Sinopse

Motorista de táxi, José Carlos Moreno, o Carlão, noivo da bela operária Lucinha, se vê diante de um dilema ético ao deparar com o dinheiro de um assalto que fora esquecido em uma mala em seu carro. A princípio, ele guarda o dinheiro, mas não resiste em usá-lo quando o pai, Raimundo, tem seus problemas de saúde agravados. Movido pela ambição, Carlão acaba se apossando da fortuna: abre sua própria frota de táxis e ascende socialmente.

A ascensão social de Carlão acompanha o fim de sua relação com Lucinha, que, contra a vontade dele, tornou-se uma modelo renomada. Carlão sente-se em débito com Eunice, uma mulher infeliz no casamento que foi envolvida no assalto e acabou apaixonada por ele. Enquanto Eunice é processada como cúmplice do assalto, Carlão, com peso na consciência por ter ficado com o dinheiro e não tê-la inocentado, casa-se com ela, mesmo amando Lucinha.

Enquanto isso, o rico empresário Salviano Lisboa, viúvo, vive o drama da solidão, apesar de ser pai de seis filhos: Vitória, Vicente, Vinícius, Virgílio, Vilma e Valter. Até conhecer Lucinha, então operária de sua fábrica, e contratá-la como modelo exclusiva das confecções de sua indústria têxtil, a Centauro. Longe de Carlão, Lucinha se envolve cada vez mais com Salviano, que, por sua vez, fica completamente apaixonado por ela.

O romance de Lucinha e Salviano aciona uma série de conflitos com os filhos dele, resistentes à união por não concordarem com a diferença de idade do casal e por acharem que ela está apenas interessada no dinheiro da família. É quando pioram os problemas psicológicos de Vilma, oriundos de um trauma na infância. Ela se casa com Nélio Porto Rico, dono da agência que faz a publicidade da empresa de seu pai, que “descobriu” Lucinha e a lançou como modelo.

Globo – 20h
de 24 de novembro de 1975
a 5 de junho de 1976
167 capítulos

novela de Janete Clair
direção de Daniel Filho e Jardel Mello

Novela anterior no horário
reprise de Selva de Pedra

Novela inédita anterior no horário
Escalada

Novela posterior
O Casarão

FRANCISCO CUOCO – Carlão (José Carlos Moreno)
BETTY FARIA – Lucinha (Maria Lúcia Batista / Luci Jordan)
LIMA DUARTE – Salviano Lisboa
ROSAMARIA MURTINHO – Eunice Saraiva
DENIS CARVALHO – Nélio Porto Rico
DÉBORA DUARTE – Vilma Lisboa (Claudete / Telma)
THERESA AMAYO – Vitória Lisboa Gusmão
LUIZ ARMANDO QUEIROZ – Vicente Lisboa
LAURO GÓES – Virgílio Lisboa
JOÃO CARLOS BARROSO – Valter Lisboa (Valtinho)
MARCO NANINI – Vinícius Lisboa
EMILIANO QUEIROZ – Valdir
GILBERTO MARTINHO – Raimundo Moreno
LEINA KRESPI – Elizeth (Elisa Moreno)
LUTERO LUIZ – Marciano (Ariclenes Venâncio Marciano)
ELIZÂNGELA – Emilene Batista
MILTON GONÇALVES – Dr. Percival Garcia
DARY REIS – Ernani Gusmão
ELZA GOMES – Bá (Joana)
SANDRA BARSOTTI – Gigi
GERMANO FILHO – Orestes Batista
ILVA NIÑO – Alzira Batista
FÁBIO MÁSSIMO – Paulinho (Paulo Roberto Saraiva)
MOACYR DERIQUÉM – Ricardo Saraiva
MARIA POMPEU – Djanira de Souza Cordeiro (Dija), depois chamada de Djanira Alcântara
NESTOR DE MONTEMAR – Roger Valerie (Virgulino Borralho)
MALU ROCHA – Belinha (Cibele Lisboa)
ISOLDA CRESTA – Mafalda Lisboa
LADY FRANCISCO – Rose
MIRIAN PIRES – Nora
ANDRÉ VALLI – Claudius Borba
MÁRIO LAGO – Dr. Arnaldo Peres
IVAN CÂNDIDO – Orlando Coutinho
WALDIR MAIA – Zoca (Zacarias)
ALFREDO MURPHY – Sandoval
HAYDÉE FERNANDES – Dedé (Haydée)
NADIR FERNANDES – Nadir
NAIR PRESTES – Dona Nair
GLÓRIA LADANY – Aurora
JOSÉ MARINHO – Jaime

