Sinopse

Rio de Janeiro, 1934. A paixão proibida entre Franz Hauser (Bruno Gagliasso) e Amélia Fonseca (Bianca Bin). Ele é um rapaz rico, filho de um joalheiro suíço, Ernest Hauser (José de Abreu), um homem muito severo que cria os filhos – também Hilda (Luiza Valdetaro) e Viktor (Rafael Cardoso) – num ambiente onde os sentimentos não podem ser revelados. Amélia, por sua vez, é uma jovem batalhadora, nordestina, filha de migrantes, que vive num cortiço da Lapa e trabalha com o irmão na fundição do pai de Franz. É com Amélia que Franz conhece o amor, o carinho e o calor das relações afetivas.

E não só a distância sócio-econômica será um empecilho entre os dois, mas a diferença de visão de mundo. Deste amor improvável nasce uma menina, Pérola (Mel Maia), a única que consegue apaziguar os ódios criados entre as duas famílias tão distintas. Amélia e Franz passam pelas piores armações, são forçados a ficar anos longe um do outro. Estão sempre no meio de uma guerra familiar, às vezes, tendo que se posicionar um contra o outro. E mesmo assim, nada destrói o amor que sentem.

O que ninguém imagina é que Pérola é a reencarnação de um importante líder espiritual tibetano, o budista Ananda Rinpoche (Nelson Xavier), que salvou Franz da morte depois de uma avalanche no Himalaia. Pérola é uma menina muito sensível e especial, que veio ao mundo com a missão de harmonizar pontos de vista conflitantes, que impedem a realização do amor. Especialmente do amor entre Amélia e Franz. Apesar de sua importante missão, ela continua sendo uma criança de dez anos, esperta e divertida.

Ernest Hauser é um homem aferrado às suas crenças e tradições. Arrogante e autoritário, ele traçou um destino para cada um dos filhos e exige que todos se submetam às suas vontades. Ele não aceita ser contrariado, mesmo que isso cause sofrimento e dor àqueles que ele ama e a ele próprio. Ernest tem um filho bastardo, Manfred (Carmo Della Vecchia), que luta para ser amado e reconhecido pelo pai. O complexo de inferioridade e o rancor de Manfred, e a profunda inveja que sente de Franz – o filho preferido de Ernest -, fazem dele um oponente muito perigoso.

O clã dos Hauser tem um inimigo, ou melhor, uma inimiga: Sílvia (Nathalia Dill), uma mulher fria e dissimulada cujo único objetivo é destruir os Hauser e vingar a memória do pai, que foi injustamente acusado de ter matado a mulher de Ernest. Outra pedra no sapato de Ernest é Mundo (Domingos Montagner), o irmão mais velho de Amélia, líder operário que luta por melhores condições de trabalho na fundição de sua propriedade. Para piorar as coisas, Mundo é o amado de Iolanda (Carolina Dieckmann), o objeto de desejo de Ernest.

Globo – 18h
de 16 de setembro de 2013
a 5 de abril de 2014
173 capítulos

novela de Duca Rachid e Thelma Guedes
escrita por Thelma Guedes, Duca Rachid e Thereza Falcão
colaboração de Manuela Dias, Ângela Carneiro, Luciane Reis, Camila Guedes, Newton Cannito e Alessandro Marson
direção de Paulo Silvestrini, Joana Jabace, Enrique Diaz e Fábio Strazzer
direção geral de Amora Mautner
núcleo Ricardo Waddington

