Sinopse

Rio de Janeiro, 1961. A estudante de sociologia Jocasta, filha do militante comunista Túlio Silveira, tem 18 anos e participa ativamente do momento político do país, abalado pela renúncia do presidente Jânio Quadros. Ela é apaixonada por Laio, um jovem alienado que vive da mesada do pai rico, o empresário Michel Lunardo.

Místico, Laio não dá um passo sem consultar seu guru e amigo Argemiro, a quem recorre quando recebe a notícia da gravidez de Jocasta. Os búzios mostram que seu filho irá matá-lo e que terá uma relação amorosa com a mãe. Assustado, Laio planeja o sumiço da criança.

Vinte e cinco anos depois, Jocasta é uma mulher inquieta à procura do filho desaparecido. Ela está separada de Laio, que nos últimos anos expandiu a fortuna do pai ligando-se ao jogo clandestino. Em uma estrada, ele encontra Édipo, sem saber que é seu filho. Após uma discussão com o rapaz, Laio despenca de uma ribanceira e morre.

Enquanto é cortejada pelo bicheiro Tony Carrado, um sujeito grosseirão e atrapalhado, Jocasta se apaixona pelo jovem Édipo, que vai trabalhar em sua empresa. Mas ela não suspeita que Édipo é na realidade o seu filho desaparecido.

Globo – 20h
de 12 de outubro de 1987
a 14 de maio de 1988
185 capítulos

novela de Dias Gomes
escrita por Dias Gomes e Marcílio Moraes
direção de Ricardo Waddington e José Carlos Piéri
direção geral de Ricardo Waddington

Novela anterior no horário
O Outro

Novela posterior
Vale Tudo

VERA FISCHER – Jocasta
FELIPE CAMARGO – Édipo
NUNO LEAL MAIA – Tony Carrado
CARLOS AUGUSTO STRAZZER – Argemiro
RAUL CORTEZ – Pedro Bergman
GIANFRANCESCO GUARNIERI – Túlio Silveira
GRACINDO JÚNIOR – Creonte
LÚCIA VERÍSSIMO – Letícia
OSWALDO LOUREIRO – Américo
ÂNGELA LEAL – Mercedes
IMARA REIS – Vera
CÉLIA HELENA – Ceres
PAULO GRACINDO – Vovô Pepê (Petronílio Silveira)
YARA CÔRTES – Conchita
OSMAR PRADO – Gerson
BIA SEIDL – Mariana
GRANDE OTHELO – Jonas Caetano
MILTON GONÇALVES – Apolinário Santana
AÍDA LEINER – Eurídice
ILKA SOARES – Lena
PERRY SALLES – Laio
JAYME PERIARD – Miguel
ARACY CARDOSO – Flora
BETTINA VIANNY – Ondina (Madame Lorrain)
BETTY ERTHAL – Dalva
JANDIR FERRARI – Toninho
ANTÔNIO GRASSI – Zé Mário
CHICO TENREIRO – Pinto
LUÍS MAGNELLI – Soneca
MARIA FERREIRA – Débora
ANNA GALLO – Marlucy
CHICO DIAZ – Rafael
MARCOS BREDA – Hans
MARCELO PICCHI – Cris
RUTH DE SOUZA – Zezé
MARIA ALVES – Carmem
BEATRIZ LYRA – Estela
FELIPE MARTINS – Wanderley
TONY FERREIRA – Delegado Hélio Seixas
1ª fase
GIULIA GAM – Jocasta
TAUMATURGO FERREIRA – Laio
MARCO ANTÔNIO PÂMIO – Argemiro
WALMOR CHAGAS – Michel Lunardo
LÍLIA CABRAL – Lena
MARCOS PALMEIRA – Creonte
DEBORAH EVELYN – Vera
MAURO MENDONÇA – Adroaldo
DANIEL DANTAS – Otávio
SUZANA FAINI – Glória (mãe de Laio, primeira mulher de Michel Lunardo)
PAULO CÉSAR PEREIO – Capitão Big Boys (gangster com quem Laio se envolve num negócio de contrabando)
MARINA MIRANDA – Conceição (empregada de Túlio)
CARLOS WILSON – pai-de-santo de Laio
ANA LUIZA FOLLY – Lourdes (secretária de Laio)
JÚLIO LEVY – Gabriel (mordomo na casa de Michel Lunardo)
SCHULAMITH YAARI – Lucrécia (enfermeira da maternidade onde Jocasta tem seu filho)
LUIZ SÉRGIO LIMA E SILVA – dirigente do Partido Comunista
MAURÍCIO ALVES – amigo de Jocasta
DANTON MELLO – Gérson (criança)
DANIEL TRINDADE – Jorge
DIMITRIUS SIDERIUS – Júnior
e
ANDERSON MARTINS – menino que participa de um comercial
ARY COSLOV – capanga de Creonte
BRENO BONIN – Luís
CARLOS KROEBER – Dr. Henrique
CASTRO GONZAGA – Gilberto
CELSO VASCONCELOS – Dr. Rodolfo
CHRISTÓVAM NETTO – Tico-Tico
CLEONIR DOS SANTOS – Fiapo
ESMERALDA HANNAH – Marli
FÁBIO PILLAR – Palhares
FAFY SIQUEIRA – Jupira (a Romântica do Catumbi)
FRANCISCO MILANI – Efigênio (banqueiro do jogo do bicho)
GEORGE OTTO – perito
GISELA ARNAUD – Luciana
GUILHERME MARTINS – médico de Jocasta
IVAN CORRÊA – officy-boy de Jocasta
JOMBA – Tonho
LEONARDO JOSÉ – Dr. Hernando
LÍCIA MAGNA – faxineira de Mercedes
LUCIANA FONTENELLI – Isabel
LUPE GIGLIOTTI – dona Severina
NARDEL RAMOS – segurança de Creonte
PAULO CAMARGO – Marcos
RAYMUNDO DE SOUZA – Nando
REGINA ROCHA
REJANE GOULART – Beatriz (secretária de Creonte)
RICARDO HERMNAY – mordomo de Jocasta
ROSANA SALLES – governanta de Jocasta
RUBENS CORRÊA – terapeuta de Édipo
SEVERO SOTERO GOMES – capanga de Creonte
TÂNIA BOTELHO
THERESA GALVÃO MASCARENHAS – Marlene
WALNEY COSTA – Sinésio
YAÇANÃ MARTINS – enfermeira
YARA AMARAL – mãe de Rafael