e
ANNA MARIA TORNAGHI como ela mesma, promoter, jurada no concurso de fantasias de carnaval
ARLINDO RODRIGUES como ele mesmo, figurinista e cenógrafo, jurado no concurso de fantasias de carnaval
ÁTILA VENTURA
BETTY LAGO – modelo acompanhando Roger em uma boate
CARLOS DUVAL – Jeremias Aguiar (ex-sócio de Salviano que lhe roubou no passado)
CARLOS MACHADO como ele mesmo, produtor de espetáculos, jurado no concurso de fantasias de carnaval
CÉSAR AUGUSTO – funcionário da Centauro
CIDINHA MILAN – Maria de Lurdes da Silva (viúva de Jurandir que a defesa de Eunice usa como testemunha)
DAISY MACHADO – Zilda (chefe na fábrica da Centauro)
ELIAS SOARES – Dr. Machado (médico que cuida de Raimundo)
ÊNIO SANTOS – Delegado Arruda (investiga o assassinato de Jurandir)
FERNANDO EIRAS – convidado em uma festa de Gigi, depois em uma festa de Vicente
FERNANDO JOSÉ – Altino (homem que fecha um negócio com Salviano)
FRANCISCO NAGEN – Zé Brasa (parceiro de jogo de Boca de Alpercata)
GEORGIANA DE MORAES – Claudinha (amiga de Vilma)
GEYR MACEDO SOARES – Mr. Lindner (empresário americano que quer contratar Luci Jordan)
GILSON MOURA – Jurandir Lemos (comparsa de Miguel que cobra de Eunice o dinheiro do assalto)
HÉLIO FERNANDO – Cesinha (amigo de Vilma)
HELOÍSA HELENA – Hortência (tia de Eunice com quem Carlão tenta um empréstimo)
HEMÍLCIO FRÓES – promotor no julgamento de Eunice
HORTÊNCIA TAYER – Verinha (primeira secretária da Cítera, é substituída por Nadir)
JARDEL MELLO – funcionário da agência de São Paulo onde Luci Jordan fecha um contrato de trabalho
JOSÉ AUGUSTO BRANCO como ele mesmo, apresentador do concurso de fantasias de carnaval
JOSÉ MARIA MONTEIRO – juiz no julgamento de Eunice
JUAN DANIEL – cantor de tango na boate, canta “El Dia En Que Me Quieras” a pedido de Salviano
JUSTINO MARTINS como ele mesmo, jornalista, jurado no concurso de fantasias de carnaval
LEDA BORBA – Judite (mulher de Tomaz, caseiros na casa de campo de Salviano)
LIONEL FISCHER – entre os amigos de Eunice na boate, quando ela conhece Miguel, no início
LUÍS CARLOS MIELE como ele mesmo, apresentador do desfile da Centauro, no início
LUÍS CARLOS NIÑO – Dadinho, depois chamado de Humberto (filho mais velho de Vitória e Ernani)
LUIZ FELIPE VASCONCELLOS – Lucas
LUIZ MELODIA como ele mesmo, cantando “Juventude Transviada” com Carlão em uma serenata para Lucinha
MARIA CLÁUDIA MESQUITA E BONFIM como ela mesma, jornalista, jurada no concurso de fantasias de carnaval
MARIA DO CARMO VELOSO – senhora que é barrada na saída da loja de Centauro, no lugar de Marciano
MARIA EMÍLIA DE BRITO E CUNHA como ela mesma, decoradora, jurada no concurso de fantasias de carnaval
MARIA HELENA PADER – enfermeira quando Raimundo é internado, no início
MARY DANIEL – mulher do cantor de tango na boate
MIRIAM BATUCADA como ela mesma, cantora, jurada no concurso de fantasias de carnaval
MYRIAM SKOWRONSKI como ela mesma, socialite, jurada no concurso de fantasias de carnaval
ORION XIMENES – entre os amigos de Eunice na boate, quando ela conhece Miguel, no início
OSCAR ORNSTEIN como ele mesmo, diretor de RP do Hotel Nacional, jurado no concurso de fantasias de carnaval
OSMAR MILITO E SEU CONJUNTO como eles mesmos, tocando no desfile da Centauro, no início
PAULO REZENDE – um dos companheiros de baralho de Ernani
RENATA FRONZI como ela mesma, apresentadora do concurso de fantasias de carnaval
ROMEU EVARISTO – Sabiá (vizinho de Orestes e Alzira)
RUTH MARQUES – Júlia (empregada de Lucinha)
WALTER SANTOS – Detetive Castro (investiga o roubo dos croquis do escritório da Centauro)
ZANONI FERRITE – Miguel Gersinho (amante de Eunice que a envolve no assalto do primeiro capítulo)
Boca de Alpercata (Anacleto Jorgelino Gentil, bicheiro que tem negócios com Carlão)
Carlinhos (copeiro no escritório de Salviano)
Eulália (tia de Eunice)
Geralda (espiã que rouba croquis do escritório da Centauro)
Hebe (secretária no consultório do Dr. Percival)
Johnny (modelo, namorado de Djanira)
Madalena (uma das vizinhas de Carlão apaixonadas por ele)
Mercedes (mulher de Orlando Coutinho)
Nandinho (filho caçula de Vitória e Ernani)
Telminha (filha de Vitória e Ernani)
Tomaz (marido de Judite, caseiros na casa de campo de Salviano)

– núcleo de CARLÃO (Francisco Cuoco), suburbano, é o protótipo do machão de bom coração, um pouco rude, mas boa-praça e amado pelos vizinhos do Méier, bairro onde mora, no Rio de Janeiro. Chofer de táxi, é o responsável pelo sustento do pai, doente e impedido de trabalhar. Tem um relacionamento tumultuado com a noiva, por sucessivas crises de ciúmes, embora os dois se amem. Basicamente honesto, a luta pela sobrevivência, entretanto, leva-o a se apossar de uma mala de dinheiro, fruto de um assalto, esquecida no banco de seu táxi. Mesmo vivendo um conflito ético, começa a usar o dinheiro, primeiro para custear o tratamento do pai doente. Porém, a ambição o leva a abrir a sua própria frota de táxis. Sua ascensão social acompanha o fim de seu noivado:
o pai RAIMUNDO (Gilberto Martinho), viúvo. Ex-estivador com problemas cardíacos que o impossibilitam de voltar ao trabalho, porém, inconformado com a inatividade. Quando descobre que o filho apossou-se da mala de dinheiro, faz o possível para convencê-lo a entregá-la à polícia
a irmã ELIZETH (Leina Krespi), metida com homens errados e bandidos, acabou “perdida”, como fala o irmão. Trabalha na noite, como cantora de boate. É proibida por Carlão de procurar o pai, mas sempre ignora as suas ordens. Apesar dos conflitos com o irmão, nutre amor por sua família
o amigo MARCIANO (Lutero Luiz), trabalha em seu táxi durante a noite. Tem obsessão por extraterrestres e afirma já ter feito uma viagem a Marte em um disco voador. Torna-se seu braço direito quando monta sua frota de táxis
a mulher de Marciano, AURORA (Glória Ladany), tenta vigiar o marido
a secretária ROSE (Lady Francisco), que ele contrata quando monta a frota de táxis. Sensual e insinuante, mas pouco inteligente, é perdidamente apaixonada pelo patrão
o advogado e contador ZOCA (Waldir Maia), tenta resolver os problemas do escritório e de sua vida particular
o funcionário e amigo JAIME (José Marinho), mecânico em sua empresa de táxis
o bandido SANDOVAL (Alfredo Murphy), homem perigoso do passado de Elizeth, a procura para que ela o ajude a convencer Carlão a fechar um negócio com ele
o bicheiro BOCA DE ALPERCATA, com quem faz alguns negócios que acabam endividando-o.

