Sinopse

Um acidente de trânsito em um cruzamento une três pessoas completamente diferentes entre si: Ciro, um motorista de ônibus; Bruna, moça rica e geniosa; e Soró, um migrante nordestino que trabalha carregando mercadorias com uma carroça de mão. Como compensação pelos prejuízos causados pela batida, Ciro e Soró vão trabalhar com a família de Bruna, que possui uma rede de cantinas italianas.

Os mistérios de Ciro, ligado a um homem e a uma mulher, conduzem a história. Enquanto tenta ocultar o seu passado, Ciro se envolve com o ingênuo e brincalhão Soró. Humilhado por Bruna, Ciro resolve ascender socialmente para conquistá-la. Luísa, irmã de Bruna, apaixona-se por ele, que acaba sendo disputado pelas duas irmãs.

Bruna é a noiva de Júlio, diretor da rede de cantinas de propriedade de Mama Vitória, a avó de Bruna e Luísa. O filho de Mama Vitória, Guido, após a falência de sua cantina em São Paulo, vai morar no Rio com a família – a mulher Loreta, o cunhado folgado Gigio, e os filhos Benito, Duda e Geninho. Por sua vez, Soró traz para o Rio a sua família nordestina – a mãe Donana, a tia desmiolada Lala Sereno, e as irmãs Mariana e Regina.

Fica claro então o contraste entre as duas famílias – os pobres retirantes nordestinos e a rica família italiana – na amizade do garoto Geninho com Soró e a adolescente Regina; no romance entre Benito e Mariana; e no lírico amor de Lala Sereno e Gigio. Lala é uma solteirona que foi abandonada no altar e sofre com crises que a tiram da realidade. Porém, em vez de se queixar da sorte, ela transforma sua história em versos de cordel, que recita na feira de São Cristóvão, conhecido reduto de nordestinos no Rio de Janeiro.

Globo – 18h
de 28 de março a 7 de outubro de 1983
165 capítulos

novela de Walther Negrão
direção de Gonzaga Blota, Henrique Martins e Atílio Riccó
direção geral de Gonzaga Blota

Novela anterior no horário
Paraíso

Novela posterior
Voltei Pra Você

CLÁUDIO MARZO – Ciro Cerqueira
ELIZABETH SAVALA – Bruna Cantarelli
MARIA CLÁUDIA – Luísa Cantarelli
EDWIN LUISI – Júlio Camargo
LÉLIA ABRAMO – Mama Vitória (Vitória Giunchetti)
ARNAUD RODRIGUES – Soró (Floriano Sereno)
LAURA CARDOSO – Donana (Ana Sereno)
MÁRIO BENVENUTTI – Guido (Giuseppe Giunchetti)
RENATA FRONZI – Loreta Giunchetti
LAERTE MORRONE – Gigio (Luigi)
REGINA DOURADO – Lala Sereno (Laura Sereno)
PAULO GUARNIERI – Daniel
TÁSSIA CAMARGO – Nina
CÁSSIO GABUS MENDES – Franco Cantarelli
ÉLIDA L’ASTORINA – Duda (Maria Eduarda Giunchetti)
JOÃO CARLOS BARROSO – Benito (Benedito Giunchetti)
TÂNIA LOUREIRO – Mariana Sereno
FLORA GENI – Gema (Gelsomina Giunchetti Cantarelli)
DIONÍSIO AZEVEDO – Altino Camargo
NORMA GERALDY – Dona Mizí
PAULO GONÇALVES – Gaspar
CINIRA CAMARGO – Milica (Maria Emília)
CLEYDE BLOTA – Joana (Giovanna)
MONIQUE ALVES – Maria Helena Cerqueira Bueno
HENRIQUE MARTINS – Mauro Bueno
REYNALDO GONZAGA – Dr. Chadade
FELIPE DONOVAN – Bira
RITA DE CÁSSIA – Beth

os adolescentes
PAULO VIGNOLO – Geninho (Eugênio Giunchetti Neto)
MARCELA MUNIZ – Regina Sereno

