Sinopse

André Cajarana é tirado do orfanato pelo avô e passa a viver na cidade mineira de Paço Alegre. Criado com a ilusão de que seu pai era um grande homem, após a morte do avô, ele parte para o Rio de Janeiro para buscar sua própria identidade e tentar elucidar a morte do pai – tido como bandido – e inocentá-lo da acusação de ter roubado terras que não lhe pertenciam e ter inclusive matado um padre. A principal barreira é Bruno Baldaracci, um empresário mafioso, ex-sócio de seu pai, o maior envolvido na infâmia e no desaparecimento do homem – era casado com a viúva do próprio, Gilda.

Em Nilópolis, município da Baixada Fluminense, André enfrenta Bruno, que tenta encobrir a verdade sobre seus negócios escusos. Impedido pelos Baldaracci de se aproximar de sua mãe, Gilda, André se mete em confusão e é acolhido por Ana Preta, dona da gafieira Flor de Liz, figura sofredora que sempre viveu em função de homens de mau caráter, inclusive de Bruno, com quem tem uma filha, Jeny.

No outro lado da história está Carina, uma bailarina famosa, criada no seio da melhor família, tradicional e rica, os Limeira Brandão, liderados por Dona Januária, uma mulher dominadora. A avó de Carina é responsável pelo desequilíbrio da filha Walkíria que já foi apaixonada por César Reis e termina entregando seu amor a Gustavo, um vigarista que acaba arrebatado por ela.

César é um homem inescrupuloso que casou-se com Carina para tomar a liderança dos negócios da família Limeira Brandão. Carina abandona o marido mas perde a guarda da filha Ângela. É quando ela conhece André, que já a salvara de morrer afogada numa oportunidade anterior, e que agora, confundido com um ladrão, pede a ele para matá-la.

André e Carina fogem dos problemas no Rio e acabam apaixonados. Ainda acionista majoritária das empresas de sua família, Carina passa uma procuração para que André a represente perante os negócios. É quando André volta ao Rio e bate de frente com César Reis. E reencontra Ana Preta, sua protetora, apaixonada por ele. Mas Carina é vítima de um atentado e a culpa recai sobre André.

Globo – 20h
de 29 de janeiro a 18 de agosto de 1979
178 capítulos

novela de Janete Clair
direção de Gonzaga Blota, substituído por Roberto Talma e Roberto Vignatti