– núcleo de LUCINHA (Betty Faria), noiva de Carlão no início. Operária, trabalha como tecelã e ambiciona uma vida melhor, o que a coloca em conflito com Carlão, que não compreende suas pretensões. Com um forte sentido de independência, aliado a um gênio intempestivo, várias vezes se rebela contra a vontade do noivo, embora tema perdê-lo. Mesmo assim, é bem-humorada e disposta a obter da vida o que há de melhor. Bela e charmosa, é “descoberta” na fábrica e, lançada como a modelo LUCI JORDAN, passa a desfilar as confecções da tecelagem. Sua ascensão profissional acompanha o fim de sua relação com Carlão e a descoberta de um novo amor:
os pais: ORESTES (Germano Filho), carpinteiro simplório, criou as filhas dentro de normas rígidas de comportamento e não admite qualquer deslize. Sonha em ver as filhas bem casadas. Tem Carlão como um filho e está sempre disposto a defendê-lo. Resiste a aceitar a profissão de modelo da filha,
e ALZIRA (Ilva Niño), doceira de mão cheia. Na frente do marido, o defende, mas sempre dá um jeito de burlar a vigilância dele com as filhas. Procura orientar as meninas dentro dos princípios morais a que está habituada
a irmã mais nova EMILENE (Elizângela), trabalha na mesma fábrica que ela. Os pais queriam batizá-la com o nome de suas respectivas cantoras preferidas, Emilinha Borba e Marlene – daí Emilene. Faceira e rebelde, meio irresponsável, sente uma paixão secreta por Carlão e se revolta porque ele a trata como uma criança. Quando Carlão e Lucinha rompem, ele aceita o assédio de Emilene, mas logo desiste do namoro.

– núcleo de SALVIANO LISBOA (Lima Duarte), viúvo rico, começou a vida como caixeiro e virou proprietário de uma grande tecelagem, a Centauro. No trabalho, é dinâmico, exigindo o máximo dos empregados, e inflexível nas punições, quase um ditador. Vitorioso na empresa, é um fracassado na tentativa de conseguir a afeição dos seis filhos, que vão aos poucos se afastando de casa. Transforma-se em um homem sozinho, carente de comunicação e amor. Apaixona-se por Lucinha, operária de sua fábrica, e a ajuda a transformar-se em uma modelo famosa. Lucinha, a princípio, resiste, mas acaba sucumbindo a esse novo amor, o que põe um fim em sua relação com Carlão. O envolvimento encontra forte resistência nos filhos de Salviano, que enxergam a moça como uma oportunista e fazem tudo para afastá-la do pai:
os filhos: VITÓRIA (Theresa Amayo), a mais velha, casada, com três filhos pequenos. Dominada pelo marido, que não suporta o sogro, não pensa em contrariar suas ordens. O casamento a transformou em uma mulher frustrada, mais por causa dos ciúmes e do autoritarismo do marido,
VICENTE (Luiz Armando Queiroz), playboy irresponsável e mulherengo. É o vice-presidente da Centauro, porém, indolente e preguiçoso, trabalha a contragosto, por imposição do pai. É quem primeiro instiga os irmãos contra Lucinha, quando ela começa a se envolver com Salviano. Seduz Emilene, como represália a Lucinha. No decorrer da trama, consegue afastar o pai da presidência da empresa, assumindo o seu cargo,
VINÍCIUS (Marco Nanini), um tipo autoritário e arrogante, um tanto esnobe. Mora nos Estados Unidos, onde estuda Medicina, e raramente dá notícias, para o desgosto do pai. Vem ao Brasil para tentar impedir o casamento dele com Lucinha, pois não quer dividir a herança com nenhuma mulher com quem ele possa se casar. Na verdade, sente uma forte atração por ela. Logo retorna para os Estados Unidos,
VIRGÍLIO (Lauro Góes), volta ao Brasil após uma temporada no exterior, tendo se tornado frei franciscano. Fez voto de pobreza e castidade e pratica trabalho voluntário. Apaziguador, é o único dos filhos que aprova o relacionamento do pai com Lucinha. Desperta a paixão em Emilene e tenta resistir ao assédio da jovem,
VILMA (Débora Duarte), moça sensível, tem aptidão para o desenho. Sofre de esquizofrenia e bipolaridade, por causa de um trauma na infância, por nunca ter aceitado bem a morte prematura de sua mãe. Instável e caprichosa, tem crises de depressão. Às vezes age como criança, anda descalça, usa roupas pelo avesso, sobe no telhado, conversa com uma lesma, com amigos imaginários, entre outras atitudes incompreensíveis. Trata-se com um psiquiatra,
e VALTER (João Carlos Barroso), o caçula, casou-se prematuramente. A imaturidade do casal se reflete no casamento. Ainda estudante, vive às custas do pai. Veementemente contra a relação do pai com Lucinha
a nora CIBELE, a BELINHA (Malu Rocha), mulher de Valter. Durante a trama, dá à luz o filho casal. Garota meio riponga, repele as hipocrisias da família Lisboa, dizendo tudo o que pensa. Gosta de Salviano e contraria o marido, sendo a favor do namoro do sogro com Lucinha
o genro ERNANI (Dary Reis), marido de Vitória, com quem vive se desentendendo. Hoje advogado, quando conheceu a mulher, era pobre e foi rejeitado por Salviano, que se opôs ao casamento. Rancoroso e ressentido, tenta impedir que a mulher visite a família com frequência. Ciumento e intransigente com o sogro, seu temperamento é o principal responsável pelo desajuste do casal
o psiquiatra de Vilma, PERCIVAL GARCIA (Milton Gonçalves), médico renomado. Consegue, a muito custo e insistência, desenvolver uma boa relação com sua paciente. Na família Lisboa, é defendido por uns, mas rechaçado por outros. Encontra preconceito por ser negro
a governanta (Elza Gomes), que ajudou a criar todos os seus filhos. Dedicada à família, procura suavizar a solidão do patrão, ouvindo seus desabafos e sempre encontrando desculpas para o afastamento dos filhos, a quem procura proteger, um a um
a irmã de Bá, NORA (Mírian Pires), que a substitui na mansão Lisboa quando ela precisa se ausentar para cuidar de uma parente adoentada. Assim como a irmã, participa de todos os problemas da família
a falecida mulher, MAFALDA (Isolda Cresta), aparece em flashbacks, em suas lembranças e nas recordações e delírios de Vilma
os netos: DADINHO, depois chamado de HUMBERTO (Luís Carlos Niño), TELMINHA e NANDINHO, filhos de Vitória e Ernani, e o bebê FRANCISQUINHO, filho de Valter e Belinha.

