Sinopse

Belém, cerca de 1035 A.C. Davi (Leonardo Brício) é um jovem confiante e determinado, pastor de ovelhas, caçula de sete irmãos. Em sua jornada solitária pelos pastos, Davi dedilha uma harpa toda vez que se sente só, cantando versos de adoração a Deus. Na época, Israel é governada por Saul (Gracindo Jr.), rei escolhido por Deus. No decorrer dos anos, entretanto, Saul deixa de ser um homem bom e se transforma em um rei arrogante, desobedecendo as ordens de Deus, vindas por meio do profeta Samuel (Isaac Bardavid).

Samuel declara que Deus rejeitou Saul e que colocará outro rei em seu lugar. O monarca passa então a ser atormentado por um espírito maligno. Guiado por Deus, Samuel vai à casa de Davi, em Belém, e o unge diante de sua família, declarando que um dia ele governará Israel. Perturbado pelo mau espírito, Saul passa a ter acessos de raiva e descontrole, alternando com momentos de depressão. Preocupado com seu pai, Jonatas (Cláudio Fontana), o filho predileto de Saul, procura por um músico que possa acalmá-lo.

Davi então é chamado ao acampamento de Saul. Ele toca harpa e declama salmos que trazem paz ao coração do rei. Saul se encanta com a música do rapaz e se afeiçoa a ele, passando a tratá-lo como um filho. Enquanto está no acampamento, Davi desperta o interesse da bela Mical (Maria Ribeiro), filha caçula do rei, aparentemente doce e frágil, porém uma mulher diabólica e manipuladora. Davi acaba se casando com ela após ganhar fama ao matar o gigante filisteu Golias com sua funda e se tornar um grande guerreiro.

Porém, a fama de Davi provoca a inveja de Saul, que desconfia que o rapaz seja o novo escolhido de Deus para ocupar o seu lugar como rei de Israel. O monarca se transforma no maior inimigo de Davi e passa a persegui-lo, tentando matá-lo várias vezes. Apenas após a morte de Saul, em uma guerra contra os filisteus, é que Davi finalmente será reconhecido como rei das tribos de Israel, trinta anos depois de ser ungido por Samuel. Ele conquista Jerusalém para capital de seu reino e faz com que seu povo se torne próspero.

Record – 23h15
de 24 de janeiro a 3 de maio de 2012
30 capítulos

minissérie de Vivian de Oliveira
livre adaptação dos livros I Samuel e II Samuel, da Bíblia
escrita com Camilo Pellegrine, Emílio Boechat, Maria Cláudia Oliveira e Altenir Silva
direção de Edson Spinello, Leonardo Miranda e Rogério Passos
direção geral de Edson Spinello

LEONARDO BRÍCIO – Davi
GRACINDO JR. – Saul
RENATA DOMINGUEZ – Bate-Seba
MARIA RIBEIRO – Mical
PAULO FIGUEIREDO – Aitofel
MARLY BUENO – Ainoã
ISAAC BARDAVID – Samuel
CLÁUDIO FONTANA – Jonatas
JÚLIA FAJARDO – Tamar
LÉO ROSA – Absalão
ALEXANDRE BARILARI – Urias
THELMO FERNANDES – Natã
CLEMENTE VISCAÍNO – Jessé
ÂNGELA LEAL – Edna
ROGER GOBETH – Amnon
THIERRY FIGUEIRA – Ziba
IRAN MALFITANO – Abner
JOÃO VITTI – Joabe
RODRIGO PHAVANELLO – Eliabe
ANDRÉ SEGATTI – Paltiel
RAYMUNDO DE SOUZA – Agague
GABRIEL GRACINDO – Husai
RAQUEL NUNES – Rispa
BIANCA CASTANHO – Selima
CAMILA RODRIGUES – Merabe
ROBERTA GUALDA – Tirsa
CACAU MELO – Raquel
SÔNIA LIMA – Laís
OBERDAN JR. – Josias
CIBELE LARRAMA – Allat
RONEY VILELA – Doegue
EDUARDO SEMERJIAN – Eliã
ELDER GATTELY – Abiatar
RÔMULO ESTRELA – Adriel
YUNES CHAMI – Aimeleque
DANIEL ANDRADE – Esbaal
DANIEL BOUZAS – Itai
VICTOR HUGO – Mefibosete
JANAÍNA ÁVILA – Abigail
THAÍS VAZ – Maaca
DANIEL ÁVILA – Jonadabe
ATALAIA NUNES – Golias
FELIPE KANNENBERG – Rei Aquis
WILIAM VITA – braço direito do rei Aquis
LEANDRO LÉO – Davi (jovem)
ELINE PORTO – Mical (jovem)
AMANDA DINIZ – Merabe (jovem)
BERNARDO SEGRETO – Joabe (jovem)
NADINNE OLIVEIRA – Bate-Seba (jovem)
DAYANE ESTRELA – Tirsa (jovem)
MATHEUS MELLO – Salomão (jovem)

Minissérie bíblica apresentada originalmente às terças e quintas-feiras. Foi a primeira do gênero com cenas gravadas fora do país – no Canadá e Chile.

Considerada um sucesso, Rei Davi chegou a liderar o horário no qual era exibida em mais de vinte ocasiões. Teve seu pico de audiência em São Paulo no dia 23/02/2012, com 16 pontos contra 10 da Globo. No mesmo dia, no Rio de Janeiro, marcou 21 pontos contra 14 da Globo.

