Sinopse

A saga da família Leôncio, quando Joventino (Irandhir Santos) chega ao Pantanal do Mato Grosso acompanhado de seu filho José (Fred Garcia), com dez anos na época. Estabelecidos, deram início a uma criação de gado. Anos depois, ao retornar de uma viagem em comitiva com peões, Zé Leôncio (Renato Góes) descobriu que Joventino havia desaparecido no Pantanal após sair sozinho para caçar bois no mato. Sem sucesso nas buscas pelo pai, Zé prometeu que traria um boi no laço todos os dias para a fazenda, só para ter a esperança de encontrar o pai. Assim, Zé Leôncio tornou-se um dos principais criadores de gado do Pantanal.

Passado algum tempo, Zé Leôncio, de viagem ao Rio de Janeiro para cobrar uma dívida, conheceu e se apaixonou pela fútil e mimada Madeleine (Bruna Linzmayer), jovem de família abastada. O pai dela, Antero (Leopoldo Pacheco), viciado em jogo, estava à beira da falência. O casamento de Madeleine e Zé Leôncio salvou a família da ruína. Porém, ela foi obrigada a mudar-se para o Pantanal. Moça da cidade grande, não adaptou-se ao mundo rural, à rude vida pantaneira e à rotina de peão do marido. Durante uma das viagens de Zé Leôncio em comitiva, Madeleine tomou o filho de poucos dias nos braços e voltou para o Rio de Janeiro.

Zé Leôncio tentou em vão recuperar o menino, mas acabou concordando em deixá-lo com a mãe na cidade grande. Passa a viver então com Filó (Letícia Salles), sua empregada, que já tinha um filho, Tadeu (Lucas Oliveira dos Santos). Zé reconhece Tadeu como seu afilhado, considerando-o seu filho. O legítimo, Jove (Jesuíta Barbosa) – que tinha o nome do avô, Joventino -, depois de adulto decide morar com o pai. Porém, o choque cultural é grande e os dois têm dificuldades para se entender. Sentindo-se rejeitado pelo pai, que acha que o filho é afeminado, e ridicularizado pelos peões por causa de seu jeito de moço da cidade, Jove decide retornar ao Rio.

Jove leva consigo Juma Marruá (Alanis Guillen), moça criada como selvagem pela mãe, Maria (Juliana Paes), até a morte dela, assassinada por vingança na disputa entre posseiros de terras e vítimas de grilagem. Tal como a mãe, comenta-se no Pantanal que Juma se transforma em onça-pintada. Passado um tempo no Rio, onde o choque cultural é agora sofrido por Juma, Jove retorna ao Pantanal para não ter de se separar de sua amada. Desta vez, ele está disposto a se adaptar ao estilo de vida local. Jove começa a se acertar com o pai e com Juma e vai se transformando em um autêntico peão pantaneiro, surpreendendo a todos.

No Pantanal, vive também o Velho do Rio (Osmar Prado), curandeiro idoso que cuida das pessoas atacadas por animais ou que se perdem na floresta. Comenta-se que ele se transforma em uma sucuri gigante. Ou que é Joventino, o desaparecido pai de Zé Leôncio (Marcos Palmeira). Este, por sua vez, descobre a existência de um terceiro filho, na verdade o primeiro dos três: Zé Lucas de Nada (Irandhir Santos), fruto de sua primeira relação sexual, com uma prostituta. O sobrenome De Nada é uma alusão ao fato de ele não ter tido um pai que lhe desse um sobrenome. Zé Leôncio o reconhece como filho e ele passa a se chamar José Lucas Leôncio.