e
ALENE ALVES DE ANDRADE – empregada de Mama Vitória
ÂNGELA TORNATORE
CÉSAR AUGUSTO – César (porteiro do condomínio)
CHICO MARTINS – Malvino
DELAN MAGNO – Serjão (amigo de Daniel)
DIDA MONTEIRO
EDUARDO FIGUEIREDO – Marquinhos
ENYVYER BRILHANTE
GUARACY VALENTE – Pedro (motorista de Mauro Bueno)
HUGO GROSS – Dinho (amigo de Daniel)
JORGE LUIZ DA SILVA
LOLY NUNES – amiga de Daniel
MARCO SENNA
MARCUS VINÍCIUS – Catito (amigo de uma paquera de Gigio)
MARINO JARDIM
MILTON GONÇALVES – Dr. Mendes (advogado vizinho de Altino, com quem ele conversa para ajudar Júlio)
NOIRA MELLO – Ruth (secretária do Dr. Mendes)
PAULINE LUISE
PAULO COPACABANA
REGINA RESENDE
ROBERTO FAISSAL – Geraldo (marido de Joana que a abandonou no passado)
RUBEM DE BEM – Carlos (gerente de uma das cantinas da família Giunchetti)
SOLANGE GALVÃO MASCARENHAS
VANDA COSTA – Alzira (empregada de Gema)
VERA BRITO – Alice (governanta na casa de Mauro Bueno)
VERA VIANNA
WALDIR AMÂNCIO – Édi (dono do salão de beleza onde Milica trabalha)
WALDIR RODRIGUES PEDRO
YAÇANÃ MARTINS – Tânia
Bia (amiga de Daniel)

– núcleo de CIRO (Cláudio Marzo), homem que esconde um passado misterioso. No início da história, era motorista de ônibus, até se envolver em um acidente de trânsito e perder o emprego. Sentindo-se humilhado, decide lutar para subir na vida. É ambicioso e consegue mostrar sua eficiência no trabalho, o que lhe permite de fato ascender profissionalmente:
a irmã MARIA HELENA (Monique Alves), a chave do mistério de seu passado. Na verdade, ele é de família rica. Ela ficou paralítica em um acidente onde ele foi culpado, o que o fez sentir-se traumatizado pela tragédia e fugir da família
o padrasto MAURO BUENO (Henrique Martins), pai de Maria Helena, impede a filha de vê-lo
o médico DR. CHADADE (Reynaldo Gonzaga), profissional responsável pela recuperação da irmã, sempre a acompanha.

– núcleo de SORÓ (Arnaud Rodrigues), nordestino de origem humilde, muito ingênuo, com alma de criança. É uma das vítimas do acidente de trânsito que dá início à história. Por causa desse evento, inicia uma forte amizade com Ciro. Consegue um emprego como jardineiro na casa de uma rica família italiana:
a mãe DONANA (Laura Cardoso), nordestina de origem humilde, generosa, honesta e justa, mas enérgica quando necessário. Religiosa e de princípios rígidos
a tia LALA SERENO (Regina Dourado), sofreu uma grande desilusão amorosa, ao ser deixada no altar, e chegou a ser internada por problemas psíquicos. Sofre de surtos, que a fazem vestir seu vestido de noiva e perambular pelas ruas. Aos poucos, vai superar seu trauma. Cria um cordel sobre sua própria história para cantar na feira de São Cristóvão, reduto de nordestinos no Rio de Janeiro
as irmãs mais novas: MARIANA (Tânia Loureiro), jovem bonita e romântica, sonha com uma vida melhor e tem medo de passar pelos mesmos problemas que sua tia,
e REGINA (Marcela Muniz), adolescente superprotegida pela mãe.

