Sinopse

A família Almeida Santos fora rica e poderosa no final do século 19.

Quarenta anos depois, em 1928, os barões do café estavam destronados e a sociedade recebia a industrialização e a força da classe média.

Record – 20h
de 15 de dezembro de 1971
a 5 de março de 1972

novela de Lauro César Muniz
direção de Marlos Andreutti e Waldemar de Moraes

Novela anterior no horário
Os Deuses Estão Mortos

Novela posterior
O Tempo Não Apaga

FÚLVIO STEFANINI – Leonardo (avô) / Leonardo (neto)
MÁRCIA MARIA – Veridiana (avó) / Veridiana (neta)
ROLANDO BOLDRIN – Barão Leôncio Almeida Santos
NATHÁLIA TIMBERG – Cândida
PAULO GOULART – Santiago
MAURO MENDONÇA – Salvador
CÉLIA HELENA – Isaura
HENRIQUE CÉSAR
ROBERTO BOLANT – Leonel
EDY CERRI
ADRIANO STUART
SÉRGIO MAMBERTI – Padre Antenor
WILMA DE AGUIAR
NEWTON PRADO
WILMA CHANDLER
ADEMIR ROCHA
CARMINHA BRANDÃO – Mariana
TEREZA TELLER
DAVID NETO
VERA LÚCIA
LAFAYETTE GALVÃO
CÉLIA OLGA
CARLOS AUGUSTO STRAZZER

Última novela da fase em que Lauro César Muniz escreveu para a TV Record (sob a administração de Paulo Machado de Carvalho). Em seguida, o novelista foi contratado pela TV Globo.

Lauro César Muniz deu prosseguimento à saga da novela Os Deuses Estão Mortos, antecessora no horário, com um salto de quarenta anos no tempo. Apesar de uma ser continuação da anterior, seguida ininterruptamente no horário, Quarenta Anos Depois é considerada uma nova produção.

Márcia Maria, transformada em grande estrela da Record, tinha aqui um papel duplo: a Veridiana da fase anterior, agora velhinha e avó, e a Veridiana neta, alegre e rebelde.

Fúlvio Stefanini – como Leonardo, o jovem e o velho – também tinha o mesmo destaque de Os Deuses Estão Mortos. Mas foi Paulo Goulart, com o personagem Santiago, que se tornou o centro das atenções.

Enquanto Os Deuses Estão Mortos ficou mais de nove meses no ar, com sucesso para a emissora, Quarenta Anos Depois teve seu fim antecipado, totalizando menos de três meses de exibição. Lauro César Muniz foi pego de surpresa pela Record ao receber ordens de encurtar sua novela. Sobre o assunto, escreveu Fábio Costa em seu livro “Novela, a Obra Aberta e Seus Problemas”:

A novela foi encerrada abruptamente, com os acontecimentos dos desfechos condensados em doze capítulos pelo autor, por ordem da emissora, cuja direção artística entrara em atrito com os principais nomes do elenco – conforme declarado por Lauro à crítica Helena Silveira (da Folha de São Paulo). Os últimos capítulos foram gravados às pressas, inclusive com supressão de cenas importantes para o desfecho.

Na edição da Folha de São Paulo de 06/03/1972, Helena Silveira contou em sua coluna que havia recebido uma carta de Lauro, na qual o escritor lhe explicava o motivo do encerramento repentino da história:
“(…) Alega a emissora que a novela não dava um Ibope satisfatório, mas eu acho que é apenas um pretexto para que eles resolvessem um impasse surgido entre os principais atores e a direção. Pode a senhora observar que no elenco da novela que deve substituir não estão os principais nomes. Devo ainda informar que os capítulos finais foram gravados ‘no tapa’, cortando-se cenas importantes de conclusão. A razão dessa amputação do trabalho é a enorme falta de critério e discernimento dos elementos responsáveis pela direção artística.”

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