– núcleo de JOCASTA (Giulia Gam/Vera Fischer), na primeira fase, é uma estudante de Sociologia, de 18 anos. Milita ativamente no movimento estudantil. Sua personalidade é oposta à do namorado: enquanto ele é inseguro, ela é a determinada. Engravida, mas seu bebê lhe é tirado dos braços no nascimento. Na segunda fase, com 42 anos, Jocasta está na plenitude de sua beleza. É obcecada em descobrir o paradeiro do filho. Casou-se com seu namorado da juventude, mas separou-se. Não conseguiu ligar-se seriamente a nenhum homem depois da separação:
os pais: TÚLIO SILVEIRA (Gianfrancesco Guarnieri), militante comunista, a política é o seu vício. Sonhador, fiel às suas ideias, ainda que sinta cada vez mais distante a sociedade justa com que sonhou,
e CERES (Célia Helena), pé no chão, é o ponto de equilíbrio e sustentação da família, sendo a única a por ordem na casa
os irmãos: CREONTE (Marcos Palmeira/Gracindo Jr.), na primeira fase com 22 anos. Rapaz de caráter duvidoso, um oportunista, intrigante e ambicioso. Tenta impedir que a irmã encontre o seu filho
e GERSON (Danton Mello/Osmar Prado), estudou anos na União Soviética e, de lá, partiu para o Nepal. Não deu mais notícias, preocupando a família. Retorna como um monge budista
o avô PEPÊ (Paulo Gracindo), pai de Túlio. Anarquista convicto, tem horror à obediência e às normas vigentes. Na segunda fase, já esclerosado, confunde tudo, fazendo observações sem nexo, mas nunca abdica de seus princípios ideológicos. Ninguém o leva a sério na família, mas todos têm por ele um enorme carinho
a enfermeira CONCHITA (Yara Côrtes), contratada para tomar conta de Pepê, na segunda fase. Vive às turras com ele, que a leva à loucura, obrigando-a a participar de suas maluquices ou fazendo-lhe propostas obscenas. Vive pedindo demissão, mas sempre volta atrás. No fundo, gosta do velho e tem carinho por ele
a ex-namorada de Gerson, MARIANA (Bia Seidl), ainda apaixonada por ele. Com o retorno de Gerson, fará de tudo para que ele abandone o voto de castidade imposto por sua religião.

