Sinopse

A saga da família Leôncio, quando Joventino chega ao Pantanal do Mato Grosso do Sul acompanhado de seu filho José, com dez anos na época. Estabelecidos, deram início a uma criação de gado. Anos depois, ao retornar de uma viagem em comitiva com peões, Zé Leôncio descobriu que Joventino havia desaparecido no Pantanal após sair sozinho para caçar bois no mato. Sem sucesso nas buscas pelo pai, Zé prometeu que traria um boi no laço todos os dias para a fazenda, só para ter a esperança de encontrar o pai. Assim, Zé Leôncio tornou-se um dos principais criadores de gado do Pantanal.

Passado algum tempo, Zé Leôncio, de viagem ao Rio de Janeiro para cobrar uma dívida, conheceu e se apaixonou pela fútil e mimada Madeleine, jovem de família abastada. O pai dela, Antero, viciado em jogo, estava à beira da falência. O casamento de Madeleine e Zé Leôncio salvou a família da ruína. Porém, ela foi obrigada a mudar-se para o Pantanal. Moça da cidade grande, não adaptou-se ao mundo rural, à rude vida pantaneira e à rotina de peão do marido. Durante uma das viagens de Zé Leôncio em comitiva, Madeleine tomou o filho de poucos dias nos braços e voltou para o Rio de Janeiro.

Zé Leôncio tentou em vão recuperar o menino, mas acabou concordando em deixá-lo com a mãe na cidade grande. Passa a viver então com Filó, sua empregada, que já tinha um filho, Tadeu. Zé reconhece Tadeu como seu afilhado, considerando-o seu filho. O legítimo, Jove – que tinha o nome do avô, Joventino -, depois de adulto decide morar com o pai. Porém, o choque cultural é grande e os dois têm dificuldades para se entender. Sentindo-se rejeitado pelo pai, que acha que o filho é afeminado, e ridicularizado pelos peões por causa de seu jeito de moço da cidade, Jove decide retornar ao Rio.

Jove leva consigo Juma Marruá, moça criada como selvagem pela mãe, Maria, até a morte dela, assassinada por vingança na disputa entre posseiros de terras e vítimas de grilagem. Tal como a mãe, comenta-se no Pantanal que Juma se transforma em onça-pintada. Passado um tempo no Rio, onde o choque cultural é agora sofrido por Juma, Jove retorna ao Pantanal para não ter de se separar de sua amada. Desta vez, ele está disposto a se adaptar ao estilo de vida local. Jove começa a se acertar com o pai e com Juma e vai se transformando em um autêntico peão pantaneiro, surpreendendo a todos.

No Pantanal, vive também o Velho do Rio, curandeiro idoso que cuida das pessoas atacadas por animais ou que se perdem na floresta. Comenta-se que ele se transforma em uma sucuri gigante. Ou que é Joventino, o desaparecido pai de Zé Leôncio. Este, por sua vez, descobre a existência de um terceiro filho, na verdade o primeiro dos três: Zé Lucas de Nada, fruto de sua primeira relação sexual, com uma prostituta. O sobrenome De Nada é uma alusão ao fato de ele não ter tido um pai que lhe desse um sobrenome. Zé Leôncio o reconhece como filho e ele passa a se chamar José Lucas Leôncio.

Manchete – 21h30
de 27 de março a 10 de dezembro de 1990
216 capítulos

novela de Benedito Ruy Barbosa
direção de Carlos Magalhães, Roberto Naar e Marcelo de Barreto
direção geral de Jayme Monjardim

Novela anterior no horário
Kananga do Japão

Novela posterior
A História de Ana Raio e Zé Trovão

CLÁUDIO MARZO – Zé Leôncio / Velho do Rio
MARCOS WINTER – Jove (Joventino Leôncio Neto)
CRISTIANA OLIVEIRA – Juma Marruá
PAULO GORGULHO – Zé Lucas de Nada (José Lucas Leôncio)
JUSSARA FREIRE – Filó
MARCOS PALMEIRA – Tadeu
ANDRÉA RICHA – Muda (Maria Ruth)
LUCIENE ADAMI – Guta (Maria Augusta)
ANTÔNIO PETRIN – Tenório
ÂNGELA LEAL – Maria Bruaca
ÍTALA NANDI – Madeleine Novaes
ELAINE CRISTINA – Irma Novaes
NATHALIA TIMBERG – Mariana Braga Novaes
JOSÉ DE ABREU – Gustavo
ALMIR SATER – Xeréu Trindade
SÉRGIO REIS – Tibério
ÂNGELO ANTÔNIO – Alcides
RÔMULO ARANTES – Levi
GIOVANNA GOLD – Zefa
ROSAMARIA MURTINHO – Zuleica
TARCÍSIO FILHO – Marcelo
ERNESTO PICCOLO – Renato
EDUARDO CARDOSO – Roberto
FLÁVIA MONTEIRO – Nalvinha
JOÃO ALBERTO PINHEIRO – Zaqueu
IVAN DE ALMEIDA – Orlando da Chalana

