Sinopse

Ângela é uma garota que sonha em conhecer o verdadeiro pai, Bruno, médico que não conseguiu salvar a mulher que amava, Mércia, no momento do parto. Traumatizado com a perda, entregou a criança para ser criada pelo primo, Gustavo, e refugiou-se na Amazônia, fugindo de todos e do passado. Porém, o passado está de volta na figura de Suzana, irmã de Mércia, apaixonada por ele, que o enlouquece em um jogo de sedução.

De volta ao Rio de Janeiro, Bruno está disposto a reconquistar a filha, mas terá de enfrentar Gustavo, que retém a guarda de Ângela. Gustavo é um famoso médico, casado com Abigail, uma psicóloga dondoca que sempre lutou para manter o casamento fracassado. Humilhada pelo marido, Abigail decide dar a volta por cima e se vingar de Gustavo. Após um incidente no trânsito, ela vai presa com outras três mulheres com histórias parecidas, também humilhadas pelos seus respectivos homens.

A trabalhadeira Auxiliadora sempre lutou para fazer com que o marido, Alcebíades, prosperasse com o seu negócio de padarias. Contudo, acabou expulsa de sua própria casa quando ele a trocou por outra, mais jovem, a interesseira Elisa Maria, com a idade da filha do casal. Já a tímida Tatiana foi abandonada no altar pelo noivo, Fortunato, no dia de seu casamento. E o furacão Babalu deu o maior flagrante no namorado, o mecânico Raí, na cama com outra mulher.

Na cadeia, as quatro mulheres unem forças e travam um pacto de vingança contra os homens que as traíram e as fizeram sofrer: cada uma será responsável pela punição do ex da outra.

Globo – 19h
de 24 de outubro de 1994
a 22 de julho de 1995
233 capítulos

novela de Carlos Lombardi
escrita por Carlos Lombardi, Ronaldo Santos e Maurício Arruda
direção de Ricardo Waddington, Alexandre Avancini, Luís Henrique Rios e Maurício Farias
direção geral de Ricardo Waddington
direção artística Paulo Ubiratan