Produção grandiosa, em 30 capítulos a minissérie contou cerca de 70 anos da trajetória de Davi, desde sua juventude como pastor de ovelhas até sua morte, passando pela unção do profeta Samuel, os altos e baixos de sua relação com o angustiado rei Saul, que o antecedeu, e a consagração como rei de Israel, bem como suas difíceis relações familiares.

O diretor geral Edson Spinello declarou em entrevista sobre a minissérie:
“Eu usei uma tradução para os dias de hoje. Busquei, principalmente, não criar um distanciamento, porque esse tipo de produto, de maneira geral, tem um linguajar muito rebuscado. Eu busquei fazer uma ópera popular para a televisão aberta.”

Para voltar três mil anos no tempo, a vida em Israel na época do rei Davi foi recriada em um trabalho de mais de trezentas pessoas e investimento de mais de R$ 25 milhões de reais.

Segundo Hiran Silveira, diretor de Dramaturgia da Record TV à época, foi um desafio muito maior do que aparentou.
“Por que essa história reflete, representa e acompanha a vida de Davi dos 17 aos 70 anos. É uma saga, com muitas locações, guerras, com muitas cenas gravadas em externa.”

Hiran Silveira ressaltou que Rei Davi esteve um passo adiante das minisséries produzidas pela emissora anteriormente – A História de Ester (2010) e Sansão e Dalila (2011).
“Estamos acumulando conhecimento sobre este tipo de conteúdo histórico e será o maior investimento neste formato da Record até o momento. O custo por episódio está em torno de R$ 850 mil.”

A estética da minissérie – que apresentou cenas de batalha com dezenas de figurantes multiplicados graças a efeitos digitais – tentou emular filmes épicos modernos, como 300 e os seriados americanos Spartacus e Game of Thrones.

As gravações levaram nove meses. Atores, diretores e equipe técnica viajaram para o Canadá, Chile e Minas Gerais para dar o máximo de realismo à trama. A minissérie também foi gravada na cidade cenográfica montada no Recnov (estúdio da Record no Rio) e em locações em Diamantina (MG), que fizeram as vezes de um deserto.

Antes do começo das gravações, o elenco passou por treinamentos que duraram dois meses. Os atores que participaram das sequências de batalha se estenderam um pouco mais e aprenderam a lutar com espadas e escudos, de acordo com as técnicas da época, e praticaram equitação.

Os atores também estudaram os costumes e o contexto histórico daquele tempo (a trama começa por volta de 1035 a.C.). As atrizes fizeram ainda aulas de dança judaica. Os passos foram mostrados nas cenas de comemorações, como casamentos e nascimentos.

Leonardo Brício passou por demoradas caracterizações para se transformar em Davi. Para viver o rei aos 50 anos, a maquiadora demorava cerca de duas horas para transformar o ator. Já aos setenta anos, cerca de quatro horas.

O papel principal deu trabalho a Leonardo, que amargou alguns acidentes de percurso.
“Caí do cavalo, que afundou a pata na areia. Mas não me machuquei. E também cortei a mão ao gravar as cenas de luta”, comentou o ator.

Durante uma gravação da minissérie, em 16/01/2012, a atriz Cibele Larrama mexia com pólvora quando foi surpreendida por uma explosão em um estúdio do Recnov. Houve pânico entre a equipe, mas a brigada de incêndio da emissora agiu rápido e controlou o princípio de incêndio.
Cibele teve uma parte de seus cabelos queimados. Ombros e costas também foram atingidos. Ela teve sua carga de gravações reduzida para poder iniciar um tratamento e chegou até mesmo a fazer uma cirurgia plástica para amenizar as marcas de queimaduras nas costas.

Em 25/01, o ator Yunes Chami pôde ser visto ao mesmo tempo participando do capítulo do dia na minissérie Rei Davi (como um judeu), na Record, e na Globo, na minissérie O Brado Retumbante (como um califa).

A atriz Marly Bueno faleceu no dia 12/04/2012, no Rio de Janeiro, após ter sido hospitalizada para uma cirurgia no intestino. Ela tinha 78 anos e estava no ar em Rei Davi, em que vivia a vilã Ainoã, mulher do Rei Saul (Gracindo Jr.). Marly Bueno já havia concluído suas gravações na minissérie.

Rei Davi foi reprisada entre 22/10 e 17/12/2012 e, novamente, entre 16/11/2015 e 18/01/2016.
Curiosamente, na reprise de 2015-2016, a minissérie foi chamada de novela pela emissora, para aproveitar o gancho do sucesso da novela Os Dez Mandamentos, que a sucedeu no horário (às 20h30).


01. Busca – José Cláudio
02. Caminhos – José Cláudio
03. Deserto – Marcelo Cabral
04. Desterro – José Cláudio
05. Emboscada – José Cláudio
06. Et dodim kala – Fortuna
07. Fuga – Marcelo Cabral
08. Guerra – José Cláudio
09. Ira divina – José Cláudio
10. Libavtini – Fortuna
11. Mensageiro – Marcelo Cabral
12. Mulher – Marcelo Cabral
13. Olho de águia – José Cláudio
14. Passagem – Marcelo Cabral
15. Pesadelo – Marcelo Cabral
16. Salmo 6 – Marcelo Cabral & Leandro Léo
17. Salmo 23 – Marcelo Cabral & Leandro Léo
18. Serpente – Marcelo Cabral
19. Tamar – Marcelo Cabral
20. Triunfo – José Cláudio

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