primeira fase
CLÁUDIO MARZO – Joventino Leôncio / Velho do Rio
PAULO GORGULHO – Zé Leôncio
CÁSSIA KISS – Maria Marruá
JOSÉ DUMONT – Gil Marruá
TÂNIA ALVES – Filó
INGRA LIBERATO – Madeleine Novaes
CAROLINA FERRAZ – Irma Novaes
SÉRGIO BRITTO – Antero Novaes
NATHALIA TIMBERG – Mariana Braga Novaes
JOSÉ DE ABREU – Gustavo
MARCOS CARUSO – Tião
EWERTON DE CASTRO – Quim
ENRIQUE DIAZ – Chico Marruá (filho de Maria e Gil, assassinado em um conflito no Paraná)
KÁTIA D´ANGELO – Generosa (prostituta da currutela que inicia Zé Leôncio, mãe de Zé Lucas de Nada)
FÁTIMA FREIRE – prostituta da currutela onde Generosa trabalha
OSWALDO LOUREIRO – Chico (taxista do Rio de Janeiro que conduz Zé Leôncio na cidade)
GEISA GAMA – Gorda (mulher do taxista Chico)
LUIZ ARMANDO QUEIROZ – empresário que aplica um golpe em Zé Leôncio, por quem ele vai ao Rio de Janeiro
HAROLDO COSTA – Padre Antônio (tenta auxiliar os trabalhadores rurais, no Paraná)
JITMAN VIBRANOVSKY – delegado no Paraná com quem o Padre Antônio intercede pelos trabalhadores rurais
ALEXANDRE LIPIANI – Raimundo (vizinho dos Marruás no Paraná, acaba assassinado com Chico)
KITO JUNQUEIRA – um dos jagunços contratados para matar Gil, mata-o e é assassinado por Maria
WÁLTER SANTOS – um dos jagunços contratados para matar Gil, acaba engolido por uma sucuri
IVAN DE ALMEIDA – Orlando da Chalana (chalaneiro que faz o transporte de pessoas e carga no rio do Pantanal)
LUCA RODRIGUES – um namorado de Madeleine
JAIRO LOURENÇO – entre os amigos de Madeleine quando ela conhece Zé Leôncio
SILVIO POZATTO – entre os amigos de Madeleine quando ela conhece Zé Leôncio
ANDRÉA CAVALCANTI – entre os amigos de Madeleine quando ela conhece Zé Leôncio
ALEXANDRE MARQUES – garçom do restaurante onde Madeleine e Zé Leôncio se conhecem
MÁRIO ROBERTO – advogado que conversa com Zé Leôncio no avião, na viagem para o Rio
TOTIA MEIRELES – vedete no show onde o taxista Chico leva Zé Leôncio
MARCUS VINÍCIUS – Delegado Expedito (recebe a denúncia dos Novaes contra Zé Leôncio, que levou Jove bebê com ele)
FERNANDO ALMEIDA – moleque na currutela
PAULO VINÍCIUS – Zé Leôncio (adolescente)
THIAGO FROTA – Joventino (bebê)
RENAN ITABORAHY CABIZUCA – Joventino (criança)
JÉSSICA CANOLETTI – Juma (criança)

e
ANTÔNIO GONZALEZ – Bruno (mancomunado com Ruth, mata Maria Marruá)
ANTÔNIO PITANGA – Túlio (peão cuja comitiva Zé Lucas acompanha, com a qual fica conhecendo Zé Leôncio)
BUZA FERRAZ – Grego (caminhoneiro)
CARLOS GREGÓRIO – Expedito (caminhoneiro)
CLEMENTE VISCAÍNO
FAUSTO FERRARI – Teodoro
FERNANDO BORSATTO – Antero Novaes Leôncio, no final
FLORA GENY – Ana
GISELA REIMAN – Érica (jornalista que vai ao Pantanal para fazer uma reportagem e se envolve com Zé Lucas)
GIUSEPPE ORISTÂNIO – paraquedista
GLÁUCIA RODRIGUES – Matilde (funcionária do escritório de Zé Leôncio em São Paulo)
IBAÑEZ FILHO – caminhoneiro que dá uma carona para Zé Lucas após o assalto
JECE VALADÃO – coureiro que tem orelha arrancada por Juma
JOFRE SOARES – padre que casa Zé Leôncio e Filó
JÚLIO LEVY – Davi (gerente dos negócios de Zé Leôncio, em São Paulo)
LANA FRANCIS – Teca (empregada na casa de Mariana)
LEANDRA LEAL – Maria Marruá Leôncio, no final
LUIZ HENRIQUE SANT’AGOSTINHO – Ari (operador de rádio e piloto de Campo Grande)
MÁRCIO EHRLISCH – piloto
MAURÍCIO DO VALLE – caseiro em uma das fazendas de Zé Leôncio
PAULO BARBOSA (PAULÃO) – guarda rodoviário
ROSE ABDALLA – Myrian
RUBENS CORRÊA – Ibrahim Chaguri (deputado federal, pai de Érica)
SÉRGIO MAMBERTI – Dr. Arnour
VALÉRIA SEABRA
XANDÓ BATISTA – padre que casa Jove e Juma, e Tibério e Muda
ZAIRA ZAMBELLI – mulher que seduz Zé Lucas e rouba seu caminhão
ZÉ CAPETA como ele mesmo, dá um berrante de presente a Jove em Barretos

