Sinopse

O pecuarista Jorge Maia viaja com Ivan, engenheiro agrônomo, para o interior da Bahia, para pesquisar técnicas de irrigação. À noite, Ivan convence Jorge a acompanhá-lo a um cassino. Lá, Jorge, que já é rico, quebra a banca, ganhando uma fortuna. Informados de que uma quadrilha planeja roubá-los, os dois conseguem fugir. O dinheiro é depositado na conta bancária de Diogo, jovem veterinário criado por Jorge como filho, com o auxílio de Dete, governanta da família e caso amoroso do patrão.

Ao tentarem fugir de avião, Jorge e Ivan se deparam com os bandidos. Jorge consegue entrar no avião e Ivan grita para que o amigo dê a partida, pois irá encontrá-lo. O avião decola deixando Ivan, mas explode no ar. Ivan é torturado para revelar o paradeiro do dinheiro ganho no cassino. Todo machucado, ele é abandonado à beira de um riacho e recolhido por um mateiro nordestino, Adrião, e sua filha, Lazinha, uma adolescente surda. O rapaz é levado para o rancho onde pai e filha moram.

Neste ínterim, o pai de Ivan, o advogado Djalma, dá início à procura pelo filho. Enquanto isso, o juiz apressa-se em cumprir a determinação de Jorge, que deixa todo o seu espólio para as duas filhas, nascidas de aventuras com mães diferentes e criadas longe do pai. A mais velha, Cíntia, mulher sofisticada, é arquiteta residente em São Paulo. Já Guida é totalmente diferente da irmã: moça simples, professora rural e vive com a mãe, o padrasto e os irmãos em Barro Alto, interior da Bahia.

Guida acaba indo para a fazenda do pai, onde passa a tocar os negócios com a irmã Cíntia. À medida que o tempo passa, as jovens passam a se conhecer melhor, somando diferenças e superando dificuldades. Ambas acabam dividindo a atenção de Diogo, mas são hostilizadas por Dete, inconformada com a decisão de Jorge em deixar toda a sua fortuna para as filhas. Paralelamente à história das duas irmãs, se desenrola a recuperação de Ivan, tido como desaparecido, após o acidente aéreo envolvendo Jorge.

Record – 20h15
de 8 de maio a 18 de novembro de 2000

novela de Solange Castro Neves
escrita por Solange Castro Neves, Maria Duboc e Enéas Carlos
direção de Henrique Martins e Fernando Leal
direção geral de Atílio Riccó
supervisão de Marcus Aragão

Novela anterior
Tiro e Queda

Novela posterior
Vidas Cruzadas

VANESSA LÓES – Cíntia
CARLA REGINA – Guida
CARLOS CASAGRANDE – Diogo Villaverde
IRENE RAVACHE – Dete
CLÁUDIO CAVALCANTI – Djalma
NATHÁLIA TIMBERG – Marrita
OSCAR MAGRINI – Sílvio Ramos
RODRIGO VERONESE – César Rangel
ERIBERTO LEÃO – Ivan Barreto
JUSSARA FREIRE – Wilma
TÂNIA ALVES – Zefinha
LADY FRANCISCO – Marinalva
MARA CARVALHO – Olga Brum Mello Pontes
CARLO BRIANI – Dr. Motta
ANTÔNIO PETRIN – Adrião
FABIANA ALVAREZ – Celeste
EDUARDO CONDE – Tenório
RENATO BORGHI – Zé Biriba
LEILA LOPES – Creuza
FERNANDA GUERRA – Júlia
EDSON MONTENEGRO – Neno
WÁLTER SANTOS – Valtinho
LIZA VIEIRA – Isa
ANASTÁCIA CUSTÓDIO – Loló
TUCA GRAÇA – Quinho
WÁLTER VERVE – Dimas
EMÍLIO ORCIOLLO NETO – Orlando Furacão
ALEX ANDRÉ – Cinato
CISSA CARVALHO – Zoraide
DÉBORA CARDOSO – Regina
GIDEON ROSA – Benito
NASCIVAL RÚBENS – Tobias
CARLOS BETÃO – Beto
LUÍS PEPEU – chefe dos bandidos
FRANCISCO PITHON – Chiquinho
VERÔNICA MACEDO -Tereza
FÁBIO FERRER – Abel
NATHÁLIA NOBESCHI – Lazinha
MARCO LUNEZ – Juba
FRANK ZAGARINO – engenheiro
RAFAEL PARDO – Bebeto
JAQUE MILITELLO – Dito
JOÃO BORBONAIS – Reginaldo
ECHIO REIS – Coronel Ventura
FLÁVIA PUCCI – Berenice
MARIA ESTELA – Simone
ROBERTO PIRILO – Rodrigo
SÉRGIO MIGLIACCIO – Tonho
LUIZ CARLOS BAHIA – delegado
GILBERTO BARROS – motoqueiro
ANTÔNIO ABUJAMRA – dono do cassino
e
WALMOR CHAGAS – Jorge Maia

Marcas da Paixão representou a retomada da TV Record às produções próprias de dramaturgia, quase três anos depois. Canoa do Bagre, em 1997, foi o último projeto do gênero realizado pela emissora sem coprodução.