– núcleo de EUNICE (Rosamaria Murtinho), mulher de classe média, de fino trato, entediada com o casamento e a ausência do marido, que vive viajando a trabalho. Acaba se relacionando com um homem que a envolve em um assalto a banco. A mala com o dinheiro é esquecida no táxi de Carlão, quando o casal fugia do assalto. O amante acaba morto pela polícia e o comparsa dele acredita que ela ficou com o dinheiro. Processada, acaba presa. Carlão, com peso na consciência por não tê-la inocentado, tenta ajudá-la. Ela acaba apaixonada por esse homem rude, tão diferente de seu mundo. Com a ajuda de seu advogado, sai da prisão. O sentimento de culpa de Carlão o leva a se casar com ela, mesmo ainda amando Lucinha. Porém, os dois são infelizes nessa união:
o marido RICARDO (Moacyr Deriquém), piloto de voos internacionais, passa vários dias fora de casa. Desconfia que isso seja a causa do nervosismo crescente da mulher. Ao descobrir o envolvimento dela no assalto, a denuncia à polícia. Acaba morrendo em um desastre aéreo
o filho adolescente PAULO ROBERTO, o PAULINHO (Fábio Mássimo), sofre com a prisão da mãe e, posteriormente, com a morte do pai. Quando Carlão se aproxima de Eunice, encanta-se por ele. Fica feliz quando Eunice casa-se com Carlão
a tia HORTÊNCIA (Heloísa Helena), mulher muito rica, posuda e esnobe, que reprova a união da sobrinha com Carlão, por causa dos modos grosseiros e da falta de classe dele. Eunice e Carlão tentam um empréstimo com ela, que resiste, por não gostar nem confiar nele
o renomado advogado DR. PERES (Mário Lago), a defende quando ela é processada como cúmplice no assalto. Porém, larga a causa quando descobre que Carlão, com quem ela se casou, era o taxista que ficou com a mala de dinheiro
a empregada HAYDÉE, a DEDÉ (Haydée Fernandes), fiel à patroa, a acompanha quando ela muda-se para a casa de Carlão, no subúrbio
o amante MIGUEL GERSINHO (Zanoni Ferrite), que a envolve no assalto, no início da trama. Acaba morto no confronto com a polícia
o comparsa de Miguel, JURANDIR (Gilson Moura), funcionário do banco assaltado. Chantageia Eunice por desconfiar que ela está de posse da mala com o dinheiro. Acaba morto por ela, que não suporta a sua pressão.

– núcleo de NÉLIO PORTO RICO (Denis Carvalho), proprietário da Cítera, agência que faz a publicidade da Centauro. Sujeito boa-praça, ambicioso e extremamente profissional e exigente. Seu maior sonho era conseguir o contrato com a Centauro. Para tanto, teve que conquistar a confiança de Salviano. É quem percebe em Lucinha o potencial para tornar-se modelo. Ensina tudo a ela e a apresenta a Salviano como a moça que representará a Centauro nas passarelas. Desperta o interesse de Vilma, que primeiro se apresenta a ele como TELMA, candidata a uma vaga de desenhista na Cítera. Aos poucos, Nélio vai se apaixonar por ela e envolver-se com seu problemas. Os dois acabam se casando:
a modelo GIGI (Sandra Barsotti), sua namorada no início, com quem mantinha uma relação tempestuosa, mais pelo ciúme dela. Mesmo depois do fim do namoro, o persegue e não aceita sua relação com Vilma. Torna-se amiga de Lucinha e a ajuda no início de sua carreira
o fotógrafo CLAUDIUS (André Valli), um tipo ranzinza e impaciente. Envolve-se com Elizeth
a secretária NADIR (Nadir Fernandes), simpática e prestativa.

