Sinopse

O teatro mambembe de Sandro Galhardi chega à pacata cidade de Rio Belo e muda o comportamento de todos os habitantes. Carina, a estrela da companhia, paixão de Sandro, volta à terra natal de sua mãe e conhece três simpáticos velhinhos: Candinho, Romeu e Napoleão, que disputam entre si a atenção da bela moça. O que ela não sabe é que no passado os velhinhos haviam se casado com trigêmeas e uma delas era a mãe de Carina. Quem será seu verdadeiro pai? Enquanto cada velhinho luta pela paternidade de Carina, um crime mobiliza a cidade: a jovem Luzia é assassinada.

A poderosa Donana é uma mulher autoritária que exerce grande influência sobre os moradores de Rio Belo. Viúva, ela tem dois filhos: Raquel, a quem hostiliza por considerá-la culpada pela morte do marido, e Rai, que estuda na cidade grande. Quando volta a Rio Belo, Rai se envolve com Luzia, menina pobre, filha da empregada Odete. Luzia é encontrada morta, e Rai, o principal suspeito, foge. Enquanto permanece foragido, sua mãe faz o possível para inocentá-lo.

Globo – 19h
de 6 de outubro de 1986
a 18 de abril de 1987
167 capítulos

novela de Ivani Ribeiro
direção de Wolf Maya, Carlos Magalhães e Marcelo de Barreto
direção geral de Wolf Maya

Novela anterior no horário
Cambalacho

Novela posterior
Brega e Chique

MARIA ZILDA – Carina
CLÁUDIO CAVALCANTI – Sandro Galhardi
PAULO GRACINDO – Candinho
ARY FONTOURA – Romeu
CLÁUDIO CORRÊA E CASTRO – Napoleão
GEÓRGIA GOMIDE – Donana
TAUMATURGO FERREIRA – Rai (Raimundo)
ELIZABETH SAVALA – Renata
PAULO BETTI – Laerte
CARLOS EDUARDO DOLABELLA – Marcos Mendonça
DEBORAH EVELYN – Raquel
ELOÍSA MAFALDA – Gioconda
STÊNIO GARCIA – Chico
CÉSAR FILHO – Túlio
CARLA MARINS – Carola
JOSÉ MAYER – Raul Galvão
LÚCIA ALVES – Beatriz
ANTÔNIO CALLONI – Fratelo
LÍLIA CABRAL – Antonieta
RUY REZENDE – Dr. Vitor Assunção
FAFY SIQUEIRA – Fifí
NELSON XAVIER – Joel
CLÁUDIA ABREU – Luzia
LUPE GIGLIOTTE – Odete
BRUNO ROCHA – Viriato
ROMEU EVARISTO – Sabiá
FRANCISCO DANTAS – Américo
ANA ARIEL – Conceição
OSWALDO LOUZADA – Padre Vicente
IDA GOMES – Ma Mére
ERI JOHNSON – Juca
ERNESTO PICCOLO – Beto
ANA BEATRIZ WILTGEN – Soninha
ALEXANDRA MARZO – Taís
CARLOS DUVAL – Seu Vieira
CHAGUINHA – Boca Mole
SILVEIRINHA – prefeito Zequinha
SÉRGIO ROPPERTO – Roque
e as crianças
ANDERSON MARTINS – Pé-de-Meia
KARINE MOURA – Niní
DUDU CARDOSO – Diogo
BRUNO ANDRADE – Tavinho
JONATHAN NOGUEIRA – Lalau
ÍGOR ROBERTO LAGE – Ed
e
DAISY TENÓRIO – governanta da casa de Marcos
DILMA MACHADO – Jurema (empregada de Donana)
HORÁCIO VETER – Tonho
LYS BELTRÃO – Solange (secretária de Donana)
MANOEL ELISIÁRIO – Neco (dono de um bar em Rio Belo)
MARCOS WAIMBERG
MARINO JARDIM – jardineiro de Marcos
MONIQUE EVANS – Alaíde (trabalhou como babá dos filhos de Marcos, candidata ao seu coração)
PAULO CELESTINO FILHO
SANDRA BRÉA – trabalhou como babá dos filhos de Marcos, candidata ao seu coração
THEREZA CASTRO – mulher do prefeito Zequinha