– núcleo de MAMA VITÓRIA (Lélia Abramo), matriarca de uma família italiana e dona de uma rede de cantinas. Sem sair de casa, controla tudo o que acontece com a família e com as cantinas, como uma “poderosa chefona”. Tem o respeito de todos os filhos e netos, exercendo sobre eles um fascínio e um domínio absolutos, em todos os sentidos. Emprega Soró como jardineiro em sua casa e Ciro no escritório central das cantinas:
a empregada JOANA (Cleyde Blota), pessoa de confiança. No passado, foi abandonada pelo marido e criou a filha sozinha, com muitos mimos
a filha de Joana, NINA (Tássia Camargo), interesseira, tem vergonha de ser a filha da empregada. Se veste com roupas caras para aparentar mais do que tem. Só pensa em namorados ricos.

– núcleo de BRUNA (Elizabeth Savala), neta de Mama Vitória. Moça rica, bela e geniosa, de personalidade forte. É noiva, mas não tem certeza se ama o noivo. Ao conhecer Ciro, no acidente em que se envolveu com ele e Soró, sente-se ameaçada e acredita que ele é um aproveitador. Tem uma forte antipatia por Ciro, que acaba indo trabalhar na empresa de sua família. Antipatia essa que esconde uma forte atração, até render-se, apaixonada por ele:
a mãe GEMA (Flora Geny), filha de Mama Vitória. Viúva, gosta de ver a harmonia na família e, quando percebe desavenças, procura contorná-las
a irmã LUÍSA (Maria Cláudia), é a executiva da família, responsável pelos escritórios das cantinas. É a antítese de Bruna, a quem considera leviana em algumas ocasiões. Apaixona-se por Ciro assim que o conhece. Vai protegê-lo das intrigas de Bruna para, mais tarde, disputá-lo com a irmã, quando ela se apaixonar por ele
o irmão caçula FRANCO (Cássio Gabus Mendes), um bom rapaz, estudioso. É apaixonado por Nina, mas ela não lhe dá bola porque está ciente de que ele sabe que finge ser uma garota rica.

– núcleo de JÚLIO (Edwin Luisi), noivo de Bruna. Trabalha nos escritórios das cantinas de Mama Vitória e, ao lado de Luísa, toca os negócios para frente. É apaixonado pela noiva, mas sente que ela está mudando. Tem ciúmes de Ciro, o vê como um rival, já que acredita que a presença dele atrapalha o seu bom relacionamento com Bruna:
os pais ALTINO (Dionísio Azevedo), aposentado, e DONA MIZÍ (Norma Geraldy), gente boa e simples, vivem com o conforto proporcionado pelo filho.

– núcleo de GUIDO (Mário Benvenutti), filho de Mama Vitória. Responsável pelas cantinas da família em São Paulo, vem para o Rio de Janeiro depois de decretar a falência dos seus negócios, e leva a família tentando esconder o motivo da viagem. Vai se estabelecer na casa da mãe. É um pai rigoroso com os filhos e tem atritos constantes com o cunhado folgado:
a mulher LORETA (Renata Fronzi), está sempre tentando mediar os atritos do pai com os filhos. Superprotege o irmão nas constantes brigas que ele tem com o seu marido
o cunhado GIGIO (Laerte Morrone), vive às suas custas. Boa vida e folgado, se sente injustiçado, fazendo chantagem sentimental. Nunca trabalhou e se diz vítima da crise de desemprego. Alegre, bonachão e glutão, leva todos na conversa, menos o cunhado. Vai apaixonar-se por Lala Sereno, com quem viverá um amor lírico
os filhos: BENITO (João Carlos Barroso), rapaz fechado, não gosta de sair e vive quieto no seu canto. Apaixona-se por Mariana,
DUDA (Élida L’Astorina), moça graciosa e moderna, cujo pai se preocupa em mantê-la sob a rígida moral italiana. Fica muito amiga do primo Franco, por quem desenvolve uma paixonite,
e GENINHO (Paulo Vignolo), o caçula. Torna-se amigo de Soró e Regina, com quem aprende muitas brincadeiras.