– núcleo de ZÉ LEÔNCIO (Paulo Gorgulho / Cláudio Marzo), hoje um rico criador de gado em uma fazenda no Pantanal Mato-Grossense. Homem prático e objetivo, esperto e com grande tino para negócio, além de exímio peão de boiadeiro. Porém, errou quando casou-se com uma moça da cidade grande, que, no passado, o abandonou levando o seu filho:
o pai JOVENTINO (Cláudio Marzo), desaparece misteriosamente no meio do mato e é dado como morto. Suspeita-se que ele seja o curandeiro VELHO DO RIO, um senhor sábio e místico que conhece todos os mistérios do Pantanal. Dizem as lendas dos pantaneiros que o Velho do Rio transforma-se em uma sucuri gigante
a empregada FILÓ (Tânia Alves / Jussara Freire), pela dedicação ao patrão, tem acesso a todos os acontecimentos do passado da família. Seu maior objetivo é viver como mulher de Zé Leôncio. Apesar de não ser a mulher dele – que nunca se divorciou oficialmente da primeira-, Filó considera que vive muito bem na fazenda
o filho de Filó, TADEU (Marcos Palmeira), suspeita-se ser filho de Zé Leôncio. Está sempre próximo do “padrinho”, como o chama. Guarda uma certa mágoa por nunca ter sido considerado oficialmente seu filho
o administrador da fazenda TIBÉRIO (Sérgio Reis), contratado para ajudá-lo a controlar os peões em suas comitivas com a boiada da fazenda
os peões TRINDADE (Almir Sater), com Tibério forma uma dupla de violeiros
e LEVI (Rômulo Arantes)
o filho que desconhecia, ZÉ LUCAS DE NADA (Paulo Gorgulho), motorista de caminhão. Filho da prostituta que iniciou o jovem Zé Leôncio na vida sexual. Faz um tipo solitário que passa a vida na estrada. Vai para o Pantanal e, sem saber, procura emprego na fazenda do próprio pai. O sobrenome De Nada é uma alusão ao fato de ele não ter tido um pai que lhe desse um sobrenome. Zé Leôncio o reconhece como filho e ele passa a se chamar JOSÉ LUCAS LEÔNCIO
ÉRICA (Gisela Reiman), envolve-se com Zé Lucas
os funcionários no escritório no Rio de Janeiro MATILDE (Gláucia Rodrigues) e DAVI (Júlio Levy).

– núcleo de MADELEINE (Ingra Liberato / Ítala Nandi), mulher sofisticada, de família carioca rica, porém falida. Apaixonou-se na juventude por Zé Leôncio, que casou-se com ela salvando sua família da falência financeira. Não suportou a vida praticamente selvagem no Pantanal e abandonou o marido e a fazenda levando consigo o filho recém-nascido:
o filho JOVENTINO, o JOVE (Marcos Winter), do casamento com Zé Leôncio. Rapaz irresponsável, boa-vida, não é chegado ao trabalho. Só conhece o pai depois de adulto, quando, por vontade própria – e para desgosto da mãe – resolve ir atrás dele no Pantanal. Porém, em um primeiro momento, não se acostuma à vida na fazenda
os pais: ANTERO NOVAES (Sérgio Britto), homem despreocupado e um tanto irresponsável. Por causa de jogo, leva a família à beira da falência, até que o casamento da filha com Zé Leôncio os livra da ruína financeira,
e MARIANA (Nathalia Timberg), detém o poder da família nas mãos, já que o marido é viciado em jogo e não esquenta a cabeça com questões financeiras. A família só não fica na miséria por esforço dela
a irmã IRMA (Carolina Ferraz / Elaine Cristina), bonita e inteligente, mas que ficou presa a uma paixão platônica pelo cunhado Zé Leôncio. Depois de mais de vinte anos, decide ir atrás de seu amor no Pantanal, mas acaba se envolvendo com o peão Trindade
o amigo GUSTAVO (José de Abreu), psicanalista. Apaixonado por ela, sempre teve esperanças de casarem-se. É ele quem traz Madeleine do Pantanal de volta ao Rio, quando ela resolve abandonar Zé Leôncio
o mordomo ZAQUEU (João Alberto Pinheiro), tipo afeminado, tem necessidade de se mostrar útil e, para isso, intromete-se nos assuntos pessoais da família
NALVINHA (Flávia Monteiro), moça apaixonada por Jove, faz de tudo para tê-lo, mas é sempre rejeitada. Primeiro inventa uma gravidez, depois diz que ele é gay. Tem um relacionamento afetivo com Gustavo, que não evolui por causa de sua imaturidade e fixação em conquistar Jove.