– núcleo do teatro mambembe de SANDRO GALHARDI (Cláudio Cavalcanti), que chega à pequena cidade de Rio Belo e movimenta o local:
a estrela da companhia CARINA (Maria Zilda), por quem ele é apaixonado
o galã TÚLIO (César Filho), que se torna locutor na rádio local e arranca suspiros da moças da cidade
a atriz RENATA (Elizabeth Savala), apaixonada por ele
o “faz-tudo” do teatro e amigo FRATELO (Antônio Calloni)
o ator-mirim e mascote PÉ-DE-MEIA (Anderson Martins).

Os três supostos pais de Carina, que disputam entre si a atenção – e a paternidade – da moça. Primos e viúvos, vivem juntos na fazenda Santa Lúcia:
CANDINHO (Paulo Gracindo), o intelectual, ROMEU (Ary Fontoura), simplório e inocente, ama os animais, e NAPOLEÃO (Cláudio Corrêa e Castro), esportista, metódico e autoritário.

– núcleo de DONANA (Geórgia Gomide), a toda poderosa da região, mulher arrogante e autoritária:
o filho preferido RAI (Taumaturgo Ferreira), um playboy inconsequente acusado de assassinato. A mãe luta para inocentá-lo
a filha tímida, submissa e introvertida RAQUEL (Deborah Evelyn), que ela hostiliza por responsabilizá-la pela morte do marido
a irmã GIOCONDA (Eloísa Mafalda), o oposto dela, é autêntica, despachada e de bem com a vida
o motorista LAERTE (Paulo Betti), de caráter duvidoso, a chantageia porque sabe de segredos de seu passado. Pressiona a família e casa-se com Raquel, por interesse, mas acaba apaixonando-se por Renata.

– núcleo de LUZIA (Cláudia Abreu), empregada na fazenda Santa Lúcia. É misteriosamente assassinada e o principal suspeito é Rai, que a seduziu:
a mãe ODETE (Lupe Gigliotte), também empregada da fazenda, inconformada pela morte da filha, clama por justiça
o irmão VIRIATO (Bruno Rocha), rapaz revoltado
o amigo SABIÁ (Romeu Evaristo), afilhado de Odete, mora com a família.

– núcleo de MARCOS MENDONÇA (Carlos Eduardo Dolabella), dono do hotel de Rio Belo, à procura de uma mulher para administrar seu lar e seus filhos pequenos:
a filha mais velha CAROLA (Carla Marins), garota mimada e voluntariosa, apaixona-se por Túlio
o sogro AMÉRICO (Francisco Dantas)
a governanta CONCEIÇÃO (Ana Ariel)
os filhos pequenos: NINI (Karine Moura), DIOGO (Dudu Cardoso), TAVINHO (Bruno Andrade), LALAU (Jonathan Nogueira) e EDI (Ígor Roberto Lage)
BEATRIZ (Lúcia Alves), ex-namorada de Sandro que chega a Rio Belo para reconquistá-lo. Vai trabalhar no hotel de Marcos, e depois em sua casa, como governanta. Os dois acabam apaixonados
o funcionário de seu hotel JUCA (Eri Johnson).

– núcleo do DR. VITOR ASSUNÇÃO (Ruy Rezende), médido de Rio Belo, homem justo e extremamente paciente:
a mulher FIFI (Fafy Siqueira), beata e fofoqueira, vive na janela espiando a vida de todos, o que causa muitos desentendimentos com o marido
a cunhada ANTONIETA (Lília Cabral), que apaixona-se por Fratelo. Leva uma vida dupla: professora durante o dia, descobre-se que à noite é dançarina de uma boate.