Novela anterior no horário
Dancin´ Days

Novela posterior
Os Gigantes

TONY RAMOS – André Cajarana
ELIZABETH SAVALA – Carina (Catarina Limeira Brandão) / Celina, em Bariloche / Fátima, no Rio Grande do Sul / Rosália, em Itaipava
GLÓRIA MENEZES – Ana Preta (Ana Maria Garcia)
PAULO AUTRAN – Bruno Baldaracci (Nuno)
CARLOS ZARA – César Reis
ROSAMARIA MURTINHO – Walkíria (Kiki)
CLÁUDIO CAVALCANTI – Gustavo Gurgel (Gugu / Benedito da Conceição)
LÉLIA ABRAMO – Januária Limeira Brandão
DIONÍSIO AZEVEDO – Nestor Garcia
MARIA FERNANDA – Gilda
JONAS BLOCH – Rafael
JORGE FERNANDO – Cirilo
FERNANDO EIRAS – Romão
BEATRIZ SEGALL – Norah
EMILIANO QUEIRÓZ – Horácio
YARA LINS – Irene
IVAN CÂNDIDO – Reginaldo (Reginho)
REYNALDO GONZAGA – Hilário
THAÍS DE ANDRADE – Odete (Detinha)
NILDO PARENTE – Haroldo
SUZANA FAINI – Jussara
OSMAR PRADO – Pepo (Pedro)
NÁDIA LIPPI – Aline
SÔNIA REGINA – Jeny (Jenyfer Garcia)
MARIA HELENA DIAS – Filhinha (Filomena)
FLÁVIO MIGLIACCIO – Genésio Pereira
MARIA HELENA VELASCO – Mirtes
ANA LÚCIA RIBEIRO – Lena (Maria Helena Pereira)
CARLOS KROEBER – Tiago Vasconcelos
HÉLIO ARY – Dr. Alexandre Soares
LAJAR MUZURIS – Coxo (Bartolomeu Isidoro)
TESSY CALLADO – Tarcila
IRMA ALVAREZ – Maria Vitória Hernandez
MONAH DELACY – Eugênia Limeira Reis
FERNANDO JOSÉ – Mário Renner
ÁUREA HAMMERLI – Lia Ribeiro
MANFREDO COLASSANTI – Pietro Baldaracci
REJANE MARQUES – Clarinha
ROGÉRIO BACELAR – Gil
LÍCIA MAGNA – Adélia
REGINA DOURADO – Nancí (Baiana)
CARLÃO ELEGANTE – Teodoro
SÉRGIO ALAN DOS SANTOS – Félix
as crianças
ISABELA GARCIA – Ângela (filha de Carina)
ALEXANDRA VASCONCELLOS – Ângela (menor)
RAFAEL – Ígor (filho de Carina e André)
DANIELLE GIANI – Pia (Olímpia, filha de Haroldo e Jussara)
Jeane (Januária, filha de Haroldo e Jussara)
Patrícia (filha de Reginaldo e Irene, aparece apenas no começo)
Paulinho (filho de Hilário e Odete)
Carina (bebê de Hilário e Odete)
Napoleão (bebê de Gustavo e Tarsila)
e
AGNALDO TIMÓTEO como ele mesmo, cantando no Flor de Liz
AIDÉE MIRANDA – Drª Wanda Miranda (médica que cuida de Carina no Rio Grande do Sul, depois que ela sofre o atentado e foge de Bariloche)
ANA ARIEL – Dona Lurdes (funcionária do colégio onde Jeny estudava, no início)
ÂNGELA MARIA como ela mesma, cantando no Flor de Liz
ANTÔNIO LEITE – um dos gerentes que cuidam dos negócios de Baldaracci
ATTILIO LABIS, como ele mesmo, bailarino francês que participa dos espetáculos de balé da novela
BERTHA ROSANOVA como ela mesma, bailarina homenageada na inauguração do Teatro Carina Brandão
CARLOS ALBERTO – Lívio de Andrade Moura (juiz no julgamento de André em que ele é acusado do assassinato de Carina)
CARLOS EDUARDO DOLABELLA – promotor no julgamento de André em que ele é acusado do assassinato de Carina
CÉSAR AUGUSTO – um dos gerentes que cuidam dos negócios de Baldaracci
ELZA GOMES – Mãe Tiana (mãe-de-santo, tia de Gustavo, sabe a verdade sobre Malta Cajarana)
ÉRICA KUPPER – Helen Carmerini (aluga a casa de praia de Carina e se desentende com Walkíria, acaba morrendo no mar)
EUGENIA FEODOROVA como ela mesma (coreógrafa e professora de balé de Carina)
FERNANDO AMARAL – padre que aconselha Romão sobre o sentimento dele por Aline, no final
FRANÇOISE LEGRÉE, como ela mesma, bailarina francesa que participa dos espetáculos de balé da novela
GUARACY VALENTE – um dos gerentes que cuidam dos negócios de Baldaracci
JANSER BARRETO – Rubens (filho adolescente de Reginaldo e Irene)
JOSÉ STEIMBERG – Dr. Ramos de Andrade (investigador que conversa com André e César sobre o desaparecimento de Carina, na casa de praia de Ibicuí)
LIMA DUARTE – Velho Cajarana (avô de André, morre no início)
LINA ARAÚJO – dançarina no Flor de Liz
LÚCIA HELENA – Lindaura (dançarina no Flor de Liz)
LUÍS ORIONI – Osório Raimundo (pescador de Ibicuí, pai do caseiro Carlos, César o suborna para ele acusar André pelo assassinato de Carina)
MACEDO NETO – Dr. Alberto (ortopedista que cuida de Carina após o acidente em que ela salta do carro de César)
MARCO MIRANDA – porteiro do prédio de César que fala com a polícia após o assassinato dele
MARIE ANTOINETTE – Milene Dumont (francesa, ex-amante de César)
MÁRIO PETRÁGLIA – Titan (amigo de Pepo, participa do assalto ao supermercado) / Vidal (bandido contratado por César e Baldaracci para matar Carina em Bariloche)
MÁRIO POLIMENO – ex-cliente de Mirtes, a reconhece quando vai ao Flor de Liz
MARY DANIEL – proprietária da casa alugada por Carina em Bariloche
MAX SCHROEDER – capanga
NELSON CARUSO – Dr. Celso Galvão (médico-legista no julgamento de André, assinou o laudo do suposto cadáver de Carina encontrado em Ibicuí)
NELSON GONÇALVES como ele mesmo, cantando no Flor de Liz
NOIRA MELLO – Olga (babá de Ângela no início, César a paga para que ela abandone a menina sozinha em casa, volta no final)
ORLANDIVO como ele mesmo, cantando no Flor de Liz
PAULO FORTES – Delegado Pedrosa (de Mangaratiba, apura a denúncia de Osório contra André)
PAULO GONÇALVES – Leôncio Souza (pai de Aline, ex-funcionário de Baldaracci, se desentende com ele)
PAULO GRACINDO – Dr. Caio Tício Romero (advogado de defesa de André, no julgamento em que ele é acusado do assassinato de Carina)
REGINALDO FARIA – Raul (rapaz sem rumo que vai pedir emprego no Flor de Liz, por quem Ana Preta se interessa, no último capítulo)
REJANE SCHUMANN – Lígia (empregada na casa de praia de Carina em Ibicuí)
RENATO PUPPO – Padre Felício (pároco de Paço Alegre)
RIVA BLANCHE – Nenê Villaça (amiga de Milene, viabiliza o título de conde para Baldaracci, a pedido de César)
ROBERTO DE CLETO – policial que faz uma busca no apartamento de Carina quando André se refugia após o assalto ao supermercado
SÓLON DE ALMEIDA – Lucas (um dos gerentes que cuidam dos negócios de Baldaracci)
TELMO DE AVELAR – Sandoval (delegado do Leblon que investiga o suposto assassinato de Carina)
TIMÓTEO DA COSTA – Curió (bandido, amigo de Pepo, morre no assalto ao supermercado)
VANDA COSTA – Aurora (empregada no apartamento de César e Eugênia)
Camila (enfermeira que cuida de Carina após o acidente em que ela salta do carro de César)
Dr. Cardoso (advogado de André quando ele processa Baldaracci)
Carlos (filho do pescador Osório, caseiro em Ibicuí quando André morou na casa de praia de Carina)
Décio (copeiro no apartamento de Carina no Leblon)
Diocleciano (capanga de Baldaracci, matou Vidal e César a mando dele)
Dr. Gerdau (advogado de Baldaracci no caso dos terrenos de Nestor Garcia)
Ivan (namorado de Clarinha)
Ivone (secretária de André em seu escritório)
Laura (babá de Ígor, o bebê de Carina, em Itaipava)
Lopes (dono do boteco em Nilópolis frequentado por André, Pepo e seus amigos, no início)
Magali (secretária de Baldaracci assediada por ele)
Marcel (bailarino francês amigo de Carina, de quem André tem ciúmes, no final)
Mônica (namorada de Baldaracci, após a morte de Gilda)
Ronaldo (decorador que acompanha Gustavo quando ele se passa por decorador)
Rosa (empregada de Ana Preta)
Tereza (nova babá de Ângela, em substituição a Olga)

