Sinopse

Kubanacan é uma pequena ilha paradisíaca no Caribe, uma republiqueta com duas cidades principais: La Bendita, a capital desenvolvida, e Santiago, na costa, uma colônia de pescadores. É um país cheio de mistérios e paixões à flor da pele. Porém, os kubanaquenses enfrentam problemas bastante familiares, como corrupção, empreguismo e falta de vergonha.

Em 1951, o General Carlos Camacho, assumiu o poder com um golpe militar. Com o apoio de Mercedes, a primeira-dama do governo anterior, sua amante, comandou uma rebelião palaciana em La Bendita, tornando-se o ditador da ilha. Enquanto isso, em Santiago, a bela Marisol, até então casada com o malandro Enrico, sonhava com os holofotes e o brilho da capital.

Um homem ferido e sem memória foi encontrado em Santiago. Os pescadores acolheram o rapaz e lhe deram o nome de Esteban, que conquistou o coração de Marisol, fazendo Enrico partir do local. Esteban adora a vida na colônia, tem um filho com Marisol e desiste de lembrar seu passado, pois tudo leva a crer que era um homem violento. Mas sua mulher, a princípio apaixonada, não desistiu da fama.

Depois de sete anos, Marisol conheceu na praia o General Camacho, que se encantou por ela. Dividida entre o amor de Esteban, com uma vidinha sem perspectiva na colônia, e uma chance na capital ao lado do poderoso presidente, Marisol decide arriscar tudo, partindo com o general e deixando o filho pequeno para Esteban acabar de criar.

Em La Bendita, o povo pensa que a família de Carlos Camacho, agora casado com Mercedes, é perfeita. Mas ela não aguenta mais as traições do marido, sobretudo com Marisol, sua última conquista. O general, entretanto, sabe que seu poder está sustentado em grande parte pela popularidade da esposa e não vai querer abrir mão dela.

Enrico, o ex-marido de Marisol, mudou-se para a capital e refez sua vida ao lado de Lola, moça pobre e batalhadora, mãe de família exemplar durante o dia e uma talentosa cantora de cabaré à noite. Ela esconde sua atividade noturna do marido e ele esconde que é um gigolô malandro. A irmã masculinizada de Lola, Rubi, é apaixonada pelo cunhado, apesar dos dois viverem às turras.

O cortiço logo recebe a visita de Esteban, que partiu de Santiago no encalço de Marisol. Fugindo de homens perigosos que querem sua pele, sem nem ao menos Esteban saber porquê, ele e Lola viverão um amor proibido – afinal cada um ainda é casado – enquanto o homem sem passado vai juntar as pistas que levarão seu destino a cruzar com o do temível General Carlos Camacho.

Globo – 19h
de 5 de maio de 2003
a 24 de janeiro de 2004
227 capítulos

novela de Carlos Lombardi
escrita por Carlos Lombardi, Emanuel Jacobina, Margareth Boury, Tiago Santiago e Vinícius Vianna
direção de Marco Rodrigo, Cláudio Boeckel e Edgar Miranda
direção geral de Wolf Maya, Alexandre Avancini e Roberto Talma
núcleo Wolf Maya e Roberto Talma

