Sinopse

Paris, 1862. Suzana foi prometida ao primo em casamento desde a infância. Mas Cirilo Davenport, professor da Sorbonne, apaixona-se por Madalena Vilamil, que conheceu através de Antero de Oviedo Vilamil. Este último tinha a mão de Madalena, sua prima, prometida pelos pais dela, Dom Inácio e Dona Margarida. Respeitando, porém, os sentimentos da filha Madalena, os pais acabam consentindo em seu casamento com Cirilo. Suzana e Antero, ambos rejeitados pelos primos, a quem dedicaram amor, começam a tramar.

Suzana viaja a Lisboa, onde moram Samuel e Constância, pais de Cirilo, e lá fica sabendo que a situação financeira dos Davenport não é das melhores, justamente por perseguições políticas. A família resolve emigrar para o Brasil. Suzana incentiva esta mudança, pois vê nela oportunidade de afastar Cirilo de Paris e reconquistá-lo. A ideia dá certo. Cirilo parte e Madalena não pode acompanhá-lo, mas revela estar grávida. Cirilo pede, então, ao seu grande rival, Antero, que cuide de Madalena em sua ausência.

Neste momento, a cólera se abate sobre Paris. Suzana, em viagem à capital francesa, inventa a morte de Madalena em carta para Cirilo. Ao mesmo tempo, Madalena, informada de que Cirilo desapareceu em um naufrágio, dá à luz uma menina, Alcione.

Bandeirantes – 20h
de 30 de agosto a 12 de setembro de 1982
12 capítulos

novela de Geraldo Vietri
adaptada do romance do espírito Emmanuel psicografado por Chico Xavier
direção de Geraldo Vietri

Novela anterior no horário
Ninho da Serpente

Novela posterior
Sabor de Mel

FÚLVIO STEFANINI – Cirilo Davenport
BERTA ZEMEL – Madalena Vilamil
GEÓRGIA GOMIDE – Suzana
CARLOS CAPELETTI – Antero de Oviedo Vilamil
CLÁUDIA ALENCAR – Alcione
XANDÓ BATISTA – Dom Inácio
LAURA CARDOSO – Dona Margarida
CHICO MARTINS – Samuel
YARA LINS – Constância
ELIAS GLEIZER – Tio Jacques
FLAMÍNEO FÁVERO – Jorge
SERAFIM GONZALEZ
ÍSIS KOSCHDOSKI
LUIZ CARLOS DE MORAES
ZÉ CARLOS DE ANDRADE
JOSMAR MARTINS
LÚCIA MELLO
AMAURY ÁLVARES
MARCOS MELLO
NOEMI GERBELLI
MONALISA LINS
ARTHUR LEIVAS
IRINEU PINHEIRO
ACÊ MOREIRA
JOSÉ LUCAS
GEISA GAMA
ILEANA SASKA

Frustrada tentativa de Bandeirantes em adaptar para a televisão o livro campeão de vendas do médium Chico Xavier.

O autor e diretor, Geraldo Vietri, estava empolgado com sua novela, como declarou na época da estreia em entrevista a Alberto Beutenmüller (29/08/1982, TV Pesquisa PUC-Rio):
“Estou apostando tudo nessa novela, que desde 1979 tento levar ao ar. Tenho certeza de seu sucesso. A Bandeirantes investiu muito: é uma das suas produções mais bem cuidadas do ponto de vista de guarda-roupa e cenários.”

Infelizmente, a empolgação de Vietri durou pouco. A emissora, aproveitando o remanejamento de programação com a entrada do horário gratuito aos partidos políticos, retirou a novela do ar sem maiores explicações depois de exibi-la por pouco mais de duas semanas. Lamentável.

No romance, a ação se passava no ano de 1662. Vietri transferiu a história para dois séculos depois, facilitando a escolha de vestimentas e locais de gravação. Além disso, em vez de nos Estados Unidos e Irlanda, a trama se passava no Brasil, França, Portugal e Espanha – mas com gravações em São Paulo.

Essa produção nada tem a ver com a novela Renúncia escrita por Roberto Freire e Walther Negrão, produzida pela Record em 1964.

Outras novelas que foram interrompidas abruptamente: Somos Todos Irmãos (Record, 1965), Como Salvar Meu Casamento (Tupi, 1980) e Brida (Manchete, 1998).

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A Filha do Silêncio

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Sabor de Mel

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Renúncia (1964)