Novela anterior no horário
Flor do Caribe

Novela posterior
Meu Pedacinho de Chão

BRUNO GAGLIASSO – Franz Hauser
BIANCA BIN – Amélia Fonseca
JOSÉ DE ABREU – Ernest Hauser
CARMO DALLA VECCHIA – Manfred Ducke
DOMINGOS MONTAGNER – Mundo (Raimundo Fonseca)
CAROLINA DIECKMANN – Iolanda Lopez
NATHALIA DILL – Silvia Zampari / Silvia Lemos
RAFAEL CARDOSO – Viktor Hauser
ANA LÚCIA TORRE – Gertrude
REGINALDO FARIA – Venceslau Lopez
MARIANA XIMENES – Aurora Lincoln
THIAGO LACERDA – Toni
ANA CECÍLIA COSTA – Gaia
LUIZA VALDETARO – Hilda Hauser / Célia
LUIZ GUSTAVO – Apolônio
MARCOS CARUSO – Arlindo Pacheco Leão
LETÍCIA SPILLER – Lola Gardel
CAIO BLAT – Sonan
FABÍULA NASCIMENTO – Matilde Meyer
ÂNGELO ANTÔNIO – Tempa
LEOPOLDO PACHECO – Válter Passos
CLÁUDIA OHANA – Laura Passos
MIGUEL RÔMULO – Décio Passos
PAULA BURLAMAQUI – Volpina
ROSI CAMPOS – Miquelina
NICETTE BRUNO – Dona Santinha
MARCELO MÉDICI – Joel
LUANA MARTAU – Cléo (Creontina)
CLÁUDIA MISSURA – Dona Conceição
TÂNIA KHALIL – Dália Monteiro
LEANDRO LIMA – Davi Monteiro
RICARDO PEREIRA – Fabrício
SIMONE GUTIERREZ – Serena Fox
CRISTIANE AMORIM – Zefinha / Josephinne
TIAGO ABRAVANEL – Odilon Mascarenhas
ÍCARO SILVA – Artur
VICENTINI GOMEZ – Delegado Cavalcante
PEDRO NESCHLING – Arlindinho
JULIANA LOHMANN – Belmira
NORMA BLUM – Mama Francesca
SÍLVIA SALGADO – Pilar
MARCOS DAMIGO – Dr. Rúbens
RENATO GÓES – Nuno
ANA LIMA – Zilda
GIOVANNA EWBANK – Cristina
GUTA RUIZ – Elisa
FÁBIO YOSHIHARA – Jampa
CACAU PROTÁSIO – Lindinha
GLICÉRIO ROSÁRIO – Etelvino
JORGE MAYA – Cícero
ANTHERO MONTENEGRO – Benito
JOELSON GUSSON – Laerte
KARINE CARVALHO – Rosa
MARIA GAL – Margarida
ADÉLIO LIMA – Josias
MICHEL GOMES – Curió
ALEXANDRE RODRIGUES – Josué
LAND VIEIRA – Isaías
BIA GUEDES – Julieta
ADRIANO BOLSHI – Rigpa
as crianças
MEL MAIA – Pérola Fonseca Hauser
JOÃO FERNANDES – Peteleco
XANDE VALOIS – Tavinho / Giuseppe
MAX LIMA – Caetano
ADRIANO ALVES – Norbu
e
ARMANDO BABAIOFF – Aderbal Feitosa (radialista que lança Hilda com cantora de rádio)
DANIEL BLANCO – irmão de Gertrude
DJA MARTINS – Bibiana (mulher de Eufrásio, tomam conta de Silvia depois que ela sofre um atentado)
ÉLCIO ROMAR – Salvador (ex-jardineiro da mansão Hauser, testemunha da morte da mulher de Ernest)
GILLRAY COUTINHO – Batista
GLÓRIA MENEZES – Pérola (idosa, no último capítulo)
GUSTAVO TRESTINI – Dr. Silveira (advogado que cuida dos interesses de Amélia, Mundo e Toni)
HÉLIO RIBEIRO – juiz no caso da guarda do menino Giuseppe/Tavinho
ÍSIO GHELMAN – Heitor Zampari (pai de Silvia, amante da mulher de Ernest)
JOÃO VICTHOR OLIVEIRA – Ernest Hauser (jovem)
JOSÉ ARAÚJO – Eufrásio (marido de Bibiana, tomam conta de Silvia depois que ela sofre um atentado)
JULIANA ARAÚJO – Marta (neta adoentada de Salvador)
MABEL CEZAR – Elvira (secretária de Ernest)
MARCELO AQUINO – Peçanha (auxiliar do delegado Cavalcante)
MÁRCIO EHRLICH – Dr. Moacir (advogado de Ernest)
MARIANA MACNIVEN – Catarina (falecida mulher de Ernest)
MOUHAMED HARFOUCH – editor do livro de Pérola, no final
NELSON XAVIER – Ananda Rinpoche (mestre budista)
NICOLA LAMAS – Bauducco (italiano que leva o panetone para o Brasil)
OTHON BASTOS – Fernando (médico amigo de Gertrude que vai olhar Pérola, no final)
PAULO VERLINGS – Cleber (subornado por Manfred para incriminar Ernest)
RHAISA BATISTA – Tereza (namorada de Davi que o abandonou quando descobriu que ele estava paralítico)
RITA PORTO – Idalina (trabalha no orfanato para onde Giuseppe bebê foi levado)
ROBERTO PIRILO – juiz no julgamento de Ernest
SACHA BALI – Eurico Passos (amigo de Frans, ex-namorado de Amélia, morre no início)
STELLA MARIA RODRIGUES – Marlene (ajuda Manfred a raptar Pérola, no final)
SUELY FRANCO – Rosarinho (irmã de Dona Santinha)
VILMA MELO – Fátima (mãe de Tiaguinho, o menino que Iolanda adota, após a morte dela)
VINÍCIUS MANNE – empresário interessado em patrocinar a creche comunitária organizada por Iolanda
Salete (diretora do orfanato para onde Giuseppe bebê foi levado)
Tiaguinho – órfão adotado por Iolanda, filho de Fátima