Novela anterior no horário
O Beijo do Vampiro

Novela posterior
Da Cor do Pecado

MARCOS PASQUIM – Esteban Maroto / Adriano Allende / León
ADRIANA ESTEVES – Lola
DANIELLE WINITS – Marisol / Frida
VLADIMIR BRICHTA – Enrico
CAROLINA FERRAZ – Rubi
HUMBERTO MARTINS – Carlos Camacho
BETTY LAGO – Mercedes
WERNER SCHÜNEMANN – Alejandro Rivera
ANDRÉ MATTOS – Augustin Tavalera
MARCO RICCA – Celso Camacho
LETÍCIA SPILLER – Laura
NAIR BELLO – Dolores
ÂNGELA VIEIRA – Perla Perón
DANIEL BOAVENTURA – Johnny
BRUNO GARCIA – Dagoberto
LUIZ GUILHERME – Manolo
LOLITA RODRIGUES – Isabelita
DANIEL DEL SARTO – Guijermo
RAFAELA MANDELLI – Soledad
IRAN MALFITANO – Carlito
TATYANE GOULART – Mercedita
MÁRIO GOMES – Ferdinando
FRANÇOISE FORTON – Concheta
WOLF MAYA – Don Diego
ÍTALO ROSSI – Trujillo
OSWALDO LOUREIRO – Coronel Pantoja
ROGER GOBETH – Jesus
ÉRIKA EVANTINI – Dulcinéia
GERO PESTALOZZI – Ramón
THALMA DE FREITAS – Dalila
MARCELO SABACK – Capacho
RAUL GAZOLA – Herrera
FERNANDA DE FREITAS – Consuelo
BRUNO GRADIM – Calígola
MÁRCIA MANCINI – Maria
ADRIANA TOLENTINO – Pinta
ELENA TOLEDO – Niña
ANDRÉA LEAL – Celeste
GABRIELA LINHARES – Bilma
NÁDIA ROWINSKY – Madalena
GLÁUCIO GOMES – Eliseu
as crianças
PEDRO MALTA – Gabriel
THAÍS MÜLLER – Antônia
RAISSA MEDEIROS – Pilar
JOÃO VÍTOR SILVA – Othelinho
THAMIREZ GUTIERREZ – Julieta Ofélia
AIMÉE UBACKER – Paloma
PEDRO HENRIQUE CRUZ – Thiaguinho
e
ADRIANO REYS – Pitágoras
ALEXANDRE PATERNOST – Henrique
ALEXANDRE ZACCHIA – Sanchez
ANA ROSA – Piedad
AUGUSTO NOVAES – noivo de Lúcia
AUGUSTO VARGAS – Pancrásio
BENVINDO SIQUEIRA
BETE COELHO – Cristal
CAIO ZACARIOTTO – Zazá
CARLA MARINS – Oleana
CARLOS BONOW – Pablo
CARLOS GREGÓRIO – (falso) Moralez
CARLOS MACHADO – Batista
CARLOS VEREZA – Schindler
CAROLINA ABRANCHES – Bernarda
CAROLINA KASTING – Zelda
CASTRO GONZAGA – Dr. Contreras
CECIL THIRÉ – Senador
CHICO DIAZ – Sebástian
CHRISTINE FERNANDES – Blanca
CLÁUDIA ALENCAR – circense
CLÁUDIA RODRIGUES – Milagros
CLÁUDIO CORREA E CASTRO – Tijon
CRISTIANA OLIVEIRA – Helena
DANIELA ESCOBAR – Vanda
DARTAGNAN JÚNIOR – Solano
DELANO AVELAR – Dimitri
DUDA RIBEIRO – Advogado
EDUARDO CANUTO – Raul
EDUARDO MOSCOVIS – Rodrigo
EMÍLIO ORCIOLLO NETO – Dr. Cristóban
ERNANI MORAES – Miguel
FÁBIO SABAG – Arrabal
FELIPE MARTINS – enfermeiro no hospício
FLÁVIA BONATO – Teresa
FLÁVIA MONTEIRO – Alma
FLORIANO PEIXOTO – Bolívar
GABRIELA DUARTE – Veruska Verón
GABRIEL BRAGA NUNES – Victor
GISELLE ITIÉ – Belinda
GUILHERME CORRÊA – Mendonça
HAÍRTON JR. – coreógrafo do Night Club Copacabana
HEITOR MARTINEZ – (novo) Esteban
HELENA FERNANDES – Marieta
IGOR ROBERTO LAGE – policial
ILYA SÃO PAULO – Galeano
INGRID GUIMARÃES – Rosita
JARDEL MELLO – Dualde
JAYME PERIARD – Fernando
JOANA FOMM – Caridad
JOÃO CAMARGO – Maldonado
JORGE PONTUAL – Felipe
JUAN PADILHA – Renato Crespo
KADU MOLITERNO – Dr. Moralez
KICO MASCARENHAS – Cindy
LÍCIA MAGNA – Tia Cotinha
LUCIANO VIANNA
LUIZ CARLOS TOURINHO – Everest
MALU VALLE – Remédios
MARA MANZAN – Ágata
MARCELO FAUSTINI – sentinela na Casa Amarilla
MARCELO MELLO – Bigode
MARCOS BREDA – Che Lopez / comandante do navio que traz Celso Camacho
MARIANA DU BOIS – Núbia
MARIANA HEIN – Lúcia
MARIA REGINA
MARILU BUENO – Sodoma
MAURO MENDONÇA – Sandoval
MICHEL MAX – Peloton
MIRIAN PIRES – viúva cega do dono do posto
MURILO ELBAS – delegado
MYLLA CHRISTIE – Cassandra
NATÁLIA LAGE – Frida
OTÁVIO AUGUSTO – Hector
OTHON BASTOS – Dr. Ortiz
PAULA FRANCO – Pepita Pantoja
PAULA HUNTER – Catarina
PAULO BETTI – Chacon
PAULO FIGUEIREDO – Fernando
PAULO REIS – Chico
PIA MANFRONI – Fiametta
RAQUEL NUNENS – Lúcia Allende
REGINA DUARTE – Maria Félix
RENATO RABELLO – Hernán
ROBERTO BOMTEMPO – Perón
SILVIA PFEIFER – Amanda
SOLANGE COUTO – mãe de santo
STÊNIO GARCIA – Rúbio
STEPAN NERCESSIAN – Gofredo
TATIANA MONTEIRO – Magrit
TELMA RESTON – Gomorra
THAÍS DE CAMPOS – Lulu
TONY TORNADO – macumbeiro
VANESSA GERBELLI – Amapola
VANESSA LÓES – Anabela
VICK MILITELLO
VIVIANNE PASMANTER – Lorena
WILSON DE SANTOS – camareiro do Night Club Copacabana
Bárbara
EL Greco
Eva
Delegado Rojas
Dr. Blackwell (hipnotizador)
Guevara
Guzman (avô de Pilar)
Jezebel (índia)
Mr. Thomas
Montero
Pancho
Polidoro
Ralph
Sargento Ardiles
Tia Fefinha
Tito (marido de Piedad)
Victor (empregado de Maria Félix)
Vidal (marido de Anabela)