– núcleo da Centauro, tecelagem de Salviano Lisboa:
o seu braço direito VALDIR (Emiliano Queiroz), começou como um simples vendedor. Soube conquistar as graças do patrão, que hoje o considera como um filho. Muito eficiente no trabalho, é leal e dedicado a Salviano, inclusive ficando do seu lado quando os filhos se voltam contra ele. Interessa-se por Vilma, vislumbrando um casamento, mas ela o trata como um capacho. Após a desilusão com o casamento de Vilma e Nélio, passa a namorar Gigi, mas sofre com os ciúmes dela
a assessora DJANIRA (Maria Pompeu), solteirona despachada, falastrona e fofoqueira. Mantém um nada secreto desejo de casar-se com o patrão, que desconfia de suas intenções e procura tratá-la apenas como profissional
o estilista ROGER VALERIE (Nestor de Montemar), um tipo afetado e exagerado, confidente de Djanira em sua paixão por Salviano. Aos poucos, ela passa a interessar-se por ele
o advogado ORLANDO COUTINHO (Ivan Cândido), defende os interesses de quem possa lhe garantir mais vantagens: o patrão ou os filhos dele, quando eles tentam afastar o pai da empresa
a secretária DONA NAIR (Nair Prestes), trabalha há anos diretamente com Salviano.

Um dos maiores sucessos da TV, considerada pela crítica especializada a melhor das novelas de Janete Clair.

Foi a primeira gravada em cores para o horário das oito da noite da Globo – ainda que a anterior, Roque Santeiro, também tenha sido, mas não chegou a estrear.

A Censura Federal proibiu a exibição de Roque Santeiro na noite de sua estreia (em 27/08/1975). Enquanto um compacto de Selva de Pedra (de 1972) foi providenciado como tapa-buraco, a Globo procurou às pressas por uma trama substituta. A censura vetou três sinopses enviadas: Saramandaia, de Dias Gomes (que estrearia no ano seguinte, às 22 horas), e as adaptações dos romances “O Resto é Silêncio”, de Érico Veríssimo, e “Os Cangaceiros”, de José Lins do Rêgo.
Janete Clair – que havia sido “rebaixada” para o horário das sete, para o qual escrevia a novela Bravo! – se ofereceu para desenvolver uma sinopse em tempo recorde, na qual aproveitaria o elenco que fora escalado para Roque Santeiro. Enquanto passava o comando de Bravo! para Gilberto Braga, seu colaborador nessa novela, Janete apresentou Pecado Capital.

A novela representou uma mudança no estilo de Janete Clair, que vinha sendo muito criticado na época. A autora deixava as tramas fantasiosas e melodramáticas e partia para o realismo, muito próximo do que Dias Gomes, seu marido, já fazia no horário das 22 horas. Pecado Capital não tinha uma mocinha ingênua e sofredora e nem um galã romântico. Pelo contrário: Lucinha (Betty Faria) era batalhadora e de personalidade forte, enquanto Carlão (Francisco Cuoco) era um anti-herói.

Janete revelou em depoimento ao Museu da Imagem e do Som:
“Com a expectativa que Roque Santeiro criou, a responsabilidade de escrever sua substituta era muito grande. Mudei meu gênero. Não fiz Pecado Capital para imitar o Dias, mas, pelo menos, para me igualar um pouco ao estilo dele. Levei meu romantismo para o lado realista. Parece que em Pecado Capital em diante eu dei uma melhorada.”

De Dias Gomes, Janete Clair inspirou-se levemente no universo de sua novela Bandeira Dois, povoada por bicheiros e tipos populares extraídos do subúrbio carioca.

O primeiro capítulo foi antológico: o assalto ao banco e, consequentemente, a mala com o dinheiro sendo deixada no táxi de Carlão (Francisco Cuoco). O último capítulo explicou a tragédia urbana nacional que a autora desenvolveu durante a novela. Carlão, que agira de má fé, morre assassinado entre as obras do metrô e sua morte é notícia de jornal. No mesmo noticiário, um destaque social chama a atenção dos leitores: o casamento de Lucinha (Betty Faria) e o rico empresário Salviano Lisboa (Lima Duarte).

Com a censura a Roque Santeiro, o clima era de frustração. A direção da Globo queria uma novela que inovasse o horário das oito, e não os mesmos melodramas de Janete Clair. José Bonifácio de Oliveira Sobrinho narrou em seu “Livro do Boni” a apreensão de Daniel Filho (o diretor da novela) ao receber a primeira sinopse de Pecado Capital:
“O Daniel me procurou acabrunhado: ‘Não dá Boni! É outra Selva de Pedra, com o mesmo Cuoco e a Betty Faria vai fazer o que está fazendo a Regina Duarte. E o pior é que isso está no ar’ [Selva estava sendo reprisada] (…) Não tínhamos outra alternativa e dei uma empurrada nele: ‘Mexe nisso. Vira tudo de cabeça pra baixo. Você sabe fazer.’ Ele estava triste, mas no dia seguinte voltou alegrinho: ‘Encontrei a solução. Vou fazer um Carlão sacana e não bonzinho como a Janete escreveu. E vou fazer a Lucinha meio moleca, meio louquinha.’ Essa jogada do Daniel deu uma virada tão espetacular em Pecado Capital que a novela se tornou um dos maiores sucessos da Globo.”

Daniel Filho declarou em seu livro “Antes que me Esqueçam”:
“Na verdade Pecado Capital é uma dessas novelas que acontecem de tempos em tempos, uma dessas mágicas absurdas. (…) Para mim, Francisco Cuoco, o Carlão, não guardava o dinheiro pensando em devolver: guardava pensando mesmo em guardar. O meu Carlão era assim, e a partir daí mudava um pouco o Carlão da Janete, porque o meu era meio sacana. Assim eu mantinha o texto da Janete, mas o comportamento do Carlão ficava meio contraditório.”

