Sinopse

Três histórias de amor têm como cenário os conturbados anos iniciais do século 19 em três lugares: na cidade do Rio de Janeiro, na pequena Vila de Resende, em Coimbra, e em Lisboa, em um momento muito especial da história de Brasil e Portugal: às vésperas da chegada da corte portuguesa ao Rio de Janeiro.

Simão e Teresa, filhos de famílias divididas por ódios que atravessam os anos, se apaixonam perdidamente. Porém, é uma paixão proibida, que não tem a bênção dos pais e dos irmãos, nem o apoio da sociedade. É entre os rebeldes, os escravos e os marginalizados que Teresa e Simão vão encontrar apoio para lutar por esse amor, vivendo tragédias e aventuras.

O Padre Dinis é um homem misterioso que tem mais três identidades – um fidalgo, um vingador encapuzado e um duque francês – e devota a vida a ajudar jovens amantes e injustiçados. Tenta assim purgar a culpa por erros de um passado que ele mantém em segredo. Luta também contra o amor que sente por Antônia Valente, mulher que vive em busca da filha, roubada ainda criança há mais de vinte anos.

Alberto de Miranda é um ex-corsário que fez riqueza com a pirataria, mas que agora sonha com uma nova vida, como um respeitado empresário. Em Portugal, se envolve com Elisa de Mandeville, a Duquesa de Ponthieu, e ao chegar ao Brasil, tenta se regenerar por amor à jovem Eugênia. No entanto, seus segredos serão ameaçados pela duquesa, que quer vingança por ter sido preterida.

Band – 22h / 17h30
de 14 de novembro de 2006
a 8 de junho de 2007
139 capítulos

novela de Aimar Labaki
baseada nos romances Amor de Perdição, Mistérios de Lisboa e Livro Negro de Padre Dinis de Camilo Castelo Branco
colaboração de Mário Viana e Fábio Torres
direção de Virgílio Castelo e Marcos Coqueiro
direção geral de Ignácio Coqueiro
co-produção: RTP (Rádio e Televisão Portuguesa)

MIGUEL THIRÉ – Simão de Azevedo
ANA SOPHIA FOLCH – Teresa Dias
FELIPE CAMARGO – Alberto de Miranda
SÃO JOSÉ CORREIA – Elisa de Mandeville
VIRGÍLIO CASTELO – Padre Dinis
FLÁVIO GALVÃO – Domingos de Azevedo
ANTÔNIO GRASSI – Tadeu Dias
SUZY RÊGO – Antônia Valente
EROM CORDEIRO – Joaquim Dias
JULIANNE TREVISOL – Mariana Araújo
CELSO FRATESCHI – Álvaro de Souza
GRAZIELLA MORETTO – Ângela de Souza
LEONARDO CARVALHO – Manuel de Azevedo
MARIA CAROLINA RIBEIRO – Eugênia Valente
MARCOS BREDA – Baltazar Guimarães
NUNO PARDAL – Estevão
LEONOR SEIXAS – Adelaide
PEDRO LAMARES – Mateus Correia
IRACEMA STARLING – Jacyra
ADRIANO REYS – Padre Bernardo
LAFAYETTE GALVÃO – Frei Adriano
ANA BUSTORFF – Rita de Azevedo
REYNALDO GONZAGA – João Araújo
NATÁLIA LUIZA – Maria (Júlia Queirós)
RONNIE MARRUDA – José
BRUNA BRIGNOL – Ana de Azevedo
MICHEL BERCOVITCH – Samuel Goldberg
VANESSA PASCALE – Luzia
BRUNO GRADIN – Pedro Almeida
DANI ORNELLAS – Rosália
EDGAR AMORIM – Aníbal Setúbal
ANA KUTNER – Emília Salgado
IGOR KOVALEWSKY – Carlos Salgado
HENRIQUE VIANA – Barão de Saraiva
JÚLIO LEVY – Jacinto
CAIO VYDAL – Tabara
WASHINGTON AUSTIN – Zuza
CARLOS VIEIRA – Artur de Mandeville
GEORGIANA GOÉS
HÉLIO PESTANA – Rui Menezes
CHRISTÓVAM NETO – Fulgêncio
ADRIANO CARVALHO – Cristóvão
ALEXANDRE HENDERSON – Quincas
RENATO ROCHA – Theobaldo
PEDRO TEIXEIRA – César
DANIEL BARCELOS – Tarquínio
JULIE SARGEANT – Olinda Botelho
CRISTINA AMADEO – Micaela
ANDERSON CARVALHO – Francisco das Chagas
JOSÉ EDUARDO – Comandante

Coprodução entre a Band e a RTP – Rádio e Televisão Portuguesa -, Paixões Proibidas representaria a retomada da Band em seu núcleo de dramaturgia, ante o sucesso que vinha alcançando a Record TV na concorrência com as novelas da Globo.

Paixões Proibidas integrou, em 2007, a programação especial que o Grupo Bandeirantes de Comunicação preparou para comemorar seus 70 anos de fundação. Em Portugal, a RTP também incluiu a exibição da telenovela entre os programas que comemoravam seu cinquentenário, em 2008.

Porém, a “novela das 10 da Band” – como foi inicialmente chamada – foi um grande fiasco de audiência – não passou dos 2 pontos no Ibope na Grande São Paulo – e um enorme prejuízo para a emissora.

A ideia de levar Paixões Proibidas ao ar começou em meados de 2005, quando a Band contratou o diretor Herval Rossano. Ele escreveu o argumento inicial e Ana Maria Moretzsohn ficou encarregada de desenvolver a sinopse, baseada na obra do escritor português Camilo Castelo Branco. Porém, um desentendimento entre os dois causou a demissão de Ana Maria. Herval chamou então Aimar Labaki para dar continuidade na roteirização. Insatisfeito com as condições de trabalho e os adiamentos da produção, Herval desligou-se da emissora em fevereiro de 2006 (foi para o SBT), e Ignácio Coqueiro entrou em seu lugar, dando início à pré-produção de Paixões Proibidas.