– núcleo de FRANZ HAUSER (Bruno Gagliasso), foi criado para herdar a fortuna e assumir os negócios da família. Tudo mudou ao sofrer um acidente durante uma escalada nos Himalaias. Foi acolhido por um líder espiritual budista. Esta amizade colocou suas certezas em xeque. Ao retornar ao Brasil, apaixonou-se e abriu mão da fortuna para ficar com sua amada. Para viverem esse amor, eles passaram por muitas provações. Juntos, tiveram uma filha:
a filha PÉROLA (Mel Maia), menina especial, alegre, carinhosa e compreensiva. Foi criada pela família rica do pai, mas não perdeu o contato com os parentes simples da mãe. Seu objetivo é reaproximar pai e mãe. É a reencarnação de um líder budista
o pai ERNEST (José de Abreu), homem rígido, preconceituoso e severo, apegado às suas crenças e convicções. Suíço e viúvo, é dono de uma fundição e uma joalheria. Obstinado, passa por cima das pessoas para alcançar seus objetivos. Casa-se aproveitando-se de uma fraqueza do pai da noiva, apesar de saber que ela o detesta. Tenta separar Franz de sua amada. Após o nascimento da neta, muda algumas atitudes
os irmãos: VIKTOR (Rafael Cardoso), quer ser pintor. Considerado um fraco pelo pai. Sem saber, apaixona-se pela inimiga do pai,
e HILDA (Luiza Valdetaro), moça bem educada, doce e amorosa. Seu sonho é ser cantora, mas não ousa desafiar o pai, que não toleraria tal escolha. Mas, ela frequentará um cabaré escondida. Fica famosa no rádio com o nome CÉLIA
a governanta GERTRUDE (Ana Lúcia Torre), trabalha para a família há quase trinta anos. Ama o patrão Ernest, com quem diz ter um filho, o que não é verdade. Cuida da casa com mãos de ferro e ressente-se por não ter a atenção do patrão. Inferniza a vida da nova mulher de Ernest
o filho de Gertrude, MANFRED DUCKE (Carmo Dalla Vecchia), cresceu pensando ser filho de Ernest, seu patrão. Braço direito dele, vive bajulando-o. Sente-se rejeitado por não ser reconhecido como um Hauser e tem inveja de Franz. Quer tudo o que é dele: posição social, dinheiro, amigos e a namorada. Fez de tudo para separar o casal
SÍLVIA ZAMPARI (Nathalia Dill), filha de um inimigo e ex-funcionário de Ernest. Deseja vingar a morte do pai, que foi acusado injustamente de ter matado a mulher do patrão. Com o nome SILVIA LEMOS, finge ser desenhista para se infiltrar na fábrica e na família Hauser. Fria e objetiva, participa de diversas armações ao lado de Manfred. Vai se aproveitar da fragilidade de Franz para tentar seduzi-lo. Acaba surpreendida pelo amor de Viktor e seus planos mudam
a empregada JULIETA (Bia Guedes), engraçada e camarada, ajuda Hilda em suas escapadas
o motorista CÍCERO (Jorge Maya), na primeira fase da trama
o filho de Cícero, ISAÍAS (Land Vieira), motorista na segunda fase
o funcionário JOSUÉ (Alexandre Rodrigues).

