicar a ausência do personagem deu um novo gás para Guerra dos Sexos com os bilhetinhos e sabotagens que Bimbo aprontava, de longe, para confundir Charlô, e possibilitou a entrada de novos personagens, novas tramas, novas confusões, mais comédia.”
O regresso de Paulo Autran à novela fez aparecer um novo personagem: Dominguinhos, um primo português de Charlô, idêntico a Otávio. No último capítulo foi a vez de Fernanda Montenegro (a Charlô) representar uma portuguesa: a prima Altamiranda, mulher de Dominguinhos.

A Censura Federal impôs mudanças em personagens, diálogos e cenas consideradas “imorais”. Silvio de Abreu ia frequentemente a Brasília discutir os cortes com os censores. Logo no início, implicaram com o romance entre Juliana e Fábio (Maitê Proença e Herson Capri), que era casado com Manuela (Ada Chaseliov). Adultério era terminantemente proibido. A solução do autor foi sumir por um tempo com Manuela, dada como morta.
Outra personagem vigiada pela censura foi Vânia (Maria Zilda), pelo fato de ela ser emancipada demais. A censura não via com bons olhos uma mulher que quisesse transar sem casar. Com o decorrer da novela, o autor foi conseguindo impor o seu ponto de vista.
Um personagem com quem, curiosamente, a censura não se acertava era Kiko (Diogo Vilela), considerado um mau exemplo para os jovens, por ele gostar de explodir bombas.
Outra ocorrência curiosa aconteceu no capítulo 64 (exibido em 18/08/1983), quando Frô (Cristina Pereira) vai parar em um cabaré, o Peru Vermelho. Todas as falas em que o nome do cabaré era citado foram cortadas. Porém, em uma cena com Frô, aparece escrito em um cartaz, atrás dela: Peru Vermelho.

Frô, a feiosa funcionária da lanchonete que se achava irresistível, passou a novela inteira citando uma amiga, Carlotinha Bimbati, muito fofoqueira. A personagem finalmente apareceu no último capítulo, em uma participação especial de Regina Casé. Em 1998, em sua novela Torre de Babel, Silvio de Abreu ressuscitou Carlotinha Bimbati em uma nova participação, dessa vez vivida por Nair Bello.

A abertura exibia homens e mulheres praticando várias modalidades esportivas – ciclismo, basquete, vôlei, natação, ginástica, corrida, tênis e luta -, inseridos por meio de chromakey em cenários virtuais estilizados. A música-tema foi composta especialmente para a novela por Augusto César, Cláudio Rabello e Miguel Plopshi e gravada pela banda The Fevers – que, por sua vez, repetia em Guerra dos Sexos o sucesso do ano anterior, da abertura de Elas por Elas, também uma novela das sete.

Guerra dos Sexos também fez muito sucesso no exterior. Uma cena da novela foi incluída no filme italiano Estamos Todos Bem, de Giuseppe Tornatore, lançado em 1990.

Aproveitando o gancho da novela, a Globo produziu, em 1984, um programa de auditório – o game show Guerra dos Sexos – que opunha casais famosos em um jogo de perguntas e respostas. O programa era comandado por Osmar Santos e foi exibido, entre março e dezembro de 1984 (site Memória Globo), aos domingos à tarde.

Primeira novela dos atores José Mayer, Ângela Figueiredo e Tatiana Issa (com 9 anos na época). Estreia do ator Paulo César Grande na Globo.

Em 1987, chegou às bancas a versão romanceada de Guerra dos Sexos, lançada na coleção “Campeões de Audiência”, da Editora Globo: 12 adaptações de novelas de sucesso em livretos.

Em 2012, Silvio de Abreu reescreveu Guerra dos Sexos (novamente com a direção de Jorge Fernando), com novo elenco e alguns ajustes, para modernizar a trama. Na nova versão, os protagonistas foram vividos por Tony Ramos (Otávio), Irene Ravache (Charlô), Glória Pires (Roberta) e Edson Celulari (Felipe). Dessa vez, não houve sucesso.

Guerra dos Sexos foi reprisada em uma única ocasião, de 02/01 a 02/06/1989. Em vez de ser exibida no tradicional Vale a Pena Ver de Novo, no início da tarde, o repeteco foi ao ar às 16h20, na faixa Sessão Aventura.

A novela foi disponibilizada no Globoplay (plataforma streaming do Grupo Globo) em 04/07/2022.

