Sinopse

A médica Flávia foi sequestrada por integrantes do bandido Cacau para cuidar de um ferimento a bala no chefão do tráfico. Cacau está ligado ao Comando Pirata, dominado por China na favela da Paciência. Ao se envolver amorosamente com Cacau, Flávia acaba abraçando a marginalidade, sendo o maior obstáculo na ascensão política do seu pai adotivo, Armando César de Mello, em campanha para o governo do Rio de Janeiro.

China era um religioso de classe média que chegou a ser padre, foi preso e ficou vinte anos na cadeia. Atrás das grades, ele passou seus conhecimentos políticos como forma de criar um movimento contra as injustiças. Conseguiu fugir e se escondeu na favela, onde pôs em prática sua filosofia de vida, defendendo a comunidade.

Manchete – 21h30
de 7 de dezembro de 1993 a 9 de abril de 1994
86 capítulos

novela de José Louzeiro e Alexandre Lydia
colaboração de Aparecida Menezes
direção de Marcos Schechtmann, Luiz Armando Queiróz, Marcos Vinícius César e Wálter Campos
direção geral de Marcos Schechtmann

Novela anterior
Amazônia

Novela posterior
74.5 – Uma Onda no Ar

JÚLIA LEMMERTZ – Flávia
ALEXANDRE BORGES – Cacau
RUBENS CORREA – China
ROGÉRIO FRÓES – Armando César de Mello
EVANDRO MESQUITA – Felipe Laport
ÂNGELA LEAL – Vânia
IRACEMA STARLING – Verinha Tira-Teima
LÚCIA ALVES – Lili Marlene
JOSÉ DUMONT – Penteado
JUSSARA FREIRE – Delegada Rosa Choque (Rosa Vieira da Costa)
ANTONIO PETRIN – Delegado Jaime Ortiz
RAUL GAZOLA – Tripé
CLAUDIA LIRA – Nina Salles
MARCOS BREDA – Beto Mandrake / Jorge Castanheda
JOÃO SIGNORELLI – Capitão K
HÉLCIO MAGALHÃES – Monarca
PAULÃO BARBOSA – Viúva Negra
CARMEM FIGUEIRA – Mary Lu
FLÁVIO SANTIAGO – Ferrolho
ANTÔNIO PITANGA – Deputado Azulão
ANDRÉ BARROS – Guará
CLÁUDIA PROVEDEL – Nikita
PAULA PEREIRA – Duca
HENRIQUE PIRES – Pastor Gedeão
IVAN SETTA – Sandro Neném
MAURÍCIO SOUZA LIMA – Espiga
ROMEU EVARISTO – Cinderela
DANTON MELLO – Castigo-de-Mãe
HÉLIO SOUTO – Gegê
JOEL SILVA – Nilton Bandeira
GILSON MOURA – Sonta
MARCÉLIA CARTAXO – Suely
ÂNGELA CORRÊA – Betânia
PAULA BULHÕES
REGINA SCHUMANN – Isabel Camponita
MOACIR PRINNA – Paulo Bastos
REGINALDO MENDES
DANIELA ARANTES
JOSÉ AUGUSTO
LAURO GÓES – gerente
e
LUIZ ARMANDO QUEIRÓZ – narrador

A TV Manchete, depois de ter enfrentado uma grave crise, chegando a ser vendida para o grupo IBF (e depois devolvida), retomava sua dramaturgia com essa novela-reportagem, do mesmo autor – José Louzeiro – e nos mesmos moldes de Corpo Santo, elogiada produção dos anos 1980.

Guerra Sem Fim foi feita a toque de caixa, devido a interdição de O Marajá, utilizando a mesma equipe e elenco que gravou a novela anterior.

Essa novela mostrou uma garra admirável de uma equipe que trabalhou com recursos baixos, mas cheia de vontade. No entanto, nem a garra, nem a mágoa conseguiram trazer um espetáculo memorável aos telespectadores. Pelo contrário: a história dos problemas de segurança no Rio de Janeiro, com morros povoados de bandidos e policiais em luta armada, apresentou um dos climas mais negativos da televisão brasileira. Mérito pela denúncia. Difícil segurar o público em frente à TV em tal baixo astral. (“Memória da Telenovela Brasileira”, Ismael Fernandes)

Inspirada na realidade, a trama da novela abordava o romance entre uma médica abastada, filha de um político, e um traficante de drogas. A história real aconteceu em 1987, quando Maria Paula do Amaral, filha do então vice-governador do Rio, Francisco Amaral, encantou-se por Paulo Roberto Moura, o Meio-Quilo, integrante do grupo criminoso carioca Comando Vermelho. José Louzeiro e o coautor Alexandre Lídia criaram uma trama que procurava mostrar as relações entre marginais, policiais e políticos corruptos no submundo carioca. (*)

O livro “Memória da Telenovela Brasileira”, de Ismael Fernandes, informa que a data de estreia de Guerra Sem Fim foi 30/11/1993. Porém, de acordo com matéria publicada no jornal Folha de São Paulo, de 06/12/1993, a TV Manchete exibiu no dia 06/11 (uma segunda-feira) um especial com o making-of da novela e a sua estreia aconteceu no dia seguinte, 07/12/1993.

A maior parte da ação se passava na fictícia favela da Paciência. Para as gravações externas, a equipe utilizou a favela da Mangueira, não sem antes negociar permissão com os verdadeiros traficantes do lugar. Eles autorizaram as gravações no morro, mas não interromperam a venda de drogas. (*)

Parte das cenas foram gravadas nos saguões e escritórios dos dois prédios da Manchete, no Rio de Janeiro, como medida de economia. Em um deles ficava o escritório do traficante Monarca (Hélcio Magalhães), enquanto a casa de Lili Marlene (Lúcia Alves), mãe de Flávia (Júlia Lemmertz), ocupava o outro.

A produção teve a assessoria do médico Krisnamurti Sarmento, amigo pessoal do autor José Louzeiro, que orientou direção e atores nas cenas com tiros, facadas e envenenamentos que o roteiro previa. (*)

No último capítulo, apesar das polêmicas, os autores fizeram a união de Monarca (Hélcio Magalhães) e Viúva Negra (Paulão Barbosa), os homossexuais da trama.

Primeiro trabalho na televisão do ator Alexandre Borges.

Júlia Lemmertz e Alexandre Borges fizeram um par romântico que se repetiu na vida real.

(*) Folha de São Paulo, 06/12/1993

Tema de Abertura: GUERRA SEM FIM – Evandro Mesquita

Essa é uma história
Essa é uma história de amor e paixão
Preste atenção no que eu vou te contar
Essa é uma história de crime e paixão
Marginais, bandidos, heróis e vilões
Todo mundo disfarçando suas más intenções
São essas coisas da paixão
Fazem correr perigo
Delegados, mandados de busca importantes
Traficantes de luxo, de porte e tamanho
Fantasias, cirurgias, defeitos obscuros
Noites viradas e realidade geral
Pessoas fugindo, morrendo, matando
Confissão, sequestro, overdose de comando
Eles estão desesperados numa noite sangrenta
Corações se cruzam na cidade violenta
Ela entregou seu coração
Para um amor proibido
Marginais, bandidos, heróis e vilões
Todo mundo disfarçando suas más intenções
Eles estão desesperados numa noite sangrenta
Corações se cruzam na cidade violenta…

Veja também

  • amazonia1991_logo

Amazônia (1991)

  • 745umaondanoar_logo

74.5 – Uma Onda no Ar

  • corposanto

Corpo Santo