– núcleo de AMÉLIA FONSECA (Bianca Bin), moça pobre e batalhadora, filha de migrantes nordestinos. É operária da Fundição Hauser e mora em um cortiço. Apaixonou-se por Franz, mas passou por muitas provações para viver esse amor. Juntos, eles tiveram uma filha. Entre as artimanhas que sofreu, foi presa por dez anos acusada injustamente de fazer parte do Partido Comunista. Deu a volta por cima e continuou fiel ao seu amor por Franz:
o irmão RAIMUNDO FONSECA, o MUNDO (Domingos Montagner), operário na Fundição Hauser. Idealista e justo, é um dos líderes da causa operária. Sonha com um Brasil com menos desigualdade social
o padrinho APOLÔNIO (Luiz Gustavo), criou pos afilhados com dificuldade quando eles perderam os pais. É um homem carinhoso e honesto
a prima ZEFINHA (Cristiane Amorim), muda-se para o Rio de Janeiro e vai morar no cortiço e trabalhar na Fundição Hauser. De caráter duvidoso, quer subir na vida e acaba se envolvendo em algumas armações de Manfred.

– núcleo de IOLANDA (Carolina Dieckmann), moça pobre, amiga de Amélia, mora no cortiço e trabalha como secretária na Fundição Hauser. Namora Mundo, mas desperta a paixão de Ernest. Casa obrigada com o patrão por uma fraqueza do pai e se torna uma mulher infeliz. Consegue fugir da mansão dos Hauser e volta para os braços de Mundo:
o pai VENCESLAU LOPEZ (Reginaldo Faria), contador de Ernest na fundição, é um homem fraco e sem brios. Jogador inveterado, em uma partida com o patrão aposta a filha e a perde para ele. Teve um caso com Gertrude na juventude e é o verdadeiro pai de Manfred.

– núcleo de TONI (Thiago Lacerda), descendente de italianos, trabalha na Fundição Hauser e mora no cortiço. Na primeira fase, integra o movimento operário com Mundo. Na segunda, desiste da luta depois que a mulher e o filho são deportados para a Lituânia. Apaixona-se por Hilda sem saber que ela é uma Hauser. Fica confuso ao saber que a mulher está viva e de volta ao Brasil:
a mulher GAIA (Ana Cecília Costa), é deportada para a Lituânia pouco antes da guerra. Mulher forte, determinada e destemida. Sofre ao ter o filho retirado ainda bebê de seus braços. Ao voltar para o Brasil, reencontra Toni e o filho
a mãe FRANCESCA (Norma Blum), italiana amorosa com todos.

– núcleo de ANANDA RIPONCHE (Nelson Xavier, participação), monge budista, líder espiritual. Cuida de Franz quando ele se acidenta durante uma escalada no Everest. Os dois ficam amigos e Ananda aproveita a estada do rapaz em seu mosteiro para lhe passar mensagens espirituais:
SONAN (Caio Blat), discípulo fiel, fica arrasado com a morte dele. Toma como missão procurar onde o mestre escolheu reencarnar. É um estudioso da filosofia budista, dedicado e concentrado
TEMPA (Ângelo Antônio), um sábio que gosta de contar histórias budistas para Pérola. É um homem bondoso, inteligente, engraçado e excêntrico
JAMPA (Fábio Yoshihara), outro dos dos protetores de Pérola
RIGPA (Adriano Bolshi), bem-humorado, de bem com a vida, é o mais jovem de seus discípulos
NORBU (Adriano Alves), menino que estuda para ser monge, torna-se amigo e confidente de Pérola.

