Sinopse

Cidinha e Leda são amigas desde infância – nasceram no mesmo dia e horário e no mesmo hospital. Mais tarde, na faculdade, vão disputar o amor do mesmo homem, Belo, que engravida as duas. Cidinha leva a melhor casando-se com ele. A toada das coincidências reunindo as duas amigas continua quando elas têm os bebês também no mesmo dia, horário e hospital. Duas meninas. A de Cidinha morre e a de Leda vive. Belo troca as crianças e perde Leda de vista, que se transforma numa importante jornalista internacional.

As duas amigas acabam por seguir caminhos opostos. Cidinha vira uma dona de casa que jamais pensou em trabalhar fora. Leda é uma profissional bem sucedida que tem aversão ao casamento e filhos. Embora satisfeitas com a opção que fizeram, de certa fiorma, uma sente inveja da outra.

Anos mais tarde as amigas se reencontram e a disputa pelo mesmo homem reacende velhas rivalidades. Mais ainda quando Tuca, a filha de Belo e Leda, criada por Cidinha, descobre que foi trocada na maternidade.

Paralelo a esse drama estava a delegacia comandada pelo corrupto delegado Venâncio, onde atuam os policiais Paulinho Pamonha, Téio, Giovanni, Johann, Romano e Joana. O principal desafio da equipe: desbaratar a organização de contrabando comandada pelos poderosos primos Franco e Branco Torremolinos, para quem trabalha Belo.

Globo – 19h
de 10 de fevereiro a 29 de agosto de 1992
173 capítulos

novela de Carlos Lombardi
colaboração de Maurício Arruda
supervisão de texto de Lauro César Muniz
direção de Roberto Talma, Jodele Larcher e Flávio Colatrello
direção geral de Roberto Talma