Globo – 21h
estreia: 28 de março de 2022

novela de Benedito Ruy Barbosa
escrita por Bruno Luperi
direção de Davi Alves, Noa Bressane, Roberta Richard, Walter Carvalho e Cristiano Marques
direção artística de Rogério Gomes e Gustavo Fernandez

Novela anterior no horário
Um Lugar ao Sol

MARCOS PALMEIRA – Zé Leôncio
JESUÍTA BARBOSA – Jove (Joventino Leôncio Neto)
ALANIS GUILLEN – Juma Marruá
OSMAR PRADO – Velho do Rio
IRANDHIR SANTOS – Zé Lucas de Nada (José Lucas Leôncio)
DIRA PAES – Filó
JOSÉ LORETO – Tadeu
BELLA CAMPOS – Muda (Maria Ruth)
JÚLIA DALAVIA – Guta (Maria Augusta)
MURILO BENÍCIO – Tenório
ISABEL TEIXEIRA – Maria Bruaca
KARINE TELLES – Madeleine Novaes
CAMILA MORGADO – Irma Novaes
SELMA EGREI – Mariana Braga Novaes
CACO CIOCLER – Gustavo Sousa Aranha
GABRIEL SATER – Xeréu Trindade
GUITO – Tibério
JULIANO CAZARRÉ – Alcides
ALMIR SATER – Eugênio Chalaneiro
LEANDRO LIMA – Levi
PAULA BARBOSA – Zefa
ALINE BORGES – Zuleica
LUCAS LETO – Marcelo
GABRIEL SANTANA – Renato
CAUÊ CAMPOS – Roberto
VICTÓRIA ROSSETTI – Nayara
SILVERO PEREIRA – Zaquieu
CLÁUDIO GALVAN – Ari

primeira fase
IRANDHIR SANTOS – Joventino Leôncio
RENATO GÓES – Zé Leôncio
OSMAR PRADO – Velho do Rio
JULIANA PAES – Maria Marruá
ENRIQUE DIAZ – Gil Marruá
LETÍCIA SALLES – Filó
BRUNA LINZMEYER – Madeleine Novaes
MALU RODRIGUES – Irma Novaes
LEOPOLDO PACHECO – Antero Novaes
SELMA EGREI – Mariana Braga Novaes
GABRIEL STAUFFER – Gustavo Sousa Aranha
ALMIR SATER – Eugênio Chalaneiro
FÁBIO NEPPO – Tião
CHICO TEIXEIRA – Quim
TÚLIO STARLING – Chico Marruá (filho de Maria e Gil, assassinado em um conflito no Paraná)
PAULO GORGULHO – Ceci (peão velho da comitiva de Joventino)
GIOVANA CORDEIRO – Generosa (Jacira, prostituta da currutela que inicia Zé Leôncio, mãe de Zé Lucas de Nada)
RAQUEL KARRO – Jacutinga (Ana, cafetina da currutela onde Generosa trabalha)
ORÃ FIGUEIREDO – Reginaldo (taxista do Rio de Janeiro que conduz Zé Leôncio na cidade)
PAULO GIARDINI – Osvaldo (empresário que aplica um golpe em Zé Leôncio, por quem ele vai ao Rio de Janeiro)
ROMEU BENEDICTO – Anacleto (peão que vai trabalhar na fazenda de Joventino)
TERO QUEIROZ – Zelão (peão da comitiva de Anacleto)
ADEMIR DE SOUZA – Padre Antônio (tenta auxiliar os trabalhadores rurais, no Paraná)
Ernesto (delegado no Paraná com quem o Padre Antônio intercede pelos trabalhadores rurais)
ADRIANO PETERMANN – Raimundo (vizinho dos Marruás no Paraná, acaba assassinado com Chico)
GLICÉRIO DO ROSÁRIO – Bruno (vizinho dos Marruás no Paraná)
ALEXANDRE MORENNO – Fulgêncio dos Anjos (pai de Ruth, dono das terras no Paraná onde moravam os Marruás, é morto por Gil)
ESTHER DIAS – Cândida (mulher de Fulgêncio, mãe de Ruth)
JORGE FLORÊNCIO – Damião (empregado de Fulgêncio, morre no conflito com os trabalhadores rurais)
CÉSAR FERRARIO – Clemente (um dos jagunços contratados para matar Gil, mata-o e é assassinado por Maria)
ANDRÉ TRISTÃO – um dos jagunços contratados para matar Gil, acaba engolido por uma sucuri
RAPHAEL SANDER – Marcinho (um “ficante” de Madeleine)
AMANDA GRIMALDI – Martinha (entre os amigos de Madeleine quando ela conhece Zé Leôncio)
CLEITON MORAES – Rubem (entre os amigos de Madeleine quando ela conhece Zé Leôncio)
ANDRÉ ROSA ALVES – Otávio (entre os amigos de Madeleine quando ela conhece Zé Leôncio)
JULIA GUERRA – Teresa (entre os amigos de Madeleine quando ela conhece Zé Leôncio)
RAUL FRANCO – garçom do restaurante onde Madeleine e Zé Leôncio se conhecem
ÂNGELO COIMBRA – Delegado Expedito (recebe a denúncia dos Novaes contra Zé Leôncio, que levou Jove bebê com ele)
ANA CAROLINA RAINHA – professora de Jove quando Irma vai buscá-lo na escola
WAGNER BRANDI – Dr. Omar (advogado da família Novaes, presente no enterro de Antero)
DRICO ALVES – Zé Leôncio (adolescente)
FRED GARCIA – Zé Leôncio (criança)
GUI TAVARES – Jove (criança)
VALENTINA OLIVEIRA – Juma (criança)
LUCAS OLIVEIRA DOS SANTOS – Tadeu (criança)

