Sinopse

Lisboa, século XIX. O jovem Basílio acaba de chegar da Inglaterra, mas só tem olhos para Luísa, a sua bela e doce prima. Os dois se apaixonam, mas Basílio é obrigado a viajar para o Brasil. Antes de partir, porém, promete casar com Luísa quando regressar a Portugal. Durante os primeiros dias naquele país distante, Basílio escreve a Luísa com alguma assiduidade, mas, com o passar do tempo, deixa de mandar quaisquer notícias, até que acaba por escrever para terminar tudo entre ambos.

Os anos passam e Luísa retoma a sua vida social. Conhece Jorge, um jovem engenheiro, com quem casa e é feliz, até a morte de uma velha tia daquele. Além de uma pequena fortuna, Jorge herda uma empregada, Juliana, uma mulher sinistra. Mas para abalar a felicidade do casal, está de volta Basílio, que novamente arrebata Luísa de paixão. O adultério acontece mas é descoberto por Juliana através de uma carta, que passa a chantagear a patroa criando um clima de terror.

A infelicidade de Luísa aumenta quando se sente preterida pelo amante e por fim ao sentir que ama de verdade o marido e poderá perdê-lo ante as ameaças de Juliana. Esta lhe pede 600 mil réis em troca de seu silêncio. Luísa não dispõe da quantia e passa a servir Juliana numa mudança de posição. A criada vira a patroa e a patroa ocupa o lugar da criada.

Globo – 22h30
de 9 de agosto a 2 de setembro de 1988
16 capítulos

minissérie de Gilberto Braga
colaboração de Leonor Bassères
baseada no romance homônimo de Eça de Queiróz
direção geral de Daniel Filho

MARÍLIA PÊRA – Juliana
GIULIA GAM – Luísa
TONY RAMOS – Jorge
MARCOS PAULO – Basílio
BETH GOULART – Leopoldina
PEDRO PAULO RANGEL – Sebastião
SÉRGIO VIOTTI – Conselheiro Acácio
MARILU BUENO – Dona Felicidade
JOSÉ DE ABREU – Julião Zuzarte
ZILKA SALABERRY – Tia Vitória
LOUISE CARDOSO – Joana
FÁBIO SABAG – Castro
ANDRÉ VALLI – Ernesto Ledesma (Ernestinho)
GUILHERME LEME – Pedro
OSWALDO LOUZADA – Cunha Rosado
ÊNIO SANTOS – Paula dos Móveis
MIRIAM TEREZA – Helena
THELMA RESTON – Gertrudes
VIC MILITELLO – Carvoeira
WALNEY COSTA – Visconde Reinaldo
MARIA LÚCIA DAHL – Dona Jojó (mãe de Luísa)
DENISE FRAGA – Natália (amiga de juventude de Luísa)
CARMEM SILVA – Dona Virgínia Lemos (tia moribunda de Jorge, de quem Juliana toma conta até a morte)
TURÍBIO RUIZ – testamenteiro de Dona Virgínia
FAFY SIQUEIRA – ex-patroa de Juliana que a expulsa de sua casa
NORMA GERALDY – Dona Henriqueta (criada de dentro de Sebastião)
HENRIQUETA BRIEBA – Dona Rita (criada de dentro do Conselheiro Acácio)
CLÁUDIO MAMBERTI – João Noronha (marido de Leopoldina)
TONICO PEREIRA – Mendonça (amante de Leopoldina)
PAULO GUARNIERI – Fernando (jovem amante de Leopoldina)
GUIDA VIANA – Justina (criada de Leopoldina)
LÍDIA MATTOS – senhoria do cortiço onde Basílio e Luísa se encontram
HUMBERTO CATALANO – Gouveia (faz cópias das cartas de Luísa e Basílio)
ÂNGELA REBELLO – Raimunda (criada de Dona Felicidade)
EDUARDO LAGO – Arnaldo (primo de Raimunda que consegue a foto do Conselheiro Acácio para Dona Felicidade)
THAIS PORTINHO – Dona Ana Silveira (amiga de Dona Felicidade)
RAUL GAZOLLA – cliente de Tia Vitória
MARIA CRISTINA GATTI – cliente de Tia Vitória
RENATO CONSORTE – Vicente Azurara
LAFAYETTE GALVÃO – Alves Coutinho
ISAAC BARDAVID – Artur
ALEXANDRE ZACCHIA – policial Mendes (vai com Sebastião tentar reaver com Juliana as cartas de Luísa)
ALEXANDRA MARZO – Mariana
SUZANA KRUGER
TINA FERREIRA
PETER WOOLEY
IBAÑEZ FILHO
MARGA ABI RAMI
JOSÉ DE OLIVEIRA
SALMA SAMIR
JORGE CHAIA
ÚRSULA CANTO
LUDOVAL CAMPOS
OVÍDIO ABREU
NICA BONFIM
JORGE NAPOLEÃO
VIRGÍNIA LEMOS

