Sinopse

Na cidadezinha de Campos, a jovem artista plástica Simone Marques é testemunha da briga entre Cristiano Vilhena, filho de um pobre pregador religioso, e o playboy Gastão Neves, morto no incidente. Sabendo que Cristiano é inocente, Simone encoberta o rapaz, por quem acaba se apaixonando. Receoso de seu destino, Cristiano parte para o Rio de Janeiro e vai trabalhar no estaleiro do tio rico, Aristides Vilhena. Simone vai também, vislumbrando um melhor futuro para sua carreira artística. Os dois se casam e vão morar na pensão Palácio, onde conhecem Miro, um malandro carismático, mas de caráter duvidoso.

Em contato com o universo do tio, Cristiano se vê envolvido pela charmosa Fernanda, uma das acionistas do estaleiro, por quem seu primo Caio é apaixonado. Dividido entre a vida simples ao lado de Simone e o poder e dinheiro com Fernanda, Cristiano se deixa levar pelas artimanhas de Miro, que lhe propõe o fim de seu relacionamento com Simone, nem que isso custe a vida da moça. Fernanda, completamente apaixonada por Cristiano, rejeita Caio para se casar com ele, enquanto Miro planeja a morte de Simone, viabilizando assim o casamento de Cristiano, o que o tornaria um dos principais acionistas do estaleiro.

Ao ser perseguida por Miro, Simone sofre um acidente e é dada como morta. Cristiano, por sua vez, sentindo-se responsável pela morte de sua mulher, não consegue se casar com Fernanda, abandonando-a no altar. Humilhada, Fernanda enlouquece e jura vingança contra Cristiano, atrapalhando-o em seus negócios no estaleiro. Simone, que sobreviveu ao acidente, faz uma viagem e retorna disfarçada sob a identidade da irmã falecida, Rosana Reis, consagrada como uma artista famosa. Em uma festa, Cristiano reconhece em Rosana sua mulher, mas ela nega e o repudia, por responsabilizá-lo pelo seu acidente.

Enquanto isso, a polícia está no encalço de Cristiano Vilhena, acusado da morte de Gastão Neves. Simone, que agora odeia o marido, é a única que pode inocentá-lo. Porém, este ódio esconde o amor que ela ainda sente por ele.

Globo – 20h
de 10 de abril de 1972 a 23 de janeiro de 1973 (Rio)
de 12 de abril de 1972 a 23 de janeiro de 1973 (SP)
243 capítulos

novela de Janete Clair
direção de Daniel Filho, Reynaldo Boury e Wálter Avancini
supervisão de Daniel Filho

Novela anterior no horário
O Homem que Deve Morrer

Novela posterior
Cavalo de Aço

FRANCISCO CUOCO – Cristiano Vilhena
REGINA DUARTE – Simone Marques / Rosana Reis
DINA SFAT – Fernanda Arruda Campos
CARLOS VEREZA – Miro (Argemiro Tavares)
CARLOS EDUARDO DOLABELLA – Caio Márcio Vilhena
GILBERTO MARTINHO – Aristides Vilhena (Tide)
MÁRIO LAGO – Sebastião Vilhena (Sessé)
ANA ARIEL – Berenice Vilhena (Berê)
DORINHA DUVAL – Diva Vilhena
EDNEY GIOVENAZZI – Jorge Moreno
ARLETE SALLES – Laura Vitória
HELOÍSA HELENA – Fanny Marlene
ARNALDO WEISS – Seu Chico (Francisco Marques)
ÁLVARO AGUIAR – Mestre Pedro
EMILIANO QUEIRÓZ – Marcelo Varela
CÉLIA COUTINHO – Cíntia Vilhena
NEUZA AMARAL – Walkíria de Albuquerque Medeiros
SÔNIA BRAGA – Flávia
JOÃO PAULO ADOUR – Guido
LÍDIA MATTOS – Vivi Arruda Campos
MARIA CLÁUDIA – Kátia Fridman
IDA GOMES – Madame Heloise Katzuki
ROGÉRIO FRÓES – Roger Martin
HILDEGARD ANGEL – Beatriz
TESSY CALLADO – Zelinha (Zélia Vilhena)
ANTÔNIO GANZAROLLI – Pipoca
ÂNGELA LEAL – Joana / Jane
ROBERTO BONFIM – Zé (José Ambrósio)
SUZANA FAINI – Olga
LÍCIA MAGNA – Dona Maria Amélia
JOSÉ STEIMBERG – Isaac
GERMANO FILHO – Abud
AGNES FONTOURA – Irene
LOUISE MACEDO – Clarisse
FRANCISCO DANTAS – José Neves
JUREMA PENNA – Sofia
ADRIANO LISBOA – Horácio Delgado
FRANCISCO MILANI – Hélio Sales
FRANCISCO SILVA – Vitório
LÉA GARCIA – Elza
NEWTON MARTINS – Padre Jaime
BUZA FERRAZ – Júnior
DENISE EMMER – Monique
SÉRGIO FONTA – Tonico / Toninho