Novela anterior no horário
Vamp

Novela posterior
Deus nos Acuda

VERA FISCHER – Cidinha
SILVIA PFEIFER – Leda
MÁRIO GOMES – Belo (Antônio Belotto)
ALEXANDRE FROTA – Jaú
GUILHERME KARAN – Hector
BETH GOULART – Diana
JOHN HERBERT – Cervantes
CLÁUDIA LIRA – Manuela
JOSÉ LEWGOY – Dom Branco Torremolinos
CASSIANO GABUS MENDES – Dom Franco Torremolinos
NAIR BELLO – Gema
FLÁVIO MIGLIACCIO – Venâncio
NICETTE BRUNO – Vívian
TATO GABUS – Paulinho Pamonha
FRANÇOISE FORTON – Caroline
RÔMULO ARANTES – Téio (Otávio)
BIANCA BYNGTON – Téia (Stephanie)
IRVING SÃO PAULO – Johann Boll
GERSON BRENNER – Giovanni Barbieri
ALBERTO BARUQUE – Romano Garcia
FABIANA SCARANZI – Joana Carvalho
FELIPE MARTINS – João Maluco
SILVIA BUARQUE – Maria Doida
ANA PAULA BOUZAS – Pimenta
ROSITA TOMAZ LOPES – Walkíria
CISSA GUIMARÃES – Zu
CARLOS KROEBER – Michelângelo
LEINA KRESPI – Ambrósia
VICTOR BRANCO – PH (Pedro Henrique)
INÊS GALVÃO – Joaninha
FLÁVIO COLATRELLO – Baby Face
GUILHERME LEME – Anjo (Gabriel Fernandes))
LUÍS MAGNELLI – Raimundo
MÁRCIA DORNELLES – Mayara
ILYA SÃO PAULO – Robles
GIBRAN CHALITA – Flavinho
HILTON COBRA – Operário
CHAGUINHA – Operário
FERNANDA MUNIZ – Irina
VITOR HUGO – Caco
TATIANA TOFFOLI – Bia
JOÃO PHELIPE – Tatá
ANDRÉ FILIPPI – Dentinho
as crianças
NATÁLIA LAGE – Tuca (Andrea, filha de Cidinha e Belo)
IGOR LOGULLO – Toninho (filho de Cidinha e Belo)
ADRIANA TAUSZ – Zazá (Suzana, filha de Cidinha e Belo)
TATIANNE GOULART – Marília
DEMIAN TEMPONI – Victor (filho de Caroline e Paulinho)
VIVIANE NOVAES – Patrícia (filha de Caroline e Paulinho)
e
ANA MARIA BARRETO DE OLIVEIRA
ANA PAULA GRECCO
ANDRÉ SPÍNOLA – contato de Jaú nas transações misteriosas
ARAÚJO HULK
ARICLÊ PEREZ – promotora no julgamento de Cidinha
BIA SEIDL – advogada de Cidinha
CARLA TAUSZ
CARLOS GREGÓRIO – Sampaio (corregedor)
CARLOS TAKESHI – cabeleireiro de Cidinha
CATALINA BONAKI – traficante que leva um tiro numa perna
CHICA XAVIER – presidiária amiga de Cidinha
CININHA DE PAULA – Batista (presidiária)
CLEYDE BLOTA – mãe de Maria Doida
COSME DOS SANTOS – Puxeta (chefe de uma quadrilha que rouba veículos)
CRISTINA PEREIRA – funcionária na maternidade
ERNANI MORAES – presidiário
FABIANA MELO E SOUZA – govenanta da família Torremolinos
FÁBIO SABAG – Dom Federico Visconti (mafioso e padrinho de Dom Branco Torremolinos)
FAUSTO GALVÃO
FLORIANO PEIXOTO – Capitão (jogador de futebol, amante da mãe de Maria Doida no passado)
IARA JAMRA – Tina
ISABELA GARCIA – Violeta (prostituta)
IVAN CÂNDIDO – Souza (padrasto de Maria Doida)
IVAN CORRÊA
JAMAICA MAGALHÃES
JOÃO VITTI – Jonathan (namorado de Maria Doida no início)
JOSÉ AUGUSTO BRANCO – juiz no julgamento de Cidinha
KARLA SABAH
LEANDRA RIBEIRO
LEZZER
MARA MANZAN – senhoria do quarto onde João Maluco está hospedado antes de ir para casa de Cidinha
MARCELO VALL
MÁRCIA REGO MONTEIRO
MARIA ALVES – funcionária do presídio onde Cidinha vai parar quando é acusada de ter atirado em Belo
MARIANNE VICENTINI – enfermeira de Dom Franco Torremolinos
MÁRIO LAGO – Garcia (mafioso rival da família Torremolinos)
MARTA BERARDO
NELSON DANTAS – Delegado Palhares
NICOLE PUZZI – Irma
NORTON NASCIMENTO – bombeiro
PAULO CARVALHO
PAULO REZENDE
RAUL CORTEZ – cartomante
RAUL GUTIERREZ
REJANE ZILLES
RODOLFO BOTTINO – Rodrigo Garcia (filho de Garcia)
ROSIMAR MELLO – “Aerovelha”
ROBERTO SANTANNA
SÉRGIO DIRELL
WAGNER FERRARA
WALDIR RODRIGUES
XÊNIA D´AVILA – Alice (amiga de Leda)