– núcleo de VÁLTER PASSOS (Leopoldo Pacheco), banqueiro rico e poderoso, amigo de Ernest Hauser. Homem conservador, preconceituoso e intransigente:
a mulher LAURA (Claudia Ohana), sofre muito com a perda do único filho, no início da trama. Adota um menino e se torna amiga de Iolanda depois de ela casar-se com Ernest
os filhos: EURICO (Sacha Bali, participação), amigo de Franz na primeira fase. Morre durante uma avalanche no Himalaia, quando estava na companhia de Franz,
DÉCIO (Miguel Rômulo), mimado, volta ao Brasil depois de terminar os estudos na Europa. Não aceita o irmão adotivo e trata mal quem não tem poder e status,
e TAVINHO (Xande Valois), adotado ainda criança, depois que os pais perderam Eurico. Passou a primeira infância em um orfanato e desconhece sua verdadeira origem. Ao longo da trama, descobre-se que é GIUSEPPE, o filho desaparecido de Toni e Gaia.

– núcleo dos moradores do cortiço, na Lapa, ligados à Fundição Hauser:
FABRÍCIO (Ricardo Pereira), português militante da causa operária, amigo de Mundo e Toni
DR. RUBENS (Marcos Damigo), médico humanista, trata dos pobres. É amigo de Amélia e Mundo
VOLPINA (Paula Burlamaqui), lavadeira, mulher rude e grosseira, adora uma fofoca. Seu sonho é ser vedete no cabaré, embora não tenha nenhum talento para isso. É amante de Válter Passos e também flerta com Venceslau Lopez
ROSA (Karine Carvalho), também lavadeira e fofoqueira. É paga para destruir a carreira política de Mundo, mas é desmascarada e aceita depor a favor dele
MARGARIDA (Maria Gal), ao lado de Volpina e Rosa, completa o trio fofoqueiro do cortiço
ARTUR (Ícaro Silva), ganha a vida como pintor e professor de desenho. Vai ter um romance com Laura Passos
BENITO (Anthero Montenegro), integralista infiltrado entre os operários, trabalha na Fundição Hauser e se alia a Manfred para delatar os companheiros
LINDINHA (Cacau Protásio), trabalha como operária na Fundição Hauser. Vai ingressar na luta operária
JOSIAS (Adélio Lima), espécie de encarregado na Fundição Hauser, coordena o trabalho dos operários com mão de ferro
PILAR (Silvia Salgado), vendedora na joalheria Hauser. Cúmplice de Manfred, sabe de um segredo que pode comprometer Ernest
os outros operários na fundição CURIÓ (Michel Gomes) e ETELVINO (Glicério Rosário)
o DELEGADO CAVALCANTI (Vicentini Gomez).

– núcleo de ARLINDO PACHECO LEÃO (Marcos Caruso), dono do Cabaré Pacheco Leão. É um artista visionário. Apaixonado pela arte, cuida de todos os detalhes dos shows, desde a cenografia até a coreografia e a direção. É um homem bom, engraçado e companheiro. Sofre com as interferências da mulher e sogra. Vai ser engendrado por Volpina, com quem terá um caso:
a mulher MIQUELINA (Rosi Campos), também faz de tudo um pouco no cabaré: atua, canta, faz adereços e serve as mesas. É muito ciumenta e vive no pé do marido
a sogra DONA SANTINHA (Nicette Bruno), mãe de Miquelina. A típica matriarca portuguesa. É rabugenta e gosta de implicar com ele, com quem vive às turras
os filhos: ARLINDINHO (Pedro Neschling), pianista, convive no meio artista desde pequeno. Dá em cima de quase todas as vedetes do cabaré,
e BELMIRA (Juliana Lohmann), o patinho feio da família: trabalha no cabaré, mas não gosta dessa vida.