Trilha Sonora Nacional

01. ADIVINHE O QUE? – Lulu Santos (tema de Nando)
02. DANÇAR COM VOCÊ – Agnaldo Timóteo (tema de Nenê Gomalina)
03. BOBAGENS MEU FILHO, BOBAGENS – Caetano Veloso (tema de Fábio)
04. ANJO – Roupa Nova (tema de Juliana)
05. PAIXÃO – Fafá de Belém
06. SÓ AS ESTRELAS – Sandra Sá (tema de Nando e Juliana)
07. GUERRA DOS SEXOS – The Fevers (tema de abertura)
08. VIVA – Kleiton & Kledir (tema de locação: São Paulo)
09. CAMPO DE FORÇA – Sérgio Sá
10. LUA CHEIA – Raul Seixas (tema de Carolina)
11. EU TE ARRASO – Sandra Pêra (tema de Vânia)
12. CARTÃO POSTAL – Olívia Hime (tema de Roberta)
13. É A VIDA QUE DIZ – Zizi Possi
14. ENSAIOS DE AMOR – Emílio Santiago

Trilha Sonora Internacional

01. TRUE – Spandau Ballet
02. STOP IN THE NAME OF LOVE – The Hollies
03. HOLD ME TILL THE MORNIN’ COMES – Paul Anka (tema de Juliana)
04. SO MANY MEN SO LITTLE TIME – Miquel Brown
05. STRAIGHT FROM THE HEART – Bryan Addams (tema de Nando e Juliana e tema de Felipe e Carolina)
06. NOBODY’S DIARY – Yazoo
07. TEARDROPS ON MY PILLOW – Chris Joker Band (tema romântico geral: Roberta, Nando, Juliana e Fábio)
08. BABY JANE – Rod Stewart
09. IN YOUR EYES – George Benson
10. ALWAYS SOMETHING THERE TO REMIND – Naked Eyes
11. BAND OF GOLD – Sylvester
12. WORDS – F. R. David (tema de Vânia e Ulisses)
13. POR… – Emmanuel (tema de Roberta)
14. JUNGLE QUEEN – Robert Sacchi

ainda: (*)
40 GRADOS – Los Maneros (tema de Vânia e Ulisses)
A CAVALGADA DAS VALQUÍRIAS – Wagner
ANXIOUS THEME (HIGH ANXIETY) – John Morris
BEAT IT – Michael Jackson (na boate em que Vânia e Felipe vão)
HIGH ANXIETY MAIN TITLE – John Morris (*)
I´M GETTING SENTIMENTAL OVER YOU – Tommy Dorsey (tema de Charlô) (*)
JIM ON THE MOVE – Lalo Schifrin (*)
JUDY´S FANTASY – Charles Fox (*)
MISSION: IMPOSSIBLE THEME – Lalo Schifrin
MOONLIGHT SERENADE – The Glenn Miller Orchestra
ONE ON ONE – Daryl Hall and John Oates (no anúncio que Roberta e Verusca assistem, da marca concorrente da Ravello)
PEPPERLAND – George Martin
PINK PANTHER THEME – Henry Mancini
PSYCHO (MAIN THEME) – Bernard Herrmann
SAUDOSA MALOCA – Demônios da Garoa
SILENT MOVIE – John Morris
SUPERMAN MAIN THEME – John Williams
TARA´S THEME – Max Steiner
TEARS – Chrystian (quando Juliana relembra a época em que conheceu Fábio)
THE PLOT – Lalo Schifrin (*)
THE RAIDERS MARCH (INDIANA JONES THEME) – John Williams
THRILLER – Michael Jackson
VERTIGO MAIN TITLE – Bernard Herrmann
(*) Daniel Couri no blog “Porcos, Elefantes e Doninhas”
WANNA BE STARTIN´ SOMETHIN´ – Michael Jackson (na boate em que Vânia e Felipe vão)

Sonoplastia: Jenny Tausz
Pesquisa de repertório: Arnaldo Schneider e Ezequiel Neves
Direção musical: Guto Graça Mello

Tema de Abertura: GUERRA DOS SEXOS – The Fevers

Cheguei pra conquistar o mundo
Você seduz e vai bem fundo

A vida é assim
E nunca é demais
O que mamãe falou
Não vale mais nada
Não vale nada!

Pega, brinca
Leva que é de graça
Fica linda
Que o amor não passa
Vem com tudo em cima
Que eu vou com você
Com você…

Você é feita de feitiço
Joguei e vou pagar por isso

A vida é assim
E nunca é demais
O que mamãe falou
Não vale mais nada
Não vale nada!…

Veja também

  • jogodavida

Jogo da Vida

  • veredatropical

Vereda Tropical

  • cambalacho_logo

Cambalacho

  • guerra12_logo

Guerra dos Sexos (2012)