Sinopse

Lauro Fontana, um empresário megalômano com sede de progresso e tecnologia, quer construir o maior hotel do Brasil, o “Fontana Sky” – um edifício de 50 andares. Mas para isso é necessário convencer a misteriosa família Camará – os irmãos Urânia, Baltazar, Marcito, Tina e Carlinhos – a vender sua mansão em Botafogo, no Rio de Janeiro, para que ele pudesse utilizar o imenso terreno.

O solar pertencera a um velho advogado, Martiniano Pedreira Camará, que chegara a ter grande fortuna mas, ao morrer, deixara apenas aquela mansão cercada de árvores. O inventário estava ainda em andamento, cabendo a herança aos filhos. Deles, em última instância, é que dependia a viabilidade do audacioso empreendimento de Lauro Fontana.

Dos cinco irmãos, só Marcito quer vender a casa, para gastar o dinheiro com mulheres. Urânia quer respeitar a vontade do pai, que pediu no leito de morte para conservar a mansão. Baltazar é um professor de ecologia contrário à devastação de mais uma área verde da cidade. Tina não quer sair da casa onde mora com seus 25 vira-latas. E Carlinhos, o caçula, é um hippie que mora em uma barraca no jardim, entre as amendoeiras, que, apesar de pregar a paz, o amor e o desapego às coisas materiais, não consegue, ele próprio, se desapegar da casa, tornando-se assim uma espécie de hippie de quintal.

Lauro Fontana, de origem humilde, deu o golpe do baú ao casar-se com a exótica Cordélia, a filha do patrão, proprietário de uma rede de motéis. Cordélia, mulher fútil e geniosa, deseja um filho a qualquer preço, porém Lauro é estéril. A solução encontrada é a inseminação artificial – depois da frustrada tentativa de adoção de Saulo, o bebê de Dora, uma humilde sem rumo definido e envolvida com Léo, um defensor da natureza sem nenhuma sorte.

Lauro Fontana tinha outras mulheres a complicar ainda mais sua vida. Num engarrafamento conhecera Lazinha Chave-de-Cadeia, que se torna sua amante. Lazinha também tivera infância pobre. Depois de muito lutar pela vida no Beco da Fome, tornara-se assaltante, liderando sua própria gangue, onde Nonô Alegria-das-Gringas era o cérebro.

Já Elka Escobar, mulher prática e dinâmica, fora secretária e amante de Lauro. Quando ele casou com Cordélia, jurou vingança e acabou se tornando a maior concorrente de Lauro Fontana no negócio hoteleiro.

Globo – 22h
de 3 de abril a 1º de novembro de 1974
150 capítulos

novela de Dias Gomes
direção de Régis Cardoso
supervisão de Daniel Filho

Novela anterior no horário
Os Ossos do Barão

Novela posterior
O Rebu

MILTON MORAES – Lauro Fontana
BETTY FARIA – Lazinha Chave-de-Cadeia
ARY FONTOURA – Baltazar Camará (Tatá)
CARLOS EDUARDO DOLABELLA – Marcito Camará
VANDA LACERDA – Urânia Camará
SUSANA VIEIRA – Tina Camará
SUELY FRANCO – Cordélia
CLÁUDIO MARZO – Léo Simões
DÉBORA DUARTE – Dora
ROSAMARIA MURTINHO – Elka Escobar
MÁRIO LAGO – Gabriel Martins
MAURO MENDONÇA – Donatelo
MILTON GONÇALVES – Nonô Alegria-das-Gringas (Norival)
LUTERO LUIZ – Gigante
RUY REZENDE – Dico
MYRIAN PÉRSIA – Olga Maria
DORINHA DUVAL – Zilda
JARDEL MELLO – Machado
IBAÑEZ FILHO – Martiniano Pedreira Camará
TOMIL GONÇALVES – Carlinhos Camará
MARIA POMPEU – Leda
MARIA LÚCIA DAHL – Renata
ANA CRISTINA – Marly
RENÊ FERNANDES – Edinho
JÚLIO CÉSAR – Luluca
JORGE LUIZ
PIETRO MÁRIO – mordomo na casa de Lauro Fontana
LUIZ MAGNELLI – gerente
o bebê CARLOS EDUARDO CIPRIANO – Saulo (filho de Dora)
e
AMILTON MONTEIRO
BIBI VOGEL – Samanta
CECIL THIRÉ – Silveirinha
ESTELITA BELL – Marieta (tia de Cordélia, e nova namorada de Marcito)
GILBERTO GARCIA – coroinha
ILKA SOARES – dona de uma boutique, tem um caso com Léo
KÁTIA D´ANGELO
MARTA ANDERSON – Elisabeth
ROGÉRIO FRÓES
VERA LÚCIA – Sula