– núcleo de JUMA MARRUÁ (Cristiana Oliveira), nascida nas águas do Pantanal, onde sua mãe fez o parto sozinha. Selvagem, arredia e sensual, não sabe ler nem escrever, nunca saiu da terra onde nasceu. Mora sozinha em uma tapera no meio do mato. Os pantaneiros dizem que, como acontecia com sua mãe, ela se transforma em onça-pintada. Arrebata o coração de Jove e os dois vivem um complicado caso de amor, marcado pelas diferenças entre eles:
a mãe MARIA MARRUÁ (Cássia Kiss), que a criou sozinha. Recebeu esse nome dos pantaneiros em referência aos marruás, bois bravos e não-domesticados. Posseira, estabeleceu-se no interior do Paraná com o marido e os dois primeiros filhos. Com o assassinato deles, fugiu para o Pantanal, indo morar em uma tapera nas terras de Zé Leôncio, com a permissão dele. As lendas dos pantaneiros contam que Maria, mesmo depois de morta, matou uma sucuri a dentada e que transforma-se em onça-pintada de mais de dois metros em noites de lua cheia:
o pai GIL (José Dumont), parceiro de luta de Maria, acabou morto pelo dono das terras que eles ocuparam
os irmãos CHICO (Enrique Diaz) e RAIMUNDO (Alexandre Lipiani), perderam a vida tentando salvar a família dos incêndios provocados pelo dono das terras ocupadas
a falsa amiga MUDA (Andréa Richa), aparece pedindo acolhida e vai conquistando sua amizade, sem que Juma desconfie que ela é filha do latifundiário que matou seu pai e irmãos. Pelo fato de ela não falar, Juma não consegue entender como Muda apareceu e de onde veio. Seu pai morreu nos braços da mãe, com um tiro dado por Gil. Mais tarde, sua mãe, antes de morrer, lhe pediu que vingasse a morte do marido. Muda cumpre o desejo da mãe armando uma cilada na qual Maria Marruá é morta com um tiro. É objeto de desejo de Tibério e com o tempo relaciona-se com ele.

– núcleo de TENÓRIO (Antônio Petrin), fazendeiro que chegou recentemente na região onde mora Zé Leôncio, no Pantanal. Homem tinhoso, bruto, grosseirão e de caráter duvidoso:
a esposa MARIA BRUACA (Ângela Leal), como ele a chama pejorativamente, a quem trata com desprezo na frente de todos. Totalmente submissa e dedicada ao lar. Até que se revolta contra o marido
a filha GUTA (Luciene Adami), recém-formada em São Paulo, foi ao Pantanal para “arejar a cabeça”. Tem ideias libertárias, afrontando o pai. Apaixona-se por Jove, sem saber que ele ama Juma
o peão ALCIDES (Ângelo Antônio), rapaz trabalhador, apaixona-se por Guta, que, a princípio, alimenta seus desejos, mas depois passa a desprezá-lo. Mais tarde, Alcides se envolve Maria Bruaca, com quem mantém um tórrido caso de amor. Bruaca passa a se tornar rebelde e diferente dentro de casa, causando desconfiança em Tenório, que acaba por descobrir o romance e executa com suas próprias mãos a castração do empregado
a empregada ZEFA (Giovanna Gold), contratada quando Maria Bruaca passa a se negar a trabalhar em casa para o marido.

– núcleo de ZULEICA (Rosamaria Murtinho), mulher de Tenório em sua outra família, que ele mantinha em segredo em São Paulo. Este fato é descoberto por Guta, que não diz nada à mãe, para não magoá-la. Depois que Maria Bruaca descobre a segunda família do marido, passa a desafiá-lo:
os filhos MARCELO (Tarcísio Filho), RENATO (Ernesto Piccolo) e ROBERTO (Eduardo Cardoso).

A exemplo de Os Imigrantes, da TV Bandeirantes, Pantanal, da TV Manchete, foi outra novela de Benedito Ruy Barbosa rejeitada pela Globo que acabou aceita na concorrência e se tornou um sucesso.

Uma grata surpresa no universo da telenovela brasileira. Um sucesso arrebatador e munido de tantas novidades que chegou a abalar o tão alicerçado horário nobre da TV Globo. Pela primeira vez, desde que conquistou a hegemonia e se impôs na produção de novelas nos anos 1970, a Globo viu seu posto de líder de audiência suplantado.

A Globo exibia às oito da noite a novela Rainha da Sucata e Pantanal entrava no ar, na TV Manchete, imediatamente depois, às 21h30. Durante os vinte primeiros capítulos, ao competir diretamente com a linha de shows da Globo, Pantanal rapidamente atingia picos de 30 pontos, fechando sempre com média superior aos 20 pontos (Ibope da Grande São Paulo).
“A partir da quarta semana, ultrapassamos a Globo e ganhamos uma visibilidade jamais vista na Manchete”, afirmou o diretor Jayme Monjardim a Flávio Ricco e José Armando Vannucci, para o livro “Biografia da Televisão Brasileira”.
A novela fechou com 34 pontos de média final, o maior índice da história da teledramaturgia da Manchete. O último capítulo (exibido em 10/12/1990) conseguiu a proeza de registrar praticamente o dobro do ibope da Globo: 41 pontos.