– demais personagens:
o escritor RAUL GALVÃO (José Mayer), chega à cidade para escrever um livro sobre teatro mambembe. Bêbado, vai parar na cama de Renata e, flagrados, os dois sustentam uma mentira de que são casados
o índio CHICO (Stênio Garcia), que vive em Rio Belo com uma missão: encontrar uma machadinha sagrada que fora roubada
o delegado JOEL (Nelson Xavier), investiga o assassinato de Luzia
o carcereiro da delegacia BOCA MOLE (Chaguinha)
o padre VICENTE (Oswaldo Louzada)
MA MÉRE (Ida Gomes), madre superiora do colégio de freiras onde Antonieta trabalha
o vendeiro SEU VIEIRA (Carlos Duval)
o prefeito ZEQUINHA (Silveirinha)
o assessor do prefeito ROQUE (Sérgio Ropperto)
e os jovens BETO (Ernesto Piccolo), SONINHA (Ana Beatriz Wiltgen) e TAÍS (Alexandra Marzo).

O mote central era a reedição da novela Nossa Filha Gabriela que Ivani Ribeiro escreveu para a TV Tupi em 1971. Ela aproveitou a espinha dorsal, mudou os nomes de alguns personagens (como Carina, a protagonista, que na primeira versão se chamava Gabriela), incluiu novas tramas e fez uma nova novela.

Carina e Sandro Galhardi, aqui vividos por Maria Zilda e Cláudio Cavalcanti, foram interpretados por Eva Wilma e Gianfrancesco Guarnieri na primeira versão (em que eram chamados de Gabriela e Giuliano).

Cláudio Corrêa e Castro voltou a interpretar o mesmo personagem que havia feito em Nossa Filha Gabriela: o metódico e autoritário Napoleão, um dos velhinhos da trama.
Os outros velhinhos, Candinho (Paulo Gracindo) e Romeu (Ary Fontoura), foram interpretados na novela original por Ivan Mesquita e Abrahão Farc, respectivamente.

Hipertensão não pode ser considerada “um grande sucesso”. Foi um caso de novela certa no horário errado. Tinha todas as características de uma novela do horário da seis horas da Globo. Só que passava às sete!

A fictícia cidade de Rio Belo, onde se desenrolava a trama, foi construída em Guaratiba, sob a responsabilidade do cenógrafo Mário Monteiro. As cenas externas da fazenda Santa Lúcia foram gravadas em Vassouras (RJ).

Por causa da personagem da Fafy Siqueira, a beata fofoqueira Fifi – que vivia à janela espionando a vida alheia para tecer comentários maldosos -, esse nome virou adjetivo para referir-se à pessoas futriqueiras, mexeriqueiras: “ela é uma fifi!”.

Monique Evans e Sandra Bréa fizeram participações especiais, como babás dos filhos de Marcos (Carlos Eduardo Dolabella) e candidatas ao seu coração.

Estreia em novelas dos atores Cláudia Abreu, Antônio Calloni, Carla Marins, Eri Johnson e Alexandra Marzo. Também primeira novela de Jonathan Nogueira, com sete anos na época, que veio a fazer vários trabalhos na televisão ainda criança. E do apresentador César Filho, aqui lançado como ator.

Um dos mistérios de Hipertensão era o assassinato da jovem Luzia (Cláudia Abreu), no início da trama. O principal suspeito era o playboy Rai (Taumaturgo Ferreira), que seduziu a garota. Ele chegou a ser preso, mas ao final descobre-se o verdadeiro assassino: Donana (Geórgia Gomide), a prepotente mãe do rapaz, que não aceitava o envolvimento do filho com a simplória Luzia e que suspeitava que a moça estivesse grávida dele. O delegado Joel (Nelson Xavier) desconfiava de Donana mas não tinha provas, então prendeu Rai pelo crime. No final, a megera não aguentou ver o filho preso e se entregou à polícia. Numa discussão com Luzia, Donana empurrara a moça que caiu ribanceira abaixo.