Novela anterior no horário
A Viagem

Novela posterior
Cara e Coroa

BETTY LAGO – Bibi (Abigail) / Calpúrnia / Pupu / Sharon
ELIZABETH SAVALA – Auxiliadora / Condessa Carmem Almodóvar / Maria do Socorro
CRISTIANA OLIVEIRA – Tatiana / Maria das Dores
LETÍCIA SPILLER – Babalu (Barbarela Lurdes)
HUMBERTO MARTINS – Bruno
MARCOS PAULO – Gustavo Franco
MARCELLO NOVAES – Raí (Raimundo)
TATO GABUS MENDES – Alcebíades
HELENA RANALDI – Suzana
MARCELO FARIA – Ralado (Gustavo Franco Jr.)
LUANA PIOVANI – Duda (Maria Eduarda)
KADU MOLITERNO – Samuel Spadafora
RÔMULO ARANTES – Pedrão
FRANÇOISE FORTON – Clarisse
LEONARDO VIEIRA – Vinícius Loducca
BIANCA BYNGTON – Elizabeth
DIOGO VILELA – Fortunato
MARCELO SERRADO – Danilo
DRICA MORAES – Denise
JORGE DÓRIA – Seu Santinho
BETE MENDES – Fátima
OSWALDO LOUREIRO – Olegário
TÁSSIA CAMARGO – Maria Batáglia
LIZANDRA SOUTO – Elisa Maria
NEUZA BORGES – Tereza
MÁRCIAL REAL – Isadora
DANIEL DANTAS – Celso
NINA DE PÁDUA – Fabíola
INÊS GALVÃO – Marta Rocha
PAULO GUARNIERI – Átila
PAULO CÉSAR GRANDE – Tiago
JORGE PONTUAL – Gui
ALEXANDRE SALCEDO – Alexandre
ALBERTO BARUQUE – Tufik
ÍRIS BUSTAMANTE – Silvinha
HUGO GROSS – Leandro Carneiro
FABIANA RAMOS – Paula
KARLA MUGA – Daniela
LUCIANA COUTINHO – Norma Shirley
ANA MARIA FOLLY – Elzinha
NESTOR DE MONTEMAR – Carlos Magno
as crianças
TATYANE GOULART – Ângela
EDUARDO CALDAS – Dinho (Animal)
DIEGO LARREA – Eugênio
INGRID FRIDMANN – Ju
FERNANDA NOBRE – Lolô
LUIZA CURVO – Renata
LARISSA QUEIRÓZ
e
ADRIANO REYS – Dr. Meirelles
AFRÂNIO GAMA
ALAIN KARDEK – maitre
ANA BORGES – namorada de Ralado
ANA MARIA NASCIMENTO E SILVA – Dora (mãe de Renata)
ANDRÉA DANTAS – costureira do vestido de noiva de Tatiana
ANDRÉ MATTOS – segurança na casa de Gustavo
ÂNGELA TORNATORI
BETO SIMAS – Leonardo (namorado de Elizabeth)
BETTINA VIANNY – Drª Clara
CACÁ SILVA – motorista de Abigail e Gustavo
CARLA REGINA
CARLOS GREGÓRIO – Wálter Wanderley
CIBELE SANTA CRUZ
CHRISTINE FERNANDES
CLÁUDIA PAIVA
CLÁUDIO CORRÊA E CASTRO – médico
CLÉA SIMÕES – paciente de Bruno do pronto-socorro
CLEMENTE VISCAÍNO – Dr. Sampaio
COSME DOS SANTOS – comparsa de Tiago
DANIELA ARANTES – Martinha (ex-namorada de Raí)
ESTELITA BELL – Eugênia
FÁBIO JUNQUEIRA – Dr. Ferreira
FELIPE ROCHA – Tito
GEÓRGIA GOMIDE – Laura (mãe de Raí)
GILBERTO PORTO – garçom
GILDA NERY – copeira na casa de Isadora
HELIDIMAR QUEIROZ
HEMÍLCIO FRÓES – Péricles
HENRI PAGNOCELLI – Delegado Soares
INGRA LIBERATO – Rosa
ISA MORAES – cozinheira na casa de Abigail e Gustavo
JULIO FERNANDO – porteiro do motel onde Raí e Babalu se metem numa confusão
LEINA KRESPI – presidiária
MARILU BUENO – Calpúrnia
MÁRIO GOMES – Plínio Patarra
MÁRIO LAGO – Henrique Pessoa
MARLY BUENO – Srª Salles
MIRELLA – empregada na casa de Fabíola e Celso
MIWA YANAGISAWA – secretária de Gustavo
MÔNICA TORRES – Drª Lélia
MONIQUE LAFOND
MONIQUE MARQUES – copeira na casa de Abigail e Gustavo
NILBERTO NEVES – enfermeiro / maqueiro
NILDO PARENTE – juiz
OSCAR MAGRINI – Gutierrez
OSWALDO LOUZADA – Valdemar
PATRÍCIA FERNANDES
PAULO GOULART FILHO – bailarino
PAULO REIS – Gil
RAIMUNDO MARTINS – jardineiro na casa de Abigail e Gustavo
RENATA FRONZI – Dona Vânia (dona da pensão que expulsa Ralado)
ROBERTA ÍNDIO DO BRASIL – mulher de Átila
RONALDO BRITTES – motorista na casa de Isadora
ROSILAINE PISSAIA – enfermeira do centro cirúrgico
SAMANTHA MONTEIRO – Elizângela
SOLANGE AMARAL – recepcionista
SÔNIA ZAGURY – enfermeira-chefe
TANDE como ele mesmo
TONY TORNADO – Henricão
VANESSA LÓES – Rita (mulher que Bruno conhece quando está fugindo com Ângela, nos últimos capítulos)

– núcleo de ABIGAIL (Betty Lago), depois de ser passada para trás pelo marido, dedica sua vida a uma vingança contra ele:
o marido GUSTAVO (Marcos Paulo), médico ambicioso que não mede esforços para alcançar seus objetivos
o filho mulherengo GUSTAVO JÚNIOR, o RALADO (Marcelo Faria)
o detetive atrapalhado SAMUEL SPADAFORA (Kadu Moliterno), com quem Abigail teve cenas calientes.