– núcleo de ESTEBAN (Marcos Pasquim):
o pai ALEJANDRO (Werner Schünemann), entra na metade da novela
seu irmão gêmeo, ADRIANO ALLENDE (Marcos Pasquim), que também entra na metade da novela
a primeira mulher MARISOL (Danielle Winits)
a filha PILAR (Raíssa Medeiros), que teve com CASSANDRA (Mylla Christie) no passado. A mãe a abandonou para Esteban criar.
os filhos de Marisol, GABRIEL (Pedro Malta) e ANTÔNIA (Taís Müller), criados por Esteban como se fossem seus
o amigo JOHNNY (Daniel Boaventura), seu maior fã.

– núcleo de LOLA (Adriana Esteves), que se apaixona por Esteban:
a mãe DOLORES (Nair Bello)
a irmã RUBI (Carolina Ferraz)
o marido ENRICO (Vladimir Brichta), alvo do amor de Rubi e com quem acaba ficando
o vizinho MANOLO (Luiz Guilherme) e sua mãe ISABELITA (Lolita Rodrigues)
os filhos pequenos JULIETA OFÉLIA (Thamires Gutierrez), OTELINHO (João Vítor Silva) e THIAGUINHO (Pedro Henrique Cruz)

– núcleo do GENERAL CARLOS CAMACHO (Humberto Martins):
a mulher MERCEDES (Betty Lago), revelada filha de Isabelita no decorrer da novela
o filho CARLITO (Iran Malfitano)
os filhos de Mercedes: GUIJERMO (Daniel Del Sarto) e MERCEDITA (Tatyane Goulart)
o irmão CELSO CAMACHO (Marco Ricca), entra na trama para ocupar o lugar deixado por Camacho quando Humberto Martins sai da novela, mas quando Camacho volta, assassina o irmão.

– núcleo da Casa Amarilla, sede do governo de Kubanacan:
DAGOBERTO (Bruno Garcia), secretário e puxa-saco do general
CAPACHO (Marcelo Saback), o dublê de Camacho
TRUJILLO (Ítalo Rossi), pai de Johnny
CORONEL PANTOJA (Oswaldo Loureiro)
LAURA (Letícia Spiller), personagem misteriosa que entra na reta final da novela e se instala na Casa Amarilla. Se envolve com Johnny e Guijermo, mas casa-se com Carlito e torna-se amante de Carlos Camacho.