e
DAI MEDEIROS – Teca (empregada na casa de Mariana)
DAN STULBACH – Ibrahim Chaguri (deputado federal, pai de Érica)
ED OLIVEIRA – caçador que tenta atacar Juma e Muda, acaba morto pela onça
EROM CORDEIRO – Lúcio (mancomunado com Ruth, mata Maria Marruá)
ESPEDITO DI MONTEBRANCO – Jefferson (faz amizade com Guta quando lhe dá uma carona até a fazenda de seu pai)
GISELA REIMAN – Ingrid Chaguri (mulher de Ibrahim, mãe de Érica)
JACKSON ANTUNES – Túlio (peão cuja comitiva Zé Lucas acompanha, com a qual fica conhecendo Zé Leôncio)
LUCCI FERREIRA – Davi (gerente dos negócios de Zé Leôncio, em São Paulo)
MARCELA FETTER – Érica (jornalista que vai ao Pantanal para fazer uma reportagem e se envolve com Zé Lucas)
MARELIZ RODRIGUES – Matilde (funcionária do escritório de Zé Leôncio em São Paulo)
RAUL LABANCA – Jurandir
RENATO TEIXEIRA – Quim (velho)
THOMMY SCHIAVO – João Zoinho (peão da comitiva de Zé Leôncio)

– núcleo de ZÉ LEÔNCIO (Renato Góes / Marcos Palmeira), hoje um rico criador de gado em uma fazenda no Pantanal Mato-Grossense. Homem prático e objetivo, esperto e com grande tino para negócio, além de exímio peão de boiadeiro. Porém, errou quando casou-se com uma moça da cidade grande, que, no passado, o abandonou levando o seu filho:
o pai JOVENTINO (Irandhir Santos), desaparece misteriosamente no meio do mato e é dado como morto. Suspeita-se que ele seja o curandeiro VELHO DO RIO (Osmar Prado), um senhor sábio e místico que conhece todos os mistérios do Pantanal. Dizem as lendas dos pantaneiros que o Velho do Rio transforma-se em uma sucuri gigante
a empregada FILÓ (Letícia Salles / Dira Paes), pela dedicação ao patrão, tem acesso a todos os acontecimentos do passado da família. Seu maior objetivo é viver como mulher de Zé Leôncio. Apesar de não ser a mulher dele – que nunca se divorciou oficialmente da primeira-, Filó considera que vive muito bem na fazenda
o filho de Filó, TADEU (José Loreto), suspeita-se ser filho de Zé Leôncio. Está sempre próximo do “padrinho”, como o chama. Guarda uma certa mágoa por nunca ter sido considerado oficialmente seu filho
o administrador da fazenda TIBÉRIO (Guito), contratado para ajudá-lo a controlar os peões em suas comitivas com a boiada da fazenda
os peões TRINDADE (Gabriel Sater), com Tibério forma uma dupla de violeiros,
e LEVI (Leandro Lima)
o filho que desconhecia, ZÉ LUCAS DE NADA (Irandhir Santos), motorista de caminhão. Filho da prostituta que iniciou o jovem Zé Leôncio na vida sexual. Faz um tipo solitário que passa a vida na estrada. Vai para o Pantanal e, sem saber, procura emprego na fazenda do próprio pai. O sobrenome De Nada é uma alusão ao fato de ele não ter tido um pai que lhe desse um sobrenome. Zé Leôncio o reconhece como filho e ele passa a se chamar JOSÉ LUCAS LEÔNCIO.