A personagem de Cláudia Abreu morreu assassinada no início da novela mas voltava em flashbacks ao longo da história. Escalada para a nova produção das oito da noite, O Outro, Cláudia aparecia simultaneamente nos primeiros capítulos de O Outro enquanto se desenrolava o desfecho de sua personagem nos momentos finais de Hipertensão.

O primeiro título pensado para a novela foi Caríssima.

Hipertensão foi também o nome de um reality show com provas radicais que testavam o preparo físico, coragem e controle emocional de cada participante, apresentado na Globo em três edições: 2002, 2010 e 2011. Nada tinha a ver com a novela.

Trilha Sonora Nacional
hipertensaot1
01. JUDIA DE MIM – Zeca Pagodinho (tema de Marcos)
02. DESENHO DE GIZ – João Bosco (tema de Sandro)
03. SINTONIA – Moraes Moreira (tema de Túlio)
04. SÓ PRO MEU PRAZER – Heróis da Resistência (tema de Carola)
05. LIVRE PARA VIVER – Cláudio Zoli (tema de Carina)
06. GOSTO DO PRAZER – A Cor do Som (participação especial Gilberto Gil) (tema de abertura)
07. ME CHAMA – João Gilberto (tema de Raquel)
08. EM SILÊNCIO – Sá & Guarabira (tema de Chico)
09. DO NADA PRA LUGAR NENHUM – Rosana (tema de Renata)
10. AA UU – Titãs (tema de Napoleão)
11. TODA FORMA DE PODER – Engenheiros do Hawaii (tema de Rai)
12. PLAYMATE – Anne Perec (tema de Gioconda)
13. RAZÕES – Armandinho (tema de locação)

Trilha Sonora Internacional
hipertensaot2
01. HUMAN – The Human League (tema de Renata)
02. PAPA DON’T PREACH – Madonna (tema de Beatriz)
03. STUCK WITH YOU – Huey Lewis & The News (tema de Carola e Tùlio)
04. GLORY OF LOVE – Peter Cetera (tema de Renata e Laerte)
05. DON’T FORGET ME (WHEN I´M GONE) – Glass Tiger featuring Bryan Adams(tema de locação)
06. SHAKE YOU DOWN – Gregory Abbott (tema de Antonieta e Fratelo)
07. ONLY A STEP AWAY – Wall Street Crash
08. LADY IN RED – Chris De Bourgh (tema de Raquel)
09. RIGHT BETWEEN THE EYES – Wax (tema de locação e do teatro mambembe)
10. HOLIDAY RAP – M.C. Miker G & DJ Sven (tema do núcleo jovem)
11. GONE WITH THE WINNER – Century (tema de Carina e Sandro)
12. I’M THE ONE WHO REALLY LOVES YOU – Austin Howard (tema de Carina)
13. EMOTION IN MOTION – Rick Ocasek
14. HOW DO YOU STOP? – James Brown (tema de Carola e Raul Galvão)

Produção musical: Guti Carvalho

Tema de Abertura: GOSTO DO PRAZER – A Cor do Som (participação especial Gilberto Gil)

Tomara que a cidade possa ter
A cara alegre, o gosto do prazer

Guanabara, Guanabara
Que quarup pop
Paulicéia, Paulicéia
Que platéia dá-dá
Amazônia, Amazônia
Tão idônea a cor
Mantiqueira, Mantiqueira
Me queira sempre, amor

Isso é que é utopia
Sonhos de axé na Bahia
Toque de bola
Nossa escola tropical
Toca a viola, carnaval
Bate o pandeiro
Nosso cheiro de dendê
Vale um bocado de dinheiro

Saber o som da cor e a cor do som
Isso é que é alegria
Isso é que é bom…

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