– núcleo de LAIO (Taumaturgo Ferreira/Perry Salles), namorado de Jocasta com quem ela se casou e teve um filho, que desapareceu. Na primeira fase, com 25 anos, é estudante de Psicologia, um alienado que vive da polpuda mesada do pai rico. Místico, não dá um passo sem consultar gurus, cartomantes e pais de santo. Seu guru prevê que seu filho irá matá-lo, por isso ele leva embora o bebê quando nasce. Na segunda fase, com 50 anos, está separado de Jocasta, tendo assumido sua homossexualidade. Triplicou a fortuna deixada pelo pai, dedicando-se a negócios ilícitos. Acaba tragicamente morto:
o pai MICHEL LUNARDO (Walmor Chagas), viúvo, casou-se novamente com uma moça bem mais jovem. Dono de uma indústria de brinquedos, sustenta o filho com todas as mordomias, mas não se conforma com sua recusa em trabalhar. Laio lhe causa uma série de problemas
a madrasta LENA (Lília Cabral/Ilka Soares), interesseira, está com o marido pelo seu dinheiro. É amante do jovem Creonte. Na segunda fase, após a morte do marido, foi trabalhar para Creonte como relações públicas na casa de espetáculos que ele abriu em sociedade com Laio
o melhor amigo ARGEMIRO (Marco Antonio Pâmio/Carlos Augusto Strazzer), seu secretário e guru. Vê o futuro no tarô e nos búzios. Não se dá com Jocasta, de quem tem ciúmes. É quem faz a previsão de que o filho de Laio irá matá-lo. Na segunda fase, Argemiro está de relações cortadas com Laio
o atual namorado CRIS (Marcelo Picchi), centro da discórdia entre ele e Argemiro. Seu atual secretário, está mais interessado no dinheiro dele.

– núcleo de ÉDIPO (Felipe Camargo), desde pequeno, revela-se um menino de sensibilidade além do normal. Criado por um casal que não podia ter filhos, desconhece seus pais biológicos. Aos 25 anos, mora em Brasília e é um talentoso produtor independente de comerciais para a TV. Preocupa-se com um sonho premonitório que tem frequentemente, onde se vê matando o pai. Para evitar uma tragédia, muda-se para o Rio de Janeiro. Não imaginava, no entanto, que estava indo ao encontro de Laio, seu verdadeiro pai, fato que desconhecia. Após um desentendimento entre os dois na estrada, Laio cai de uma ribanceira e morre. No Rio, Édipo conhece e se apaixona por Jocasta, sem imaginar que ela é a sua mãe biológica. Irá enfrentar Argemiro, em uma espécie de batalha de poderes paranormais, entre o bem e o mal:
os pais de criação: AMÉRICO (Oswaldo Loureiro), um homem de caráter fraco, é boêmio e esbanjador. Adora o filho, mas sonha em explorar comercialmente os seus poderes paranormais. Édipo sempre se recusa a seguir o desejo do pai, sendo esse um ponto de discórdia entre eles,
e MERCEDES (Ângela Leal), ainda conserva traços de uma beleza destruída pela decadência econômica e pelos desgostos de um casamento fracassado. Não perdoa o marido por isso e se vinga traindo-o com os próprios amigos.

– núcleo de CREONTE (Gracindo Jr), irmão de Jocasta. Com 47 anos na segunda fase, uniu-se a Laio em negócios escusos. Com ele, possui uma casa de espetáculos – na qual Lena trabalha – que esconde um cassino clandestino. Homem ambicioso e inescrupuloso, não gosta da irmã, fazendo tudo para prejudicá-la. No passado, ajudou Laio a levar embora o filho dela:
a mulher DÉBORA (Maria Ferreira), elegante, filha de família abastada, é ciente das infidelidades do marido e do casamento fracassado
a filha MARLUCY (Anna Gallo), estudante rebelde que tem uma relação difícil com o pai, principalmente por ele proibir o seu namoro
o namorado de Marlucy, RAFAEL (Chico Diaz), líder operário, um rapaz pobre, íntegro, corajoso e radical por vezes. Túlio tem por ele simpatia, dadas as afinidades políticas, o que o faz protegê-lo em seu romance com Marlucy. Mas Creonte é absolutamente contra esse namoro.