– núcleo de MADELEINE (Bruna Linzmeyer / Karine Telles), mulher sofisticada, de família carioca rica, porém falida. Apaixonou-se na juventude por Zé Leôncio, que casou-se com ela salvando sua família da falência financeira. Não suportou a vida praticamente selvagem no Pantanal e abandonou o marido e a fazenda levando consigo o filho recém-nascido:
o filho JOVENTINO, o JOVE (Jesuíta Barbosa), do casamento com Zé Leôncio. Rapaz irresponsável, boa-vida, não é chegado ao trabalho. Só conhece o pai depois de adulto, quando, por vontade própria – e para desgosto da mãe – resolve ir atrás dele no Pantanal. Porém, em um primeiro momento, não se acostuma à vida na fazenda
os pais: ANTERO NOVAES (Leopoldo Pacheco), homem despreocupado e um tanto irresponsável. Por causa de jogo, leva a família à beira da falência, até que o casamento da filha com Zé Leôncio os livra da ruína financeira,
e MARIANA (Selma Egrei), detém o poder da família nas mãos, já que o marido é viciado em jogo e não esquenta a cabeça com questões financeiras. A família só não fica na miséria por esforço dela
a irmã IRMA (Malu Rodrigues / Camila Morgado), bonita e inteligente, mas que ficou presa a uma paixão platônica pelo cunhado Zé Leôncio. Depois de mais de vinte anos, decide ir atrás de seu amor no Pantanal, mas acaba se envolvendo com o peão Trindade
o amigo GUSTAVO (Gabriel Stauffer / Caco Ciocler), mestre em análise comportamental, de família tradicional e rica. Apaixonado por ela, sempre teve esperanças de casarem-se. É ele quem traz Madeleine do Pantanal de volta ao Rio, quando ela resolve abandonar Zé Leôncio
o mordomo ZAQUEU (Silvero Pereira), tipo afeminado, tem necessidade de se mostrar útil e, para isso, intromete-se nos assuntos pessoais da família
NAYARA (Victória Rossetti), moça apaixonada por Jove, faz de tudo para tê-lo, mas é sempre rejeitada. Primeiro inventa uma gravidez, depois diz que ele é gay. Tem um relacionamento afetivo com Gustavo, que não evolui por causa de sua imaturidade e fixação em conquistar Jove.

– núcleo de JUMA MARRUÁ (Alanis Guillen), nascida nas águas do Pantanal, onde sua mãe fez o parto sozinha. Selvagem, arredia e sensual, não sabe ler nem escrever, nunca saiu da terra onde nasceu. Mora sozinha em uma tapera no meio do mato. Os pantaneiros dizem que, como acontecia com sua mãe, ela se transforma em onça-pintada. Arrebata o coração de Jove e os dois vivem um complicado caso de amor, marcado pelas diferenças entre eles:
a mãe MARIA MARRUÁ (Juliana Paes), que a criou sozinha. Recebeu esse nome dos pantaneiros em referência aos marruás, bois bravos e não-domesticados. Posseira, estabeleceu-se no interior do Paraná com o marido e o filho. Com o assassinato dele, fugiu para o Pantanal, indo morar em uma tapera nas terras de Zé Leôncio, com a permissão dele. As lendas dos pantaneiros contam que Maria, mesmo depois de morta, matou uma sucuri a dentada e que transforma-se em onça-pintada de mais de dois metros em noites de lua cheia
o pai GIL (Enrique Diaz), parceiro de luta de Maria, acabou morto pelo dono das terras que eles ocuparam
o irmão CHICO (Túlio Starling), perde a vida tentando salvar a família dos incêndios provocados pelo dono das terras ocupadas
a falsa amiga MUDA (Bella Campos), aparece pedindo acolhida e vai conquistando sua amizade, sem que Juma desconfie que ela é filha do latifundiário que matou seu pai e irmãos. Pelo fato de ela não falar, Juma não consegue entender como Muda apareceu e de onde veio. Seu pai morreu nos braços da mãe, com um tiro dado por Gil. Mais tarde, sua mãe, antes de morrer, lhe pediu que vingasse a morte do marido. Muda cumpre o desejo da mãe armando uma cilada na qual Maria Marruá é morta com um tiro. É objeto de desejo de Tibério e com o tempo relaciona-se com ele.

