Sinopse

Zezé é um menino pobre de seis anos, inteligente, sensível e carente. Carente de um afeto que não encontra na família – ninguém tem muita paciência com ele. O endiabrado garotinho sai pelas ruas fazendo mil travessuras. Aprende tudo sozinho, é o “descobridor das coisas”. Percebe que na vida existem alegrias, como ter um amigo, e também tristezas, como quando o amigo vai embora para sempre. Uma de suas maiores surpresas é perceber que pode cantar sem abrir a boca – ou seja, ficar pensando em uma música e deixá-la tocar dentro da cabeça.

Quando a família se muda para uma casa onde há muitas árvores no quintal, cada irmão escolhe uma para si – um fica com a mangueira, outro pega o pé de tamarindo e assim por diante. Sobra para Zezé um pequeno pé de laranja lima. No entanto, essa árvore fica tão amiga que eles conversam muito e até brincam juntos. Zezé inventa para si um mundo de fantasia em que o grande confidente é Minguinho, o pé de laranja lima. Mas a vida lhe ensina tudo cedo demais, e Zezé descobre a dor e a saudade, assim como a ternura e o carinho no afeto do solitário português Manuel Valadares, o Portuga, como o menino o chama.

Bandeirantes – 18h
de 7 de dezembro de 1998
a 2 de abril de 1999
101 capítulos

novela de Ana Maria Moretszohn
baseada no romance homônimo de José Mauro de Vasconcellos
escrita por Ana Maria Moretszohn, Maria Cláudia Oliveira, Dayse Chaves, Izabel de Oliveira e Vera Villar
direção de Antônio Moura Matos e Henrique Martins
direção geral de Henrique Martins
direção de núcleo de Del Rangel

Novela anterior
Serras Azuis

o garoto CAIO ROMEI – Zezé

GIANFRANCESCO GUARNIERI – Manuel Valadares, o Portuga
FLÁVIA PUCCI – Jandira
FERNANDO PAVÃO – Raul
GENÉZIO DE BARROS – Paulo
ELIANA GUTTMAN – Estefânia
KARLA MUGA – Godóia
RODRIGO LOMBARDI – Henrique
REGIANE ALVES – Lili
ANDRÉ CURSINO – Diogo
CRISTINA BONNA – Cecília
SEBASTIÃO CAMPOS – Caetano
SUELI OLIVEIRA – Eugênia
LU GRIMALDI – Donana
LUI STRASBURGER – Gabriel Garcia
HELEN HELENE – Santinha
MIWA YANAGIZAWA – Gilda
FAUSTO MAULE – Bernardo
JACQUELINE DALABONA – Heloísa
LEONARDO MEDEIROS – Demétrio
MARISTANE DRESCH – Sofia
MALU PESSIN – Letícia
EDUARDO CONDE – João Pedro
DANIELI ÁVILA – Ritinha

as crianças
RAFAEL PARDO – Totoca
VANCLEY PIMENTEL – Luisinho
TALITA CANTORI – Vavá
BRUNO BEZERRA – Serginho
ÍCARO SILVA – Juvenal
GABRIELA BRITO – Biluca

e
CÁSSIO SCAPIN – voz de Minguinho, o pé de laranja lima
KIKO MASCARENHAS – Zezé (adulto)
VITOR ROMEI – Manuelzinho

Tentativa de ressuscitar a história de José Mauro de Vasconcellos, adaptada por Ivani Ribeiro com sucesso na Tupi, em 1970-1971, e na própria Bandeirantes, em 1980-1981. Desta vez, sem a repercussão que as novelas anteriores tiveram.

Na primeira adaptação (1970-1971), Haroldo Botta e Cláudio Corrêa e Castro viveram os protagonistas Zezé e Manuel Valadares. Na segunda (1980-1981), os personagens ficaram a cargo de Alexandre Raymundo e Dionísio Azevedo.

O romance também já havia sido adaptado para o cinema, em 1969, no filme de Aurélio Teixeira.
Em 2013, ganhou uma nova versão no cinema, no filme de Marcos Bernstein.

A escolha dessa história foi definida às pressas pela direção da Band.
“Sugeri a trama da Ivani por ser um trabalho não muito difícil de ser feito às pressas”, disse a adaptadora Ana Maria Moretzsohn em entrevista ao Jornal do Brasil (17/09/1998, TV Pesquisa PUC-Rio)).

