Sinopse

A história do Dr. Gilberto, que se deixa vencer pela bebida depois de ter sido enganado pelos parentes e amigos, e traído pela mulher, Marieta.

Tido como morto, troca de identidade e passa a ser reconhecido apenas como “o Ébrio”.

Globo – 20h
de 8 de novembro de 1965 a fevereiro de 1966

novela de José e Heloísa Castellar
baseada na obra de Vicente Celestino
direção de Líbero Miguel

RICARDO NÓVOA – Dr. Gilberto (Ébrio)
LÍRIA MARÇAL – Marieta
NYDIA LÍCIA – Francisca
ROGÉRIO MÁRCICO
BERTA ZEMEL – Adélia
XANDÓ BATISTA – Coronel Romualdo
LUCY MEIRELLES
GERVÁSIO MARQUES
ELOÍSA MAFALDA
OSMANO CARDOSO
RÚBENS CAMPOS
JACYRA SILVA
TELCY PEREZ – Medeiros
FRANCISCO SERRANO
MÁRCIA CARDEAL – Vera
e
VICENTE CELESTINO

O grande sucesso de Vicente Celestino teve esta simplista aparição em telenovela, numa produção paulista.

O Ébrio originou-se da canção de Vicente Celestino, de 1936. A letra dramática e a forma declamada com que era apresentada fizeram da música um grande sucesso.
A mulher de Celestino, Gilda de Abreu, adaptou a música para o cinema, em 1946. O filme foi um sucesso de bilheteria nacional. Estima-se que, somente nos seus primeiros quatro anos, foi visto por 4 milhões de espectadores, número significativo para a época. O longa ainda seria exibido durante anos e copiado em quantidade recorde.

Vicente Celestino teve uma breve aparição no primeiro capítulo. Sua chegada ao aeroporto de Congonhas para as gravações em São Paulo foi um acontecimento. Segundo o jornal Folha de São Paulo, o desembarque do cantor, acompanhado pelo ator Ricardo Nóvoa, foi uma estratégia da emissora para promover o lançamento da novela. Os dois quase foram presos ao chegarem à cidade de barba crescida e esfarrapados, com um aspecto sujo e aparentemente embriagados. (*)

Os cenários e figurinos foram idealizados por Campelo Neto, com a colaboração de Gilda de Abreu, autora da história original. Campelo Neto recebeu o Prêmio Governador do Estado de Rádio e Televisão por seu trabalho, além do Troféu Imprensa daquele ano. (*)

As músicas consagradas por Vicente Celestino, e que fizeram parte da novela, foram regravadas com novo tratamento orquestral a cargo do maestro Osmar Milani. (*)

Primeira novela (pelo menos diária) da atriz Eloísa Mafalda. Primeira novela na Globo do ator Rogério Márcico e da atriz Jacyra Silva. Único trabalho da atriz Berta Zemel na tela da Globo.

Lamentavelmente não existem mais registros dessa novela, apagados porque as fitas foram reutilizadas (prática comum na época) ou porque perderam-se em um dos incêndios na TV Globo (1969, 1971 e 1976).

(*) Site Memória Globo

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