– núcleo de TENÓRIO (Murilo Benício), fazendeiro que chegou recentemente na região onde mora Zé Leôncio, no Pantanal. Homem tinhoso, bruto, grosseirão e de caráter duvidoso:
a esposa MARIA BRUACA (Isabel Teixeira), como ele a chama pejorativamente, a quem trata com desprezo na frente de todos. Totalmente submissa e dedicada ao lar. Até que se revolta contra o marido
a filha GUTA (Júlia Dalavia), recém-formada em São Paulo, foi ao Pantanal para “arejar a cabeça”. Tem ideias libertárias, afrontando o pai. Apaixona-se por Jove, sem saber que ele ama Juma
o peão ALCIDES (Juiano Cazarré), rapaz trabalhador, apaixona-se por Guta, que, a princípio, alimenta seus desejos, mas depois passa a desprezá-lo. Mais tarde, Alcides se envolve Maria Bruaca, com quem mantém um tórrido caso de amor. Bruaca passa a se tornar rebelde e diferente dentro de casa, causando desconfiança em Tenório, que acaba por descobrir o romance e executa com suas próprias mãos a castração do empregado
a empregada ZEFA (Paula Barbosa), contratada quando Maria Bruaca passa a se negar a trabalhar em casa para o marido.

– núcleo de ZULEICA (Aline Borges), mulher de Tenório em sua outra família, que ele mantinha em segredo em São Paulo. Este fato é descoberto por Guta, que não diz nada à mãe, para não magoá-la. Depois que Maria Bruaca descobre a segunda família do marido, passa a desafiá-lo:
os filhos MARCELO (Lucas Leto), RENATO (Gabriel Santana) e ROBERTO (Cauê Campos).

Remake da novela de Benedito Ruy Barbosa 32 anos depois, agora adaptada por seu neto, Bruno Luperi (filho de Edmara Barbosa).

Em janeiro de 2006, a TV Globo adquiriu os direitos da novela Pantanal, um marco da televisão brasileira, originalmente exibida em 1990, produzida pela TV Manchete, com direção geral de Jayme Monjardim.
A Globo anunciou que produziria o remake em uma reportagem no Fantástico, exibida em 06/09/2020.
O Fantástico foi novamente usado para divulgar a novela em 19/09/2021, quando foi oficializada a escolha da atriz Alanis Guillen para o papel de Juma Marruá, um mistério que a mídia e a própria emissora vinham fomentando. Alanis havia feito apenas um trabalho na TV, a temporada Malhação, Toda Forma de Amar, em 2019-2020.

Em janeiro de 2022, a emissora confirmou o dia 14/03 como a estreia da novela. Porém, a data foi adiada em decorrência de um novo surto de Covid-19 no país, que afetou as gravações da trama, deslocando sua estreia para 28/03 e esticando a exibição da novela anterior no horário, Um Lugar ao Sol.

De acordo com Leonora Bardini, diretora de programação e marketing da TV Globo, Pantanal teve a maior campanha de lançamento de novela das 21 horas já feita na história da TV Globo, com 37 peças promocionais diferentes na programação – disse ela em entrevista ao portal Meio & Mensagem.

Como parte dos trabalhos de divulgação da novela, a Globo exibiu um programa Globo Repórter especial sobre as gravações no Pantanal, exibido em 25/03/2022, na sexta-feira anterior à estreia.

“A ideia é que a essência, a dramaturgia, permaneça a mesma, porque é uma obra-prima. Essa é a grande dificuldade do texto, respeitar esse clássico e reinterpretá-lo trinta anos depois”, afirmou Bruno Luperi na coletiva de imprensa da novela.
Temas como machismo, violência doméstica e homofobia, presentes na versão original, terão o tratamento apropriado ao que se espera na atualidade. “Esta é uma nova versão, à luz do nosso tempo, dos dias de hoje“, disse Luperi.
“Alguns assuntos que passaram, que dataram, não fazem mais sentido, são reorganizados. Alguns comportamentos que mudaram também, caminham com o tempo”, completou o autor.