as crianças
GLÓRIA MARIA (GLÓRIA PIRES) – Fátima
ROGÉRIO PITANGA – Tico

e
ALDO DELANO – Padre Jaime (pároco de Campos, tenta ajudar a família de Sebastião, primeiro ator)
ANGELITO MELLO – Sampaio (advogado de Aristides e, depois, de Cristiano)
ANTÔNIO PATIÑO – juiz no julgamento de Cristiano, acusado do assassinato de Gastão
ANTÔNIO VICTOR – Bartô (Bartolomeu Fagundes Madureira, um dos novos maridos de Laura)
CARLOS EDUARDO (KADU MOLITERNO) – Oswaldo (motorista de Bartô, com quem Laura casa no final)
DIRCEU DE MATTOS – Delegado Orestes (investiga o acidente de Simone e, depois, a morte de Gastão quando o inquérito é reaberto)
ELIANO DE SOUZA – Sérgio Amadeu (irmão de Guido, namorado de Walkíria morto por ela)
FÁBIO MÁSSIMO – Miro (menino de rua que Simone e Cristiano adotam, no final)
FERNANDA SIMÕES – Dona Paulina
FERNANDO VILLAR – Poli (Polidoro Montecarlo, um dos novos maridos de Laura)
GERVÁSIO MORGADO
ILKA PINHEIRO – Mariana (empregada de Fernanda)
ISAAC BARDAVID – promotor no julgamento de Cristiano, acusado do assassinato de Gastão
IVAN CÂNDIDO – Papi
IVAN DE ALMEIDA – caseiro na casa onde Fernanda esconde Simone
JAYME SALDANHA – Cunha
JOÃO VIEITAS – Jurandir
JORGE CALDAS – Gastão Neves (morre na briga com Cristiano, no início)
JOSÉ MOURA – Manuel Lima (taxista que persegue Simone juntamente com Miro)
JUAN DANIEL – Pepito (vítima do assalto simulado por Miro no qual Cristiano é o salvador)
LABANCA – Perez Maldonado (ex-empresário de Fanny, dos tempos do teatro de revista)
LOURDINHA BITTENCOURT – Nina (babá de Tico)
LUÍS MAGNELLI – motorista de Vivi
LUIZ ARMANDO QUEIROZ – Beto (estudante de Artes em Paris, amigo de Beatriz, interessa-se por Rosana)
MARCOS WAIMBERG – César
MARCUS TOLEDO – Carlos (psiquiatra de Fernanda, no final)
MARY DANIEL – Dona Otávia (primeira mulher de Aristides, mãe de Caio e Cíntia)
MIGUEL CARRANO – Dr. Felipe (psiquiatra de Flávia)
MIGUEL ROSENBERG – Arnaldo
MYRIAN THEREZA – Jandira (empregada de Walkíria)
PAULO REZENDE – recepcionista do hotel onde Rosana se hospeda em Paris
SAMANTHA RAINBOW – Lúcia Rangel (atriz amiga de Jorge)
SILVINHA PINHEIRO
SÔNIA CLARA – Sônia (amiga de Diva depois que sua família enriquece)
SUZY ARRUDA – enfermeira que conduz Simone de cadeira de rodas no tribunal, no final
TAMARA TAXMAN – Lena (Madalena Ribeiro, empregada de Simone, morre no acidente de carro do qual elas são vítimas)
TERCILIANO JÚNIOR – motorista de Cristiano
TONY FERREIRA – Lima (auxiliar do Delegado Orestes, investiga a morte de Gastão quando o inquérito é reaberto)
URBANO LÓES – Dr. Feliciano D’Avila (advogado de Cristiano que o defende da acusação do assassinato de Gastão)
VINÍCIUS SALVATORI – Antonius
WÁLTER MATTESCO – Almeida (funcionário do escritório da Celmu)
WÁLTER PRADO
Amadeu (motorista da Kombi que socorre Simone após o acidente de carro)
Araci (empregada de Laura)
Assunta (mãe de Guido)
Carlos (investigador de polícia, auxiliar do Delegado Orestes no caso da suposta morte de Simone)
Comissário Ribeiro (da polícia do Rio de Janeiro, investiga a sabotagem ao navio da Celmu)
Comissário Torres (da polícia de Campos, investiga a morte de Gastão no início)
Corina (tia de Fernanda que negocia com ela uma casa abandonada da família)
Dr. Bernardo (advogado de Rosana indicado por Caio para defendê-la da acusação de falsa identidade)
Ivete (empregada de Rosana)
João Paulo (novo namorado de Walkíria após a morte de Sérgio)
Luiz (amigo de Gastão que Sofia usa como falsa testemunha de acusação contra Cristiano)
Mauro (novo morador da Pensão Palácio por quem Fanny se encanta e que a engana)
Nando (Fernando Bento, falsa testemunha de acusação contra Cristiano, mente que lhe vendeu a arma do crime)
Rita (empregada de Dona Maria Amélia na casa de Teresópolis)
Seu Túlio (cego para quem Cristiano trabalha como guia, no início)
Silvio (motorista de Aristides)