Em outro livro seu, “O Circo Eletrônico”, Daniel comentou sobre a morte do protagonista Carlão, no último capítulo:
“Tive uma pequena discordância com Janete por conta da morte de Carlão (…) Eu tinha certeza absoluta de que ele deveria morrer, e Janete não concordava em matá-lo. Ela não queria, porque achava que mocinhos não devem morrer, apesar de o Carlão ter se tornado um marginal. Isso poderia prejudicar a próxima novela, pois o público ficaria decepcionado com o desfecho. E era por isso mesmo que eu queria sua morte: para a novela não ser sempre um jogo de cartas marcadas. Apesar disso, nossa colaboração nessa novela foi um dos melhores trabalhos que fizemos juntos.”

Na sinopse original de Janete Clair, a novela chamava-se O Medo e o personagem Carlão era Rafa, o galã romântico, namorado de Lucinha, a moça suburbana e ambiciosa que se envolvia com o rico empresário Salviano Lisboa, o vilão da história, para ascender socialmente. Na ideia de Janete, Salviano perderia o amor de Lucinha para Rafa, porque o grande amor verdadeiro seria esse simples, puro, do subúrbio. Com Daniel Filho, a autora mudou a trama: humanizou Salviano, tornando-o um solitário, e Rafa (que passou a chamar-se Carlão), deixou de ser o mocinho e tornou-se o anti-galã. (“O Circo Eletrônico”, Daniel Filho)

Ao ler a sinopse de Pecado Capital, Betty Faria não se identificou imediatamente com a operária Lucinha. A atriz achou que a personagem tinha mais a ver com Regina Duarte do que com ela. Foi convencida a aceitar o papel por Daniel Filho, seu marido na época, e realizou um de seus melhores trabalhos na televisão. Curiosamente, dez anos mais tarde, em 1985, quando Roque Santeiro finalmente pôde ir ao ar, Regina acabou vivendo com grande sucesso a Viúva Porcina, a personagem de Betty na censurada primeira versão da história e que ela recusou fazer na segunda versão.

O ator Milton Gonçalves pediu a Janete Clair que lhe desse um personagem que “usasse terno e gravata” e com isso houvesse a presença de um ator negro em papel de maior destaque, sem que fosse escravo, serviçal ou bandido. Ela desenvolveu para Milton o renomado psiquiatra Percival Garcia. Na própria trama da novela foi abordado o preconceito de cor, de parte de personagens que não se importavam com a respeitabilidade e competência do Dr. Percival, mas sim com o fato de ele ser negro. (“Novela, a Obra Aberta e Seus Problemas”, Fábio Costa)

Janete Clair ainda ensaiou um romance entre o Dr. Percival e a filha mais velha de Salviano, Vitória (Theresa Amayo), cujo casamento com o dominador Ernani (Dary Reys) entrava em crise. O relacionamento de um negro com uma branca seria uma forma de abordar a discriminação racial, mas o público reagiu mal e a história entre os dois não aconteceu. Vitória terminou a novela desquitando-se de Ernani. (Site Memória Globo)

A atriz Elza Gomes ficou mais de quatro meses afastada da novela para colocar uma ponte de safena, sendo substituída neste período por Mírian Pires. Daniel Filho narrou em “O Circo Eletrônico”:
“A gente achava que a Elza não fosse voltar. Imaginem o choro no estúdio quando ela apareceu! As cenas acabaram sendo mais exageradas do que seria a volta normal da personagem, porque na verdade todos estavam chorando a alegria da volta de Elza.”
Na trama da novela, Bá afastou-se para cuidar de uma parente adoentada e a irmã Nora (Mírian Pires) assumiu suas funções na mansão dos Lisboa enquanto ela esteve fora. Mírian surgiu no capítulo 31 (exibido em 29/12/1975) e Elza retornou no capítulo 120 (exibido em 10/04/1976).

Alguns cenários da versão proibida de Roque Santeiro foram aproveitados em Pecado Capital, como o pátio interno da casa de Salviano, que era o mesmo da casa da Viúva Porcina, só que pintado de outra cor. Já as roupas tiveram que ser todas diferentes. (“O Circo Eletrônico”, Daniel Filho)

A concepção realista estava inclusive na cenografia, algo incomum nas telenovelas da época. Daniel revelou em “O Circo Eletrônico”:
“(…) a proposta foi assumir uma brasilidade bem realista. Queria mostrar a miséria. Quando o Boni assistiu ao primeiro capítulo, fiquei desesperado porque já tinha gravado 10 ou 12 capítulos, e ele me pediu para refazer tudo pois estava tudo muito miserável, muito deprimente. Nós tínhamos feito um tremendo laboratório para fazer aquela novela. Não refizemos.”

Daniel Filho e a figurinista Marília Carneiro optaram por não confeccionar roupas para os personagens. Marília andou pelas ruas e trocou roupas novas pelas que as pessoas usavam, entregando aos atores as peças que reuniu. Para a caracterização de Carlão, Francisco Cuoco engordou e deixou crescer o bigode e as costeletas. (“O Circo Eletrônico”, Daniel Filho)

A novela teve imagens gravadas nos bairros cariocas de Copacabana (onde estava localizada a fachada da empresa Centauro), Méier e Catete (na época, em obras para a implantação do metrô).
Entre os cenários externos, estavam as fachadas da fábrica de tecidos América Fabril, em Deodoro; a boate 706 e o restaurante Mário, no Leblon; e a estação de trens Central do Brasil. As cenas da fábrica da Centauro foram gravadas no magazine Hélio Barki, em Copacabana.
Também foram realizadas cenas nos trens urbanos, algo até então inédito em novelas. Tais cenas não constavam do script.
A sequência da morte de Carlão foi gravada no Largo da Carioca, nas obras de implantação do metrô, que ainda não operava na cidade. Somente em 1979 o meio de transporte passou a funcionar no Rio de Janeiro. A Estação Carioca foi inaugurada em 1981. (Site Memória Globo)
A produção também foi a Joinville (SC) gravar cenas na fábrica real da Malharia Centauro, empresa homônima à da novela. Os atores Luiz Armando Queiroz, Emiliano Queiroz e Sandra Barsotti ainda deram uma “esticadinha” à cidade litorânea de Barra Velha. As sequências em Santa Catarina foram exibidas no capítulo 148, em 13/05/1976.