– núcleo de SOLEDAD (Rafaela Mandelli), disputada por Guijermo e Carlito:
o pai FERDINANDO (Mário Gomes), senador, teve um caso com Perla no passado
a mãe CONCHETA (Françoise Forton)
o tio DOM DIEGO (Wol Maya), um político inimigo de Camacho, abandona a novela na metade

– núcleo do Night Club Copacabana:
o gerente AUGUSTIN (André Mattos), apaixonado por Mercedes
a vedete PERLA PERÓN (Ângela Vieira), amante de Augustin
o diretor HERNÁN (Renato Rabello), envolvido nas tramóias de Esteban, acaba assassinado
a dançarina BILMA (Gabriela Linhares)
o camareiro (Wilson dos Santos)
o bailarino (Haírton Jr.)
a filha de Augustin CONSUELO (Fernanda de Freitas), que se envolve com os irmãos Guijermo e Carlito
CALÍGOLA (Bruno Gradim), sobrinho de Augustin, primo de Consuelo

– núcleo das meninas de Enrico (ele era um gigolô):
MARIA (Márcia Mancini)
PINTA (Adriana Tolentino)
NIÑA (Elena Toledo)
e HERRERA (Raul Gazolla), amigo de Enrico

– núcleo dos pescadores de Santiago:
JESUS (Roger Gabeth) e sua mulher DULCINÉIA (Érika Evantini), irmã de Enrico
RAMON (Gero Pestolazzi) e sua mulher DALILA (Thalma de Freitas), que ele abandona após flagrá-la com Esteban. Ramon passa então a ter um caso com Dulcinéia.
CELESTE (Andréa Leal), chega a trabalhar como empregada de Augustin

– outros personagens:
ELISEU (Gláucio Gomes), que gerencia o Coliseu, um local de lutas
MADALENA (Nádia Rowinsky), um interesseira que se casa com o irmão gêmeo de Trujillo, que morre e não deixa nada para o filho, Johnny, nem para a amante.

Interessante e original criação de Carlos Lombardi, com a marca do autor: comédia de texto ágil e sarcástico, romances-relâmpago e os sucessivos encontros e desencontros, muitas vezes forçados.

A maior prova da repetição da dobradinha Carlos Lombardi-Wolf Maya, o diretor, esteve nos belos e sarados atores que o autor passou a denominar de “companhia lombardiana de comédia”. Estavam lá o “peito aberto” de Marcos Pasquim e os fartos e siliconados seios de Danielle Winits, além das presenças certas de Humberto Martins, Betty Lago e Nair Bello.

Mas houve uma novidade: Marisol era não só menos loura, mas também menos burra que as personagens anteriores de Danielle Winits. A sensualidade, por sua vez, acabou sendo mais uma consequência natural do perfil e do estilo de vida da personagem do que sua única razão de existência, como nos casos anteriores.

No meio do caminho, Carlos Lombardi e Wolf Maya se desentenderam, culminando com a saída do diretor da novela, na qual também trabalhava como ator. Wolf declarou que havia muito atraso na entrega dos capítulos por parte de Lombardi. Este, por sua vez, disse que a saída de Wolf estava prevista, uma vez que o diretor estava escalado para trabalhar com Aguinaldo Silva em sua próxima novela das 21 horas, Senhora do Destino. No lugar de Wolf entrou Roberto Talma. (Fábio Costa em “Novela, a Obra Aberta e Seus Problemas”).

Humberto Martins, que vivia Carlos Camacho, um dos protagonistas, também deixou a novela, em julho de 2003, para resolver problemas pessoais. Fábio Costa em seu livro “Novela, a Obra Aberta e Seus Problemas” afirmou que Humberto não gostou de trabalhar em Kubanacan, “melindrado por não ter o costumeiro destaque na história, se queixou e pediu para deixar o elenco”.
Na trama não foi dada muita explicação para o sumiço do personagem – ele foi atrás de um fazendeiro que ia apoiar sua candidatura à presidência, e ponto final. Em seu lugar chegou um irmão, Celso Camacho (Marco Ricca). Porém, Humberto Martins acabou retornando à produção em outubro.