– núcleo do Cabaté Pacheco Leão:
as vedetes: LOLA GARDEL (Letícia Spiller), dançarina veterana, é a estrela da companhia na primeira fase. Vaidosa, se preocupa mais com as roupas do que com sua arte. Tem um caso antigo com Manfred e seu sonho é fazer parte de uma família rica. Apaixona-se por Fabrício,
AURORA LINCOLN (Mariana Ximenes), artista radicada na França, chega ao Brasil atrás de Décio Passos, que a abandonou em Paris. Será a mais nova estrela do cabaré, provocando ciúmes e a ira de Lola. É uma artista ousada e de espírito livre,
MATILDE MEYER (Fabíula Nascimento), moça do interior que vai para o Rio à procura de trabalho no cabaré. Bonita e bondosa, fica amiga dos monges quando eles chegam ao Brasil. Apaixona-se por Sonan e eles se casam,
SERENA FOX (Simone Gutierrez), vedete gordinha, tem uma autoestima elevada. É vaidosa e engraçada. Flerta com Arlindinho,
DÁLIA (Tania Khalil), sofre pensando que o irmão foi morto na guerra. Vai se apaixonar por Mundo,
CRISTINA (Giovanna Ewbank), bonita, talentosa e meio displicente. Tem um caso com Manfred,
ELISA (Guta Ruiz), vai namorar Arlindinho,
e ZILDA (Aninha Lima)
JOEL (Marcelo Médici), amigo, coreógrafo e secretário de Aurora, chega com ela da França e fica com o cargo de mestre de cerimônias do cabaré. Gosta de uma intriga e de ver o circo pegar fogo
ODILON MASCARENHAS (Tiago Abravanel), malandro boa-praça, se transforma em um cantor de rádio admirado pelas mulheres. Fica muito amigo de Hilda e a ajuda em sua carreira
NUNO (Renato Góes), contador do cabaré. É assediado por Belmira, mas não quer saber dela
DAVI MONTEIRO (Leandro Lima), irmão de Dália. Soldado, foi recrutado para lutar na guerra. Dado como morto, volta de repente, paraplégico. Apaixona-se por Aurora
DONA CONCEIÇÃO (Cláudia Missura), dona da pensão onde moram as vedetes e para onde os monges dos Himalaias irão ao chegar ao Brasil. Sovina e exigente, não admite desperdícios
CREONTINA (Luana Martau), sobrinha de Conceição, vem do interior para ajudar a tia. Prefere ser chamada de CLÉO. Adora uma fofoca e arma várias intrigas. Apaixona-se perdidamente por Joel e os dois têm uma relação divertida, já que ele foge dela como o diabo foge da cruz
PETELECO (João Fernandes), menino órfão, fica amigo de Odilon e será adotado por Toni.

As primeiras notícias sobre Joia Rara despertaram curiosidade e expectativa: uma novela que tinha o Budismo como pano de fundo, em que uma menina era a reencarnação de um mestre budista. Nossa TV nunca havia ido aos Himalaias para mostrar essa cultura tão exótica para o brasileiro médio. Ainda mais vindo do trio Thelma Guedes e Duca Rachid (no roteiro) e Amora Mautner (na direção), as responsáveis pelo sucesso do trabalho anterior, Cordel Encantado (2011).

Produção impecável, a trama recriou as décadas de 1930 e 1940 – tanto no Rio de Janeiro quanto no Nepal – de maneira belíssima, em cenários, figurinos e direção de arte. Fotografia caprichada e cinematográfica, direção segura, trilha sonora bonita e ótimo elenco, em interpretações marcantes. Tecnicamente falando, Joia Rara era uma joia mesmo.

Entretanto, com o passar do tempo, a novela foi se revelando um mais do mesmo – ainda que bem feito e bem produzido. E amparado em um elenco de primeira e alguns personagens carismáticos. Mas a trama de reviravoltas e joguinhos de gato e rato entre mocinhos e vilões foi cansando ao longo dos meses.

Foi pouco para empolgar o telespectador. A novela fechou com uma média final de 18 pontos, empatando com Lado a Lado (do mesmo período no ano anterior), a menor já registrada para o horário das seis. Flor do Caribe, a trama anterior no horário, fechou com 21, e Cordel Encantado, havia alcançado 26 pontos em 2011 (números do Ibope da Grande São Paulo).