O Pantanal da novela da Manchete não é mais o mesmo. Quando a Globo anunciou que faria o remake, fez-se piada com o fato de pouco ter restado da exuberância natural daquelas locações.
Bruno Luperi salienta que o olhar agora é outro: “Estamos na mesma fazenda, o cenário principal [de 1990], então a paisagem é muito próxima. Mas o efeito do tempo, desses trinta anos – e vai dar para perceber -, estão presentes na obra.”

Pantanal chega com 32 anos de atraso, mas em ótima hora para acender os holofotes necessários à preservação ambiental e com uma produção que parece estar à altura das novas tecnologias. A emissora também alimenta boas expectativas em relação à exportação da trama, nesse contexto em que o mundo volta suas atenções ao Brasil para estancar queimadas, desmatamento e a deterioração de seus santuários por predadores humanos. (Cristina Padiglione no blog TelePadi)

Em comum nos elencos da primeira e da segunda versão estão os atores Marcos Palmeira (que agora vive o protagonista Zé Leôncio), Paulo Gorgulho (que retorna em uma participação), Enrique Diaz (que vive agora o pai de seu personagem de 1990) e Almir Sater (cujo filho, Gabriel Sater, vive o papel defendido pelo pai em 1990, o peão Trindade).

As gravações acontecem no Rio de Janeiro e no Mato Grosso Sul. O autor Bruno Luperi, o diretor artístico Rogério Gomes, o cenógrafo Alexandre Gomes de Souza e a gerente de produção Luciana Monteiro estiveram no Pantanal ainda em 2020, após o anúncio do remake, para buscar os locais mais bonitos – e viáveis – para esta produção.

A fazenda que serve como cenário principal é exatamente a mesma da novela de trinta anos atrás, hoje pertencente a Almir Sater, que comprou as terras assim que foram concluídas as gravações da novela de 1990.
Ao receber a equipe da nova versão em sua fazenda, Almir contou que, depois de muita procura, Jayme Monjardim (o diretor geral em 1990) havia escolhido aquele local e que eles não encontrariam nada muito diferente do que ele encontrou na época. Portanto, ainda hoje, aquelas seriam as locações ideais para as gravações.

O local escolhido fica a cerca de quatro horas da cidade mais próxima, Aquidauana. Ao redor, somente fazendas e natureza selvagem. As seis fazendas dão suporte diretamente à produção, seja para hospedagem, para gravação ou almoxarifado, e algumas outras dão suporte indireto.
“Foram 12 caminhões para contemplar todo o material de produção, produção de arte, cenografia, figurino, caracterização e tecnologia. Normalmente esses caminhões suportam 12 toneladas. Os veículos estavam bem cheios, então estimamos que tenha sido cerca de 144 toneladas de material. Tivemos que fazer o transbordo para caminhões 4X4 para levar para dentro do Pantanal. Para cada caminhão baú, usávamos em média três ou quatro caminhões 4X4”, explicou a gerente de produção Luciana Monteiro.

Diante de tantas possibilidades no Pantanal, a equipe optou por não construir cidade cenográfica no Rio de Janeiro.
“Com a diversidade de paisagens que tínhamos no Pantanal, não fazia sentido termos uma cidade cenográfica para representar o local no Rio de Janeiro. Por isso, optamos por construir nos Estúdios Globo os cenários fixos, como o interior da casa de José Leôncio, a tapera da família Marruá e o galpão dos peões, e outras áreas internas”, comentou o cenógrafo Alexandre Gomes de Souza.