Parte da estratégia da Globo para diminuir a audiência de Pantanal foi desenvolvida com o aumento gradual da duração dos capítulos de Rainha da Sucata. Silvio de Abreu, o autor da novela da Globo, desabafou para o livro “Biografia da Televisão Brasileira”:
“As duas nunca concorreram, mas a imprensa só publicava comparações. Tinha noites que eu chegava aos 70 pontos de pico e mais tarde o Benedito atingia 40. Aí só falavam dele!”

Para tentar conter a fuga de telespectadores para a Manchete, a Globo sacrificou a ordem dos autores de suas novelas. Dias Gomes entraria após Silvio de Abreu às oito da noite, mas a emissora, em uma decisão inédita, criou um novo horário de novelas – 21h30 – para bater de frente com Pantanal. Desta forma, em outubro de 1990, estreou Araponga (uma sinopse de Dias Gomes), concorrendo diretamente com a novela da Manchete. Porém, de nada adiantou: Pantanal seguiu imbatível até o seu término.
Com a ida de Dias para outro horário, Cassiano Gabus Mendes, tradicional autor das sete da noite, foi acionado. Assim, no final de outubro, Rainha da Sucata foi substituída pela novela Meu Bem Meu Mal, de Cassiano. Neste momento, a Manchete já havia alterado sua tática e não esperava mais terminar a principal atração da Globo para iniciar sua novela. O capítulo começava antes justamente para prejudicar a audiência da adversária.

Curiosamente, Pantanal havia sido negada pela Globo. Benedito Ruy Barbosa escrevia apenas para o horário das seis da emissora e queria que a nova novela fosse a sua estreia no horário nobre. Após muita insistência, o autor recebeu o aval para ir até o Pantanal para avaliar as reais condições de produzi-la. Porém, a época era de chuva e ele e os diretores Herval Rossano e Atílio Riccó voltaram com quase mil fotos em que aparecia apenas água e mato. Sem o registro das deslumbrantes flora e fauna tão propagadas pelo autor, o projeto foi engavetado. Benedito ainda ouviu da Globo a proposta para transformar o projeto em minissérie ou ambientar a novela em uma fazenda carioca ou paulista para facilitar a produção.
“Mas bati o pé porque queria o Pantanal”, afirmou Benedito. O fato é que, diante das dificuldades e da estimativa de custos muito alta, a Globo preferiu desistir do projeto.

O jatinho fretado para levar o autor e diretores da Globo para conhecer as locações perdeu a estabilidade durante uma briga entre Benedito e Herval Rossano.
“Eu queria encher ele de porrada!”, declarou o autor para o livro “Biografia da Televisão Brasileira”. Por pouco, o resultado desse desentendimento não foi a morte de todos que estavam na aeronave.

Benedito Ruy Barbosa ficou aberto a conversas com a concorrência. O primeiro a se aproximar foi Carlos Alberto de Nóbrega, em nome do SBT. Foi agendada uma reunião na qual Silvio Santos deveria comparecer, mas, no dia, ele alegou problemas na emissora.
“Mentira!”, disse Benedito para o livro “Biografia da Televisão Brasileira”. “Ele estava assinando com o Guga de Oliveira para fazer Cortina de Vidro.”
Ou seja, Silvio Santos preferiu a novela pronta da produtora de Guga de Oliveira a se lançar em uma nova produção.

Benedito, no entanto, não resistiu ao chamado de Jayme Monjardim, na época diretor artístico da TV Manchete.
“Para convencer o Benedito, eu disse: ‘produzo a sua novela no Pantanal, exibo no horário nobre e você vem para a Manchete'”, recordou o diretor.
Jayme e Benedito mudaram o nome da novela, que tinha o título provisório de Amor Pantaneiro, para Pantanal. Decidiram que a fazenda do cantor Sérgio Reis (amigo pessoal de Benedito) seria a base de todos os trabalhos, e uma casa construída pelo General Rondon, a locação principal.
“Eram dez atores dormindo num mesmo quarto, porque não havia estrutura para dar conforto a uma imensa equipe”, lembrou Monjardim ao livro “Biografia da Televisão Brasileira”.

Para o elenco chegar no local da gravação da novela, era preciso uma pequena via-crucis. Os atores iam de avião de carreira até Campo Grande e de lá pegavam um avião bimotor para chegar até a fazenda. Gravavam em local isolado da “civilização”. Não havia televisor ou telefone. A comunicação com o Rio de Janeiro e São Paulo era feita pelos barulhentos rádios amadores das fazendas.

Pantanal teve 90% de suas cenas em rio gravadas no Rio Negro, em Campo Grande. Na fazenda de Sérgio Reis, havia a Lagoa das Garças e o outro afluente, onde a maioria tinha o costume de nadar pelada, inclusive o próprio Benedito. A equipe de produção concentrou todo o trabalho no local, montando uma estrutura para fazer cópias dos roteiros que chegavam nos voos diários e uma central de edição de imagens e manutenção dos equipamentos. De tempo em tempo, alguns artistas passavam uns dias no Rio de Janeiro para registrar cenas que, obrigatoriamente, necessitavam de estúdio. (“Biografia da Televisão Brasileira”, Flávio Ricco e José Armando Vannucci)

Os destaques de Pantanal foram muitos. O principal deles foi a utilização da natureza transformando-a em um elemento importante na trama. O manifesto ecológico surgia por meio da tomada de consciência a respeito dos fatos da região. Como uma espécie de elogio à natureza, com cenas contemplativas e personagens fortes, Benedito Ruy Barbosa criou uma trama rural da melhor qualidade, enriquecida com o folclore da região pantaneira onde se passava a história. Entraram para o imaginário nacional figuras como o Velho do Rio e Juma Marruá, a mulher selvagem que se transformava em onça.