– núcleo de VERA (Deborah Evelyn/Imara Reis), amiga de Jocasta, apaixonada por Creonte desde a juventude. Na primeira fase, é militante política e divide com a amiga as preocupações com o futuro do país. Ingênua nos relacionamentos afetivos, namorou Creonte contra a vontade do pai, que queria vê-la casada com um militar. Na segunda fase, trabalha com Jocasta em sua empresa, e ainda sente algo por Creonte:
os pais: ADROALDO (Mauro Mendonça), militar reformado, conservador e que não admite o namoro dela com o jovem Creonte, nem a amizade com Jocasta, afinal, são filhos do comunista Túlio Silveira. Em uma crise familiar, sofre um ataque cardíaco fulminante,
e ESTELA (Beatriz Lyra), mulher submissa que compactua com o marido em tudo. Não perdoa a filha por achar que as brigas entre ela e o pai foram a causa da morte dele
o pretendente OTÁVIO (Daniel Dantas), oficial da Aeronáutica. Para a família, seria o par perfeito para ela. Mas Vera se aproxima dele por interesse, a fim de saber detalhes sobre a participação militar nos conflitos dos anos 1960.

– núcleo de TONY CARRADO (Nuno Leal Maia), banqueiro do jogo do bicho. De origem humilde, tem pouca instrução. É charmoso, simpático e engraçado, por causa das gafes que comete, derrapando no Português. Seu sonho é ser aceito na alta sociedade e ser correspondido em seu amor por Jocasta, por quem é completamente apaixonado e a quem chama de “minha deusa”. Apesar de ela não amá-lo, ele insiste, convicto de que um dia vai conquistá-la. Tony a ajuda a procurar o filho desaparecido:
a ex-mulher DALVA (Bety Erthal), fina, sempre criticou as suas gafes. Tentou lhe dar um pouco de educação, mas desistiu
o filho TONINHO (Jandir Ferrari), mimado pela mãe, amante das artes e da dança. O pai tem pavor de imaginar que o filho seja homossexual
o amigo de Toninho, WANDERLEY (Felipe Martins), bailarino. Tony não vê com bons olhos essa amizade
os empregados: ZÉ MÁRIO (Antônio Grassi), PINTO (Chico Tenreiro) e SONECA (Luís Magnelli).

– núcleo de LETÍCIA (Lúcia Veríssimo), namorada de Édipo, até ele conhecer Jocasta. Moça linda e inteligente. Apaixonada, não se conformará ao ser preterida e lutará por Édipo:
a mãe FLORA (Aracy Cardoso), apoia a filha em suas decisões
a tia ONDINA (Bettina Vianny), irmã mais nova de Flora, cartomante conhecida como MADAME LORRAIN, atende em casa e tem um programa de rádio em que informa o horóscopo e dá conselhos sentimentais aos seus ouvintes
o amigo MIGUEL (Jayme Periard), apaixonado por ela, tenta fazê-la esquecer Édipo.

– núcleo de PEDRO BERGMAN (Raul Cortez), homem muito rico, fino, elegante e charmoso. Apaixona-se por Jocasta e tenta conquistá-la, disputando-a com Tony Carrado, que representa o seu oposto. Mas Jocasta está apaixonada por Édipo:
o filho HANS (Marcos Breda), rapaz que tem sérios problemas com drogas. Jocasta aproximou-se dele suspeitando ser seu filho desaparecido. Foi quando conheceu Pedro.

– núcleo de EURÍDICE (Aída Leinner), sambista que canta e dança na casa de espetáculos de Laio e Creonte. Tem um caso com Creonte, que a cobre de presentes, dando-lhe a ilusão de uma ascensão social e também de uma vitoriosa carreira artística:
os pais: JONAS CAETANO (Grande Othelo), veterano ator negro, com problemas com bebida. Como a filha, é uma das estrelas da casa de espetáculos. Também é iludido por Creonte,
e ZEZÉ (Ruth de Souza), uma boa esposa, solidária, fiel e que sempre aguenta os pileques do marido
o meio-irmão APOLINÁRIO SANTANA (Milton Gonçalves), filho de Jonas de seu primeiro casamento. É deputado, advogado, idealista e candidato às eleições para a Assembleia Constituinte. Por conta disso, aproxima-se de Creonte, apesar de os dois terem muitas diferenças
a cunhada CARMEM (Maria Alves), mulher de Apolinário.

