Sinopse

A PLT-137, a “ilha de ferro”, é uma plataforma de petróleo localizada a uma hora de helicóptero da costa brasileira. Uma panela de pressão prestes a explodir onde os petroleiros enfrentam desafios para manter a produção em dia. Em alto-mar, eles são heróis, no continente, nem tanto. Ao desembarcar, voltam para os conflitos familiares e não se sentem inteiros em lugar nenhum. Dante (Cauã Reymond) é coordenador de produção e candidato natural à vaga de gerente aberta na plataforma. Respeitado pelos colegas e subordinados, por trás do competente petroleiro há um homem sombrio.

Dante descobriu uma dupla traição. A mulher, Leona (Sophie Charlotte), estudante de Direito de personalidade confusa, com quem mantém uma relação tumultuada, revela ter um caso com Bruno (Klebber Toledo), seu irmão, piloto de helicóptero que conduz os petroleiros da plataforma. Incrédulo, Dante vai atrás do irmão e invade seu helicóptero, que está pronto para levantar voo. A tensão entre eles é crescente. Durante a discussão, Dante bate em Bruno, fazendo com que a aeronave perca o controle e caia no mar. Quando enfim os dois emergem, Dante percebe que exagerou: Bruno entra em coma.

Dante recorre a Leona para que cuide do irmão enquanto estiver embarcado. Logo ela, que o traiu e que não consegue cuidar nem de si mesma. Porém, Dante sofre outra decepção: Júlia Bravo (Maria Casadevall) é nomeada gerente da plataforma, cargo por ele almejado. Para Dante, todos os anos de dedicação à PLT-137 foram em vão. Para Júlia, o cargo condiz com suas metas profissionais, embora sofra oposição entre os petroleiros. Em casa, ela é pressionada pelo idealismo do avô, João Bravo (Osmar Prado), presidente do Sindicato dos Petroleiros, e a política liberal do pai, Horácio (Herbert Richers Jr.), ministro da República.

Globo
12 episódios

série criada por Max Mallmann e Adriana Lunardi
escrita por Max Mallmann, Adriana Lunardi, Adriana Falcão, Jô Abdu e David Rauh
supervisão de texto de Mauro Wilson
direção de Afonso Poyart, Roberta Richard e Guga Sander
direção artística de Afonso Poyart

CAUÃ REYMOND – Dante
MARIA CASADEVALL – Júlia Bravo
SOPHIE CHARLOTTE – Leona
KLEBBER TOLEDO – Bruno
OSMAR PRADO – João Bravo
HERBERT RICHERS JR. – Horácio Bravo
CÁSSIA KISS – Isabel
TAUMATURGO FERREIRA – Buda
JONATHAN AZEVEDO – Fiapo
KIZI VAZ – Suelen
NECO VILA-LOBOS – Brandão
VITÓRIA FERRAZ – Rocha
JÚLIO ROCHA – Sileno
MILHEM CORTAZ – Astério
ANDRÉ RAMIRO – Norato
JOHNNAS OLIVA – Borracha
BERNARDO SCHLEGEL – Welber
CADÚ FÁVERO – Clarke
DANIEL RIBEIRO – Marcos
FÁBIO MARKOFF – Bastos
JONATHAN HAAGENSEN – Marca Diablo
JEFFERSON BRASIL – Rivotril
BRUCE GOMLEVSKY – Leviathã
MOCYR FRANCO – Amorim
NIKOLAS ANTUNES – Artur
MARCELO PORTIONARI
MILTON WALLEY
e o menino JOÃO BRAVO – Lucas

A série Ilha de Ferro foi criada por Max Mallmann, falecido em 2016 – com trabalho nas séries Carga Pesada (2004) e A Grande de Família e na novela Coração de Estudante (2002) -, escrita por ele e Adriana Lunardi, com direção artística e geral do cineasta Afonso Poyart – dos filmes Eu te Darei o Céu (2005), Dois Coelhos (2012), Presságios de um Crime (2016) e Mais Forte que o Mundo (2016).

A série foi lançada com exclusividade no Globoplay (plataforma de streaming da Globo), em 14/11/2018, com 12 episódios. O primeiro episódio foi exibido na TV aberta, como “degustação”, em 19/11/2018, na faixa Tela Quente.

A narrativa de Ilha de Ferro não é de fácil digestão. Não há alívio cômico ou romântico – os protagonistas Dante e Júlia até se envolvem, mas a rivalidade entre eles é mais importante. A tensão constante, o clima hostil e o terror psicológico a que os personagens são submetidos só dão alguma trégua ao espectador por meio dos devaneios imagéticos da direção, traduzidos nos sonhos, pesadelos e lembranças dos personagens e nas “viagens” de drogas e álcool.