– núcleo de CIDINHA (Vera Fischer), bem-humorada, ansiosa e esforçada dona de casa, naturalmente atrapalhada. Faz força para tudo dar certo, mas acaba fazendo tudo errado ou, pelo menos, não conseguindo agradar a todos ao mesmo tempo. Anulou sua personalidade para ser só esposa e mãe. Adora o marido e os filhos, mas não se realiza no casamento nem vê muita importância nisso. Está no time de mulheres que, lá no fundo, se sentem muito infelizes mas afastam este sentimento sem reclamar de qualquer coisa. Morre de inveja de uma amiga do passado, porque as duas fizeram juntas uma prova para conseguir um estágio em um jornal, e esta ficou com a vaga sozinha. Mas Cidinha ficou com o marido – como se o destino tivesse distribuído dois prêmios, um para cada uma:
o marido BELO (Mário Gomes), que Cidinha pensa trabalhar com negócios de importação e exportação da família Torremolinos, mas ele não passa de um empregado da máfia, levando uma vida dupla. Não deixa faltar nada em casa, ama os filhos, e está sempre pronto para o amor com a mulher, mas tem dezenas de namoradas. Esconde de Cidinha que trabalha com contravenção porque o pai dela é policial, e gasta mais do que tem. Fica balançado com a volta da antiga namorada e tenta recuperar a paixão dela por ele. Pego em flagrante por Cidinha, tem sua vida virada de cabeça para baixo
os filhos: TUCA (Natália Lage), menina brilhante, percebe o quanto a mãe é humilhada pelas exigências do pai, e construiu uma personalidade meio “menininho”, que recusa um pouco o lado feminino. Sempre critica a mãe, embora seja sua amiga e conselheira, e fica transtornada quando descobre que não é sua filha legítima, TONINHO (Igor Logullo) e ZAZÁ (Adriana Tausz)
o pai VENÂNCIO (Flávio Migliaccio), homem duro e, ao mesmo tempo, carinhoso. Ex-militar, muito honesto, um pouco inconformado com a situação do país. É delegado de polícia, do tipo implacável, que não livra a cara de ninguém. Cidinha acha que o pai é um amigão e que vai protegê-la para o resto da vida, mas essa ilusão é logo desfeita. Sua relação com o filho foi interrompida quando o menino tinha apenas dez anos e fugiu de casa, sob a acusação de ter acidentalmente matado a mãe. Este é um assunto doloroso na vida deles
o irmão JOÃO MALUCO (Felipe Martins), vive sozinho e traz um traço de autodestruição, resultante do trauma sofrido na infância. Acreditou na versão do pai sobre a morte da mãe e, sentindo-se culpado, voltou-se totalmente para si mesmo. É calado, ressabiado, mal encarado, um “bicho do mato”. É brigado também com Cidinha, porque pegou Belo traindo a irmã e, ao contar para ela, foi tratado como intrigueiro
a sogra GEMA (Nair Bello), mãe de Belo, uma legítima italiana. Foi muito pobre, e isso a irrita profundamente. Jamais gostou da nora, e a acusa de ser uma absoluta incompetente. Acha o marido um “zero à esquerda”, e se comporta como viúva de filho único. Dá força para Belo ficar com a ex-namorada e largar Cidinha, só para separar o filho. Mais tarde, reconhece que a antiga nora fazia bem para ele
o sogro BELOTTO (Hélio Souto), ensinou Belo a ser um garanhão. A melhor conversa que tem com o filho é sobre o traseiro da nora. Mas não dá as bandeiras de Belo: é muito mais profissional
a vizinha ZU (Cissa Guimarães), amiga, mas extremamente espaçosa. Sente atração por Belo, mas não considera isso uma traição, já que só quer “tirar uma casquinha”
o professor de dança ANJO (Guilherme Leme), ex-palhaço
MARIA DOIDA (Sílvia Buarque), menina “descolada”, que vive uma grande paixão com João Maluco.

– núcleo de LEDA (Sílvia Pfeifer), ex-melhor amiga de Cidinha. Mulher prática e inteligente, adotou a palavra sofisticação. É muito chique, daquelas que vestem um jeans com camiseta e recebem os maiores elogios. Digna, inteligente, sutil, sarcástica, mas sempre com muita classe. Independente, frequentemente solitária, Leda parece ter tudo, mas sente falta de amar, de não dividir nada com ninguém. Colunista respeitada, vem de São Francisco, EUA, disposta a resolver o que deixou para trás: o amor de Belo. Leda faz a linha durona, que não chora, e foge da emoção o tempo todo com um vocabulário bastante irônico. Sua aparência de mulher resolvida é pura fachada, e a aversão que tem por marido e filhos é consequência direta de ter sido preterida por Belo, que escolheu Cidinha, e perdido o bebê que esperava dele. Mas no decorrer da trama, descobre que sua filha está viva e foi trocada na maternidade: Tuca, a suposta filha de Cidinha:
a governanta VALQUÍRIA (Rosita Thomaz Lopes), mulher fina, de bom gosto, que conversa com Leda sobre tudo. De vez em quando, quebra a rigidez da patroa com bons e divertidos conselhos. Conhece Leda profundamente
o ex-namorado PEDRO HENRIQUE, o PH (Vitor Branco), editor de jornal. Com inveja do casamento de Belo e Cidinha, Leda pede PH em casamento, mas ele esquece que a bajulou a vida inteira e diz que não está a fim de contrair matrimônio
a repórter MAYARA (Márcia Dornelles).