O outdoor da Centauro com a foto de Lucinha (Betty Faria) de biquíni (exibido no capítulo 13, em 08/12/1975) não era real. A equipe da novela recorreu a um truque cinematográfico que levou dois meses para ser produzido. A superposição de uma chapa de cristal a uma foto e a abertura total da grande angular da câmera criavam a impressão de que a foto era um outdoor verdadeiro, localizado do outro lado da rua, do ponto de vista dos personagens. (Site Memória Globo)

A trilha sonora nacional da novela marcou época com músicas inesquecíveis, como o tema de abertura, “Pecado Capital”, gravado por Paulinho da Viola especialmente para a novela, composta sob pressão: ficou pronta em 24 horas.
Também “Você Não Passa de uma Mulher” com Martinho da Vila, “Juventude Transviada” com Luiz Melodia, “Moça” com Wando (a música mais tocada nas rádios em 1975), e o célebre tango “El Dia en que me Quieras”, gravado por César Camargo Mariano sob o pseudônimo Pablo Hernandes.
Em 2001, a Som Livre relançou a trilha sonora nacional de Pecado Capital, em CD, na coleção “Campeões de Audiência”, 20 trilhas nacionais de novelas campeãs de vendagem nunca antes lançadas em CD (títulos até 1988, pois no ano seguinte foram lançados os primeiros CDs de novelas).

Ficou marcante na trilha da novela o arranjo de contrabaixo e cuíca que sonorizava as vinhetas de intervalo e as sequências de suspense: o “Melô da Cuíca”, gravado pelo grupo Azimuth.

O cantor Luiz Melodia fez uma participação especial na novela, cantando sua música “Juventude Transviada”, tema de Carlão, nos capítulos 68 e 69 (exibidos em 10 e 11/02/1976). Do boteco onde Carlão e Marciano estavam bêbados, os personagens seguiram com o cantor para fazer uma serenata para Lucinha.

A abertura de Pecado Capital foi uma das primeiras do designer gráfico Hans Donner para a TV Globo. Como sugeria a música-tema, ela apresentava um bolo de cédulas de cem cruzeiros (valor máximo corrente na época) levantadas pelo vento. Em seu livro “Hans Donner e seu Universo”, o designer afirmou que solicitou notas cenográficas, mas quando ficaram prontas para a gravação, percebeu que as réplicas estavam tão defeituosas que o público de casa notaria que não era dinheiro de verdade. Donner e seu parceiro de trabalho Rudi Böhm foram em casa buscar notas reais para usar na gravação. Estrangeiros recém-chegados ao país, eles ainda não tinham conta em banco, logo, guardavam dinheiro em casa.

Primeira novela das atrizes Sandra Barsotti e Malu Rocha e do ator Lauro Góes.
Pecado Capital também marcou a estreia na Globo do ator Denis Carvalho, egresso das novelas da TV Tupi de São Paulo.

Por seu trabalho em Pecado Capital, Daniel Filho foi eleito pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) o melhor diretor de televisão de 1976.
Lima Duarte e Betty Faria levaram os prêmios de melhores atores do ano (juntamente com Mário Lago, Yara Côrtes e Renata Sorrah, por O Casarão, e Laura Cardoso, por Os Apóstolos de Judas).
Lima Duarte também foi premiado com o Troféu Imprensa de melhor ator de 1976 (juntamente com Paulo Gracindo, por O Casarão).

Lima Duarte, Betty Faria e Francisco Cuoco interpretaram personagens que marcaram definitivamente suas carreiras.
Destaque também para Débora Duarte, que viveu Vilma, a filha problemática de Salviano Lisboa. Detalhe: na vida real, Débora é filha (de criação) de Lima Duarte, e a filha dela, Paloma Duarte, interpretou Vilma no remake da novela, em 1998.

No capítulo 45 (exibido em 14/01/1976), o personagem de Lutero Luiz (Marciano) se apresenta ao personagem de Lima Duarte (Salviano) como “Ariclenes Venâncio Marciano, de Sacramento, no Triângulo”, uma referência ao próprio Lima, cujo nome de batismo é Ariclenes Venâncio Martins, sendo o ator natural do município de Sacramento, no Triângulo Mineiro. Lima Duarte voltou a ser referenciado por seu nome em 1985, pelo amigo Cassiano Gabus Mendes, na novela Ti-ti-ti, para o personagem de Luis Gustavo, que se chamava Ariclenes Martins.

O capítulo 63, exibido em 04/02/1976, apresentou um concurso de fantasias de luxo de carnaval, no qual participaram Roger (Nestor de Montemar) e Djanira (Maria Pompeu). Os atores José Augusto Branco e Renata Fronzi, em participações especiais, foram os apresentadores do concurso. Fizeram parte do júri, como eles mesmos: a cantora Miriam Batucada, o produtor de espetáculos Carlos Machado, os jornalistas Justino Martins e Maria Claudia Mesquita e Bonfim, o então diretor de relações públicas do Hotel Nacional do Rio Oscar Ornstein, a decoradora Maria Emília de Brito e Cunha, a socialite Myriam Skowronski, a promoter Anna Maria Tornaghi e o cenógrafo e figurinista Arlindo Rodrigues.