Belíssimo trabalho de Daniel Filho na direção valorizando o realismo de Eça de Queiróz (perfeitamente extraído na adaptação de Gilberto Braga).

O Primo Basílio recebeu o grande prêmio da crítica da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Daniel Filho foi eleito o melhor diretor de televisão em 1988, e Louise Cardoso, a melhor atriz coadjuvante.

Os aplausos foram unânimes para Marília Pêra, perfeita como a perversa empregada Juliana.

Três cenas marcantes: Jorge descobre a traição de Luísa ao ler uma de suas cartas a Basílio; Luísa tem seu cabelo raspado ante a doença terminal; e a morte de Juliana, vítima de sua própria maldade.

O Primo Basílio exigiu uma grande produção de cenários, figurinos e arte, com reconstituição fiel de Lisboa do fim do século XIX. O cenógrafo Mário Monteiro pesquisou em detalhes as ruas de Lisboa e sobretudo seguiu as descrições de Eça de Queiróz, fundamentais para a realização da obra. Foi preciso refazer alguns objetos e detalhes descritos pelo autor, como por exemplo, uma fechadura de época, peça importante na história.

A produtora de arte Cristina Médicis fez uma apurada pesquisa em antiquários e em livros de Eça de Queiróz e sobre ele. Ela também se esmerou no estudo da culinária portuguesa, para reproduzir com fidelidade as refeições descritas pelo autor.

A minissérie recebeu críticas e elogios dos portugueses. Alguns intelectuais consideraram que a adaptação do romance de Eça de Queiróz para a televisão não fora bem realizada. Já a Federação das Associações Portuguesas e Luso-Brasileiras julgou que o programa foi fundamental para a divulgação da cultura portuguesa e da literatura de Eça de Queiróz.

Em 2007 Daniel Filho dirigiu uma nova adaptação do romance, dessa vez para o cinema, com roteiro dele e Euclydes Marinho, e no elenco Glória Pires (Juliana), Débora Falabella (Luísa), Reynaldo Gianecchini (Jorge) e Fábio Assunção (Basílio).

A minissérie foi reapresentada no Faixa Comentada do Canal Futura (canal de TV por assinatura pertencente à Rede Globo).
Reprisada também no canal Viva (outro canal de TV por assinatura da Globo), entre 28/10 e 18/11/2013, às 23h15.

Trilha Sonora

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01. ABERTURA
02. CARTA ADORADA – Marília Pêra
03. FADO DA MANHÃ
04. DUETO DE AMOR (tema de Basílio e Luísa)
05. TEMA DE LUÍSA
06. FADO DA LEOPOLDINA – Beth Goulart
07. TEMA DE JORGE
08. CARTA ADORADA (tema de Juliana)
09. TEMA DE LUÍSA
10. DUETO DE AMOR (tema de Basílio e Luísa)
11. CARTA ADORADA (tema de Juliana)
12. O PRIMO BASÍLIO (tema de abertura)

Sonoplastia: Adirson Vieira
Efeitos sonoros: Leonardo da Vinci
Direção musical: Márcio Antonucci
Produção musical: Sérgio de Carvalho
Trilha incidental, arranjos e regências: Roger Henri

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