– núcleo de DANIEL (Paulo Guarnieri), rapaz bem humorado, esportista, corredor de kart. Filho do zelador do condomínio onde moram vários personagens. Apaixona-se por Nina quando a conhece, mas esconde sua origem social, com medo de perdê-la, já que acredita que ela seja uma moça rica. Ela também se apaixona por ele, acreditando que ele seja rico. Vai disputá-la com o amigo Franco:
o pai GASPAR (Paulo Gonçalves), com quem tem uma forte relação de amizade. Zelador no condomínio, esforça-se para fazer o filho feliz, fazendo economias e trabalhos extras para lhe dar conforto
a manicure MILICA (Cinira Camargo), atende as freguesas no condomínio. Fofoqueira, sabe tudo o que está acontecendo por lá. Gaspar nunca escondeu que tem uma quedinha por ela
o chefe de segurança do condomínio BIRA (Felipe Donovan), amigo de Gaspar.

Walther Negrão voltava a escrever uma novela inédita de sua autoria para a Globo, após um hiato de 9 anos (a última foi Supermanoela, em 1974).

Fundindo duas sinopses, o autor apresentou uma obra com falhas na estrutura. Tinha-se planejado ambientar a trama com um núcleo em São Paulo e outro no Rio de Janeiro, mas problemas de produção impuseram a transferência total da ação para a capital fluminense. Assim, personagens tipicamente paulistas, como Mama Vitória, comandando uma rede de cantinas, estavam ambientados no Rio, enquanto o condomínio na Barra da Tijuca, que deveria centralizar a ação, acabou sem força na trama. (“Memória da Telenovela Brasileira”, Ismael Fernandes)

Negrão comentou ao livro “Autores, Histórias da Teledramaturgia” (do Projeto Memória Globo):
“A Globo queria uma novela ambientada em São Paulo, então montei uma família italiana do Bixiga (…) Mas quando íamos começar a gravar a novela, não pudemos realizar lá. Como ir para o Rio de Janeiro se Mama Vitória, a personagem de Lélia Abramo, tinha uma rede de cantinas napolitanas? As cantinas italianas não eram tradicionais no Rio (…) Sugeriram que eu transformasse os italianos em portugueses. Cheguei a fazer a pesquisa, mas vi que não tinha brilho. (…) Então refiz os capítulos iniciais mudando a família paulista para uma chácara no Rio.”

Mesmo com esse percalço, o autor mostrou-se hábil ao desenvolver os capítulos e a novela registrou relevante sucesso.

O ponto de partida da trama central lembra muito o da novela Antônio Maria (Tupi, 1968-1969), de Geraldo Vietri, na qual Negrão colaborou: homem misterioso que esconde o seu passado – Ciro (Cláudio Marzo), em Pão-Pão Beijo-Beijo, e o português Antônio Maria (Sérgio Cardoso). Negrão voltou à inspiração em seu trabalho seguinte, Livre para Voar (1984-1985), com o personagem Pardal (Tony Ramos), que viveu a mesma situação.

A novela tinha dois núcleos muito fortes: a família italiana, de classe média, e a família nordestina, de migrantes pobres. Ao livro “Autores, Histórias da Teledramaturgia”, Walther Negrão revelou que temia que essa fusão na trama pudesse ser mal compreendida pelo público:
“Fiquei muito preocupado, achando que a mistura das famílias provocaria um ruído entre os sotaques italiano e nordestino. Então mantive as duas afastadas, até juntá-las através das matriarcas que, no fundo, eram personagens iguais. E deu muito certo porque gerou uma disputa muito positiva, profissional, entre a Laura Cardoso e a Lélia Abramo.”.

O núcleo da família italiana de Mama Vitória – inesquecivelmente interpretada por Lélia Abramo – liderou a preferência do público. Tanto que, ao ser vendida para a Itália, o título da novela foi alterado para Mamma Vittoria. A inspiração de Walther Negrão para o núcleo italiano era a sua própria família, de origem italiana. A referência maior era o nome do falecido marido de Mama Vitória, Giunchetti, o mesmo do avô materno de Negrão.

Destaque para a agradável criação de Arnaud Rodrigues, como o nordestino Soró, um tipo atrapalhado e ingênuo, de forte apelo infantil, e suas aventuras com o garoto Geninho (Paulo Vignolo), uma dupla criada para fazer sucesso entre o público infantojuvenil – como o autor já testara com Shazan e Xerife, personagens de Paulo José e Flávio Migliaccio em sua novela O Primeiro Amor, em 1972.