– núcleo de ANDRÉ CAJARANA (Tony Ramos), filho de Malta Cajarana, que morreu antes de seu nascimento. Foi abandonado pela mãe quando criança, passou dez anos num orfanato até ser adotado pelo avô paterno, que o levou para a cidadezinha mineira de Paço Alegre. Quando o avô morreu, decidiu ir para Nilópolis, no subúrbio carioca, em busca de sua mãe e a fim de limpar a memória do pai, tido como um bandido:
o avô CAJARANA (Lima Duarte, participação), restaurador de santos em Paço Alegre, morre no início
o PADRE FELÍCIO (Renato Puppo), pároco de Paço Alegre, seu amigo
os amigos que conhece em Nilópolis: PEPO (Osmar Prado), brincalhão e meio ingênuo, sem ninguém na vida, vive de pequenos biscates, mas é um inconformado com sua condição. Mete-se com bandidos, envolve André num assalto, é preso, cumpre pena e tenta se regenerar,
e COXO (Lajar Muzuris), assim apelidado por ser manco. Sobrevive vendendo velas. Sabe muito sobre o passado de seu pai, mas vive numa situação de dependência dos inimigos de André. Quando André consegue finalmente provar a inocência do pai, passa para o seu lado e vai trabalhar com ele
o advogado DR. SOARES (Hélio Ary), ajuda-o em várias questões, principalmente no processo de limpar o nome de seu pai.