Houve certo descaso da emissora com a novela. Ante a baixa audiência, por razões contratuais e, na impossibilidade de desrespeitar o compromisso com a coprodutora portuguesa e tirar a novela do ar antes do previsto, a saída encontrada foi a troca de horário, das 22 horas para as 17h30. (“Novela, a Obra Aberta e Seus Problemas”, Fábio Costa)

Para acostumar o público vespertino à atração, Paixões Proibidas continuou sendo apresentada às 22 horas por duas semanas, enquanto às 17h30 ia ao ar um resumo do que havia sido levado ao ar até então. Após essas duas semanas, a novela seguiu seu curso normal apenas à tarde. Paixões Proibidas começou a ser exibida no novo horário a partir de 05/02/2007 – os capítulos inéditos iniciaram no ar dia 21/2/2007.

O ator Virgílio Castelo esteve na direção do projeto por parte da RTP. Ele também deu vida ao Padre Dinis, um dos protagonistas da novela.
“É uma honra recriar a obra de Camilo [Castelo Branco] para um público de milhões de brasileiros e portugueses que poderão conhecer um pouco das magníficas histórias deste escritor, muito bem recontadas pelo texto do Aimar [Labaki, o adaptador]. Será sem dúvida um enorme desafio entreter dois povos de costumes muito parecidos, mas também de culturas muito diferentes”, comentou o ator quando a novela estreou.

Nove atores portugueses atuaram na novela e passaram a morar no Rio de Janeiro, onde foram realizadas as gravações em estúdio e na cidade cenográfica construída em Jacarepaguá. Foram gravados stock shots no Pão de Açúcar, na Baía da Guanabara, em locais históricos como os Arcos da Lapa, no Paço Imperial, no Museu Histórico Nacional, na Igreja da Glória e em um convento no centro da cidade. Em setembro, foram feitas cenas em Lisboa, Coimbra e Montemor-o-Velho, em Portugal, onde elenco, direção e demais profissionais da novela gravaram por quinze dias.

Na segunda-feira que antecedeu a estréia da novela, a Band exibiu a pré-estréia de Paixões Proibidas: um especial que apresentou uma introdução às histórias que compunham a nova atração da emissora. Com duração de 50 minutos, o programa, apresentado por Ticiana Villas Boas, trouxe depoimentos do elenco, direção e equipe técnica, os personagens, os desafios de uma coprodução, como era trabalhar com atores de outra nacionalidade, as diferenças da Língua Portuguesa, curiosidades das gravações no Rio de Janeiro e em Portugal, os cenários, cidade cenográfica, figurinos e pesquisa histórica.

Em um lance inédito, a Band levou a leilão os figurinos e objetos de cenografia de Paixões Proibidas. O leilão foi uma forma de “exorcizar” a novela, que custou mais de R$ 25 milhões e foi um fracasso de audiência. Era também uma declaração de que a Band não voltaria a fazer novelas de época – já que as peças poderiam ser guardadas. Oficialmente, a emissora disse que fez o leilão porque não tinha onde guardar o material, que ocupava um bom espaço em um estúdio alugado no Rio de Janeiro. Alguns lotes foram expostos no site de leilões Superbid, que informava ser um “leilão de antiguidades do século 19”. Havia desde um piano com lance mínimo de R$ 12.500, até um conjunto de 25 peças de casacos masculinos, a partir de R$ 1.250. Ao todo, foram 124 lotes em leilão. O maior deles tinha 130 peças, entre sapatos, botas e acessórios militares.

Não confundir esta com a novela Paixão Proibida, de Janete Clair, apresentada em 1967 pela TV Tupi – uma nada tem a ver com a outra.

O romance “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco – uma das bases para Paixões Proibidas -, já fora adaptado para novela, em 1965, em uma produção da TV Cultura de São Paulo, na qual os papeis de Simão e Teresa – Miguel Thiré e Ana Sophia Folch na novela da Band – ficaram a cargo de Roberto Orosco e Ivete Jayme.

Trilha Sonora (músicas tocadas na novela)

ROMANCE DA MORENINHA – Alceu Valença
ENROSCO – Simone
JOANA FRANCESCA – Chico Buarque
EU NÃO SE QUEM TE PERDEU – Pedro Abrunhosa
DESEJOS – Fátima Guedes
OLHOS DE FAROL – Ney Matogrosso
HÁ UMA MÚSICA DO POVO – Mariza

Tema de Abertura: ROMANCE DA MORENINHA – Alceu Valença *

Moreninha
Do cabelo cacheado
Aonde eu for
Levo você a meu lado
Moreninha
No meu translado
Tem a palavra de amor
Aonde eu for
Levo você a meu lado
Moreninha

Inda me lembro
Do dia que te achei
Eu encontrei
A nossa felicidade
Moreninha
O que eu tinha
Era saudade e paixão
A moreninha
Alegrou meu coração

Há tanta pedra
Em meu caminho
Moreninha
Há tantos mistérios
No mar

Há tanta pedra
Em meu caminho
Moreninha
Há tantos mistérios
No mar

Um certo dia
Moreninha foi embora
Não marcou hora
Nem sequer me avisou
Aonde ia
Na noite fria
Ouvi o ronco do vapor
Eu te perdia
Quando o navio apitou

Eu te perdia
Quando o navio apitou…

* O tema de abertura é uma versão instrumental da música

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