Apesar de ficar claro que Joia Rara não tinha a pretensão de difundir a doutrina budista – apenas usá-la como pano de fundo -, a novela não teve como escapar das frases feitas, de autoajuda, piegas, muitas vezes declamadas. Sensação talvez intensificada por conta do maniqueísmo dos personagens: de um lado, vilões extremamente maus, e do outro, mocinhos bons demais.

A novela também foi criticada por fugir de sua cronologia. Músicas fora da época retratada foram cantadas no Cabaré Pacheco Leão. O comportamento extremamente contemporâneo de alguns personagens (principalmente femininos), também não condizia com a época da trama.
Ainda que o público encontrasse respaldo em algumas temáticas atuais – como os direitos trabalhistas às mulheres -, as autoras sentiram-se à vontade para usar referências modernas em nome da liberdade criativa.

Todavia, há de se destacar a direção e a garra do elenco, que suplantaram o roteiro. A novela teve excelentes sequências dramáticas envolvendo Bianca Bin, José de Abreu, Carolina Dieckmann, Nathalia Dill, Ana Cecília Costa e Carmo Della Vecchia – este último, quando não exagerava nas caretas de seu vilão Manfred.

Se o melodrama pesou e prejudicou a história de Joia Rara, por outro lado, o humor sobressaiu-se positivamente. Foi aí que brilharam Marcelo Médici e Luana Martau (impagáveis como a dupla Joel e Cléo), Mariana Ximenes e Letícia Spiller (as rivais Aurora e Lola), Cristiane Amorim (como Zefinha) e vários outros personagens dos núcleos do Cabaré Pacheco Leão e da pensão de Dona Conceição (Cláudia Missura).

Entretanto, o maior destaque de Joia Rara foi a escalação da pequena Mel Maia para o papel da menina Pérola. Centralizar uma história de temática adulta em uma criança é um risco grande, ainda mais quando a personagem precisa propagar mensagens de amor sem parecer piegas. Pérola foi a responsável por trazer leveza ao exacerbado melodrama do roteiro.

Thelma Guedes comentou sobre o período escolhido para ambientar a história:
“Quando criamos os primeiros passos do nosso enredo, percebemos que precisávamos de um período de grandes conflitos, cisões morais, ideológicas, políticas. Acabamos por encontrar entre 1934 e 1945, época que abrange o “antes” e o “depois” da Segunda Guerra Mundial. A época atua como um pano de fundo muito importante, neste caso, justificando as diferenças tão acirradas entre as famílias de nossos protagonistas. Essas diferenças, oposições, ódios e conflitos potencializam com o nascimento de nosso personagem central: essa menina que vem harmonizar o coração das pessoas, do ambiente e de sua época.”

O colorido das ruas e os templos do Nepal foram escolhidos para dar vida à fictícia cidade de Tarin. A primeira viagem de pesquisa para o país aconteceu em dezembro de 2012. Trinta dias gravando lá, a equipe de produção, direção e elenco encarou uma viagem de 15 mil quilômetros para chegar ao set de gravação e teve que enfrentar vários desafios, como a diferença cultural, o idioma e a culinária.
Serviram de locação as cidades de Katmandu, Patan e Bhak-Tapur – estas duas últimas também foram cenário para o filme O Pequeno Buda (1993), de Bernardo Bertolucci.
Cerca de 200 figurantes nepalenses participaram das gravações.

Luiz Gustavo, intérprete de Apolônio na novela, ficou quatro meses internado em uma Unidade de Tratamento Intensivo – de outubro de 2013 a fevereiro de 2014 – por causa de uma endocardite. Recuperado, retornou às gravações.

Nicette Bruno deixou as gravações de Joia Rara em março de 2014, faltando menos de um mês para o término da novela, por ocasião da morte de seu marido, o ator Paulo Goulart. Na trama, sua personagem, a portuguesa Dona Santinha, foi fazer uma viagem a Portugal. No último capítulo, a atriz retornou.