O mito de Édipo transportado para o Rio de Janeiro do século 20. O ponto de partida é baseado na tragédia grega Édipo Rei, de Sófocles.

O clássico e irretocável romance de Édipo com sua mãe Jocasta acabou em tragédia brasileira, e não grega. Mandala teve vários problemas com a Censura da Nova República, que chegou a vetar a sinopse, alegando que a novela tratava de temas impróprios para o horário das 20h30, como incesto, aborto, uso de drogas e bissexualidade. O caso foi parar no Conselho Superior de Censura e a novela só foi liberada depois que a Rede Globo comprometeu-se a fazer modificações no original.
Posteriormente a censura voltou a atuar, proibindo um beijo entre Jocasta (Vera Fischer) e Édipo (Felipe Camargo), considerando a cena agressiva aos telespectadores. Porém, como os personagens desconheciam sua condição de mãe e filho, a cena foi finalmente liberada.
A novela tinha de início forte conotação política, que também teve que ser atenuada por interferência da censura.

Dias Gomes escreveu até o capítulo 35, deixando o roteiro com seu parceiro Marcílio Moraes. Lauro César Muniz colaborou com os capítulos finais.

Pelos planos iniciais, depois de desenvolver toda a sinopse, Dias Gomes ficaria responsável pelo roteiro diário da primeira fase completa e início da segunda, o que daria em torno de 40 capítulos, quando Marcílio Moraes assumiria o trabalho, sob supervisão dele.
“Por volta do episódio 26, Dias ficou doente e precisou ser afastado imediatamente”, revelou Marcílio a Flávio Ricco e José Armando Vannucci, para o livro “Biografia da Televisão Brasileira”.
Esse foi só o primeiro problema a ser administrado, porque outros surgiram no decorrer da novela.
“Fomos censurados e os autores acompanharam de perto todas as dificuldades para adaptar o texto cortado”, completou Marcílio.

A primeira fase da novela (ambientada na década de 1960), com 16 capítulos, empolgou o público, que mais tarde se confundiu quando a ação se passou para a atualidade, dominada por um clima de misticismo.

A interpretação memorável de Carlos Augusto Strazzer, como Argemiro, e a engraçada criação de Nuno Leal Maia, o Tony Carrado, garantiram a audiência.
Tony Carrado, que chamava sua amada Jocasta de “minha deusa”, fez grande sucesso entre o público, sobretudo pelas frases engraçadas que dizia, como “Depois da tempestade vem a ambulância”, “Tu pensa que eu estava deslizando no macio?”, ou “Vê se tu vai decorar necrotério, que dá mais certo!”

Nuno Leal Maia deu palpites à equipe de figurino em relação à caracterização do bicheiro Tony Carrado. Ele, que já tinha feito um papel semelhante no cinema, em O Rei do Rio (1985), de Fábio Barreto, acreditava ser interessante agregar colorido ao visual de Tony. A figurinista Sônia Soares se lembra de que o figurino do personagem fez tanto sucesso que ela recebia telefonemas de bicheiros e de pessoas ricas querendo saber como podiam conseguir aqueles ternos coloridos.
Fonte: site Memória Globo.

Vera Fischer e Felipe Camargo viviam um romance dentro e fora da novela. Acabaram casados.

A passagem de tempo da primeira fase para a segunda foi feita com a ajuda de recursos especiais. Uma sequência, por exemplo, mostrou a orla de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, ganhando prédios e mais prédios até atingir a paisagem contemporânea. Para mostrar a mudança de época, utilizou-se uma maquete, de cinco metros quadrados, gravada quase quadro a quadro, com o acréscimo progressivo de pequenas reproduções em papelão.
Fonte: site Memória Globo.