A Record montou toda a estrutura necessária e escalou um elenco de primeira linha, com nomes como Irene Ravache, Nathalia Timberg, Walmor Chagas, Antônio Abujamra e Cláudio Cavalcanti. Porém, o resultado ficou aquém do esperado. A meta da novela era de pelo menos 10 pontos no Ibope da Grande São Paulo, mas estacionou nos 6. Sua estreia foi no mesmo dia de Uga Uga, na Globo. O primeiro capítulo teve 7 pontos, contra 39 do primeiro da novela concorrente.

Solange Castro Neves, que foi parceira de autores como Ivani Ribeiro e Cassiano Gabus Mendes, definiu seu trabalho como uma obra genuinamente brasileira.
“Mergulhada num universo de paixão e fantasia, nossa novela traz a trajetória de brasileiros, ricos ou pobres, que não desistiram de sonhar e buscam nesses sonhos a matéria-prima para urdirem o manto de esperança com que enfrentam o dia a dia.”

A narrativa trouxe três ambientações distintas: a cidade de Barro Alto, no sertão da Bahia; a fazenda Fantasia, no interior paulista, e a Construtora Mello Pontes, na cidade de São Paulo.
“Em Marcas da Paixão, os personagens pisam o chão, que vai além das areias de Copacabana, e sangram na terra seca do sertão, nos campos férteis do país ou no asfalto das grandes cidades”, declarou a autora na época do lançamento da novela.

Marcas da Paixão iria se chamar Laços de Família. Mesmo sabendo que a Globo estava começando a gravar uma novela com esse nome, Solange Castro Neves não abriu mão do título, querendo que a Record processasse a Globo. O processo aconteceu, a Globo ganhou e a autora teve de trocar o nome da sua novela.

Na noite de estreia de Marcas da Paixão (08/05/2000), o jornalista Boris Casoy cometeu uma gafe no Jornal da Record ao anunciar a atração:
“Hoje começa a nova novela da Globs… digo, Record, Marcas da Paixão.”
Mais tarde, ele se desculpou dizendo que tinha tido um ataque de burrice ao trocar as emissoras. “Desculpem a nossa falha”, disse imitando um jargão global. Boris assumiu a gafe com bom humor:
“Estava muito desatento e pouco antes tinha falado que uma trama da outra emissora também estava começando. Se foi inconsciente, eu não sei. Admito apenas um ataque de burrice mesmo!” (Revista Istoé, 15/05/2000)

O personagem Jorge Maia havia sido escrito para Juca de Oliveira, mas o ator não chegou a um acordo com a Record e o papel ficou com Walmor Chagas. Juca acabou participando da substituta de Marcas da Paixão, Vidas Cruzadas.

A novela fazia citações à Fazenda Esperança, um projeto da época tocado pelo bispo Marcelo Crivella (futuro prefeito do Rio), da Igreja Universal do Reino de Deus, dona da TV Record.

Marcas da Paixão foi reapresentada de 06/08 a 29/10/2004, às 13 horas, em 60 capítulos, apenas para algumas praças, pois o horário era liberado para a programação das afiliadas.

Trilha Sonora

marcast
01. MARCAS DA PAIXÃO – Gian & Giovani
02. FALANDO ÀS PAREDES – Chitãozinho & Xororó
03. ETERNO AMOR – Gerson Cardozo
04. XIBOM BOMBOM – As Meninas
05. ÊTA VIDA BOA – Tânia Alves
06. MORANGO DO NORDESTE – Lairton e seus Teclados
07. CASA, COMIDA E PAIXÃO – Elba Ramalho
08. VOZES DA SECA – Dominguinhos e Elba Ramalho
09. EU DARIA A MINHA VIDA – Fafá de Belém
10. DOCE PAIXÃO – Carla Bueno
11. VIAGEM DE AMOR – Sandra de Sá
12. NADA ME FAZ ESQUECER – Pepê e Neném
13. DEPOIS DA TEMPESTADE – Zé Ricardo
14. NADA DEMAIS – Banda Colapso

Tema de Abertura: MARCAS DA PAIXÃO – Gian & Giovani

As marcas da paixão
O tempo não apaga
O prazer da sedução
Não é feito risco n´água
É reprodução de um sonho
Sobre pele, carne e osso
Não é feito uma fruta
Que se finda no caroço

As marcas da paixão
Vão de norte a sul do peito
Entre o amor e a solidão
Coração dá sempre um jeito
De juntar as duas pontas
Nesse laço que enfeita
Uma rica esperança
Por uma paixão perfeita

Vai-se a luva e fica os dedos
Vai-se o ouro e vem o anel
Passa lua, passa estrela
Passa o dia e fica o céu
Vão-se os homens, vem a história
Vai-se a água e fica o chão
Vai o medo e fica a vida
São as marcas da paixão…

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