– núcleo da mafiosa família Torremolinos, que comanda uma organização de contrabando e para quem Belo trabalha:
os primos BRANCO (José Lewgoy) e FRANCO (Cassiano Gabus Mendes), o velho patriarca da família. Ladino, safado e perigoso, exige muito respeito por parte dos filhos e os deixa inseguros porque ainda não escolheu seu sucessor, mas demonstra uma clara preferência pelos empregados. Tem tara pela enfermeira, e vive fazendo estripulias numa cadeira de rodas
CERVANTES (John Herbert), filho mais velho de Franco. Não tem índole de gânster, mas briga com o irmão pela sucessão familiar. Só que logo se percebe que se os negócios caíssem em suas mãos, toda a família iria à falência na semana seguinte
HECTOR (Guilherme Karam), filho caçula de Franco. Ambicioso, totalmente infiel ao pai e ao irmão. Consegue ludibriar todo mundo e roubar a própria família, e mantém uma relação sadomasoquista com a esposa
DIANA (Beth Goulart), esposa de Hector, é uma perua perigosa, que bebe sem parar e passa o tempo tentando chamar a atenção do marido. Inteligente e bonita, deixa claro que está entediada com a vida que leva ao lado de Hector. Sugere o tempo todo que casou por dinheiro, mas, no fundo, é apaixonada por ele e, ao longo da trama, traça um plano diabólico para conseguir o que quer
MANUELA (Cláudia Lira), filha de Cervantes, menina rica e mimada, vive andando de lingerie pela casa, clamando por repreensão. Parece uma irrecuperável “filhinha de papai”
FLAVINHO (Gilbran Chalita), marido de Manuela, usado por ela
o empregado JAÚ (Alexandre Frota), tem segredos quanto a sua verdadeira função naquela casa. O que complica sua tarefa é a atração que sente por Manuela. Envolve-se com Leda.

– núcleo de PAULINHO PAMONHA (Tato Gabus Mendes), policial competente, mas desacreditado. Passa horas a fio enfiado em sua sala, na delegacia, trabalhando na investigação de crimes através da avaliação do lixo dos suspeitos. Faz o estilo estudioso, que trabalha na polícia porque gosta de desvendar mistérios e pesquisar as coisas, e não propriamente porque seja simpático a situações de violência, já que é tímido e inseguro. Apaixona-se por Cidinha:
a mulher CAROLINE (Françoise Forton), inferniza a vida de Paulinho. Esteticista insuportável, ambiciosa e perigosa, sente-se incapaz de conseguir sozinha o que quer da vida
a sogra VÍVIAN (Nicette Bruno), escriturária da delegacia, amante de Venâncio. Tem uma sensualidade semelhante a de uma ex-vedete do teatro de revista, e usa roupas bem justas para valorizar o corpo. Paparica as filhas, e acha os genros uns fracassados
a cunhada TÉIA (Bianca Byington), metida e ambiciosa como Caroline, mora com o marido na casa da mãe, e bate nele na frente de qualquer um, mas é apaixonada por ele
o concunhado TÉIO (Rômulo Arantes), marido de Téia, uma espécie de Rambo que, no trabalho, faz o tipo fortão, que resolve tudo na base da força, mas em casa apanha da mulher. Atrapalhado como seus companheiros da delegacia, disputa com eles os elogios do delegado Venâncio
os filhos PATRÍCIA (Viviane Novaes) e VITOR (Demian Temponi).