Claro que tal repercussão não saiu unicamente da boa história de Benedito. Toda a magia das imagens belíssimas do Pantanal, captada com requinte cinematográfico pelo diretor Jayme Monjardim e sua equipe, contribuiu para o excelente resultado final. Registre-se também a competente trilha sonora, composta especialmente por Marcus Viana, e o elenco bem escolhido.

A novela era recheada de cenas em que apareciam demorados vôos de tuiuiús, jacarés e capivaras em vazantes, pores-do-sol e chalanas descendo os rios do Pantanal. Para o diretor, o cenário da novela foi uma das principais chaves para o sucesso da produção.
“Temos o mérito de ter saído do estúdio, mas não houve uma nova linguagem. Houve sim um espaço dentro do Brasil que é mágico e que ninguém conhecia. Qualquer um que botasse a câmara lá iria fazer um belo trabalho”, afirmou Jayme Monjardim.

Claro que os inúmeros banhos de rio dos jovens atores nus ajudaram a atiçar a audiência. Os peladões da novela repercutiram nas conversas do dia a dia.
Cristiana de Oliveira conheceu o sucesso como a protagonista da trama (Juma Marruá) e garantiu que na época não se importou em aparecer inclusive em nu frontal na novela.
“A Juma tinha uma sensualidade de bicho, sem maldade. Por isso, a nudez estava inserida na trama.”

A novela fez brilhar Jussara Freire, perfeita como a criada Filó. Transformou Paulo Gorgulho e Cristiana Oliveira em astros de maneira repentina, e deu novo impulso às carreiras de Marcos Palmeira e Marcos Winter.

Contudo, o mérito maior é mesmo de Benedito Ruy Barbosa apresentando uma das melhores novelas de todos os tempos, escrita com inspiração.
O autor declarou: “O público adorou conhecer a paisagem de um lugar pouco conhecido do Brasil. O espectador relaxou na frente da tevê com paisagens deslumbrantes e uma história simples.”

Depois deste grande sucesso, a Globo tratou de resgatar Benedito promovendo-o ao primeiro escalão dos autores da emissora. De volta à Globo, e no horário que tanto desejava, ele escreveu algumas das novelas de maior êxito da década de 1990: Renascer (1993), O Rei do Gado (1996) e Terra Nostra (1999-2000).

Cristiana Oliveira, Marcos Winter, Marcos Palmeira, Carolina Ferraz, Paulo Gorgulho e Ângelo Antônio, pouco conhecidos do grande público antes de Pantanal, se tornaram os mais novos astros da televisão. Foram contratados pela Globo imediatamente após Pantanal, ou poucos anos depois, e ganharam papeis de destaque em novelas.

Pantanal recebeu a maioria dos prêmios de televisão em 1990. Pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) foi eleita a melhor novela, diretor (Jayme Monjardim), ator (Cláudio Marzo), atriz (Jussara Freire) e revelação masculina (Ângelo Antônio). Também foi premiada com o Troféu Imprensa de melhor novela, ator (Cláudio Marzo), atriz (Jussara Freire) e “pessoa do ano” (Cristiana Oliveira).

A novela acabou influenciando no próprio mercado de terras da região pantaneira. Os fazendeiros do Pantanal começaram a abrir pousadas ecológicas e abandonar aos poucos o mercado de pecuária extensiva que sempre dominou a região. A novela difundiu a beleza do Pantanal para o mundo e abriu um grande campo para o turismo no estado.

Em abril de 1990, durante uma cena à beira do Rio Negro, o cantor Sérgio Reis ajudou Cristiana Oliveira a escapulir do cerco de seis jacarés-do-papo-amarelo, que invadiram a gravação da novela. (“Almanaque da TV”, Bia Braune e Rixa)

Foi Sérgio Reis quem sugeriu a entrada de Almir Sater para o elenco fixo de Pantanal. O músico, amigo de Benedito com quem já havia trabalhado em Paraíso (1982-1983), achou que seria oportuno ter outro cantor na trama.