Ângela Vieira também pediu para sair, por não concordar com os rumos que estava tomando sua personagem, a vedete Perla Perón.

Vladimir Brichta, o Enrico, brilhou numa das atuações mais impagáveis da novela. E Adriana Esteves rendeu uma performance irrepreensível na pele da doce e estabanada Lola. Além disso, imprimiu um toque de humor à personagem, o que fez com que Lola não se transformasse em uma heroína romântica completamente previsível e já manjada pelos espectadores.

Carlos Lombardi narrou ao livro “Autores, Histórias da Teledramaturgia” (do Projeto Memória Globo) que criou a personagem de Adriana Esteves, uma dona de casa que cantava numa boate escondida da família, inspirado no clipe da música “King of Sorrow”, da cantora nigeriana Sade:
“No clipe, havia uma imagem linda que me chamou a atenção: a Sade aparecia dentro de um ônibus, à noite, com uma roupa absolutamente comum, de bobe no cabelo, segurando um vestido todo de lamê. Mais tarde, você a via cantando em uma boate com o tal vestido. (…) e comecei a contar a história dela para mim. Fui montando a personagem. (…) De quem ela se escondia para cantar? Do marido. Por que o marido era contra?…”

Já o nome do personagem de Marcos Pasquim, Esteban Maroto, o autor tirou de um famoso ilustrador espanhol de histórias em quadrinhos.

O autor reverenciou Que Rei Sou Eu? (1989), de Cassiano Gabus Mendes, em suas tramas principais: o desmemoriado (personagem de Marcos Pasquim) e a sátira política – para fazer de Kubanacan uma alegoria de alguns vícios ruins de países do terceiro mundo.

A ideia de criar uma república fictícia e ambientar a história na década de 1950 contribuiu para dar um ar de renovação ao universo de Carlos Lombardi, caracterizado por tramas geralmente modernas e muito urbanas. As doses de romance e fantasia também foram mais elevadas que das outras vezes, quando o que havia de mais romântico era uma sucessão de calientes encontros sexuais.

A intenção da crítica política e social ficou clara nos primeiros capítulos e garantiu um tom menos fútil às reviravoltas sempre presentes nas tramas do autor. Muito antes de estrear Kubanacan, Lombardi já dizia que não pretendia fazer de sua novela uma alegoria política sobre governos, ditatoriais ou não. Mesmo assim, não resistiu em tecer uma sátira bem-humorada às ditaduras latino-americanas.

Carlos Lombardi explicou ao livro “Autores, Histórias da Teledramaturgia” por que ambientou a trama de Kubanacan na década de 1950:
“Primeiro porque, mesmo sendo uma história de espionagem, eu poderia fazer algo com orçamento baixo. Eu não queria usar alta-tecnologia, porque, para sair bem feito, ficaria muito caro. Outro fator era que os anos 1950 haviam sido anos de ditadura na América Latina. Além disso, eu poderia criar uma cantora de rádio, que me interessava muito mais do que uma cantora de TV.”

A novela foi notificada pelo Ministério da Justiça por causa do excesso de violência. A produção exagerou na cena exibida no dia 08/07/2003, em que Esteban (Marcos Pasquim) espancou Carlito (Iran Malfitano), sobrando sangue para todo lado, na frente do pequeno Gabriel (Pedro Malta).
“A violência da novela é de desenho animado. Esteban é mesmo bom de briga. Mas a cena estava errada e o sangue cenográfico foi um excesso”, reconheceu o autor.

Primeira novela do ator gaúcho Werner Schünemann (revelado naquele ano na minissérie A Casa das Sete Mulheres).
Também a primeira novela do jovem ator João Vitor Silva (na época com 7 anos).

Kubanacan foi a novela com maior número de participações especiais em seu elenco até então. Superou o elenco fixo em quantidade. A profusão de participações se fez necessária pela própria maneira com que Carlos Lombardi idealizou a trama. Com um elenco ativo pequeno, e a história centralizada em Esteban, o autor utilizou a participação de inúmeras atores.