– núcleo de BRUNO (Humberto Martins), luta na justiça contra Gustavo, seu tio, pela guarda da filha que foi criada pelo médico:
a filha ÂNGELA (Tatyane Goulart), filha adotiva de Gustavo, fica totalmente dividida com a chegada do verdadeiro pai, que sempre sonhou em conhecer
a cunhada SUZANA (Helena Rinaldi), que nutre uma paixão doentia por ele. Ela é irmã da falecida MÉRCIA, sua paixão do passado.

– núcleo de TATIANA (Cristiana Oliveira), depois de ser abandonada no altar pelo noivo, dedica sua vida a uma vingança contra ele. No decorrer da trama envolve-se com Bruno, por quem se apaixona:
o ex-noivo FORTUNATO (Diogo Vilela)
a amiga ELZINHA (Ana Maria Folly).

– núcleo de AUXILIADORA (Elizabeth Savala), depois de ser trocada pelo marido por uma moça mais jovem, dedica sua vida a uma vingança contra ele:
o marido ALCEBÍADES (Tato Gabus)
a jovem fútil ELISA MARIA (Lizandra Souto), segunda mulher de Alcebíades
a filha PAULA (Fabiana Ramos)
a empregada TEREZA (Neuza Borges).

– núcleo de BARBARELA LURDES, a BABALU (Letícia Spiller), manicure extrovertida e perua que depois de flagrar o namorado com outra mulher dedica sua vida a uma vingança contra ele:
a mãe FÁTIMA (Bete Mendes)
o padastro OLEGÁRIO (Oswaldo Loureiro), segundo marido de Fátima, morto no início
SEU SANTINHO (Jorge Dória), agregado na casa de Fátima, depois que teve sua casa incendiada
o irmão DANILO (Marcelo Serrado)
a cunhada DENISE (Drica Moraes), mulher de Danilo
a filha de Seu Santinho, MARIA BATÁGLIA (Tássia Camargo), na verdade uma detetive, que disputa investigações com Samuel Spadafora
a amiga manicure MARTA ROCHA (Inês Galvão).

– núcleo de RAI (Marcelo Novaes), mecânico mulherengo, namorado de Babalu:
a mãe DONA LAURA (Geórgia Gomide), aparece na metade da trama
o sobrinho DINHO, o ANIMAL (Eduardo Caldas)
o patrão ATÍLA (Paulo Guarnieri)
os colegas de trabalho GUI (Jorge Pontual) e ALEXANDRE (Alexandre Salcedo)
o sócio na oficina mecânica TIAGO (Paulo César Grande)
TUFIK (Alberto Baruque), amigo de Fortunato no início, tem um quiosque de esfihas ao lado de sua oficina
NORMA SHIRLEY (Luciana Coutinho), uma de suas namoradas.

– núcleo de ISADORA (Márcia Real), avó de Bruno, dona da clínica onde Gustavo, seu enteado, é diretor geral:
os netos (irmãos de Bruno) ELIZABETH (Bianca Byngton)
e CELSO (Daniel Dantas), morto misteriosamente devido a uma sabotagem em seu carro
a esposa de Celso, FABÍOLA (Nina de Pádua), médica que acompanhava o marido quando aconteceu o acidente que o vitimou. Morre após um período em coma no hospital
VINÍCIUS (Leonardo Vieira), de caráter duvidoso, envolve-se com Elizabeth.

– núcleo de PEDRÃO (Rômulo Arantes), melhor amigo de Bruno, que vive sendo assediado pela jovem Paula, amiga de sua filha:
a mulher CLARISSE (Françoise Forton), amiga de Bruno no início, deixa-se seduzir por Gustavo, cúmplice de suas armações
os filhos DANIELA (Karla Muga) e EUGÊNIO (Diego Larrea).

– núcleo do hospital onde Gustavo é diretor:
DUDA (Luana Piovani), envolve-se com Ralado
SILVIA (Íris Bustamante), apaixonada por Ralado, envolve-se com Danilo
LEANDRO CARNEIRO (Hugo Gross), apaixonado por Silvia.