Vinte e três anos depois de sua estreia, Pecado Capital ganhou um remake em que a autora, Glória Perez, baseou-se na novela de Janete Clair para escrever outra novela. Glória atualizou a história e acrescentou novos personagens em tramas inéditas. Infelizmente o resultado ficou aquém do esperado e o remake passou longe de repetir o sucesso da versão original. Francisco Cuoco, Carolina Ferraz e Eduardo Moscovis viveram na nova versão os protagonistas Salviano, Lucinha e Carlão.

Além de Francisco Cuoco, o remake de Pecado Capital contou também com a participação de Betty Faria e Lima Duarte, do elenco da versão original. Enquanto Cuoco viveu Salviano Lisboa, Betty e Lima apareceram em participações especiais.
Mário Lago também fez participações especiais nas duas novelas, a original e o remake, vivendo o mesmo personagem: o advogado de Eunice.
Também André Valli: em 1975, o ator foi o fotógrafo Claudius e, em 1998, foi Orestes, pai da protagonista Lucinha.

Pecado Capital – a trama original de Janete Clair – foi lançada em versões romanceadas, em quatro ocasiões.
Em 1976, logo após o término da novela, pela editora Bels, adaptada por Eduardo Borsato, na coleção “Grandes Novelas da TV”, 6 adaptações de novelas ou reedições de romances que viraram novelas.
Em 1985, pela Rio Gráfica Editora, na coleção “As Grandes Telenovelas”, 12 livretos adaptados de novelas de sucesso distribuídos nos supermercados com o sabão-em-pó Omo.
Em 1987, em nova adaptação de Eduardo Borsato, pela Editora Globo, na série de livros “Campeões de Audiência”, também 12 adaptações de novelas, à venda nas bancas.
E em 2008, novamente pela Editora Globo, em uma nova série: “Grandes Novelas”, 5 adaptações de novelas, escritas por Mauro Alencar com colaboração de Eliana Pace.

A TV Globo editou Pecado Capital para uma exibição única, de uma hora e meia de duração, na noite do dia 04/02/1980, como parte do Festival 15 Anos da emissora (apresentação de Lima Duarte).

A novela foi reapresentada entre janeiro e abril de 1982, às 22h15.

Em 2014, a Globo Marcas lançou o DVD da novela, em um box com 10 discos.

Pecado Capital foi disponibilizada no Globoplay (plataforma streaming do Grupo Globo) em 31/01/2022.

Trilha Sonora Nacional

01. MOÇA – Wando (tema de Elizeth)
02. VOCÊ NÃO PASSA DE UMA MULHER – Martinho da Vila (tema de Lucinha)
03. EL DIA EN QUE ME QUIERAS – Pablo Hernandes y Sus Vocalistas (tema de Salviano)
04. SE VOCÊ PENSA – Moraes Moreira (tema de Vilma)
05. MELÔ DA CUÍCA – Azimuth (tema de ação e suspense e tema das vinhetas de intervalo)
06. PECADO CAPITAL – Paulinho da Viola (tema de abertura)
07. JUVENTUDE TRANSVIADA – Luiz Melodia (tema de Carlão)
08. MEU PERDÃO – Beth Carvalho
09. QUE BESTEIRA – João Donato
10. O BOÊMIO – Época de Ouro (tema geral para o núcleo de Carlão)
11. MAKAHA – Marcio Montarroyos (tema de ação e suspense)
12. NÃO SEI – Sônia Santos
13. BEIJO PARTIDO – Nana Caymmi

Trilha Sonora Internacional

01. LIKE ROSES – Jack Jones (tema de Lucinha)
02. ZING WENT THE STRINGS OF MY HEART (O SOM DA MAÇÃ) – The Trammps
03. IL MAESTRO DI VIOLINO – Domenico Modugno
04. ATLANTICA – Seventy-Five Music (tema de Virgílio)
05. WOMAN (YOU’VE GOTTA BE THERE) – Jae Mason
06. NEVER LET ME SAY GOODBYE – Dave Ellis
07. YOU AND ME AGAINST THE WORLD – Gladys Knight & The Pips
08. HAPPY – Michael Jackson (tema de Gigi e Valdir)
09. LADY BUMP – Penny McLean
10. LOVE ME LIKE A STRANGER – Lettermen (tema de Salviano)
11. WORDS OF LOVE (DIALOGO D´AMORE) – David D. Robinson (tema de Eunice e Carlão)
12. AIN’T NOBODY STRAIGHT IN LOS ANGELES – The Miracles
13. HAPPY DAYS – Montezuma
14. DOLANNES MELODIE (FLÛTE DE PAN) – Jean Claude Borelly (tema de Vilma)

Trilha Sonora Complementar: compacto com um tema instrumental

DIALOGO D´AMORE – Mike Holm Orchestra (tema de Eunice e Carlão)

ainda:
UN ALTRO MARE – Ennio Morricone (tema de Luci Jordan, dos modelos e dos desfiles)

Trilha Sonora Complementar: Músicas da novela Pecado Capital – Waldir Silva e seu Regional
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CASTELO DE AMOR (tema de Emilene)
4 CORDAS QUE CHORAM

Sonoplastia: Roberto Rosemberg.
Produção Musical: Guto Graça Mello

Tema de Abertura: PECADO CAPITAL – Paulinho da Viola

Dinheiro na mão é vendaval, é vendaval
Na vida de um sonhador, um sonhador
Quanta gente aí se engana
E cai da cama com toda ilusão que sonhou
E a grandeza se desfaz
Quando a solidão é mais
Alguém já falou

Mas é preciso viver
E viver não é brincadeira não
Quando o jeito é se virar
Cada um trata de si
Irmão desconhece irmão
E aí, dinheiro na mão é vendaval
Dinheiro na mão é solução
E solidão…

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