Sinopse

Na Jamaica, um guerrilheiro, Rodrigo, busca refúgio em um convento onde violenta a irmã Amparo de Fátima, que, grávida, é expulsa e passa a desenvolver uma relação de amor e ódio com seu algoz.

TV Rio / Record
de janeiro a maio de 1969 *

novela de Janete Clair
dirigida e produzida por Daniel Filho

* De acordo com uma revista da época, a novela estreou na TV Rio no dia 2 de dezembro de 1968, às 18h30. Já o livro Memória da Telenovela Brasileira, de Ismael Fernandes, consta janeiro de 1969, provavelmente a data da estreia em São Paulo, pela TV Record.

LEILA DINIZ – Irmã Amparo de Fátima
LEONARDO VILLAR – Rodrigo
DINA SFAT – Isabel
BETTY FARIA – Sônia Maria
SÉRGIO GALVÃO – Henry
YARA CÔRTES – Mônica
OSWALDO LOUREIRO – William
GENY PRADO – Helena
PAULO GONÇALVES – Frederico
RENATO MASTER – Blasco Ibañez
ÊNIO CARVALHO – Pedro
ADALBERTO SILVA – Santiago
LÉA GARCIA – Irmã Serafina
IVONE HOFFMAN – Irmã Lúcia
MONAH DELACY – Madre Superiora
DILÉIA COELHO

Novela da TV Rio exibida em horário nobre no Rio de Janeiro, e, em São Paulo, exibida pela TV Record em horário inferior, ao meio-dia.

De acordo com uma revista da época, a novela estreou na TV Rio no dia 02/12/1968, às 18h30. Já o livro Memória da Telenovela Brasileira, de Ismael Fernandes, informa janeiro de 1969, provavelmente a data da estreia em São Paulo, pela TV Record. É que Os Acorrentados foi ao ar em São Paulo um pouco depois de sua exibição no Rio. Enquanto era exibida pela Record paulista, já estava no ar Rosa Rebelde na Globo carioca, com a mesma autora e diretor.

Daniel Filho havia saído da Globo por desentendimentos com Glória Magadan, diretora de dramaturgia da emissora, enquanto dirigia sua novela A Gata de Vison.
A autora Janete Clair, no período em que escrevia os últimos capítulos de Passo dos Ventos e os primeiros de Rosa Rebelde, para a Globo, prestou uma ajuda a Daniel Filho, que tentava dirigir na já decadente TV Rio. Escondida da Globo, a autora elaborou a trama de Os Acorrentados para ser exibida na emissora concorrente – um dos seus trabalhos mais obscuros.

Daniel Filho comentou em seu livro “Antes que me Esqueçam” sobre a escalação do elenco:
“Fui catando ator por ator para compor o elenco. (…) Procurei também uma outra atriz que praticamente não tinha feito televisão e era fantástica no cinema. Chamava-se Dina Sfat. Na época ela estava fazendo um filme – Macunaíma – e teve que se desdobrar para também fazer a novela. (…) Leila (Diniz) me pediu para que desse lugar para uma sua amiga que nunca tinha feito novela: Betty Faria”
Os Acorrentados foi a primeira novela de Betty Faria, mas não a primeira de Dina Sfat, que já havia atuado nas TVs Tupi e Excelsior de São Paulo.

Daniel Filho continuou: “As condições de trabalho eram no mínimo terríveis. (…) No Rio, a novela dava uma audiência que podíamos classificar de nenhuma. Em São Paulo, menos ainda… Era inacreditável: um elenco ótimo, uma história razoável e a maestria da Janete Clair (ainda que por baixo do pano).”

A novela não teve um final. A TV Rio começou a atrasar os pagamentos, alguns atores abandonaram as gravações e Daniel Filho foi recontratado pela Globo.

A novela teve música original composta por Mário Litwin. Um luxo na época, pois somente a partir dos anos 1970 compositores passaram a criar trilhas sonoras de novelas.

Não confundir Os Acorrentados com a novela Acorrentada, produzida e exibida pelo SBT em 1983. Uma trama nada a ver com a outra.

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