Sinopse

Júlio Monteiro é um criador de casos, a ovelha negra da cidade. Filho do fazendeiro Cassiano e de Dona Cecília, ambiciona liderar a pequena Águas de Santana, uma estância termal. Porém, por causa de suas brincadeiras de mau gosto e por saber demais da vida dos moradores, atrai a ira de todos e é expulso da cidade.

Perto dali, Júlio inicia a construção de um povoado em terras inóspitas. Lá, chega à conclusão que será difícil fazer alguma coisa pois o terreno é pedregoso. Para conseguir prestígio, cria o boato que, em suas terras, há uma nascente de águas milagrosas. Começa, então, a exploração mística que lhe dará chances de construir uma nova cidade.

Júlio Monteiro lutará para provar a todos que a sociedade é pior do que ele. E também tentará conquistar o coração de Laura, ao disputá-la com o viúvo Cirilo, proprietário de um hotel termal.

Tupi – 20h
de 2 de junho a 30 de setembro de 1975
100 capítulos

novela de Walther Negrão e Chico de Assis
direção de Edison Braga e Atílio Riccó
direção geral de Edison Braga

Novela anterior no horário
Ídolo de Pano

Novela posterior
A Viagem

ROLANDO BOLDRIN – Júlio Monteiro
CLEYDE YÁCONIS – Laura
SERAFIM GONZALEZ – Cirilo
GEÓRGIA GOMIDE – Sofia
EDNEY GIOVENAZZI – Padre Jonas
KATE HANSEN – Suzana
WANDA STEFÂNIA – Glorinha
JOANA FOMM – Marina
EDGARD FRANCO – Samuel
DANTE RUI – Mateus
LAURA CARDOSO – Donana
CARLOS AUGUSTO STRAZZER – Alberto
SÍLVIO ROCHA – Cassiano
LIA DE AGUIAR – Dona Cecília
MÁRIO BENVENUTTI – Gabriel
CARMINHA BRANDÃO – Isabel
ADONIRAN BARBOSA – Tio Quim
FRANCISCO DI FRANCO – Chapéu
EWERTON DE CASTRO – Bentinho
IVAN MESQUITA – Modesto
LEONOR LAMBERTINI – Ema
ABRAHÃO FARC – Vital
ADRIANO REYS – Vítor
JOÃO JOSÉ POMPEO – Donato
LÉA CAMARGO – Mafalda
SILVIA LEBLON – Dalva
JONAS BLOCH – Tiago
PAULO PADILHA – Dr. Freitas
MARIA VASCO – Beatriz
WILMA DE AGUIAR – Luzia
OSWALDO CAMPOZANA – Gogó (Benito Bruno Bertolini)
PACO SANCHES – Genésio
RACHEL ARAÚJO – Terezinha
ANTÔNIO PITANGA – Dito Preto
VERA MANHÃES – Lavínia
WÁLTER MARINS – Precioso
ELISA D’AGOSTINO – Tiana
HAROLDO BOTTA – Zacarias
JUDI TEIXEIRA – Maria
CUBEROS NETO – Tadeu
GERALDO CUNHA – Roque
MARCO ANTÔNIO DONIZETTI – Chupim
DIMITRI ORRICO – Chiquinho
ARNALDO WEISS
RÉGIS MONTEIRO
EDUARDO ABBAS
APARECIDA DE CASTRO
MUÍBO CÉSAR CURY

Primeira das três novelas para a TV Tupi da dupla de autores Walther Negrão e Chico de Assis. As demais foram Xeque-Mate (1976) e Cinderela 77 (1977).

Walther Negrão, demitido da Globo (a última novela foi Supermanoela, em 1974), foi pedir emprego na Tupi, ao mesmo tempo que seu amigo Chico de Assis. O diretor Carlos Zara pediu para que os autores se decidissem quem ficaria com a vaga da próxima novela na emissora. Negrão e Chico chegaram a um consenso: trabalhar juntos. Negrão narrou ao livro “Autores, Histórias da Teledramaturgia” (Projeto Memória Globo):
“Fomos juntos falar com o Zara para saber se tinha salário para os dois. O Zara disse que a verba só lhe permitia dar mais dois mil, ou coisa assim, e nós fechamos. Fizemos três novelas juntos rachando o salário de um autor por dois.”

Problemas com a produção prejudicaram a boa proposta dos autores. Tendo seu final antecipado, deixou a desejar. (“Memória da Telenovela Brasileira”, Ismael Fernandes)

Ovelha Negra foi encurtada e a Tupi apressou-se na produção da trama substituta, A Viagem, de Ivani Ribeiro, para que esta novela – inédita – concorresse no horário com a reprise de Selva de Pedra, na Globo.

A novela teve gravações externas em Piracuama, distrito de Pindamonhangaba (SP). (Revista Amiga, 01/01/1974 TV Pesquisa PUC-Rio)

Trilha Sonora
ovelhat
01. O TRENZINHO DO CAIPIRA – Orquestra Renato de Oliveira (tema de abertura)
02. PALAVRÃO – Rolando Boldrin (tema de Júlio)
03. AMO-TE MUITO – Daisy de Souza
04. CASINHA – Sílvio Brito (tema de Júlio)
05. BECO DOS BALEIROS (PAPÉIS DE CHOCOLATE) – Fagner (tema de Samuel e Glorinha)
06. MOURÃO DA PORTEIRA – Ângelo Antônio
07. DEZ BILHÕES DE NEURÔNIOS – Paulinho Nogueira
08. ABISMO DE ROSAS – Radamés Gnattali
09. ATITUDE – Rolando Boldrin (tema de Júlio e Laura)
10. MENESTREL – Ângelo Antônio
11. VIDA MANSA – Marcelo Costa

Sonoplastia: Laurindo Salvador
Assitente musical: Cayon J. Gadia
Coordenação de repertório e produção: Alberto Ferreira

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