Sophie Charlotte foi o grande destaque no elenco na primeira temporada. Despida de qualquer vaidade (e ainda assim bela), a atriz teve o seu melhor desempenho na televisão. Pena que não continua na série, com segunda temporada confirmada.

O primeiro e principal desafio da produção foi materializar uma plataforma de petróleo, encontrar um lugar para dar vida à história com toda a segurança necessária.
Ilha de Ferro só existe graças a essa turma de efeitos visuais”, garantiu Fernando Alonso, gerente de operações de Tecnologia do Entretenimento da Globo.
E como a série foi inteiramente captada e finalizada em 4k, foram necessários cinco meses só para a pós-produção da primeira temporada.

A criação de uma plataforma em alta resolução; o estudo e a simulação de diversas condições do oceano; a queda de um helicóptero com detalhes do impacto na água; uma série de explosões e acidentes no mar – frentes de trabalho que exigiram da equipe de efeitos visuais mais de 30 mil horas de dedicação.
“A plataforma é algo que pode explodir a qualquer momento, um tipo de indústria de extrema periculosidade. Além disso, temos uma quantidade de ação bem diferenciada, com diversas sequências de ação, de luta”, explicou Afonso Poyart, o diretor artístico.
“A PLT-137 é diferente de toda plataforma existente no Brasil. A equipe de efeitos visuais fez um modelo 3D extremamente realista, trabalhou por meses nele criando detalhes incríveis. Tudo que temos de shots, cenas mais abertas, aéreas, é totalmente 3D”, detalhou.

Quando o projeto começou, tudo que a equipe possuía eram as referências levadas pelo próprio Afonso Poyart. A equipe visitou uma plataforma real, estudou a planta e contou com a consultoria de um engenheiro especializado.
“Partimos de um modelo e quadruplicamos seu tamanho. Paralelamente aos primeiros traços da plataforma na computação gráfica, a cenografia projetou toda a parte habitada”, explicou Fernando Alonso.
Assim nasceu a PLT-137, a réplica de uma plataforma de exploração de petróleo de quase 3.000m² erguida nos Estúdios Globo, que concentrou quase 60% das cenas da primeira temporada de Ilha de Ferro.

Para as cenas do interior da embarcação, foi construído um cenário de 315m² em estúdio, em gravações que duraram 20 dias. No estúdio estavam montados os camarotes da tripulação, as salas de controle, a enfermaria e áreas de lazer dos petroleiros.

Este mesmo trabalho foi realizado com o departamento de efeitos especiais, os chamados efeitos físicos. Um dos exemplos foi a queda de helicóptero mostrada no primeiro episódio.
“Colocamos um helicóptero em cima de um gimble, uma estrutura pneumática que balança a aeronave e dá a impressão de que ela realmente está em movimento. Só que em vez de fazer isso parado no chão, a gente içou esse helicóptero num guindaste. Além do realismo para o público, este processo deu uma sensação de realismo para quem está filmando e para os atores também”, disse Afonso.
A continuação da cena foi gravada nos Estúdios Globo, onde foi construído um tobogã de água para simular a invasão do mar no helicóptero.
“Posicionamos os atores embaixo desse tobogã que jogava dezenas de litros d’água neles, de uma vez só. E filmamos com uma câmera que roda 1.000 quadros por segundo, você consegue ver todas as gotas de água em slow motion chegando. Parece que a água estava, de fato, invadindo a cabine”, afirmou Poyart.

Os efeitos de computação gráfica foram utilizados também para ilustrar as cenas de surrealismo que deram aos personagens um background psicológico.
“Queria ilustrar esse sentimento de forma visual. Leona, por exemplo, quando se sente sozinha, bebe e dança, e, com a ajuda da tecnologia, a câmera capta esse universo. Nesse momento, ela é um pouco diva, com uma inspiração retrô, meio anos 60”, disse Afonso.
Já Dante tinha um trauma: o acidente com o irmão. “Toda hora ele sonha com o Bruno e carrega essa culpa de ter deixado o irmão em coma. Vira e mexe ele sonha com água, que está se afogando e que o irmão está afogado. Esses momentos são retratados com a ajuda dos efeitos”, esclareceu Poyart.

Tema de Abertura: HEROES, KINGS AND GODS – Ego Kill Talent

All heroes, kings and gods
Cannot let go what you hold on to
Doubt your beliefs for once
Cause no one holds the truth for no one

It’s so insane

Everyone is trying to be someone else
Living for someday
Comparing the weapons prizes and falls
Soon we all fade away

I remember when you told me
“We are not good enough
It might be more out there
More for both of us”
Did you find what you needed
Or was it just an endless search?
Is it there something you need
to find at all?

Where is the truth in these lies of salvation?
In the name of which god?

Everyone is trying to be someone else
Living for someday
Comparing the weapons prizes and falls
Soon we all fade away…

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