– núcleo de BRUNO BALDARACCI (Paulo Autran), também conhecido como NUNO. Italiano bonachão, alegre, carismático, passional, amante de ópera, tragicômico, meio bufão. Homem poderoso, dono de uma cadeia de hotéis e lojas e alguns negócios escusos. Figura conhecida em Nilópolis, “mafioso”, dita as regras na região. Defende a família com unhas e dentes ao mesmo tempo em que é capaz das piores atrocidades com seus inimigos. Responsável pela difamação de Malta Cajarana, arquitetou a sua morte e casou-se com a viúva. Torna-se inimigo de André quando ele chega a Nilópolis, já que o rapaz acusa-o de calúnia e ameaça seu patrimônio:
a mulher GILDA (Maria Fernanda), foi casada com Malta Cajarana, é a mãe de André. Nutre um sentimento de culpa por ter abandonado o filho para se casar com Baldaracci, o que dificulta a relação dela com o rapaz, já que sempre precisa escolher entre ele e o marido. Morre no decorrer da trama
os filhos: ROMÃO (Fernando Eiras), jovem padre, tenta apaziguar os ânimos da família. É contra os métodos do pai e apoia André para que ele faça parte de sua família,
CIRILO (Jorge Fernando), segue os passos do pai, por quem tem profunda admiração. Impulsivo e irracional, tem ódio de André e não o aceita como irmão, fazendo tudo para prejudicá-lo. Porém, acabam amigos no final,
e CLARINHA (Rejane Marques), a caçula, adolescente
o pai PIETRO (Manfredo Colassanti), italiano octogenário, carismático, emotivo e apaixonado por ópera. Carente e senil, é paparicado pelos familiares
o irmão RAFAEL (Jonas Bloch), cuja família mora consigo. O seu oposto: é compreensivo, pela paz e sempre age para neutralizar as maldades do irmão mais velho
a cunhada FILHINHA (Maria Helena Dias), mulher de Rafael, amiga e confidente de Gilda
o sobrinho GIL (Rogério Bacelar), filho de Rafael e Filhinha, adolescente
o namorado de Clarinha, IVAN
a enfermeira ALINE (Nádia Lippi), filha de LEÔNCIO SOUZA (Paulo Gonçalves), ex-funcionário de Baldaracci, demitido por ele e inimigo declarado. Trabalha na enfermaria da paróquia de Romão. Namora Cirilo, mas Baldaracci é contra esse envolvimento e o rapaz não tem coragem de enfrentar o pai. Com o fim do namoro, Aline se aproxima de Pepo, mas a relação também não vai adiante. Por fim, revela-se apaixonada por Romão, o que confunde o padre. Ele opta pela fé e, ao final, troca de paróquia por causa dela
a governanta ADÉLIA (Lícia Magna) prestativa e fiel à família
o segurança FÉLIX (Sérgio Alan dos Santos).

– núcleo de ANA PRETA (Glória Menezes), como é conhecida ANA MARIA GARCIA. Dona do Flor de Liz, uma casa de gafieira em Nilópolis. Mulher sofrida e batalhadora, de temperamento esquentado, sem papas na língua, porém alegre e solidária. Foi amante de Baldaracci no passado, com quem tem uma filha adolescente que ele custeia os estudos. Baldaracci ainda a ama, mas ela o despreza. Gilda vive batendo de frente com ela, por ciúmes. Ana Preta acolhe André quando ele vem para o Rio e acaba apaixonando-se por ele:
o pai NESTOR GARCIA (Dionísio Azevedo), vive com certa dificuldade financeira com a filha e de vez em quando bebe demais. Marcado por um tiro que levou no pulmão, vítima de Malta Cajarana, pai de André. Por isso o recebe com desconfiança quando a filha decide abrigá-lo. Mas André o ajuda a retomar terrenos que lhe foram usurpados no passado por Baldaracci e os dois acabam amigos
a filha JENY (Sônia Regina), boa menina, a princípio não sabe que Baldaracci é seu pai, mas, quando descobre, faz de tudo para a mãe se reconciliar com ele. Por isso não gosta de André, por vê-lo como um empecilho para essa união. Torna-se então rebelde com a mãe, por causa do pai, chegando a mudar-se para a casa dele
a empregada ROSA.