Diferente das versões anteriores, em que a trama era ambientada em um bairro pobre da periferia, nesta as desventuras de Zezé ocorreram em uma cidade do interior paulista, com casas humildes e muita natureza. A família continuou pobre, mas não sem um certo glamour, já que o pai do garoto, desempregado, foi morar com a família de favor em um casarão emprestado.

Ana Maria Moretzsohn contou na época do lançamento que as principais diferenças de sua novela em relação às versões anteriores são a mudança na plástica da trama e o perfil de Zezé, o menino protagonista:
“As outras versões tinham um cenário pobre, as ruas eram de terra, tudo era muito feio. A família, agora, continuará pobre, mas a estética da trama será mais bonita. Para acompanhar a criançada de hoje, o Zezé será mais malicioso e espoleta, mas sem perder a sua pureza. E ele não apanhará tanto como acontecia.”
Outra novidade foi a árvore com que Zezé conversava. Foram usados efeitos especiais para marcar os diálogos do garoto.
“Quando ele falar com ela será um momento mágico”, disse a autora. O Globo, 18/10/1998, TV Pesquisa PUC-Rio).

Para atualizar a história, Ana Maria Moretzsohn criou novos personagens, modificou alguns e incrementou outros que, na versão original, não tinham tanto peso na trama. Quem passou por uma destas transformações foi Manuel, o Portuga. De motorista de táxi das novelas do passado, nesta adaptação ele era proprietário de uma firma de turismo com uma frota de carros antigos. Mas a maior mudança foi no perfil de Zezé, que, diferentemente do que ocorre na nova versão, apanhava dos pais.
“Hoje em dia não podemos por um adulto batendo o tempo todo numa criança”, explicou a autora, que também mudou a estética da novela: “Será um pobre chique. Sofrimento não precisa estar associado a lugares feios.”
Jornal O Globo, 06/12/1998, TV Pesquisa PUC-Rio).

O garoto protagonista Caio Romei – ruivo, olhos verdes, sardento, então com 10 anos – foi escolhido em São Paulo em um teste com 320 crianças. Na mesma seleção foi escalada parte do elenco infantil. Jornal do Brasil, 17/09/1998, TV Pesquisa PUC-Rio)).

A paisagem bucólica do Centro de Mecanização e Automação Agrícola (CMAA), próximo a Jundiaí, a 50 quilômetros de São Paulo, foi o lugar escolhido para as cenas externas da novela. O Estado de São Paulo, 15/11/1998, TV Pesquisa PUC-Rio).

Diante do fracasso desta Meu Pé de Laranja Lima, a Band desistiu, mais uma vez, de produzir novelas, passando para os seriados (A Guerra dos Pintos e Santo de Casa). Com o mau desempenho dos seriados, a emissora deixou de investir em teledramaturgia.

Gianfrancesco Guarnieri, o Portuga desta produção, já havia participado da versão de 1970, na Tupi, onde viveu o personagem Ariovaldo Pedrosa (que deixou de existir na versão de 1998-1999).

Estreia em novelas dos atores Rodrigo Lombardi, Fernando Pavão e Ícaro Silva (com 11 anos na época).

A novela foi reprisada no canal de TV a cabo Foxlife, de janeiro a setembro de 2006, de segunda a sexta-feira, às 7 e às 13 horas. Os capítulos da semana eram reapresentados continuamente aos sábados das 7 horas ao meio-dia.
Reprisada também a partir de 02/08/2010, de 2ª a 6ª feira às 11h50 da manhã, pela emissora gaúcha Ulbra TV, que firmou uma parceria com a Band.
Ainda, reapresentada pela emissora cearense TV Diário, entre 14/03 e 29/07/2011, às 16 horas; e pela Rede Viva, a partir de 22/07/2013, às 21 horas.

Tema de Abertura: QUANDO EU ESTAVA SÓ – Jane Duboc

No final daquela rua
Tem uma casa com quintal que
Tem um sonho e uma fantasia
Descobridor de coisas tem
Caçador de estrelas tem também
Lugar menino de pura magia
Cavalo de faz de conta
Raio de luar
Árvore na ventania toca no céu
E eu quero brincar

Meu pé de laranja lima
Olhando lá de cima
O mundo é bem maior
Neste balão de faz de conta
Voar de ponta a ponta
Brincar de ser herói

Meu pé de laranja lima
Olhando lá de cima
O mundo é bem maior
Neste balão de faz de conta
Voar de ponta a ponta
Brincar de super-herói

Meu pé de laranja Lima
Meu pé de laranja Lima…

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