Um sucesso que marcou a televisão da década de 1990 e um dos melhores trabalhos de Carlos Lombardi. O autor desenvolveu uma novela recheada de tramoias e confusões garantindo o humor escrachado, em uma divertida história de relacionamentos amorosos, separações e reconciliações.

Quatro por Quatro teve dois grandes destaques no elenco. Betty Lago, estreando em novelas, brilhou com sua Abigail – a Bibi -, garantindo o humor refinado e inteligente à trama. Por sua atuação na novela, a atriz foi premiada com o Troféu Imprensa de revelação na televisão em 1994.
E Letícia Spiller – até então mais conhecida por ter sido paquita do Xou da Xuxa – surpreendeu compondo Babalu de forma inusitada e cativante.

Não era a vez de Carlos Lombardi entrar com uma novela. Porém, a sucessora de A Viagem no horário das sete caiu. O autor foi então convocado para escrever às pressas. O diretor artístico da Globo à época, Mário Lúcio Vaz, aprovou o argumento e mandou Lombardi escrever o primeiro capítulo, sem sinopse, já que a novela estrearia em 56 dias. (*)

De acordo com Lombardi, a correria para cumprir o prazo apertado nunca terminou. A novela estreou com apenas 17 capítulos escritos.
“Na segunda da estreia, gravávamos cenas para o capítulo 4, da quinta-feira. E a novela seguiu atrasada de início ao fim”, disse o autor. “Entreguei o último [capítulo] e fui direto para o hospital com desidratação, lumbago, ansiedade, gripe e tudo o que tinha direito para quem tinha corrido uma maratona.” (*)

Com a exibição das primeiras chamadas de estreia, Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, então superintendente da Globo), que estava viajando, mandou tirá-las do ar, alegando que não conhecia o elenco, com poucas estrelas. A novela parou por dois dias. Após ver os testes e cenas gravadas, Boni liberou a novela – mas mandou regravar as cenas de Betty Lago dizendo que o cabelo dela não estava bom. (*)

Nenhuma das quatro protagonistas foi a primeira escolha. Eliane Giardini seria a trabalhadeira Auxiliadora, mas a alta diretoria julgou que a atriz ainda estava “verde” para o papel. Elizabeth Savala entrou em seu lugar.
Para a gaga romântica Tatiana, Lombardi queria Malu Mader, mas Mário Lúcio Vaz precisava dela como protagonista absoluta para outra produção. Cristiana Oliveira a substituiu.
Para a dondoca Abigail, a escolha inicial era Bruna Lombardi. “Não lembro porque não rolou. Não sei se ela já tinha outros compromissos ou não acertou grana ou queria descansar de novelas”, disse Lombardi.
Betty Lago, com pouca experiência como atriz, ganhou o papel de Bibi por insistência de Lombardi e revelou ao país o seu timing perfeito para comédia. Foi um grande sucesso. (*)

Adriana Esteves foi a primeira convidada para viver Babalu, mas a atriz recusou o papel já que, à época, recuperava-se das críticas sofridas por sua atuação em Renascer, no ano anterior (que a levaram a sofrer de depressão).
Letícia Spiller, que estava escalada para outra personagem, a médica Eduarda, assumiu Babalu, enquanto Luana Piovani foi acionada para viver Eduarda. Em entrevista (*), Lombardi relatou como surgiu a ideia de escalar Letícia para a personagem:
“A gente sem Babalu e já fazendo reunião de elenco. (…) Nessa reunião, chamou a atenção tanto de mim como de Paulo Ubiratan a loira de rosto incrível e corpo mais ainda de sobrenome alemão, Letícia Spiller. (…) Paulo falou em arriscar um teste. Não preciso dizer que Letícia matou a pau e tínhamos – se Boni deixasse – uma Babalu e tanto. Claro que ela era verde, precisava de atenção da direção para não subir o tom, mas era mágica. (…) E Letícia era disciplinada, agarrou o personagem a unha.”