O ator Cláudio Marzo acumulou dois papeis: na primeira fase, viveu Joventino e, na segunda, Zé Leôncio, o filho dele. Porém, o velho Joventino, que desapareceu na primeira fase, ressurge na segunda na pele do Velho do Rio, ficando Marzo com dois personagens ao mesmo tempo. Essa escalação não aconteceu de maneira pensada.
O ator Carlos Alberto foi o primeiro escalado para viver Zé Leôncio, na segunda fase, em que Cláudio Marzo aparecia como o Velho do Rio. Porém, Carlos Alberto sofreu uma queda de cavalo, ainda no início das gravações, e o fato acabou por impossibilitá-lo de continuar no projeto. O papel era muito grande e as gravações não podiam ser paralisadas para que ele se recuperasse. Assim, Cláudio Marzo assumiu o segundo personagem. (“Rede Manchete: Aconteceu, Virou História”, Elmo Francfort)

Jayme Monjardim praticamente obrigou Carolina Ferraz a estrear como atriz em Pantanal. Na época, ela era apresentadora do Programa de Domingo, da TV Manchete.
“Se eu dissesse não, ele me mandava embora. Não tive alternativa”, lembrou a atriz.
“Era a mais resistente a tirar a roupa. Foi duro de convencer, mas aconteceu”, disse Monjardim ao livro “Biografia da Televisão Brasileira”.

Ítala Nandi, que interpretava a personagem Madeleine, pediu para deixar a novela a fim de se dedicar a um filme. Benedito Ruy Barbosa pretendia fazer Madeleine, uma dondoca que sempre teve tudo o que quis na vida, se transformar após sobreviver à queda de um avião no Pantanal e viver durante algum tempo no meio do mato após ser salva pelo Velho do Rio (Cláudio Marzo). Com o pedido da atriz, a personagem acabou morrendo no acidente, deixando Gustavo (José de Abreu), apaixonado por ela, sem função na história. (“Novela, a Obra Aberta e Seus Problemas”, Fábio Costa)

O ator João Alberto Pinheiro, que vivia o divertido mordomo Zaqueu, faleceu em janeiro de 1991, um mês após o término da novela, vítima de uma pneumonia decorrente do vírus da Aids.

Quando a novela seguinte de Benedito Ruy Barbosa, Renascer, estreou na Globo (em 1993), comparações entre suas tramas com Pantanal foram inevitáveis.
Marcos Palmeira viveu o filho enjeitado do protagonista nas duas novelas (Tadeu/João Pedro).
O protagonista de ambas as tramas (Zé Leôncio/Zé Inocêncio) era dono de uma vasta propriedade e possuía um vizinho mal intencionado (Tenório/Teodoro) cuja filha (Guta/Sandra) se envolve com o filho enjeitado (Tadeu/João Pedro).
Havia também a mulher submissa que era tratada pelo marido machista (Tenório/Teodoro) com um apelido depreciativo (Maria Bruaca/Dona Patroa).
E nas duas novelas, a presença de uma estranha (Muda/Mariana) que surgia para se vingar de um personagem, e que descendia de um antigo inimigo dele.
Benedito ainda usou o apelido de seu protagonista Zé Leôncio (Cláudio Marzo) em PantanalRei do Gado – para outra novela, O Rei do Gado (1996), em que o apelido em questão serviu ao personagem Bruno Mezenga (Antônio Fagundes).

A novela vendeu de vacina para febre aftosa até tratores e agrotóxicos.
“Aquilo causou um frisson danado”, lembrou Benedito Ruy Barbosa. “Na novela, o personagem comprava um aparelho de TV e precisava de uma parabólica. Foi um caso fantástico, porque mostramos a instalação da antena.”
Tinha jabá até no barco que subia e descia o rio em que Juma e Joventino tomavam banho nus.
“Teve muita propaganda naquela chalana, que trazia mercadorias para o povo ribeirinho”, contou Benedito. “Isso não agride. Não acho bom quando o merchandising entra muito forte, violentando toda a história, o autor, o elenco.”

A então modelo Nani Venâncio aparecia na abertura, nadando nua no rio e se transformando em onça. Já havia figurado a abertura da novela O Sexo dos Anjos, da Globo, no ano anterior. Chegou a fazer alguns trabalhos como atriz e firmou-se como apresentadora de TV.

Pantanal foi exibida em vários países, como Grécia, Itália, Bulgária, Estados Unidos e toda a América Latina.

A novela foi reprisada na Manchete em duas ocasiões: de 17/06/1991 a 18/01/1992, de segunda a sábado, às 19h30 (e mais tarde às 19h);
e de 26/10/1998 a 14/07/1999, em 217 capítulos, de segunda a sábado, às 21h (e mais tarde às 21h30).
Por causa de suas reprises, as trilhas sonoras voltaram às lojas.
Em 10/05/1999, a Rede Manchete foi vendida para a TeleTV!, mas parte de sua programação continuou a ser exibida – inclusive os últimos capítulos da reprise de Pantanal – até a RedeTV! assumir o canal (em novembro de 1999).

Nove anos após o fim da TV Manchete, o SBT reapresentou Pantanal, de 09/06/2008 a 13/01/2009. Dessa forma, assumiu uma batalha judicial com a Rede Globo, que afirmava ser detentora dos direitos de transmissão, adquiridos diretamente de Benedito Ruy Barbosa. Já o canal de Silvio Santos possuía a obra integral (fitas Beta), comprada em leilão judicial da TV Manchete cerca de cinco anos antes. Os direitos cedidos foram obtidos pela JPO Produções Ltda., por contrato havido com a Massa Falida da TV Manchete Ltda., celebrado em decorrência de decisão judicial autorizatória do juiz da 28ª Vara Cível de São Paulo, proferida nos autos da Falência da TV Manchete Ltda. (Processo 583.00.2000.539652-1). O horário de início da reapresentação da novela foi 22 horas, mas variou muito devido à programação das concorrentes.