– núcleo da delegacia onde atuam Venâncio, Paulinho Pamonha e Téio, que tem como desafio desbaratar as ações da família Torremolinos:
GIOVANNI (Gerson Brenner), policial fortão, grosso, ignorante e trapalhão. Descendente de italianos, é bem-humorado, daqueles que perdem um amigo mas não perdem a piada
JOHANN (Irving São Paulo), investigador ligado em técnicas de relaxamento e filosofia zen. Tem jeito de menino abandonado, que precisa de colo. Na verdade, sabe usar a timidez a seu favor
ROMANO (Alberto Baruque), o policial mais incompetente do grupo. Não consegue escrever direito, e só prende marginal inofensivo. Complementa seu parco salário vendendo esfihas no serviço
JOANA (Fabiana Scaranzi), policial das boas, especialista em lutas marciais, e de ótima pontaria. Mas é uma moça ingênua, meio tonta, que não consegue conciliar seu universo interior com a violência que gira em torno de seu trabalho. Vira o troféu dos companheiro.
DONA AMBRÓSIA (Leina Krespi), mãe de Romano, uma típica “mama” italiana, tem um casarão no bairro da delegacia, que transformou em pensão para garantir a sobrevivência.

Agitada e divertida comédia impulsionada com a mesma vivacidade que o autor, Carlos Lombardi, impingiu a Bebê a Bordo (1988-1989). Com uma boa linha folhetinesca, Lombardi conseguiu movimentar a novela com novidades a cada semana.
Fonte: livro “Memória da Telenovela Brasileira”, de Ismael Fernandes.

Perigosas Peruas estava cotada para entrar o segundo semestre de 1990. Seria a substituta de Mico Preto no horário das sete e chegou a ser noticiada pela imprensa como a nova novela da faixa. Nessa altura, Lua Cheia de Amor seria a novela das seis. Em outubro, os jornais começaram a anunciar que Lua Cheia de Amor entraria às sete. Perigosas Peruas acabou protelada, indo ao ar somente em 1992, após Vamp, a sucessora de Lua Cheia de Amor.

Carlos Lombardi afirmou que a ideia de Perigosas Peruas surgiu da vontade de falar sobre as dificuldades enfrentadas pelas mulheres que têm de se desdobrar entre ser dona de casa e uma profissional bem-sucedida. (*)

O autor contou que gosta de subverter a imagem que os atores têm diante do público. Assim como contou com Tony Ramos fazendo comédia em sua novela Bebê a Bordo, em Perigosas Peruas fez com que a estrela Vera Fischer fosse para o tanque. (*)

Vera Fischer se saiu muito bem como dona de casa ficcional. A atriz vivia o auge de sua carreira, com filmes e peça de teatro em evidência.
Mas quase que ela fica de fora da novela. De acordo com Flávio Ricco e José Armando Vannucci no livro “Biografia da Televisão Brasileira”, as revistas da época não perdoaram os problemas causados por Vera na fase inicial das gravações. Os desentendimentos entre a atriz e a produção foram contornados e a substituição dela, cancelada. No auge do conflito, o alto comando da Globo sondou Natália do Valle, Bruna Lombardi e Maria Zilda Bethlem para o papel de Cidinha, mas nenhuma delas aceitou assumir às pressas, já com alguns blocos adiantados.

Lauro César Muniz era o supervisor de texto mas, por problemas pessoais que enfrentava à época, teve uma participação pequena no acompanhamento da trama. (*)

Duas mudanças foram feitas no texto original: a tentativa de suicídio da menina Tuca (Natália Lage), de 13 anos, cortada pela direção da emissora; e o final escrito para Belo (Mário Gomes), que deveria morrer por volta do capítulo 100 – como tinha grande popularidade entre os telespectadores, preferiu-se manter o personagem vivo. (*)

Alguns destaques: a garota Natália Lage (Tuca, a filha de Belo), Tato Gabus (como o atrapalhado Paulinho Pamonha), Nair Bello (como a italianíssima Gema, a mãe de Belo), e o casal vivido por Rômulo Arantes e Bianca Byngton (Téio e Téia). E o trio central: Vera Fischer, Mário Gomes e Silvia Pfeifer.

Numa participação especial, o novelista Cassiano Gabus Mendes atuou em Perigosas Peruas interpretando o velho mafioso Dom Franco Torremolinos.