Letícia Spiller revelou ao site Memória Globo que, para compor a manicure suburbana, inspirou-se na Mônica, personagem dos quadrinhos de Mauricio de Sousa. A bolsinha com que ela acertava Raí (Marcello Novaes), toda vez que se irritava com ele, fazia as vezes do coelhinho Sansão. Na opinião da atriz, Babalu era impulsiva e indignada como a Mônica e tinha também o senso de justiça da personagem dos quadrinhos. Toda vez que ficava encabulada ou confusa, Babalu coçava a nuca com rapidez, um trejeito que marcou a personagem.

O visual de Babalu – saias e shorts curtos, blusas ciganas, tiaras de miçangas, margaridas ou girassóis, sandálias plataformas com meias coloridas e unhas pintadas de vermelho, figurino criado por Lessa de Lacerda – tornou-se moda e a atriz foi transformada em musa pela imprensa especializada.

Babalu tinha um vocabulário que caiu na boca do povo, na verdade, gírias do universo gay. Suas expressões mais comuns eram “bofe” (para se referir aos homens), “bicha” (para se referir às mulheres), “mona” (mulher, amiga, forma de um gay chamar o outro), “desaquenda” (abandonar, deixar de lado, sair de perto, esquecer, deixar em paz), “babado” (história, fofoca), “uó” (feio, ruim) e “erezinho” (criança). (Site Memória Globo)

Babalu e Raí, o divertido casal formado por Letícia Spiller e Marcello Novaes, tinham a química perfeita na telinha e acabaram se acertando também na vida real, vindo a se casar.

Na trama da novela, Babalu desfilou no carnaval carioca pela União da Ilha, enquanto Raí integrou a bateria da escola de samba. As cenas reais do carnaval de 1995 foram usadas na novela.

Uma cena inesquecível: uma barata sobe à roupa de Abigail no restaurante. Os gritos de pavor da personagem são gritos reais da atriz Betty Lago. Essa sequência tornou-se um clássico do quadro Falha Nossa do Vídeo Show.

A cidade cenográfica da novela era simples e feita quase toda de compensado. Contava com três ruas, oito casas, uma oficina mecânica, um prédio residencial e uma fábrica. Os cenários de estúdio seguiram a mesma linha, com destaque para o grande hospital que incluía cerca de 30 ambientes. (Site Memória Globo)

A ambientação da trama foi feita no Rio de Janeiro, apesar dos seis primeiros capítulos terem tido cenas no Amazonas. Embora Carlos Lombardi tenha escrito Quatro por Quatro para ser ambientada em São Paulo, o curto prazo de produção acabou mudando a localização geográfica da história. Ilha do Governador, Barra da Tijuca, Morro da Viúva, no Flamengo, e Joá foram bairros cariocas habitados pelos personagens.

O autor recebeu reclamações sobre a novela. Para o livro “Autores, Histórias da Teledramaturgia” (do Projeto Memória Globo), Lombardi desabafou:
“Fui processado pelo Sindicato das Enfermeiras porque, na trama, uma enfermeira aparecia fazendo sexo com um dos personagens. Quer dizer, enfermeira não faz sexo?”

Carlos Lombardi teve de dar um fim antecipado ao personagem Fortunato devido ao descontentamento do intérprete, Diogo Vilela, com os rumos dele na trama. Empregado de Isadora (Márcia Real), Fortunato dá um golpe na patroa e foge, abandonando de vez também Tatiana (Cristiana Oliveira), sua noiva no início da história. (“Novela, a Obra Aberta e Seus Problemas”, Fábio Costa)

Quatro por Quatro foi a primeira novela de Betty Lago (anteriormente ela havia atuado em minisséries). E a primeira novela da longa parceria da atriz e do ator Humberto Martins com o autor Carlos Lombardi.

No papel de Auxiliadora, Elizabeth Savala retornava às novelas após um hiato de sete anos – a última havia sido Hipertensão, em 1987.

Ao final de cada capítulo, as quatro cenas mais marcantes do dia eram recapituladas e depois se uniam na tela dividida por quatro. Por fim, subiam os créditos de encerramento.

Beto Simas era o modelo da abertura da novela – já havia estrelado a vinheta da Globo para as Olimpíadas de 1992 – e chegou a entrar para a trama como ator e a participar em outras produções. Ele é pai dos jovens atores Rodrigo e Felipe Simas e padrasto de Bruno Gissoni.