– núcleo de CARINA LIMEIRA BRANDÃO (Elizabeth Savala), famosa bailarina clássica, filha de Ângelo Limeira Brandão, de uma tradicional família mineira, já falecido. Muito rica, é presidente das empresas do Grupo Limeira Brandão, herdado do pai. Teve uma filha em segredo que foi criada por seus tios. Casou-se para dar um pai à filha, mas seu marido estava mais interessado em sua fortuna. Conhece André quando ele está fugindo da polícia e os dois vão viver um romance atribulado. Foge dos problemas com a família para Bariloche, para onde leva André. Acaba vítima de um atentado, é dada como morta e a culpa recai sobre André:
a filha pequena ÂNGELA (Alexandra Vasconcellos / Isabela Garcia)
o filho que teve com André, ÍGOR (Rafael), bebê
a mãe NORAH (Beatriz Segall), mulher da alta sociedade carioca, preocupada em proteger a filha e a neta
o executivo em suas empresas e seu braço direito, TIAGO (Carlos Kroeber), em quem pode sempre confiar
o empresário MÁRIO RENNER (Fernando José), cuida de sua carreira de bailarina
a bailarina LIA RIBEIRO (Áurea Hammerli), com futuro promissor. De família pobre, recebe apoio financeiro de Carina e passa a morar em seu apartamento
a empregada argentina MARIA VITÓRIA (Irma Alvarez), que trabalhou para ela em Bariloche. Foi testemunha do sofrimento da patroa, por isso tem um carinho especial por ela. Quando Carina volta ao Rio de Janeiro, vai trabalhar para ela
o copeiro em seu apartamento no Leblon, DÉCIO.
as babás de Ângela: OLGA (Noira Mello) e, depois, TEREZA, que também cuida de Ígor.

– núcleo de CÉSAR REIS (Carlos Zara), vaidoso, egocêntrico e ambicioso, herdou do pai uma coleção de obras de arte, que tenta administrar. Casa-se com Carina, a princípio, por interesse, visando sair da difícil situação financeira. Com o fracasso do casamento, luta para reconquistar a mulher ao mesmo tempo em que se entrega à bebida. Toma de Carina a posse de sua filha pequena, Ângela. Une-se a Baldaracci para arquitetar um atentado contra Carina a fim de incriminar André. Acaba misteriosamente assassinado:
a mãe EUGÊNIA LIMEIRA REIS (Monah Delacy), tia-avó de Carina, mulher da sociedade, tenta zelar pela coleção de obras de arte que o filho herdou do pai
a francesa MILENE DUMONT (Marie Antoinette), foi sua namorada quando morou em Paris. Vai ao Brasil disposta a reconquistá-lo, mas ele só pensa em Carina. Ao final, cansada de César, volta para a França
a empregada AURORA (Vanda Costa)
o bandido VIDAL, também conhecido como TITAN (Mário Petráglia), amigo de Pepo que envolveu André no assalto ao supermercado. Depois foi contratado por César e Baldaracci para matar Carina em Bariloche. Acaba morto por queima de arquivo
o pescador OSÓRIO RAIMUNDO (Luís Orioni), pago por César para incriminar André no suposto assassinato de Carina.