Pela primeira, uma voz feminina anunciou a estreia de uma novela. E chamou a atenção do público por um fato inusitado. Era da dubladora Mabel Cezar, a mesma que dublou a protagonista da novela importada Rubi, que, na ocasião, estava sendo reprisada no SBT. Mabel acabou ganhando uma personagem na novela: Elvira, secretária de Ernest Hauser (José de Abreu).

Joia Rara vendeu o Emmy Internacional (prêmio norte-americano) de melhor novela de 2013.

Trilha Sonora

joiararat
01. JOIA RARA – Gilberto Gil (tema de abertura)
02. NASCENTE – Milton Nascimento (participação de Flávio Venturinni) (tema de Franz e Amélia)
03. A MENINA DANÇA – Novos Baianos (tema de Pérola)
04. FOLHETIM – Gal Costa (tema de Lola)
05. ACALANTO PARA HELENA – Ana Cañas (tema de Pérola)
06. EU NÃO EXISTO SEM VOCÊ – Maria Bethânia (tema de Toni e Gaia)
07. FLOR DA IDADE – Filipe Catto (tema de locação: cortiço)
08. VALSINHA – Chico Buarque (tema de Toni e Hilda)
09. AI, SE ELES ME PEGAM AGORA – As Frenéticas (tema de locação: cabaré Pacheco Leão)
10. EU AMO VOCÊ – Tim Maia (tema de Mundo e Iolanda)
11. NÃO TEM SOLUÇÃO – Dick Farney (tema de Silvia)
12. APRENDENDO A JOGAR – Elis Regina (tema de Manfred)
13. GAYANA – Caetano Veloso (tema de Sonan e Matilde)
14. BEATRIZ – Zizi Possi (tema de Aurora)

Trilha Sonora Instrumental: Música original de Eduardo Queiroz

01. ILUMINADA
02. LE CABARET (feat. Ricardo Severo) [Original]
03. CONQUISTADOR (feat. Felipe Alexandre)
04. BHAKTAPUR
05. HIMALAIA (feat. Felipe Alexandre)
06. MUNDO
07. SNOW RAGA
08. SUBLIME (feat. Guilherme Rios)
09. LE MYSTERE (feat. Ricardo Severo) [Original]
10. CORTIÇO (feat. Felipe Alexandre)
11. DADA DANCE
12. DARKNESS
13. MANSÃO HAUSER
14. LE MYSTERE (feat. Ricardo Severo) [Django]
15. GANESHA
16. PASSION (feat. Felipe Alexandre)
17. MOSTEIRO (feat. Felipe Alexandre)
18. DA TUA MÃO (feat. Felipe Alexandre)
19. LE CABARET (feat. Ricardo Severo) [Dixie]
20. ALMA
21. LE CIRCUS (feat. Guilherme Rios)
22. RINPOCHE
23. SEM FRONTEIRAS (feat. Felipe Alexandre)
24. SILVIA
25. PERDAS
26. SEM FIM (feat. Felipe Alexandre)
27. AMADA (feat. Felipe Alexandre)
28. BAMBOLINA
29. BASTARDO
30. CERIMONY
31. DIVINA
32. AVALANCHE (feat. Felipe Alexandre)
33. COMEDIE (feat. Felipe Alexandre)
34. BOSHEILT (feat. Felipe Alexandre)
35. ENCONTROS
36. ERNEST
37. REFLEXOS (feat. Guilherme Rios)
38. LEVEZA (feat. Felipe Alexandre)
39. MANFRED (feat. Felipe Alexandre)
40. NEPAL
41. TEMPLE
42. VERMELHO (feat. Felipe Alexandre)
43. THE BOWL
44. PÉROLA DE LUZ

Tema de Abertura: JOIA RARA – Gilberto Gil

No meio do rio
A voz do barqueiro
Lança o desafio
Buda de escutar
No meio da noite
No meio do frio
Ao fisgar do açoite
Buda de encontrar
Justo, justo meigo
Entre o belo e o feio
Longe do receio
Perto do sonhar
Onde o amor se esconde
Onde o amor se ampara
Uma joia rara
Um certo penar…

Veja também

  • almagemea_logo

Alma Gêmea

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O Profeta (2006)

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Cama de Gato

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Cordel Encantado