– núcleo de LAURO FONTANA (Milton Moraes), empresário obcecado por novidades tecnológicas. Passou por orfanatos, reformatórios e educou-se no asfalto, ganhando a vida desde cedo. Quando começou a trabalhar com o pai da esposa, vislumbrou o golpe do baú perfeito e casou-se em poucos meses. Dois anos depois o sogro morreu e ela ficou rica. Lauro multiplicou o patrimônio da esposa. Infeliz no casamento, submete-se a humilhações porque não interessa a ele o desquite. Tem esperanças de que a mulher morra. Seu maior sonho é a construção do Fontana Sky, prédio de 50 andares planejado para ser o hotel mais moderno do mundo – o “Espigão”, como foi apelidado:
a mulher CORDÉLIA (Suely Franco), filha única, mimada, de família tradicional mineira, educada nos melhores colégios. Nas brigas com o marido, atira-lhe na cara seu berço e a formação superior. Sua agressividade é uma maneira de se afirmar no casamento, já que tem consciência de que não é uma mulher atraente. Também quer provar aos outros que pode ter um belo marido e fazê-lo de cachorrinho. Há dez anos o casal tenta um filho. Os dois sempre se acusaram mutuamente de esterilidade, até descobrirem que o estéril era ele. Chegaram a adotar uma criança, que devolveram a pedido da mãe, e recorreram à inseminação artificial
a concorrente ÉRIKA ESCOBAR (Rosamaria Murtinho), filha de uma família de classe média, estudada e viajada. Prática, dinâmica e vivida, ex- modelo. Desquitada, trabalhava como secretária do pai de Cordélia quando Lauro foi trabalhar na empresa. Os dois tiveram um caso, e foi ela quem facilitou o acesso dele à casa do milionário. Sentiu-se traída quando ele se casou com Cordélia, mas transformou-se em seu braço direito na firma, até fundar sua própria empresa e virar sua principal concorrente
o assessor DONATELO (Mauro Mendonça).

– núcleo da família Camará, assediada por Lauro Fontana que deseja comprar o terreno onde está a casarão em que moram para a construção do Espigão. Porém, os irmãos estão dispostos a conservarem intacta a propriedade, atendendo ao último desejo do falecido pai. A casa e a área verde ao seu redor foram tudo o que restou da antiga fortuna da família:
o patiarca MARTINIANO PEDREIRA CAMARÁ (Ibañez Filho), falecido, figura autoritária e de caráter inflexível. Casou-se e enviuvou quatro vezes, tendo um filho de cada casamento. Na realidade, era um farrista, e contribuiu para a infelicidade das quatro mulheres. A veneração que os filhos têm por sua memória oculta o ódio que guardam dele
a filha mais velha URÂNIA (Wanda Lacerda), moralista, viúva, com um filho. Costuma ter visões, inclusive proféticas. Fala frequentemente com o falecido, que era um crápula. Cultua o pai e regularmente reúne os irmãos ao redor de um coqueiro plantado pelo velho num ritual para cultivar sua memória. Ao final, ela morre atingida na cabeça por um coco
o segundo filho BALTAZAR (Ary Fontoura), professor de Ecologia, estudioso de Biologia, herdou do pai o amor pela natureza. Sensível e íntegro, atormentado por um sentimento de culpa pela morte de um homem que atropelou. Procura ajudar a esposa da vítima, para aliviar sua consciência. Solteirão, parece indiferente às mulheres, porém coleciona mechas de cabelos das que deseja
a terceira filha TINA (Susana Vieira), solteirona e virgem aos 35 anos. Antes de dormir, costuma dar uma volta sozinha pelo quarteirão, deixando os irmãos preocupados, principalmente quando volta correndo e gritando, dizendo-se perseguida por alguém. Nessas ocasiões, sofre uma crise nervosa seguida de um sono profundo de dez a doze horas. Cria cachorros vira-latas, levando para casa todos que encontra na rua. Vai se casar com Donatelo
o caçula MARCITO (Carlos Eduardo Dolabella), o único a favor da venda do terreno. Conquistador, seu interesse por mulheres, por mais bonitas e sensuais que sejam, não dura mais que algumas semanas, obrigando-o a inventar várias desculpas para se livrar delas. Vive metido em complicações amorosas, usando sua imaginação para evitar que as namoradas simultâneas se encontrem. Julga-se um mártir incompreendido
o filho de Urânia, CARLINHOS (Tomil Gonçalves), hippie que não tem diálogo com a mãe nem com os tios. Mora numa barraca no jardim da casa

– núcleo da bandida LAZINHA CHAVE DE CADEIA, que se torna amante de Lauro Fontana. Com uma infância semelhante a dele, foi obrigada pela mãe a trabalhar desde criança. Vendia balas na porta dos cinemas ou nos automóveis, nos sinais. O pai, sempre bêbado, espancava a mãe para conseguir dinheiro, e foi morto durante uma briga entre marginais na favela. Líder de um bando de assaltantes. Mais inteligente e audaciosa, sua liderança nunca foi contestada:
os bandidos NORIVAL (Milton Gonçalves), seu braço direito, faz a linha bandido intelectual. Ganhou o apelido NONÔ ALEGRIA DAS GRINGAS numa excursão à Escandinávia, como roupeiro do Flamengo, quando a cor da sua pele fez grande sucesso entre as suecas. Sonha em voltar ao país. Sentimental, gosta de ler e, às vezes, filosofa. Os planos do golpe são traçados por ele, mas sempre falham, quase sempre por causa do sentimentalismo
e DICO (Ruy Rezende), tem adoração por Lazinha, embora ela o trate como um irmão de marginalidade. Como os companheiros de golpes, é solidário e ,no fundo, uma pessoa boa, deformada pela vida. Como todo vigarista, tem o dom da boa conversa.

– núcleo de LÉO (Cláudio Marzo), dedicado defensor da natureza, se torna um dos opositores de Lauro Fontana na construção do Espigão. Com a morte do pai, teve de largar a faculdade e trabalhar. Chegou ao Rio de Janeiro com a esperança de obter maiores chances, e deparou-se com a incomunicabilidade, a solidão e a competição selvagem. No entanto, manteve seus valores humanos:
a mulher com quem se envolve DORA (Débora Duarte), moça humilde, nova no Rio de Janeiro, recém-viúva, grávida e sem muitas perspectivas na vida. Passou maus pedaços até encontrar Léo, por quem se apaixona. Ele fez o parto de seu filho SAULO (Carlos Eduardo Cipriano) durante um engarrafamento no túnel Rebouças. Cordélia presenciou a cena e ofereceu-se para adotar o bebê. Precisa de Léo para lutar contra a cidade hostil.

Outro bom momento para o horário das dez da noite. A estrutura da novela girou em torno da desumanização da cidade, de como o progresso descontrolado poderia esmagar o ser-humano, e do avanço acelerado e predatório da expansão imobiliária sobre o meio ambiente.

Dias Gomes foi o primeiro a tratar de Ecologia na televisão, em uma época em que esse assunto era restrito aos meios acadêmicos e científicos. O autor voltou ao tema em Sinal de Alerta (1978-1979).

Expressões como “espigão” (para designar arranha-céu), “ecologia” e “ecossistema”, além de discussões sobre inseminação artificial e bebê de proveta, entraram para o vocabulário popular através da novela.

Na época em que O Espigão foi ao ar, o grande nome dos empreendimentos imobiliários no Rio de Janeiro era o do construtor Sérgio Dourado. Havia obras realizadas pela sua construtora espalhadas por toda cidade. Quando já escrevia os primeiros capítulos de sua novela, Dias Gomes foi chamado por Boni (então superintendente da Globo) para uma reunião urgente na sede da emissora. Ao receber queixas de Dourado, seu amigo, Roberto Marinho havia mandado cancelar a novela. Tudo porque o empresário se dizia retratado à revelia na produção, que sequer havia estreado – mais precisamente na figura do protagonista, Lauro Fontana, vivido por Milton Moraes. No trajeto de casa para a emissora, Dias pensou na solução e já chegou com ela à sala de reuniões: ao invés da construção de um prédio de apartamentos, seria um hotel o foco gerador da trama. Em assim sendo, ruíam os argumentos de Sérgio Dourado, e a ameaça que pairava sobre a novela, já com chamadas no ar, deixou de existir. Ainda que Lauro Fontana fosse dono de uma cadeia de hotéis, o nome de Sérgio Dourado foi mais que suficiente para que o público ligasse sua figura à do personagem da ficção. O empresário da vida real chegou a ser hostilizado na inauguração de um de seus prédios, na Barra da Tijuca. (Fábio Costa em “Novela, a Obra Aberta e Seus Problemas”).

O primeiro capítulo mostrou um engarrafamento de trânsito na cidade do Rio de Janeiro, numa noite de réveillon, em que alguns personagens se conheceram, criando os entrechos necessários para os capítulos que se seguiram. Foi nesse engarrafamento, no meio do túnel Rebouças, que aconteceu o nascimento do filho da jovem Dora (Débora Duarte) – uma cena marcante da novela.

O Espigão trouxe mais uma vez os tipos curiosos criados por Dias Gomes, desta vez centrados mais do que nunca nos irmãos Camará, uma família tradicional, bem educada, mas reprimida sexualmente. O maior exemplo das neuroses era dado pelo professor Baltazar, que colecionava mechas de cabelos de mulheres que ele havia desejado, sem jamais tê-las possuído – personagem de destaque na carreira do ator Ary Fontoura.

Lazinha Chave-de-Cadeia foi a primeira fora-da-lei que Betty Faria interpretou. A atriz voltou a este tipo com a personagem Lili Carabina no filme Lili, a Estrela do Crime, de Lui Farias, em 1988.

Cerca de dez capítulos da novela foram escritos por Lauro César Muniz, devido a problemas de saúde de Dias Gomes. Após exames, constatou-se que o dramaturgo estava sofrendo de consequências de uma pneumonia mal curada, adquirida durante um período que passara detido em 1964, pela repressão do Regime Militar. Fábio Costa em “Novela, a Obra Aberta e Seus Problemas”.

O Espigão usou pela primeira vez, em grande escala, efeitos especiais. O corredor que antecedia o escritório de Lauro Fontana (Milton Moraes) era uma esteira rolante – na realidade, um carrinho que o contrarregra puxava.
Cordélia (Suely Franco) era uma mulher muito nervosa que, para se acalmar, ligava um dispositivo que fazia sua cama vibrar, trepidar. Na realidade, a cama estava sobre pneumáticos que os contrarregras sacudiam.

Para caracterizar a atmosfera de sofisticação tecnológica que cercava o protagonista, a TV Globo importou dos Estados Unidos ícones de modernidade à época, incorporados aos cenários da casa e do escritório do personagem: um super-relógio digital de mesa, que exibia as horas em vários países; um aparelho que funcionava como rádio, abridor de cartas e apontador de lápis; uma escova de dentes elétrica, que, adaptada, virava um secador de cabelos; e dois pares de óculos peculiares, um para ser usado em saunas, com pequenos para-brisas nas lentes, e outro para ser usado no escuro, com dois mini-holofotes. Site Memória Globo.

Zé Rodrix ficou responsável pela trilha de O Espigão – na época, as trilhas sonoras eram encomendadas a músicos e compositores consagrados. Inclusive é da autoria e interpretação dele o tema de abertura da novela.

A APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) premiou O Espigão em duas categorias relativas ao ano de 1974:
melhor novela (juntamente com Os Ossos do Barão e Os Inocentes);
e melhor atriz, para Betty Faria e Suzana Vieira (juntamente com Neuza Amaral e Elza Gomes, por Os Ossos do Barão, e Cleyde Yáconis, por Os Inocentes).
Também foi premiada com o Troféu Imprensa de melhor novela de 1974 e deu o prêmio de melhor ator a Milton Moraes.

Em 1982, um compacto de 60% da novela foi preparado para cobrir a censura da minissérie Bandidos da Falange. Uma outra abertura foi criada por Hans Donner e a Som Livre chegou a recolocar a trilha nacional à venda. Mas essa reprise não foi ao ar. No Jornal Nacional, a Globo informou que Bandidos da Falange havia sido finalmente liberada e que a qualquer momento iria ao ar.
No dia seguinte, a crônica especializada carioca divulgou que a Globo sofrera pressões por parte das grandes construtoras do Rio de Janeiro, já que a novela mexia com a chamada “especulação imobiliária”.

Texto narrado na apresentação das cenas do próximo capítulo da novela (prática comum na época):
“Cidade grande. O homem vira máquina, a máquina esmaga o homem. Chega pro lado! Abre caminho… A engrenagem engolindo… O futuro brotando… O Espigão!”

Trilha Sonora Nacional
espigaot1
01. MALANDRAGEM DELA – Tom e Dito
02. BOTARAM TANTA FUMAÇA – Tom
03. SUBINDO O ESPIGÃO – Betinho
04. ALFAZEMA – Walker
05. VOCÊ VAI TER QUE ME ATURAR – Sônia Santos
06. O ESPIGÃO – Zé Rodrix (tema de abertura)
07. PELA CIDADE – Bertrami e Conjunto Azimute
08. RETRATO 3×4 – Alceu Valença
09. NA SOMBRA DA AMENDOEIRA – Os Lobos (tema de Carlinhos)
10. CILADA – Pery Ribeiro
11. NONÔ, REI DAS GRINGAS – Djalma Dias (tema de Nonô)
12. BERCEUSE – Tuca
13. ÚLTIMO ANDAR – Benito de Paula

Trilha Sonora Internacional
espigaot2
01. BALLAD OF DANNY BAYLEY – Elton John
02. SAVE THE SUNLIGHT – Dennis Yost & The Classics IV
03. DANCING MACHINE – The Jackson Five
04. WE CAN MAKE IT HAPPEN AGAIN – The Stylistics (tema de Marcito)
05. WHEN THE FUEL RUNS OUT – Executive Suite
06. LADY IT’S TIME TO GO – Stu Nunnery
07. YOU ARE ALL THE SUNSHINE – Evan Pace
08. TELL ME A LIE – Sami Jo
09. ROCK YOUR BABY – George McRay
10. PLEDGING MY LOVE – Diana Ross & Marvin Gaye
11. ANOTHER DAY – Paul Jones
12. THERE’S NOTHING IS RATHER DO – Kevin Johnson
13. THE LONELIEST HOUSE ON THE BLOCK – Little Anthony & The Imperials (tema de Tina)
14. WHAT CAN I DO? – Summer Breeze

ainda
I TUOI SOSPIRI – Bruno Nicolai & Edda Dell’Orso
BROTHER ON THE RUN – Adan Wade

Sonoplastia: Antônio Faya

Tema de Abertura: O ESPIGÃO – Zé Rodrix

Hoje eu não preciso mais coçar as costas
Inventaram o coça-costas eletrônico
Eu só fazia força
Quando ia abrir a porta da minha Mercedes
O único exercício que eu fazia
(era abrir a porta)
Hoje o meu motorista faz por mim (ah, sim!)
Ah, sim, é isso sim! (ah, sim!)

Me disseram que tudo que eu tenho é demais (é demais!)
Me disseram que tudo que é demais está sobrando
Que é que eu posso fazer
Se inventaram o mundo pra me dar prazer
Minhas máquinas estão fazendo tudo (que eu fazia)
Eu não preciso mais me mexer pra viver
Viver sem me mexer, viver…
Eu não!

Veja também

  • bandeira2_logo

Bandeira Dois

  • bemamado_nov_logo

O Bem Amado (a novela)

  • saramandaia76_logo

Saramandaia (1976)

  • sinaldealerta_logo

Sinal de Alerta