A família Torremolinos da trama era uma alusão de Carlos Lombardi à família de mafiosos do filme O Poderoso Chefão (1972 e 1975), de Francis Ford Coppola.

A abertura da novela, uma animação de 70 segundos, obrigou o cartunista Miguel Paiva a fazer mais de 400 ilustrações.

A música tema de abertura, cantada pelas Frenéticas, foi composta por Nelson Motta, Renato Ladeira, Roberto Lly, Julinho Teixeira e Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho), então vice-presidente de operações da TV Globo.

(*) Fonte: site Memória Globo.

Trilha Sonora Nacional
perigosast1
01. PERIGOSAS PERUAS – Frenéticas (tema de abertura)
02. EU NÃO SEI DANÇAR – Marina (tema de Cidinha)
03. SÁBADO – Os Paralamas do Sucesso (tema de Tuca)
04. SERÁ – Simone (tema de Leda)
05. TÔ INDO EMBORA – Sandra de Sá (tema de João)
06. COISAS DA PAIXÃO – Emílio Santiago (tema de Téio e Téia)
07. TORREMOLINOS – Nova Era (tema para a família Torremolinos)
08. EU TE AMO – Zezé di Camargo e Luciano (tema de Cidinha)
09. SITUAÇÃO MÁGICA – Instrumental
10. FÊMEA – Fábio Jr. (tema de Jaú)
11. GLÓRIA – Silvia Patrícia (tema de Leda)
12. SENTADO A BEIRA DO CAMINHO – Erasmo Carlos (tema de Paulinho Pamonha)
13. PROFISSIONAL DA NOITE – Rômulo Arantes (tema de Téio)
14. BAILA BAILA MANUELA – Espírito Cigano (tema de Manuela)
15. SAGA – Nova Era
16. ESSE MUNDO – Vange Leonel (tema de Maria)
17. RITMO QUENTE – Instrumental

Trilha Sonora Internacional
perigosast2
01. ALL TOGETHER NOW – The Farm (tema de Hector)
02. SPENDING MY TIME – Roxette (tema de Cidinha)
03. I’M TOO SEXY – Right Said Fred (tema de locação no Rio de Janeiro)
04. SENZA UNA DONNA – Zucchero featuring Paul Young (tema de Tuca)
05. CHANGE – Lisa Stansfield (tema de Manuela)
06. I JUST WANNA HAVE YOU – Megabeat (tema romântico geral)
07. GIVE IT AWAY – Red Hot Chilli Peppers (tema do núcleo dos policiais)
08. MILONGA – Julio Iglesias (tema de Venâncio)
09. SLIPPING AWAY – Information Society (tema de Leda)
10. GET READY FOR THIS – 2 Unlimited (tema de locação em boates)
11. TEARS IN HEAVEN – Eric Clapton (tema de Téio e Téia)
12. HOLD ON MY HEART – Genesis (tema de Diana)
13. JUST YOU AND ME – Gary Thorts (tema de Vívian e Venâncio)
14. INNOCENCE – Deborah Blando (tema de João e Pimenta)

Sonoplastia: Guerra Peixe
Produção Musical: Paulo Henrique e Iuri Cunha
Direção Musical: Mariozinho Rocha
Seleção Musical da Trilha Internacional: Sérgio Motta

Tema de Abertura: PERIGOSAS PERUAS – Frenéticas
Perua!
Tira e bota
Troca-troca
Sai da toca
Perua!
Lava passa
Enxágua enxuga
Molha seca enruga
Sobe desce
Veste despe
Cuidado!
Perua!
Ohhhhhhhhh
Perua!
Põe e tira (põe e tira)
Vira gira (vira gira)
Pira pira
Perua!
Bate leva
Estica e puxa
E a festa continua
Tá na sua
Tá na lua
Perigo!
Perua!
Morde assopra
Agita e usa
Rala e rola
Enxágua enxuga
Tira e bota
Bota e tira
Vira vira
Perua perua
Bole bole
Senta e rola
Chic chic
Checo checo…

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