Em janeiro de 2006, a TV Globo adquiriu os direitos da novela, diretamente com seu autor. Em setembro de 2020, a emissora anunciou que faria um remake de Pantanal. As gravações começaram em plena pandemia de Covid-19. A nova versão estreou, finalmente, em março de 2022. Em comum nos elencos das duas novelas, estavam os atores Marcos Palmeira, Paulo Gorgulho (em uma participação), Enrique Diaz e Almir Sater.

Trilha Sonora 1

01. NO MUNDO DOS SONHOS (PEPPERLAND) – Robertinho do Recife (tema de Jove)
02. QUEM SABERIA PERDER – Ivan Lins (tema de Zé Leôncio)
03. APAIXONADA – Simone (tema de Irma)
04. DIVINAMENTE NUA A LUA – Orlando Moraes (tema de Guta)
05. AMOR SELVAGEM – Marcus Viana (tema de Juma e Jove)
06. ESTRELA NATUREZA – Sá & Guarabira (tema de Maria Marruá, depois tema de Juma)
07. PANTANAL – Sagrado Coração da Terra (tema de abertura e tema geral)
08. MEMÓRIA DA PELE – João Bosco (tema de Madeleine)
09. CASTIGO – Léo Gandelman (tema de Gustavo)
10. UM VIOLEIRO TOCA – Almir Sater (tema de Tibério)
11. TRISTE BERRANTE – Solange Maria e Adauto Santos (tema de Filó)
12. COMITIVA ESPERANÇA – Sérgio Reis (tema de locação: comitiva dos peões de Zé Leôncio)

Trilha Sonora 2

01. TOCANDO EM FRENTE – Maria Bethânia
02. MEU CORAÇÃO – João Caetano (tema de Zé Lucas de Nada)
03. CANTAR – Sílvia Patrícia e Caetano Veloso
04. REINO DAS ÁGUAS – Marcus Viana
05. CHALANA – Almir Sater (tema de locação: Pantanal)
06. PANTANAL – Sagrado Coração da Terra (tema de abertura e tema geral)
07. SAUDADE – Renato Teixeira
08. A GLÓRIA DAS MANHÃS – Sagrado Coração da Terra (tema de locação: Ninhal)
09. GARÇA BRANCA – Cláudio Nucci (tema de Maria Bruaca)
10. PAZ – Sagrado Coração da Terra (tema de Irma)
11. PEÃO BOIADEIRO – Sérgio Reis (tema de Tibério)
12. ESPÍRITO DA TERRA – Marcus Viana
13. NOITE – Marcus Viana

Trilha Sonora Complementar: Suíte Sinfônica – Marcus Viana

01. PANTANAL
02. PULSAÇÕES DA VIDA
03. ESPÍRITO DA TERRA
04. ONÇA PINTADA
05. NOITE
06. REINO DAS ÁGUAS
07. PAZ
08. A GLÓRIA DAS MANHÃS
09. SINFONIA

Ainda
PEPPERLAND – George Martin

Trilha Sonora Complementar: Pantaneiro – Sérgio Reis

01. PEÃO DE BOIADEIRO (tema de Tibério)
02. PANTANAL EM SILÊNCIO
03. COMITIVA ESPERANÇA
04. PRA QUANDO ELA VOLTAR
05. GURI
06. SINFONIA PANTANEIRA
07. CAVALO PRETO (tema de Zé Leôncio)
08. CORAÇÃO PANTANEIRO
09. RABO DE SAIA
10. RITA DONZALEA
11. PORTA DO MUNDO
12. LÁ NO PÉ DA SERRA / TREM DO PANTANAL / CHALANA / LEMBRANÇA
13. PANTANAL

Pesquisa de Repertório: José Milton
Produção Musical: Guti Carvalho

Tema de Abertura: PANTANAL – Sagrado Coração da Terra

São como veias, serpentes
Os rios que trançam
O coração do Brasil
Levando a água da vida
Do fundo da terra
Ao coração do Brasil

Gente que entende, que fala
A língua das plantas, dos bichos
Gente que sabe o caminho
Das águas, das terras, do céu
Velho mistério guardado
No seio das matas sem fim
Tesouro perdido de nós
Distante do bem e do mal
Vindo do Pantanal

Lendas de raças
Cidades perdidas nas selvas
Do coração do Brasil
Contam os índios de deuses
Que descem do espaço
No coração do Brasil

Redescobrindo as Américas
Quinhentos anos depois
Lutar com unhas e dentes
Pra termos direito a um depois
Fim do milênio
Resgate da vida, do sonho, do bem
A Terra é tão verde e azul
Os filhos dos filhos dos filhos
Dos nossos filhos verão…

O futuro é tão verde e azul
Os filhos dos filhos dos filhos
Dos nossos filhos… verão!

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