– núcleo de CRISTIANO VILHENA (Francisco Cuoco), filho de um beato pregador, tocava bumbo nas pregações do pai, na praça central da cidadezinha de Campos. Ambicioso, é revoltado com a intransigência do pai e com a pobreza, pela falta de perspectivas de um futuro melhor. Em uma briga com um playboy, o rapaz acabou morto. Foi acobertado por uma testemunha, que sabia de sua inocência. Receoso de seu destino, partiu para o Rio de Janeiro com a intenção de trabalhar no estaleiro do tio rico, estabelecendo-se na pensão Palácio. Cada vez mais se encanta com o universo do tio e com a possibilidade de enriquecer. Ganha a confiança do tio que, ao morrer, lhe deixa o comando do estaleiro:
os pais: SEBASTIÃO (Mário Lago), pregador religioso, rígido e intransigente. Vive na miséria e impõe à família seguir suas normas, o que revolta o filho. Nega-se a aceitar ajuda financeira do irmão rico, com quem tem relações cortadas e que não vê há anos,
e BERENICE (Ana Ariel), submissa, apesar de não concordar com o modo de vida imposto pelo marido. Apaziguadora, tenta contornar os desentendimentos entre o marido e os filhos
as irmãs mais novas: DIVA (Dorinha Duval), ingênua e de modos caipiras, sonha com a cidade grande e em livrar-se do jugo do pai. Foge para o Rio atrás do irmão, o que faz com que, mais tarde, a família toda também se mude
e ZELINHA (Tessy Callado), a caçula, apoia os irmãos
o namorado de Zelinha em Campos, TONICO, ou TONINHO (Sérgio Fonta), também vai para o Rio
PADRE JAIME (Aldo Delano substituído por Newton Martins), pároco de Duas Barras. No início, implica com Sebastião, pois acha que ele lhe rouba os fiéis com suas pregações. Depois, fica amigo da família e tenta ajudá-la
o advogado FELICIANO D´AVILA (Urbano Lóes), o defende quando o inquérito sobre o assassinato é reaberto.

