Sinopse

O empresário Léo contrai o vírus da Aids através de uma transfusão de sangue quando fora uma das vítimas de um acidente aéreo, durante uma viagem a Manaus. Passada a fase do pânico, sua primeira reação é encontrar quem o contaminou. Para isso, Léo faz uma verdadeira via-crucis atrás de todos os passageiros do avião, deparando-se com diversas situações e pessoas, cada qual exibindo um perfil de comportamento intimamente ligado a tudo que se fala a respeito da doença.

Alguns suspeitos: Álvaro, casado mas chegado a conquistas amorosas; Aurélio, homossexual discreto que está com o namorado em fase terminal; Janjão e Dodora, casal obeso que enfrentou problemas com a polícia pelo tráfico de sangue; Alfredão, de comportamento estranho de quem se suspeita ser bissexual; Dagoberto, homem intimamente ligado às farras, que vive à noite.

Léo trabalha numa firma de congelados, na qual tem como sócios dois amigos, o casal Reginaldo e Luciana. Reginaldo tenta ajudá-lo, mas enfrenta o preconceito da própria mulher, que não quer manter contato com Léo. Enquanto realiza sua dramática busca, Léo enfrenta toda a sorte de discriminação e se preocupa em não transmitir a doença, conseguindo, inclusive, um relacionamento emocionante com Marlene, uma antiga namorada que passa a ajudá-lo, trazendo-lhe harmonia e equilíbrio com amor e sexo.

Globo – 22h30
de 10 a 20 de setembro de 1991
8 capítulos

argumento de Herval Rossano
roteiro de José Antônio de Souza
colaboração de Aziz Bajur
direção de Herval Rossano e Mauro Mendonça
direção geral de Herval Rossano

JAYME PERIARD – Léo
DEDINA BERNADELLI – Marlene
JONAS BLOCH – Reginaldo
LÍLIA CABRAL – Luciana
ZEZÉ POLESSA – Vilma
RICARDO BLAT – Alencar
MAYARA MAGRI – Jacira
ROBERTO PIRILO – Álvaro
EDWIN LUISI – Aurélio
LAFAYETTE GALVÃO – Janjão
WILZA CARLA – Dodora
THERESA AMAYO – Laurita
JONAS MELLO – Alfredão
IVAN DE ALBUQUERQUE – Dagoberto
OTHON BASTOS – Dr. Cerqueira
VICTOR BRANCO – César
ANA GALLO – Soninha
MÁRCIA COUTO – Regina
KIMURA SCHETINO – Fubá
SARITA RODRIGUES – Marilu
o menino
ANDRÉ LUÍS – Quiquito
e
ALCIONE MAZZEO – Rosalia
ANDRÉA VEIGA – Eliane
ANDRÉ VALLI – Moraes
ARACY CARDOSO – Ruth
CAMILO BEVILACQUA – Marques
CARLOS DUVAL – Isauro
CÉSAR PEZZUOLI – Dr. Romeu
CLÁUDIA BORIONI
CLÁUDIA VIANNA – Virginia
CRISTINA MULLINS – Débora
DÉBORA CATALANI – Vânia
ELIANE MARTINS – aeromoça
FRANÇOISE FORTON – Patricia
HÉLIO RIBEIRO – Dr. Avelar
HEMÍLCIO FRÓES – pai de Nem
HELOÍZA MACHADO – Guiomar
JAIRO ARCO E FLEXA – Sacramento
KATE HANSEN – delegada
LEONARDO FRANCO – co-piloto
LEONORA SOLEDADE – Cíntia
MARLY BUENO – Edite
NAURA SCHENEIDER – aeromoça
NENA CAMARGO – Nem
PAULO PINHEIRO – atendente
PEDRO VASCONCELOS – Victor
RAYMUNDO DE SOUZA – Oscar
RICARDO PETRÁGLIA – Vicente
RONY FERREIRA
SANDRO SOLVIATTI
SILVERINHA
THELMA RESTON – farmacêutica
TONY FERREIRA – Comandante Ramos (piloto de avião)

Minissérie que teve o mérito de tratar da problemática da Aids numa época em que muito ainda precisava ser informado sobre a epidemia, sem causar desespero nos telespectadores, nem tornar-se didática. Ao contrário, os autores souberam discorrer sobre o tema polêmico apresentando realismo.

O Portador recebeu elogios do presidente da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (ABIA), do sociólogo Herbert de Souza (Betinho), e do médico Mário Barreto Corrêa Lima, do Hospital Gaffré e Guinle, um dos centros de referência de tratamento de Aids no Rio de Janeiro.

O final foi de pura esperança. Embora portador da doença, Léo não apresentou os sintomas. Terminou dizendo:
“Eu continuo. A morte é inquilina do meu corpo e acompanha a minha sombra por onde quer que eu vá… mas eu continuo indo adiante, e posso encontrar a fatalidade na próxima esquina, como posso seguir pela cidade afora (…) até que a morte nos separe… Eu continuo… eu estou vivo.”

Destaque para a ótima interpretação de Jayme Periard como o protagonista, sem buscar o estrelismo.

Tema de Abertura: O TEMPO NÃO PARA

Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara
Mas se você achar que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não para

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não para

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando uma agulha num palheiro
Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros

Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não para

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não para…

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