O primeiro título pensado para a novela foi Vingança. (“Almanaque da TV”, Bia Braune e Rixa)

A novela foi reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo entre 31/08/1998 e 12/03/1999.
Reprisada também no Viva (canal de TV por assinatura pertencente à Rede Globo), entre 19/05/2010 e 08/04/2011, às 15h30. Foi uma das primeiras novelas reprisadas pelo recém inaugurado canal, em 2010 (as outras eram Vale Tudo e Por Amor).

(*) Carlos Lombardi em entrevista ao site Na Telinha, em 2019, por ocasião dos 25 anos da novela.

Trilha Sonora Nacional

01. O CHAMADO – Marina (tema de Suzana)
02. GURU – Dalto (tema de Vinícius)
03. CARRO E GRANA – Leoni (tema de Ralado)
04. SE EU ME APAIXONAR (WHEN I FALL IN LOVE) – Rosana (tema de Tatiana)
05. PAIXÃO – Alceu Valença (tema de Raí e Babalu)
06. SEMPRE TE QUIS – Daniela Mercury (tema de Clarice)
07. PICADINHO DE MACHO – Sandra de Sá (tema de abertura)
08. DANÇA DA SOLIDÃO – Marisa Monte (participação especial Gilberto Gil) (tema das vingadoras: Babalu, Tatiana, Auxiliadora e Abigail)
09. CLUBE DA ESQUINA II – Flávio Venturini (tema de Bruno)
10. METADE – Adriana Calcanhoto (tema de Raí e Babalu)
11. TÃO LINDA – Conexão Japeri (tema de Pedrão)
12. SAUDADE – Nana Caymmi (tema de Auxiliadora)
13. INDECISO CORAÇÃO – João Bosco (tema de Abigail)
14. ALGUÉM COMO TU – Dick Farney (tema de Fátima)

Trilha Sonora Internacional

01. ALWAYS – Bon Jovi (tema de Bruno)
02. SHORT DICK MAN – Gillette (tema de Danilo)
03. KISS AND SAY GOODBYE – N-Phase (tema de Ralado e Duda)
04. IT’S A RAINY DAY – Ice MC (tema de Raí)
05. I SWEAR – Bill Power
06. GOODNIGHT GIRL – Wet Wet Wet (tema de Ângela)
07. DROP ON BY – Peter Valentine
08. WHAT DID YOU DO – Double You (tema de Tatiana)
09. TAKE A TOKE – C&C Music Factory (tema de Raí e Babalu)
10. EVERLASTING LOVE – Gloria Estefan (tema de Abigail)
11. SUNDOWN – Gordon Lightfoot
12. IS THIS THE LOVE – Masterboy
13. BABY IT’S YOU – Smith (tema de Vinícius)
14. GIMME GIMME YOUR LOVE – Cameleon (tema de Paula)

Sonoplastia: Nelson
Produção Musical: André Sperling
Seleção Musical da Trilha Internacional: Sérgio Motta
Direção Musical: Mariozinho Rocha

Tema de Abertura: PICADINHO DE MACHO – Sandra de Sá

Vamos deixar esses caras de quatro
Mostrar que esses ratos não passam de patos
Espalhar que eles andam caídos
Rotos e gastos como velhas galochas
Vamos dizer que são bichas, brochas
São uns vendidos, uns bolhas, um saco!

Malhar o Judas, vou lá capar o macho
Que a meta é se vingar
Malhar o Judas, vou lá capar o macho
Sangue e salada no almoço e jantar

Mauriçolas, caretas, xaropes
Tá pronto o barraco
Vamos armar picadinho de macho
Eu acho que não dá pra escapar
Porque nós vamos pegar pra capar

Vamos cobrar que não vai ser barato
Fazer esses trapos de gato e sapato
Exibir como ficam perdidos
Sem nós mulheres pra tomar conta deles
Vamos dizer que são rudes e réles
Sub-dalas, trouxas, oh mala!
Metidinhos, marrecas, capachos

Valeu o esculacho!
Tá temperado o mexido de macho
Eu acho que não dá pra escapar
Porque nós vamos pegar pra capar
Ah, sentiu a pressão malandro!…

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