– núcleo de SIMONE MARQUES (Regina Duarte), artista plástica, moradora de Campos. Acoberta Cristiano após a briga e acaba apaixonada por ele. Vislumbrando um futuro para sua carreira artística, parte para o Rio ao mesmo tempo que o amado. Casa-se com Cristiano e os dois vão morar na pensão Palácio. Aos poucos, percebe que tornou-se um empecilho para os planos ambiciosos do marido, que esconde da família do tio que é casado. É engendrada em uma trama de morte e acaba vítima de um acidente de carro. Dada como morta, parte para Paris assumindo a identidade de uma irmã falecida, ROSANA REIS. Responsabiliza o marido pelo acidente e promete vingar-se. Torna-se uma artista famosa e, anos depois, retorna ao Rio, escondendo de todos a sua verdadeira identidade. Cristiano, agora um homem rico, a reconhece:
o pai SEU CHICO (Arnaldo Weiss), viúvo, alfaiate em Campos, homem simples. Faz o possível para proteger a filha. Também muda-se para o Rio. É uma das poucas pessoas que sabe que a filha não morreu. Culpa Cristiano por todos os males que acometeram Simone e não o perdoa
a empregada LENA (Tamara Taxman), contratada para sua casa em Petrópolis quando estava casada com Cristiano. Estava com ela no desastre de carro e acabou morrendo. Desfigurada, foi confundida com Simone, o que fez com que todos pensassem que Simone estivesse morta
os amigos que conheceu em Paris, quando assumiu a identidade de Rosana Reis: BEATRIZ (Hildegard Angel), sua confidente, sabe de seu segredo. Torna-se sua secretária,
e ROGER MARTIN (Rogério Fróes), marchand francês responsável por lançá-la no mercado de arte.

– núcleo de ARISTIDES VILHENA (Gilberto Martinho), irmão de Sebastião, tio de Cristiano. Diferente do irmão, é rico e poderoso. Fundador e acionista majoritário do estaleiro Celmu. Perdeu o contato com a família do irmão e ficou feliz quando Cristiano o procurou no Rio, contra a vontade de Sebastião, que nunca quis essa aproximação. Arruma um trabalho para o sobrinho no estaleiro. Sente que tem uma dívida financeira e moral com Sebastião, por, no passado, ter-lhe passado a perna. Morre no decorrer da trama e deixa suas ações para Cristiano, que passa a ser o novo acionista majoritário da Celmu:
a atual mulher, LAURA (Arlete Salles), bem mais jovem que ele. Fútil e interesseira, mas alegre e divertida. Vive batendo de frente com os enteados. Com a morte do marido, casa-se outras vezes, sempre com homens mais velhos que acabam morrendo e lhe deixando cada vez mais rica com os bens herdados. Torna-se grande amiga e aliada de Cristiano, ajudando-o em sua condição de novo rico
os filhos do primeiro casamento: CAIO (Carlos Eduardo Dolabella), de personalidade forte, trabalha ao lado do pai. Repudia a madrasta, a quem considera uma arrivista. É rude com Cristiano desde o momento que o conhece. Não aceita o fato do pai ter deixado ao primo a maioria das ações do estaleiro, o que o afastou da Celmu. Fará de tudo para provar que Cristiano não é capaz de dirigir a empresa. Aos poucos, vai reconhecendo as qualidades do primo,
e CÍNTIA (Célia Coutinho), também repudia Laura. Esconde da família que tem um filho e Laura descobre o seu segredo. Acaba assumindo a criança perante todos
o neto TICO (Rogério Pitanga), menino, filho de Cíntia que ela mantinha em segredo
o executivo MARCELO (Emiliano Queiroz), seu braço-direito na Celmu. Acredita que o pai, antigo funcionário do estaleiro, acabou morrendo por negligência de Aristides. Aproxima-se de Cíntia por interesse e os dois se casam, mas acaba apaixonando-se por ela
o pai de Tico, HORÁCIO DELGADO (Adriano Lisboa), envolveu-se com Cíntia no passado, foi morar no exterior e nunca soube que tinha um filho. Quando descobre, por intermédio de Laura, luta para ficar com a guarda do menino. Chega a namorar Diva
a amiga de Laura, KÁTIA (Maria Cláudia), jornalista, envolve-se com Caio e, depois, apaixona-se por Cristiano, que a trata apenas como amiga
a secretária no estaleiro OLGA (Suzana Faini), teve um caso com Caio, por quem era apaixonada, mas desistiu ante a indiferença dele
os funcionários do escritório da Celmu: ALMEIDA (Wálter Mattesco) e HÉLIO SALES (Francisco Milani), com quem Diva se casa no final
o mordomo VITÓRIO (Francisco Silva), fiel à família, com quem trabalha há décadas No meio da trama, vai trabalhar na mansão de Cristiano, quando ele enriquece.

– núcleo de FERNANDA ARRUDA CAMPOS (Dina Sfat), filha do falecido sócio de Aristides. É uma das acionistas do estaleiro Celmu, com ações herdadas de seu pai. