Sinopse

O cenário da história era o Edifício Paraíso, erguido por família tradicional, projetado com requinte, mas que se desvaloriza com a construção do Elevado Costa e Silva – o Minhocão – no centro de São Paulo, passando à altura dos dois primeiros andares. Os personagens são os moradores do prédio, o dia-a-dia com seus conflitos iguais e a carga de problemas de cada um.

Entre os moradores, gente de toda espécie distribuída pelos apartamentos. Família aristocrática – o casal Edgard e Mafalda – que habita a cobertura; os zeladores, que moram no térreo; a classe média representada por vários tipos. Em especial o casal de intelectuais Gilberto e Lúcia, e uma ex-freira, Marta, que cria seu filho doente, Paulinho, que dá gritos durante a noite atrapalhando o sono e a tranquilidade dos condôminos.

Esse é o fato gerador da novela. O menino deve ou não sair do prédio? Quem atirará a primeira pedra? Preocupados apenas com suas próprias vidas, os moradores querem expulsar Marta e seu incômodo filho do prédio. Apenas poucos vizinhos demonstrarão alguma solidariedade para com o drama da ex-freira.

Globo – 22h
de 27 de outubro de 1975
a 30 de abril de 1976
125 capítulos

novela de Jorge Andrade
direção de Wálter Avancini, Roberto Talma e Gonzaga Blota

Novela anterior no horário
Gabriela

Novela posterior
Saramandaia

GLÓRIA MENEZES – Marta
NEY LATORRACA – Sérgio
WALMOR CHAGAS – Gilberto
ISABEL RIBEIRO – Lúcia
RUBENS DE FALCO – Agenor
YONÁ MAGALHÃES – Kátia
TEREZA RACHEL – Débora
ELIZABETH SAVALA – Pilar
LEONARDO VILLAR – Edgard
MARIA FERNANDA – Mafalda
EDSON FRANÇA – Otávio
REGINA VIANNA – Dorotéia
MARCOS PAULO – Orlando
JOÃO PAULO ADOUR – Rogério
FRANÇOISE FORTON – Marina
YARA CÔRTES – Dona Carmem
ROBERTO PIRILO – Mário
SUELY FRANCO – Laís
SEBASTIÃO VASCONCELOS – Francisco
ELOÍSA MAFALDA – Socorro
CASTRO GONZAGA – Sebastião
IDA GOMES – Branca
RUTH DE SOUZA – Albertina
LÍDIA BRONDI – Estela
GUTO FRANCO – Guilherme
MIDORE TANGE – Midore
FLÁVIO MIGLIACCIO – Osvaldo
CARMEN ALVAREZ – Ana
PAULO GONÇALVES – Caio
ANTÔNIO GANZAROLLI – Gurgel
CHICA XAVIER – Lázara
COSME DOS SANTOS – Jairo
JACYRA SILVA – Nair
MARIA DAS GRAÇAS – Jacira
HELOÍSA RASO – Arlete
CARMEM MONEGAL – Cleide
TONICO PEREIRA – Corrêa
TONY FERREIRA – Grandalhão
os meninos
MARCOS ANDREAS HARDER – Paulinho (filho de Marta)
RICARDO GARCIA – Bento (filho de Gilberto e Lúcia)
e
ALCÍRIO CUNHA – Ernesto
ANTÔNIO CARLOS PIRES
CARLOS FONTOURA – amigo de Jairo
ESTHER MELLINGER – Dolores
FÁBIO SABAG – diretor do teatro
FRANCISCO DANTAS – Davi (pai de Débora, aparece em flashbacks)
HORTÊNCIA TAYER – prostituta da rua
JARDEL MELLO – Dr. José
LADY FRANCISCO – prostituta de rua
LAJAR MUZURIS – Anacleto
LOURDES MAYER – Dona Olímpia (mãe de Edgard, mantida por ele num asilo)
MARIA LÚCIA DAHL – Joana
MYRIAN FISCHER – Débora (criança, em flashbacks)
OTÁVIO AUGUSTO – Henrique (falecido marido de Marta, aparece em em flashbacks)
PEPA RUIZ – Maria (acompanhante de Dona Olímpia)
REGINALDO VIEIRA – marginal
ZIEMBINSKI – professor de Filosofia de Rogério

– núcleo de SÉRGIO (Ney Latorraca), delegado de polícia, encarregado do setor de contrabando. Instala-se em um pequeno apartamento em frente ao Edifício Paraíso para investigar possíveis integrantes de uma quadrilha. Vive atormentado pela morte da irmã, envolvida com drogas. Sua dedicação à profissão fez com que sua noiva o abandonasse, relegando-o a uma vida solitária. Ao longo da trama encarrega-se também do seqüestro de uma moradora do prédio:
a ex-noiva CLEIDE (Carmem Monegal), não compreende sua dedicação excessiva ao trabalho. Abandonou-o por sentir-se preterida
os colegas CAIO (Paulo Gonçalves) e GURGEL (Antonio Ganzarolli), auxiliam nas investigações
o investigado GRANDALHÃO (Tony Ferreira), dono de uma cadeia de lojas de jogos eletrônicos.

– núcleo de EDGARD (Leonardo Villar), industrial, proprietário do Edifício Paraíso, construiu o prédio no terreno pertencente à família de sua mulher, com quem se casara por interesse. Esconde seu passado humilde a qualquer preço. Seu universo está centralizado no apartamento e na metalúrgica. Morador da cobertura:
a mulher MAFALDA (Maria Fernanda), de tradicional família paulista, nasceu e cresceu no palacete derrubado para a construção do Edifício Paraíso. Obcecada por dinheiro, despreza a mistura de classes, por isso evita se relacionar com os vizinhos. Controla todos os passos do marido
a filha adolescente ESTELA (Lídia Brondi), não compartilha os mesmos princípios e idéias dos pais. Luta para se impor diante do mundo tradicional da mãe e da alienação do pai. É sequestrada no decorrer da trama
a empregada ARLETE (Heloísa Raso)
a mãe OLÍMPIA (Lourdes Mayer), mantida num pensionato para senhoras. Representa um passado que ele não deseja revelar. Por isso, apesar de seus apelos, nunca foi apresentada à nora e à neta
a acompanhante de Olímpia, MARIA (Pepa Ruiz).

– núcleo do professor GILBERTO (Walmor Chagas), antropólogo, escreve uma tese sobre São Paulo e todos os seus aspectos. Homem comunicativo, compreensivo e alegre, sempre atento aos direitos da comunidade. Por conta de suas características, funciona como uma espécie de cérebro do Edifício Paraíso. Morador do apartamento 901:
a mulher LÚCIA (Isabel Ribeiro), pintora, inteligente e simples. Principal admiradora do marido, não suporta o preconceito e a intolerância que norteiam alguns moradores do Edifício Paraíso. Está sempre procurando manter o equilíbrio familiar
os filhos MARINA (Françoise Forton), estudante de comunicação, herdou dos pais o senso de justiça. Não tolera qualquer ameaça ao direito do outro. Defensora da posição atuante da mulher no mundo contemporâneo,
GUILHERME (Guto Franco), namoradinho de Estela. Jovem inteligente, deseja ingressar na faculdade de Física
e BENTO (Ricardo Garcia), menino esperto e muito crítico, seu sonho é apostar uma corrida de bicicletas no Minhocão, que fica em frente ao Edifício Paraíso.

– núcleo de OTÁVIO (Edson França), homem preconceituoso e intolerante, funcionário aposentado de uma empresa estatal. Reserva dois quartos de seu apartamento para os diversos poodles que cria. Síndico do Edifício Paraíso, controla a vida de todos os moradores. Sente-se humilhado pela superioridade de Edgard e incomodado pela inferioridade de alguns proprietários e inquilinos. Morador do apartamento 902:
a mulher DOROTÉIA (Reginna Viana), bonita e sensual, compensa suas frustrações do casamento em visitas infindáveis aos salões de beleza. Nutre uma paixão secreta por um vizinho bonitão
a empregada JACIRA (Maria das Graças), desafia as regras de comportamento impostas pelo síndico, pois sabe que a patroa não pode dispensar seus serviços.

– núcleo de AGENOR (Rubens de Falco), bancário, tenta esconder de seus pais a sua homossexualidade. Leva uma vida dupla. Durante o dia, é discreto e calado. À noite, adota um comportamento extravagante, veste-se de mulher e diverte-se com a observação do comportamento alheio pelos bares da cidade. Morador do apartamento 801:
os pais SEBASTIÃO (Castro Gonzaga), fazendeiro aposentado, vive da nostalgia do campo, que abandonou por causa do filho. Homem simples e religioso, passa os dias sentado no saguão do edifício procurando se relacionar com os vizinhos, que passam sem lhe dar muita atenção
e BRANCA (Ida Gomes), mulher extremamente religiosa, preocupa-se com a felicidade do filho, que acredita ser a sua cruz.

– núcleo de DÉBORA (Tereza Rachel / Myrian Fischer em flashbacks), atriz decadente, sofre com a solidão e a insegurança. Apesar de manter sua beleza, não suporta a ideia de envelhecer. Por isso, recusa- se a revelar sua idade. Nutre um amor platônico por Gilberto. Moradora do apartamento 802:
a amiga e dama de companhia ALBERTINA (Ruth de Souza), antiga empregada de sua casa, herdou uma pequena fortuna com a morte do patrão. Prevendo a decadência da atriz, que sempre esbanjou seu dinheiro, comprou o apartamento em que vivem. Protege Débora como se fosse sua filha, mas, para outros, é apenas sua empregada de confiança. Deixa que os vizinhos pensem que a atriz é a dona do imóvel
o pai DAVI (Francisco Dantas), falecido, aparece em suas recordações.

– núcleo de DONA CARMEM (Yara Cortes), viúva, mulher desagradável, severa e carola, intromete-se na vida de todos os vizinhos, com quem discute frequentemente. Divide o apartamento com a família do filho mas faz questão de deixar claro que a está hospedando. Desconfiada, mantém os armários de casa trancados e chega a colocar cadeado na geladeira. Moradora do apartamento 701:
o filho MÁRIO (Roberto Pirilo), formado em contabilidade, trabalha como subgerente numa agência bancária. Esforça-se para sustentar a mulher e os filhos pequenos. Não desafia a pressão materna, mas sonha em morar com a família num apartamento próprio
a nora LAÍS (Suely Franco), mulher de Mário, vive uma crise em seu casamento, resultado da opressão que sua sogra exerce sobre a família. Luta para salvar seu relacionamento e também seu marido, que vê sendo destruído pela mãe, mas tem consciência de que isso só será possível quando se afastarem
a empregada NAIR (Jacira Silva), perseguida e vigiada pela patroa que desconfia de sua idoneidade.

– núcleo de ROGÉRIO (João Paulo Adour), jovem tímido e introspectivo, veio do interior para estudar em São Paulo. Recém-formado em Arquitetura, trabalha numa grande empresa. Adaptado à vida na cidade grande, incomoda-se apenas com a poluição sonora e a poluição visual. É apaixonado pela namorada, Marina. Morador do apartamento 702:
o amigo com quem divide o apartamento ORLANDO (Marcos Paulo), médico recém-formado e competente, trabalha num posto de saúde num bairro pobre da cidade. Tem plena consciência de sua responsabilidade social. Mulherengo, mantém romances passageiros com diversas vizinhas do Edifício Paraíso, sem nunca assumir um compromisso com qualquer uma delas. Alvo do desejo de Dorotéia.

– núcleo de MARTA (Glória Menezes), ex-freira, viúva, tem um filho pequeno deficiente mental. Enfrenta o preconceito e a intolerância dos moradores, que, importunados pelos gritos do menino durante a noite, desejam expulsá-lo do edifício. O sofrimento e a ausência de vaidade fazem com que aparente mais idade do que tem. Apesar de tudo, é uma mulher forte, que incomoda as pessoas com sua franqueza. Moradora do apartamento 104:
o filho PAULINHO (Marcos Andreas), 11 anos, sofre de deficiência mental. Não se locomove, nem fala, e tem pouco tempo de vida
o marido falecido HENRIQUE (Otávio Augusto), foi funcionário do Ministério da Agricultura. Quando morreu, deixou uma pequena herança para a família, com a qual a mulher comprou o apartamento. Aparece apenas em flashbacks.

– núcleo de PILAR (Elizabeth Savala), jovem bonita e ambiciosa, estudante de Medicina. Filha do zelador do Edifício Paraíso, mora no apartamento 1, no térreo. Sonha em ser rica, e para isso tenta seduzir Edgard, proprietário do prédio, morador da cobertura:
os pais FRANCISCO (Sebastião Vasconcelos), zelador do Edifício Paraíso, veio do Rio Grande do Norte para trabalhar na construção do prédio. Exigente com os empregados, mantém a ordem no edifício como se fosse o dono do imóvel
e SOCORRO (Eloísa Mafalda), sonha voltar para sua cidade no Rio Grande do Norte. Preocupa-se com a beleza da filha, que incomoda as moradoras.

– núcleo de LÁZARA (Chica Xavier), cozinheira de Edgard e Mafalda, mora no apartamento 2, no térreo. Preocupada com a educação do filho, sua maior alegria é ter saído da favela:
o filho JAIRO (Cosme dos Santos), rapaz inteligente, vende flores nas ruas para ajudar no orçamento familiar.

– núcleo de OSWALDO (Flávio Migliaccio), porteiro e faxineiro do Edifício Paraíso, costuma esconder de Francisco os deslizes inocentes de alguns moradores. Mora na periferia:
a mulher CLEONICE (Carmem Alvarez), vive com o medo permanente de ser assaltada.

– demais personagens:
KÁTIA (Yoná Magalhães), moradora do apartamento 101. Mulher bonita e desquitada, desperta os comentários maldosos dos vizinhos, que não aprovam seu comportamento. É uma das sobreviventes do incêndio que destruiu o Edifício Joelma, em 1974, e as lembranças da tragédia ainda a perseguem. Trabalha numa grande loja como secretária executiva. Sente-se atraída por Agenor.
MIDORI (Midori Tange), moradora do apartamento 102. Veio do Japão ainda criança acompanhando os pais, que trabalham como agricultores no interior. A busca por uma oportunidade profissional melhor a levou para São Paulo, onde, além de trabalhar como aeromoça, comercializa pérolas e objetos japoneses com Mafalda e revende produtos de fora para os vizinhos.
CORRÊA (Tonico Pereira), visitante misterioso de Midori.

Assim Jorge Andrade definiu sua novela:
“O paraíso de se viver em São Paulo. O retrato dessa realidade. A vida nas suas vinte e quatro horas de correria, poluição, gente se esbarrando e nem sentindo, solidão, superpopulação, marginalidade, neurose.”

Infelizmente a proposta não foi muito bem aceita. Mesmo com argumento promissor, um elenco de peso, e o sucesso da estreia como novelista com Os Ossos do Barão (1973-1974), Jorge de Andrade não teve êxito com O Grito e conquistou fama de incompreendido no meio televisivo.

O Grito provocou as mais diversas reações. No Rio de Janeiro, aparentemente influenciados pela novela, moradores de um edifício em Ipanema tentaram expulsar uma criança excepcional.
Em São Paulo, a história causou indignação, porque se julgou que o objetivo do autor era criticar a capital paulista. Jorge Andrade rebateu, argumentando que sua intenção foi mostrá-la como é na realidade: “dura, fechada, fria”. O protesto chegou no Congresso, onde o então deputado federal Aurélio Campos fez um pronunciamento contra o que ele qualificava de distorção da imagem de São Paulo.

Através do filho de Marta (Glória Menezes), foi abordada na novela a discriminação e o preconceito contra os deficientes mentais.

Sem ser informado sobre a unidade de tempo da história, o telespectador foi surpreendido no final de O Grito ao descobrir que a trama toda se passou em uma única semana. O autor teve o cuidado de não deixar o telespectador perceber esse detalhe durante os seis meses de exibição.

Apesar da ambientação, um tanto quanto claustrofóbica, vale destacar a interpretação de Yoná Magalhães, como Kátia, uma sobrevivente do incêndio que destruiu o edifício Joelma, no centro de São Paulo, em 1974. Apesar do trauma, ela protagonizou uma cena polêmica: tirou a roupa na sacada de seu apartamento, causando um engarrafamento no Minhocão.

Glória Menezes passava a atuar sem a companhia de seu marido Tarcísio Meira, depois de muitas novelas interpretando com ele o casal romântico.

A atriz Elizabeth Savala engravidou durante a novela e conseguiu manter em segredo essa gravidez sem prejuízo para a sua personagem, Pilar.
Fonte: site Memória Globo.

Primeira novela da atriz Lídia Brondi, então com 16 anos na época.

Lídia Brondi vivia a adolescente Estela, que namorava o garoto Guilherme, interpretado por Guto Franco, filho do apresentador e cantor Moacyr Franco, que estava com um programa na Globo na época. Depois da novela, Guto Franco passou a trabalhar diretamente com o pai, principalmente como diretor em seus programas.

Naturalmente, o elevado Costa e Silva, o Minhocão, serviu de locação para a produção.
Já a fachada do Edifício Paraíso (que tinha à sua frente o Minhocão) foi montada em frente à TV Globo do Rio de Janeiro.

O Grito foi a primeira novela da Globo a exibir merchandising de uma marca em sua abertura. Intencional ou não, entre as imagens captadas da paisagem urbana de São Paulo, a câmera focalizou uma agência do Banco Bamerindus e um outdoor dos jeans Levi’s.

Slogan das chamadas da novela:
“O Grito! Quando a sua intimidade está ameaçada!”

Trilha Sonora Nacional
gritot1
01. LÁ VOU EU – Rita Lee (tema geral)
02. UM POR TODOS – Elis Regina
03. A LUA E EU – Cassiano (tema de Sérgio e Pilar)
04. TEMA EM 5/4 – Victor Assis Brasil
05. NOITE VAZIA – Ângela Maria (tema de Marta)
06. O GRITO – Victor Assis Brasil (tema de abertura)
07. AMOR, AMOR – Marília Barbosa (tema de Pilar)
08. NÃO CORRA ATRÁS DO SOL – Luiza Maria (tema de Estela e Guilherme)
09. BERCEUSE – Trio Radamés Gnattali
10. SABOREAREI – Luli e Lucinha
11. VICE-VERSA – Victor Assis Brasil

Trilha Sonora Internacional
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01. TRUE LOVE – Steve McLean (tema de Sérgio e Pilar)
02. INSEPERABLE – Natalie Cole
03. BREEZY – The Jackson Five
04. FLY ROBIN, FLY – Silver Convention
05. E SIAMO QUI – Wess & Dori Ghezzi (tema de Laís e Mário)
06. TIME IS OVER – Harris Chalkitis
07. HEY GIRL (TELL ME) – Bobby Wilson
08. TENDERNESS – Twins (tema de Marina)
09. SO IN LOVE WITH YOU – Leroy Hutson (tema de Rogério)
10. WE WILL MAKE IT TONIGHT – Carol Douglas
11. ERA GIÁ TUTTO PREVISTO – Riccardo Cocciante (tema de Débora)
12. PICTURE US – Bunny Sigler (tema de Kátia e Agenor)
13. ISLAND GIRL – Elton John
14. EVERYDAY I HAVE TO CRY SOME – Arthur Alexander

Sonoplastia: Paulo Ribeiro
Produção Musical: Nelson Motta

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