Sinopse

A história de uma jovem, Paula, irrealizada no amor e à procura dos responsáveis pela morte de seu pai.

Paula retorna ao Brasil para investigar a morte do pai, um poderoso empresário, e o estranho e precipitado casamento de sua mãe com outro industrial.

Excelsior – 20h
de julho a outubro de 1966
70 capítulos (de acordo com o livro “Biografia da Televisão Brasileira”, de Flávio Ricco e José Armando Vannucci)

novela de Lauro César Muniz
direção de Dionísio Azevedo

Novela anterior no horário
A Pequena Karen

Novela posterior
Abnegação

FLORA GENY – Paula
ALTAIR LIMA – Otávio
RAUL CORTEZ – Cássio
ETTY FRASER
RENATO BORGHI – Tonga
MARIA APARECIDA ALVES – Iolanda
EGÍDIO ECCIO – Orestes
SILVANA LOPES – Isabela
ARNALDO WEISS – Francisco
DÉBORA DUARTE – Martinha
CLIVANIR GREGÓRIO – Carmen
PAULO FIGUEIREDO – Edu
DAVID NETO – Cláudio
DINAH RIBEIRO – Marieta
FERNANDO BALERONI – Otávio
SUSANA VIEIRA – Marisa

Primeira novela de Lauro César Muniz, que procurou criar o clima de “Electra”, de Sófocles, com roupagem e psicologismo atualizados, trazidos para a realidade brasileira da época.

Foi a pioneira em mudar as estruturas da linguagem da telenovela. As frases feitas e grandiloquentes, que marcavam até então a linguagem novelística, foram substituídas por formas de expressão mais coloquiais, que retratavam realmente nosso modo de falar.

Foi a semente que iria frutificar somente dois anos mais tarde, com Beto Rockfeller, na TV Tupi. Em 1966, era cedo ainda para renovação. Assim, a experiência em relação ao público foi fracassada e a novela teve de ser encerrada antes do previsto.

Ainda assim, pelo reconhecimento a seu trabalho, Lauro César Muniz foi premiado com o Troféu Imprensa de melhor novelista de 1966.

Lauro César Muniz aceitou o convite do diretor Dionísio Azevedo para escrever novelas. O autor narrou ao livro “Glória in Excelsior”, de Álvaro de Moya:
“Inicialmente, assustei-me com a empreitada. Eu não tinha a menor noção do que era uma telenovela. (…) Como me adequar ao novo gênero? Dionísio me animou: ‘Escreva como você quiser, use a mesma linguagem do seu teatro e do cinema, fuja dos estereótipos’. Foi o que fiz. (…) A novela não obteve os índices de audiência esperados, uma vez que eu não me preocupava com o maniqueísmo habitual para cativar os telespectadores. No entanto, apesar da performance pouco alentadora, os críticos de televisão da época reconheceram que eu trazia uma contribuição à linguagem do gênero (…) Deram-me o Troféu Imprensa de melhor autor de 1966, o prêmio de maior prestígio naquele momento. Ainda assim, jurei a mim mesmo que minha carreira começara e terminara com aquela novela.”

Sobre ter ganho o prêmio de melhor autor de novelas já em seu primeiro trabalho, Lauro César Muniz confidenciou a André Bernardo e Cíntia Lopes, para o livro “A Seguir, Cenas do Próximo Capítulo”, que foi criticado pelo diretor Wálter Avancini, que achava que Ivani Ribeiro deveria ter sido premiada em seu lugar (ela concorria pelas novelas Almas de Pedra e Anjo Marcado, ambas dirigidas por Avancini):
“O Avancini virou para mim e disse ‘Lauro, você não merece esse prêmio! (…) Porque você ainda não assimilou plenamente a técnica da telenovela. Você precisa dominá-la melhor’. E o Avancini estava certo, tinha toda a razão. Eu ainda era muito primário. E, a partir dessa provocação, passei a prestar mais atenção nas outras novelas, principalmente nas da Ivani, que eram muito melhores.”

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