O ator Marcos Breda, em participação especial, viveu, em dois momentos, dois personagens completamente diferentes um do outro, um fato raro que, até então, só havia acontecido na novela Vira-lata (em 1996, também de Lombardi), com o ator Matheus Carrieri.

Lombardi criou um final completamente inusitado para a novela, explicando a origem e o destino do desmemoriado Esteban (Marcos Pasquim), e misturando o passado (década de 1950), com o futuro, fazendo uso até de uma máquina do tempo. Palavras do autor sobre o fim de Kubanacan:
“Sei que provoquei um monte de discussões. Há quem reclame muito, há quem tenha amado. Posso dizer que fiz um baita de um barulho. Era definitivamente o que eu mais queria. Ouvir o barulho!”

E assim Lombardi definiu sua novela (ao livro “Autores, Histórias da Teledramaturgia”):
“Várias pessoas entendiam [a trama] e algumas não. Eu nunca pretendi que Kubanacan fosse uma “novela ônibus” (que pega da vovó ao neném). Fiz uma novela para jovens com um fundo de ficção científica. Realmente pensei: nessa vou experimentar!”

Trilha Sonora

kubanacant1
01. CARNAVALERA – Havana Delírio (tema de Enrico)
02. QUIZAS, QUIZAS, QUIZAS – Emmanuel (tema de Mercedes)
03. CONTIGO APRENDI – José Feliciano (tema de Marisol e Enrico)
04. NO ME PLATIQUES MAS – Cristian (tema de Lola e Esteban)
05. SOMENTE EU E VOCÊ – Ivete Sangalo (tema de Marisol e Esteban)
06. MULHER – Sidney Magal (tema de Perla)
07. COMO UM RIO – Vanessa Jackson (tema de Guijermo)
08. CAPULITO DE ALELI – Caetano Veloso (tema do cortiço)
09. MEZCLA – Rio Salsa
10. FOO FOO – Santana e Patricia Materola
11. HIT THE ROAD JACK – Happening (tema de Johnny)
12. MAMBO Nº 5 – Tropical Brazilian Band (tema geral)
13. CONTIGO EN LA DISTANCIA – Nana Caymmi (tema de Rubi e Enrico)
14. EU SÓ ME LIGO EM VOCÊ – Elza Soares (tema de Lola e Enrico)
15. COUBANAKAN – Ney Matogrosso (tema de abertura)
16. VOY VOLVER – Alpha Beat

Trilha Sonora Internacional

kubanacant2
01. LA PUERTA – Luis Miguel (tema de Rubi e Esteban)
02. FEVER – Michael Buble
03. COPACABANA – Happening (tema do Night Club Copacabana)
04. MAMBO ITALIANO – Mambo Project (tema de Esteban)
05. PERFÍDIA – Laura Fygi
06. TAN SOLO TU Y YO (MOONGLOW) – Ivete Sangalo
07. NO ME PLATIQUES MÁS – Gisela (tema de Lola e Adriano)
08. THE LOOK OF LOVE (FROM “CASINO ROYALE”) – Dusty Springfield
09. EL HOMBRE QUE YO AMÉ (THE MAN I LOVE) – Omara Portuondo
10. LAURA – Frank Sinatra (tema de Laura)
11. WIPE OUT – The Sufaris
12. THE MAN WITH THE GOLDEN ARM (DELILAH JONES) – Billy May (tema de Esteban em suas missões)
13. GUANTÁNAMO – Pablo Gonzales
14. MAMBO CALIENTE – Bahamas

Sonoplastia: Thanus Chalita, Humberto Donghia, Renato Muniz e Pedro Belo
Produção Musical: Edom Oliveira
Direção Musical: Mariozinho Rocha

Tema de Abertura: COUBANAKAN – Ney Matogrosso

Coubanakan
Misterioso país del amor
Dónde forman tus cantos en flor
Un vergel primoroso

Coubanakan
Maravilla de luz y calor
Tu perfume despierta el ardor
Con placer delicioso

Coubanakan
Preferida del sol y del mar
Todo unido evocan un cantar
De lejamos amores

Coubanakan
Guardaré tu recuerdo en mi ser
Porque allí tengo yo a mi querer
Y mi más loco afán
Tengo todo mi afán
En mi Coubanakan…

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