Regina Dourado viveu em Pão-Pão Beijo-Beijo o seu primeiro papel de destaque na televisão: a migrante nordestina Lala Sereno, uma solteirona que, no passado, foi abandonada pelo noivo no altar. A personagem superou o trauma apresentando um cordel sobre sua história na Feira de São Cristóvão, famoso reduto de nordestinos no Rio de Janeiro.

O quadrilátero amoroso central seria vivido por Cláudio Marzo (Ciro), Renata Sorrah (Bruna), Elizabeth Savala (Luísa) e Herson Capri (Júlio). Com a recusa de Sorrah e Capri, Savala ficou com o papel de Bruna, enquanto Maria Cláudia e Edwin Luisi foram escalados para Luísa e Júlio. Com Savala, Marzo e Maria Cláudia, repetia-se um triângulo amoroso da novela Plumas e Paetês (1980-1981), que, coincidentemente, estava sendo reprisada na ocasião no Vale a Pena Ver de Novo.

Elizabeth Savala, como Bruna, viveu uma anti-heroína, moça geniosa, mimada e arrogante, longe das mocinhas românticas que estava acostumada a interpretar na televisão.

Henrique Martins, que dirigia a novela com Gonzaga Blota e Atílio Riccó, acumulou trabalho como ator, vivendo Mauro Bueno, padrasto do protagonista Ciro (Cláudio Marzo).

Tássia Camargo acumulou as funções de atriz em Pão-Pão Beijo-Beijo (era sua segunda novela na Globo) e de apresentadora do novo programa da emissora, o Vídeo Show, que estreou uma semana antes da novela. Na época, o Vídeo Show era exibido uma vez por semana, nos domingos à tarde.

Primeira novela de Arnaud Rodrigues e Hugo Gross. Estreia na Globo de Cinira Camargo e Marcela Muniz. Única novela na Globo do ator e roteirista de cinema Mário Benvenutti.

O autor Walther Negrão fez uma rápida aparição no capítulo 4, na cena em que aproxima-se do carro onde está a personagem Duda (Élida L´Astorina).

De acordo com matéria da revista Veja, de 30/03/1983, Pão-Pão Beijo-Beijo foi a primeira novela da televisão brasileira escrita com o auxílio de um computador – “um Apple”, como informou a reportagem.

Além de usar os estúdios da emissora no Jardim Botânico, a equipe de gravação adotou um condomínio da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, como cenário para ambientação das cenas: o Riviera Dei Fiori, localizado na Av. Prefeito Dulcídio Cardoso 2500.

Pão-Pão Beijo-Beijo também teve cenas gravadas no bairro de Madureira, na Zona Norte do Rio (onde ficava o núcleo nordestino), e em uma chácara em Jacarepaguá, na Zona Oeste (onde morava Mama Vitória).

Para os primeiros capítulos, a produção foi a São Paulo gravar cenas da partida da família de Guido (Mário Benvenutti) para o Rio. Entre as locações, ruas do bairro do Bixiga e a Igreja Nossa Senhora Achiropita.

O título de trabalho da novela, que constava em sua primeira sinopse, era O Condomínio. Depois cogitou-se chamá-la de Sanduíche de Coração, o nome da música escolhida para a abertura, composta e gravada sob encomenda pelo conjunto Rádio Táxi.
Porém, o título definitivo – Pão-Pão Beijo-Beijo, um jogo de palavras com a expressão “pão-pão queijo-queijo” – foi uma imposição de Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, então diretor artístico e de operações da Globo), de acordo com depoimento de Walther Negrão a Flávio Ricco e José Armando Vannucci para o livro “Biografia da Televisão Brasileira”:
“Só porque uma amiga da mulher dele vendia sanduíche na praia e a abertura mostraria isso!”
A expressão “pão-pão beijo-beijo” é encontrada na novela “Dão-Lalalão”, do livro “Noites do Sertão”, de Guimarães Rosa.