– núcleo da família Limeira Brandão, já decadente, de certa forma dependente financeiramente de Carina:
a grande matriarca JANUÁRIA (Lélia Abramo), avó de Carina, mãe de seu pai, Ângelo, já falecido. É prima de Eugênia, a mãe de César. Mulher dominadora e prepotente, tem um temperamento forte e um estilo tradicional de educar os filhos. Procura ter o controle de tudo o que acontece à sua volta, dominando com pulso de ferro o seu clã. Foi a mentora da união de César com a neta
os filhos de Januária, tios de Carina: HORÁCIO (Emiliano Queiroz), solteirão, sempre foi apaixonado pela cunhada Norah, mãe de Carina. Ao ficar viúva, Norah cede aos seus encantos, mas Januária é contra essa relação. Eles casam-se assim mesmo,
REGINALDO (Ivan Cândido), músico, boa praça, brincalhão, leva a vida sem maiores ambições, casado com IRENE (Yara Lins), professora, não suporta o poder que a sogra exerce sobre o marido, fazendo com que ele passe mais tempo na fazenda do que com ela, no Rio. Acabam se separando e ela começa a namorar Tiago,
HAROLDO (Nildo Parente), prefeito de Paço Alegre em fim de mandato. A família é derrotada nas eleições seguintes e perde o controle político da região. Mora na fazenda com a mãe, o que desagrada a mulher, JUSSARA (Suzana Faini), que sonha em mudar-se para o Rio,
HILÁRIO (Reynaldo Gonzaga), o caçula, mora no Rio, trabalha na empresa de Carina com a mulher, ODETE (Thaís de Andrade), secretária da diretoria, moça alegre, de ideias avançadas para a família, que ela considera careta,
e WALKÍRIA (Rosamaria Murtinho), solteirona, carente, dominada pela mãe opressora. Sofre de esquizofrenia e tem surtos quando é pressionada, tentando fugir dos problemas reais. Eternamente apaixonada por César, chegou a namorá-lo. Não suporta a ideia de ele tê-la preterido por Carina. Conhece um vigarista que muda sua vida e a faz esquecer César. É responsabilizada pela morte da jovem HELEN CARMERINI (Érika Kupper), que caiu no mar durante uma discussão com ela num passeio de lancha
os netos de Januária, crianças e adolescentes: RUBENS (Janser Barreto), filho de Reginaldo e Irene, PIA (Danielle Giani) e JEANE, filhas de Haroldo e Jussara, PAULINHO e a bebê CARINA, filhos de Hilário e Odete.

– núcleo do Flor de Liz, a casa de gafieira de Ana Preta em Nilópolis:
o gerente GUSTAVO GURGEL (Cláudio Cavalcanti), um aproveitador e trambiqueiro de marca maior. Entra na vida de Ana Preta como o corretor de imóveis que, a pedido de Baldaracci, intermedia a compra da casa dela. Trai Baldaracci e passa a trabalhar para Ana Preta, gerenciando o Flor de Liz. Aproxima-se de Walkíria por interesse, porém, compadecido com a sua doença, acaba arrebatado pelo amor dela
as dançarinas TARCILA (Tessy Calado), teve um caso com Gustavo que gerou um bebê, NAPOLEÃO,
a alegre NANCI (Regina Dourado), também conhecida como BAIANA, e LINDAURA (Lúcia Helena)
o leão-de-chácara e puxador de samba TEODORO (Carlão Elegante).

– núcleo de GENÉSIO PEREIRA (Flávio Migliaccio), funcionário e homem de confiança de Baldaracci. Sonha ver a filha casada com Cirilo para fazer parte da família. Um tipo engraçado, sempre desconfiado, morre de ciúmes da mulher:
a mulher MIRTES (Maria Helena Velasco), espalhafatosa, com mania de grandeza, barraqueira. Provocadora, atrai os olhares dos homens. Flerta com Baldaracci
a filha LENA (Ana Lúcia Ribeiro), namorada de Cirilo no início. Moça leviana, dá em cima André quando ele vai trabalhar como motorista dos Pereira, o que põe fim ao namoro com Cirilo. Morre de ciúmes de Aline quando ela começa a namorar Cirilo. No final, eles reatam e acabam casados.

Um dos maiores sucessos de Janete Clair, Pai Herói monopolizou a atenção dos telespectadores à espera de que se resolvessem os problemas na vida de André (Tony Ramos) com a procura da verdadeira identidade de seu pai e o sumiço de Carina (Elizabeth Savala), sua amada, dada como morta.

Era a vez de Lauro César Muniz apresentar uma novela. Mas, doente, teve que ser substituído. Janete Clair foi acionada às pressas e trouxe uma história já apresentada na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, em 1958: Um Estranho na Terra de Ninguém. A autora atualizou e incrementou a trama e mudou o título para Pai Herói. Restabelecido, Lauro César Muniz veio na sequência, com Os Gigantes.

Janete utilizou um argumento idealizado originalmente para o que seria sua (nunca concretizada) estreia no cinema.
“Quando aceitei substituir o Lauro César, a trama de Pai Herói já estava pronta”, contou a autora.

A Globo repetiu o “casal sensação” do trabalho anterior de Janete, O Astro. Menos de um ano antes, Tony Ramos era Márcio Hayalla, um rapaz rico, e Elizabeth Savala era Lili, uma moça pobre. Em, Pai Herói, eles eram André Cajarana, um rapaz pobre, e Carina Brandão, moça rica.