Entre funcionários das fazendas, transporte, equipe e elenco, cerca de 150 pessoas estiveram envolvidas diretamente com as gravações no segundo semestre de 2021. Toda essa movimentação foi necessária para gravar de 30 a 40% da obra.
“Nos primeiros quatro blocos temos 40% das cenas aqui. Depois disso, passa a ser somente 20% de Pantanal. Ainda assim, pela logística e produtividade, a maior parte dos meses de gravação é no Pantanal. No Rio de Janeiro temos uma produtividade muito maior e conseguimos diminuir o tempo. São muitos os imprevistos. Estive no Pantanal três vezes antes de começarmos a gravar. Muita coisa a gente previu, sabíamos que seria difícil, por exemplo, questão de combustível, ter que comprar e estocar para atender gerador, barco etc. Sabíamos que não seria simples trazer os equipamentos e as pessoas, o transbordo de tudo que vem do Rio em caminhão baú, tudo isso foi previsto. Ainda assim vira e mexe somos pegos de surpresa com algo”, comentou Luciana.

A produtora de arte Mirica Vianna e sua equipe precisaram encomendar de uma artesã uma sucuri de quatro metros de comprimento. “Ela é maleável, temos que passar diariamente uma glicerina para não ressecar. Quando encomendamos, pedimos que houvesse a possibilidade dessa cobra entrar dentro da água”, contou Mirica.
A produtora encomendou no Mato Grosso do Sul, de pequenos produtores locais, os itens que servem à fazenda de José Leôncio, à tapera de Juma e à chalana de Eugênio.“Comprei a louça toda do povo Terena, produzida por indígenas da região. São travessas de cerâmica vermelha com desenhos indígenas para a fazenda, louças mais simples para a tapera e algumas sacolas que eles fazem de mercado, com desenhos lindos para a chalana, que encomendamos para homenagear esse povoado local. Quando entramos em contato com eles, tivemos ainda a oportunidade de conversar com o pajé e tirar algumas dúvidas sobre como são tratadas as pessoas que sofrem picadas de cobra ou são atacadas por animais, pois teremos em algumas cenas o que seria usado em casos como esses, já que o Velho do Rio em determinado momento irá ajudar uma pessoa, e explicará que aprendeu o ritual com indígenas”, disse Mirica.

A figurinista Marie Salles destacou a indumentária dos peões pantaneiros: “Para o manejo com o gado, eles usam calça jeans, bota curta, faixa pantaneira, que não é só um acessório estético, mas tem a função de ajudar a manter saudável a coluna dos peões. Em geral, são feitas por mulheres pantaneiras e são bastante coloridas, é algo fácil de encontrar na região. Os peões usam ainda um cinturão de couro, onde colocam o canivete e o celular, que estará presente na segunda fase. Ele funciona como uma pochete, mas é um cinto. A calça de couro por cima da calça jeans é bastante usada também, a fim de proteger as pernas de quem anda a cavalo. Protege de galho e cobra, por exemplo. E tem o chapéu, usado por todos, porque é um local quase sempre muito quente.”

A caracterizadora Valéria Toth comentou sobre atores diferentes vivendo o mesmo personagem em fases distintas da trama: “ Esses personagens precisam ter indícios, sutilezas que os aproximam, para que o público possa identificar o ator anterior nessa mudança. Por exemplo, Malu Rodrigues e Camila Morgado, que interpretam Irma na primeira e segunda fase, respectivamente, ficaram ruivas, com cores bem parecidas. Tivemos o cuidado de pedir ao Renato (Góes) para deixar o cabelo crescer para se aproximar mais do visual do Marcos Palmeira, que passou um produto para abrir seus cachos. Os dois deixaram o cabelo crescer e ficaram com os cachos parecidos. Esses elementos mostram essa passagem de 30 anos.”

O capítulo de estreia de Pantanal foi produzido em 8K e transmitido em 8K pelo Globoplay, inaugurando a utilização desse formato em novelas. Além disso, foi transmitido – também pelo Globoplay – em Dolby Atmos, tecnologia de áudio que busca garantir maior nível de imersão ao espectador.

Para a reprodução em vídeo de animais, como onça, sucuri e boi, foi utilizada a rotoscopia, técnica que tem como referência uma imagem captada em vídeo, redesenhada quadro a quadro, resultando, então, na composição. Também foram reproduzidas por computação gráfica cerca de 10 espécies de aves. Para uma cena de oito segundos em que é utilizada a técnica de rotoscopia para inserir um animal em um ambiente interno, são necessárias, em média, 48 horas de trabalho em efeitos visuais.