Na trilha sonora, entre várias músicas de sucesso, vale destacar o hit O Amor e o Poder, interpretado pela cantora Rosana, tocado incessantemente nas cenas com Jocasta: “Como uma deusaaaaaaaaaa!”.
O sucesso de O Amor e o Poder é exemplo da força que a teledramaturgia tem no país. Entre o final de 1987 e o primeiro semestre de 1988, o tema da novela ficou mais de 10 semanas em primeiro lugar no ranking de execução nas rádios brasileiras, incluindo as emissoras em AM e FM. Além disso, o álbum da cantora Rosana, Coração Selvagem, que incluía a canção, vendeu mais de 1 milhão de cópias. Flávio Ricco e José Armando Vannucci em “Biografia da Televisão Brasileira”.

Primeira novela na Globo dos atores Giulia Gam, Marcos Palmeira, Jandir Ferrari, Marcos Breda e Chico Diaz.

Por sua atuação na novela, Giulia Gam foi eleita pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) a atriz revelação na televisão em 1987.
A atriz também foi premiada com o Troféu Imprensa de “pessoa do ano”.

Trilha Sonora Nacional
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01. MITOS – César Camargo Mariano (tema de abertura)
02. VIAGEM AO FUNDO DO EGO – Egotrip (tema de Édipo)
03. DOU-NÃO-DOU – Djavan (tema de Laio)
04. O AMOR E O PODER – Rosana (tema de Jocasta)
05. BOBO DA CORTE – Alceu Valença (tema de Vovô Pepê)
06. UM DIA, UM ADEUS – Guilherme Arantes (tema de Vera)
07. MEU MESTRE CORAÇÃO – Milton Nascimento (tema de Gérson)
08. A PAZ – Zizi Possi (tema de Letícia)
09. EU JÁ TIREI A TUA ROUPA – Wando (tema de Tony Carrado)
10. PERSONAGEM – Fafá de Belém (tema de Mercedes e Américo)
11. EU QUERO O ABSURDO – Tânia Alves (tema de Eurídice)
12. TEMPO DE DON DON – Zeca Pagodinho (tema de Apolinário)
13. PRECONCEITO – Via Negromonte (tema de Marlucy)
14. PERDÃO – Areia Quente (tema de Débora)
15. EU JÁ SEI – Garotos da Rua (tema de Toninho)
16. UMA MULHER – César Camargo Marinao (participação especial Léo Gandelman) (tema de Jocasta e Édipo)

Trilha Sonora Internacional
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01. A MATTER OF FEELING – Duran Duran (tema de Toninho e Marlucy)
02. DIDN’T WE ALMOST HAVE IT ALL – Whitney Houston (tema de Jocasta)
03. SUGAR FREE – Wa Wa Nee
04. WITH OR WITHOUT – U2
05. NOTHING’S GONNA CHANGE MY LOVE FOR YOU – Glenn Medeiros (tema de Letícia)
06. BITTER FRUIT – Little Stevens
07. NO CONVERSATION – View From the Hill (tema de Vera e Creonte)
08. LUKA – Suzanne Vega
09. NEVER SAY GOODBYE – Bon Jovi (tema de Gérson e Mariana)
10. LOST IN EMOTION – Lisa Lisa & The Cult Jam
11. I’VE BEEN IN LOVE BEFORE – Cutting Crew (tema de Tony Carrado)
12. LET THE SUN SHINE IN YOUR HEART – Wind (tema de Édipo)
13. I THINK WE’RE ALONE NOW – Tiffany
14. SONGBIRD – Kenny G. (tema romântico do triângulo Jocasta-Édipo-Letícia)

Trilha Sonora Complementar: As Preteridas de Tony Carrado
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01. EU JÁ TIREI A TUA ROUPA – Wando
02. MEU DILEMA – Fafá de Belém
03. FERISTES UM CORAÇÃO – Zeca Pagodinho
04. A SEMENTE – Bezerra da Silva
05. NOSSA HISTÓRIA DE AMOR – Gilson
06. PARABÉNS PRA VOCÊ – Dicró
07. PRA SEMPRE VOU TE AMAR – Adriana
08. ESTRADA DO CORAÇÃO – Agepê
09. LIGA PRA MIM – Gilberto Lemos
10. BOÊMIO – Emílio Santiago
11. NA CERTEZA DA PAZ – Almir Guineto
12. O AMOR E O PODER – Rosana

Sonoplastia: Aroldo Barros
Seleção de repertório na trilha internacional: Sérgio Motta
Produção musical: Max Pierre e Aramis Barros

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