Trabalhos impecáveis e memoráveis de Tony Ramos, Elizabeth Savala, Glória Menezes (como a sofrida Ana Preta, um de seus melhores papeis em novelas), Lélia Abramo (como a prepotente matriarca Januária Limeira Brandão), Rosamaria Murtinho (a esquizofrênica Walkíria), Cláudio Cavalcanti (o vigarista sedutor Gustavo) e Carlos Zara (estreando na Globo como o vilão César Reis).
Paulo Autran, avesso às novelas, fazia a sua primeira telenovela diária, como o adorável vilão Bruno Baldaracci, um tipo italiano, mafioso e tragicômico que caiu no gosto do público e lhe marcou a carreira. Ao final, para não desapontar a audiência, o malfeitor não foi punido por seus crimes. Durante o carnaval, perseguido pela polícia, Baldaracci fugiu num helicóptero fantasiado de pierrô, numa das cenas mais marcantes da novela.
Por seu trabalho, Autran foi premiado pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) como o melhor ator de 1979 (juntamente com Rubens de Falco, por Gaivotas, e Roberto Bonfim, por Cabocla).

O último capítulo foi ao ar num sábado (18/08/1979) e reprisado no dia seguinte, após o Fantástico. Mas não ficou claro para o público quem era o assassino de César Reis (Carlos Zara), morto misteriosamente na última semana da novela, num “quem matou?” que mobilizou o país.
Semanas após o término, Janete Clair foi ao Fantástico esclarecer o assassinato. O mandante do crime havia sido Baldaracci, que estava sendo chantageado por César.

O ano de 1979 registrou um verdadeiro boom de crianças batizadas de André e Carina por causa da popularidade dos personagens da novela.
Em declaração à revista Amiga, em agosto de 1979, Janete Clair comentou suas intenções de agradar o público:
“Fiz Pai Herói para André terminar com Ana Preta… mas o público tomou-se de encantos por Carina, pediu tanto, escreveu tanto que eu tive que uni-los. Confesso que só mudei o final, pela primeira vez atendendo ao público.”

Wálter Avancini escalou o elenco e implantou a novela. Gonzaga Blota dirigiu até o capítulo 50, mais ou menos, quando foi substituído por Roberto Talma e Roberto Vignati.

Os melhores dançarinos de gafieira foram contratados para assessorar Glória Menezes nas cenas no Flor de Liz, casa de samba de propriedade de sua personagem, Ana Preta.
Também os bailarinos clássicos Atillio Labis e Françoise Legrée, da ópera de Paris, para acompanhar Elizabeth Savala nas gravações de balé (Carina era bailarina clássica). Com mais de trinta pessoas, eles fizeram parte do corpo de dança comandado pela coreógrafa Eugênia Feodorova (que inclusive atuava na novela, como ela mesma, professora de Carina). Os espetáculos “O Lago dos Cisnes” e “Gisele” foram especialmente montados.

Perguntada sobre sua personagem mais sofrida, Elizabeth Savala falou sobre Carina:
“A que mais sofreu foi Carina Brandão, de Pai Herói, uma bailarina que sofre um acidente. Eu também sofri muito, de fome. Passei oito meses de regime, sob a vigilância de uma coreógrafa russa.”

Sobre sua estreia em novelas, como ator, Jorge Fernando comentou:
“Minha primeira cena foi um fracasso. Tinha que jogar um copo de cerveja no vestido da Glória Menezes. Eu tremia tanto que joguei tudo na cara dela!”

Também a primeira novela da atriz baiana Regina Dourado.

Além de Nilópolis, na Baixada Fluminense, e os bairros de Ipanema e Leblon, no Rio de Janeiro (onde moravam alguns personagens), a novela teve externas gravadas nos municípios de Maricá, São José do Vale do Rio Preto e Três Rios. E em Bariloche, na Argentina.

O apartamento de César (Carlos Zara) era localizado na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, endereço nobre do Rio de Janeiro. Como o personagem era um colecionador de obras de arte, o apartamento era quase um museu, com peças raras e quadros que foram presentes de seus amigos pintores que viviam na França. Site Memória Globo.

