Sinopse

Fernanda é uma mulher corajosa e determinada a vencer na vida profissional, na qual atua no campo da moda – ela é dona de uma butique em Brasília -, mas vulnerável nos assuntos amorosos. Em um voo para o Rio de Janeiro, ela conhece dois homens que passam a disputar seu coração: Bruno e Marco Antônio. O galante comissário Bruno é um homem acomodado, que deixou de lutar por melhores posições no trabalho.

O íntegro senador Marco Antônio é um político de ideias progressistas, casado há 25 anos com a personalística Lígia, pai de Fernão. Fernanda, por sua vez, tem uma irmã mais moça, Tereza. Ao mesmo tempo que inveja a irmã, ela também a ama muito. Tereza se envolve amorosamente com Fernão. Posteriormente, Fernanda passará por terríveis momentos ao ser abusada sexualmente.

Outros personagens se destacam. Virgínia é uma viúva solitária, presa fácil para o malandro Léo, mais jovem e pouco afeito ao trabalho. Verônica e Mário é um típico casal de classe média envolto em dificuldades financeiras, potencializadas pela situação econômica do país.

Manchete – 21h30
de 14 de julho a 20 de setembro de 1986
59 capítulos

novela de Manoel Carlos
direção de Jardel Mello e Denise Saraceni
direção geral de Herval Rossano

Novela anterior no horário
Dona Beija

Novela posterior
Mania de Querer

RENÉE DE VIELMOND – Fernanda
NUNO LEAL MAIA – Bruno
CARLOS ALBERTO – Senador Marco Antônio
NATHALIA TIMBERG – Lígia
DIOGO VILELA – Fernão
CRISTINA ACHÉ – Tereza
ÂNGELA LEAL – Isabel
JONAS BLOCH – Mário
ESTER GÓES – Verônica
ÊNIO GONÇALVES – Léo
BEATRIZ LYRA – Virgínia
SÔNIA CLARA – Betty
ILKA SOARES – Marisa
ROGÉRIO FRÓES – Tito
FÁTIMA FREIRE – Dora
JOÃO PAULO ADOUR – Miguel
XUXA LOPES – Lia
TESSY CALLADO – Silvia
DJENANE MACHADO – Laureta
MARCOS ALVISI – Edu
SILVIA SALGADO – Marcília
ÍRIS NASCIMENTO – Maria
CLEMENTINO KELÉ – Tião
ISIO GHELMAN – Fred
JOSÉ PARISI – Antônio
GUILHERME PEREIRA
ALBERTO JÚNIOR
o menino DANTON MELLO – Adriano

Deliciosa atração da TV Manchete, sem lances folhetinescos e nenhum maniqueísmo. Ênio Gonçalves, como o malandro Léo, e Beatriz Lyra, como sua mulher, estiveram ótimos. (“Memória da Telenovela Brasileira”, Ismael Fernandes)

Manoel Carlos estava há três anos afastado das novelas brasileiras, após o encerramento de Sol de Verão (em 1983), que culminou com a morte do ator Jardel Filho. Em 1984, o autor apresentou na Manchete uma minissérie: Viver a Vida (nada a ver com a novela de 2009, da Globo).
Sobre sua volta às novelas após o trauma em Sol de Verão, Maneco comentou em entrevista ao jornal O Globo, em 24/11/2002 (TV Pesquisa PUC-Rio):
“Estava triste com a morte do Jardel e com o desfecho da novela. Então, quando o contrato acabou, não renovei. Na verdade, não houve empenho de nenhuma das partes na renovação, em vista do desgaste do episódio. Fiquei algum tempo superando o estresse. Foi quando recebi o convite da Manchete, através do Maurício Sherman. […] Foi uma experiência muito boa e sempre recebi apoio de todos lá dentro, principalmente do Zevi Ghivelder, então diretor-artístico da emissora.”

Na mesma entrevista, Maneco comentou que a novela se chamaria Brilho, mas o título foi alterado:
“Escrevi Novo Amor, nome horroroso apesar da palavra amor, que usei depois em duas outras novelas [História de Amor e Por Amor]. O título original da história era Brilho, nome da revista de moda que abrigava um dos núcleos mais importantes da trama. Mas a ideia foi vetada por Adolpho Bloch, dono da emissora, alegando que poderia haver uma associação com a cocaína, que era chamada, pelo menos na época, de ‘brilho’.”

Novo Amor foi lançada no mesmo dia que a concorrente Globo estreava sua minissérie Memórias de um Gigolô (14/07/1986).

Reprisada no Romance da Tarde (faixa de programação vespertina da TV Manchete) de 11/05 a 31/07/1987, em 70 capítulos, de 2ª a 6ª feira, às 14h15.

Veja também

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Sol de Verão

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Joana

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Viver a Vida (1984)

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O Cometa