Além da presença real de alguns animais no set de gravação, eles são reproduzidos ainda graficamente em modelos 3D. O processo é o mesmo de Hollywood: eles reproduzem um animal modelando-o tridimensionalmente e produzem todo o esqueleto para que ele possa ser animado. Foram usadas técnicas de aproximação e de implementação para transportar imagens de animais captadas no Pantanal e inseri-las em ambientes internos, contracenando com atores, por exemplo.

O diretor artístico Rogério Gomes encerrou seu contrato com a Globo após 42 anos de serviços prestados, deixando a emissora depois da estreia de Pantanal. Ele foi responsável pela implantação e desenvolvimento artístico da produção, deixando a primeira fase toda gravada, passando o bastão para Gustavo Fernandez, seu substituto na função, que deu prosseguimento aos trabalhos da novela.

AMOR DE ÍNDIO – Gabriel Sater (participação do maestro João Carlos Martins) (tema de Jove e Juma)
ASSIM OS DIAS PASSARÃO – Almir Sater e Renato Teixeira
BOIADA – Almir Sater (tema de Joventino e Zé Leôncio)
CAVALO PRETO – Sérgio Reis
CHALANA – Roberta Miranda
CHEIRO DE MATO – Raí Saia Rodada
CHUVA NO PANTANAL – Mayck e Lyan
CICLO VICIOSO – Yasmin Santos, Bruno & Marrone
COMENTÁRIO A RESPEITO DE JOHN – Belchior
COMITIVA ESPERANÇA – Sérgio Reis
COMO DOIS ANIMAIS – Alceu Valença (tema de Jove e Juma)
DEPRÊ – Marília Mendonça
DESAPAIXONAR – Jade Baraldo
DIA BRANCO – Geraldo Azevedo
DISPARADA – Jair Rodrigues
ESTRANHA TOADA – Ney Matogrosso
EU TENHO A SENHA – João Gomes
INVERSO DO AMOR – Fábio Nestares
KÁTIA FLÁVIA, A GODIVA DO IRAJÁ – Fausto Fawcett e os Robôs Efêmeros (na boate com Madeleine)
MENSAGEM DE AMOR – Lucas Santtana
NÃO NEGUE TERNURA – Zé Manoel e Luedji Luna (tema de Zé Leôncio e Madeleine)
PANTANAL – Maria Bethânia (participação de Almir Sater) (tema de abertura)
PEABIRU – Almir Sater (tema de José Lucas de Nada)
PERFUME DE ARAÇÁ – Pietá
RIBANCEIRA – Chico Chico
QUASE NADA – Caraudácia e Lucas da Vila
TÁ NA TERRA – João Caetano
THE PASSENGER – Iggy Pop (tema de Jove)
VAQUEIRO DE PROFISSÃO – Jair Rodrigues (tema de Zé Leôncio)
ZERO SAUDADE – Os Barões da Pisadinha e Maiara & Maraisa

Tema de Abertura: PANTANAL – Maria Bethânia (participação de Almir Sater)

São como veias, serpentes
Os rios que trançam
O coração do Brasil
Levando a água da vida
Do fundo da terra
Ao coração do Brasil

Gente que entende, que fala
A língua das plantas, dos bichos
Gente que sabe o caminho
Das águas, das terras, do céu
Velho mistério guardado
No seio das matas sem fim
Tesouro perdido de nós
Distante do bem e do mal
Vindo do Pantanal

Lendas de raças
Cidades perdidas nas selvas
Do coração do Brasil
Contam os índios de deuses
Que descem do espaço
No coração do Brasil

Redescobrindo as Américas
Quinhentos anos depois
Lutar com unhas e dentes
Pra termos direito a um depois
Fim do milênio
Resgate da vida, do sonho, do bem
A Terra é tão verde e azul
Os filhos dos filhos dos filhos
Dos nossos filhos verão…

O futuro é tão verde e azul
Os filhos dos filhos dos filhos
Dos nossos filhos… verão!

Veja também

  • pantanal1990

Pantanal (1990)

  • renascer

Renascer

  • paraiso09

Paraíso (2009)

  • velhochico

Velho Chico