Simples aos olhos de hoje, a abertura de Pai Herói marcou época. Um quebra-cabeças vai sendo montado até formar a imagem de um menino, numa alameda, de mãos dadas a um homem cujas peças estão faltando. Um quebra-cabeças igual ao da abertura foi ofertado no Dia dos Pais de 1979 como brinde em um shopping center em São Paulo.
Em 1982, a emissora mexicana Televisa plagiou descaradamente a abertura da Globo na novela Chispita: ao invés de um homem e um menino, o quebra-cabeças mexicano formava uma mulher e uma menina.

A música tema de abertura – “Pai” – havia sido apresentada por seu intérprete, Fábio Jr., no ano anterior, em um episódio da série Ciranda Cirandinha. Popularizada pela novela, foi o primeiro grande sucesso do cantor e alavancou sua carreira musical.
Na trilha internacional, o maior destaque foi o tema de Carina, “Allouette”, canção interpretada em francês por Denise Emmer, filha da autora Janete Clair.

Algumas personalidades fizeram participações especiais cantando na casa de samba Flor de Liz, como Nelson Gonçalves, Ângela Maria, Agnaldo Timóteo e Orlandivo.

O título provisório da novela era André de La Mancha.

Pai Herói foi reapresentada em 25/02/1980, em um compacto de uma hora e meia, como atração do Festival 15 Anos da TV Globo (apresentação de Jonas Bloch).
Também foi reprisada, na íntegra, no Viva (canal de assinatura da Rede Globo) entre 17/10/2016 e 06/05/2017, às 23h30 (com repeteco às 13h30 do dia seguinte).

Trilha Sonora Nacional
pait1
01. PAI – Fábio Jr. (tema de abertura e tema de André)
02. PODE ESPERAR – Alcione (tema de Ana Preta)
03. NOS HORIZONTES DO MUNDO – Paulinho da Viola
04. PASSARINHO – Beth Carvalho (tema de Ana Preta)
05. EXPLODE CORAÇÃO – Maria Bethânia (tema de André e Carina)
06. ESPÍRITO ESPORTIVO – Moraes Moreira
07. CAVALO BRAVO – Renato Teixeira (tema de André)
08. MEU DRAMA – Roberto Ribeiro (tela de locação: Nilópolis)
09. 14 ANOS – Guilherme Arantes (tema de Pepo)
10. HOMEM CALADO – Carlinhos Vergueiro
11. A CHAVE DO MUNDO – Marina (tema de Walkíria)
12. VIVENDO PERIGOSAMENTE – Márcio Montarroyos (tema de ação)

Trilha Sonora Internacional
pait2
01. I WILL SURVIVE – Gloria Gaynor
02. SHARING THE NIGHT TOGETHER – Dr. Hook
03. YOU NEEDED ME – Anne Murray (tema de Carina)
04. AA AA UU AA EE – Zack Ferguson
05. HOW YOU GONNA SEE ME NOW – Alice Cooper (tema de Pepo e Aline)
06. …E UN ALTRO GIORNO SE NE VA – Memo Remigi (tema de Baldaracci)
07. MIRRORS – Sally Oldfield (tema de Walkíria e Gustavo)
08. SUN IS HERE – Sun
09. ALLOUETTE – Denise Emmer (tema de Carina e André)
10. I’D RATHER HURT MYSELF – Randy Brown (tema de Ana Preta e André)
11. HEART OF GLASS – Blondie
12. PIGEON WITHOUT A DOVE – Patrick Dimon
13. I JUST WANNA STOP – Gino Vannelli
14. PIANO… PIANO, M’INNAMORAI DI TE – Collage (tema de Cirilo)

Sonoplastia: Antônio Faya
Pesquisa de Repertório: Arnaldo Schneider
Direção de Produção: Guto Graça Mello

Tema de Abertura: PAI – Fábio Jr
Pai, pode ser que daqui à algum tempo
Haja tempo pra gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez

Pai, pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz

Pai, pode crer, eu tô bem, eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura pra você renascer

Pai, eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Pra falar de amor pra você

Pai, senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco, tua voz tá tão presa
Nos ensina esse jogo da vida
Onde a vida só paga pra ver

Pai, me perdoa essa insegurança
É que eu não sou mais aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu

Pai, eu cresci, não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Pra pedir pra você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar

Pai, você foi meu herói, meu bandido
Hoje é mais, muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai…Paz… Pai…

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