O sanduíche natural, um dos símbolos da geração saúde da década de 1980, era de fato o elemento principal da abertura. E também do logotipo da novela, em que dois corações formam um sanduíche. Curioso que, na trama de Pão-Pão Beijo-Beijo, não havia nada relacionado a sanduíches naturais, mas havia cantinas, logo, culinária italiana. Na contradição entre abertura e trama, a música do Rádio Táxi alertava: “Espaguete à bolonhesa é um crime!”
A abertura exibia ingredientes no preparo de um sanduíche natural, que, ao final, era oferecido a uma bela moça de biquíni na praia – como queria Boni. “Só natural, vou sobreviver de amor – seja lá como for!”

A novela foi reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo entre 22/01 e 18/05/1990.
Reprisada também no Viva (canal de TV por assinatura pertencente ao Grupo Globo) a partir de 16/05/2022, às 14h15 com reapresentação à 0h30.

Trilha Sonora Nacional

01. MENINA VENENO – Ritchie (tema de Nina)
02. RIO BABILÔNIA – Jorge Ben (tema geral)
03. EU AMO AMAR VOCÊ – Gilliard e Harmony Cats
04. ROMANCE DA LUA LUA – Amelinha (tema de Lala Sereno)
05. DE QUALQUER MANEIRA – Marcos Sabino (tema de Duda)
06. SANDWICH DE CORAÇÃO – Rádio Táxi (tema de abertura)
07. COISA CRISTALINA – Wando (tema de Mariana)
08. RENASCER – Zizi Possi (tema de Bruna)
09. PRAIA DE RAMOS – Dicró
10. CABELOS NEGROS – Eduardo Dussek (tema de Júlio)
11. CUMPLICIDADE – Otávio Burnier (tema de Ciro)
12. TEMA PARA UM GRANDE AMOR – Paulo Soarez (tema de Luísa)

Trilha Sonora Internacional

01. WAITING FOR A TRAIN – Flash & The Pan
02. TOTAL ECLIPSE OF THE HEART – Bonnie Tyler (tema de Mariana)
03. (YOU SAID YOU’D) GIMME SOME MORE – K.C. & The Sunshine Band
04. AND I’M TELLING YOU I’M NOT GOING – Jennifer Holliday
05. HIP HOP BE BOP (DON’T STOP) – Man Parrish
06. IF YOU WERE MY LADY – Glenn Campbell & Diane Solomon (tema de Luísa e Ciro)
07. I WILL FOLLOW HIM – Claudja Barry
08. GIVE ME YOUR HEART TONIGHT – Shakin’ Stevens (tema de Guido e Loreta)
09. FIRST LOVE – Nikka Costa (tema de Duda)
10. REACH OUT – Narada Michael Walden
11. SAVE YOUR LOVE – Renée & Renato (tema de Gigio e Lala Sereno)
12. THE WORDS TO SAY I LOVE YOU – Edward Reekers (tema de Júlio)
13. DON’T MAKE ME WAIT – Fern Kinney (tema de Bruna e Ciro)
14. MISTY BLUE – Dorothy Moore (tema de Nina e Daniel)

Sonoplastia: Aroldo Barros
Pesquisa de repertório: Arnaldo Schneider e Ezequiel Neves
Direção musical: Guto Graça Mello
Supervisão musical: Geraldo Vespar

Tema de Abertura: SANDWICH DE CORAÇÃO – Rádio Táxi

Vou modificar meu modo de vida
Não aguento mais falar em comida
Preciso urgentemente dez quilos perder
Pra conquistar você
E não te perder

Vou tentar um novo regime
Spaghetti à bolognesa é um crime
Só natural, vou sobreviver de amor
Seja lá como for
Comer todo dia

Sandwich de coração, sandwich
Sandwich de coração…

Uma porção de carinho
Uma salada de cafuné
Hmmm, pão com beijo menina
Um doce abraço de sobremesa
Limpem a mesa!

Sandwich de coração, sandwich
Sandwich de coração…

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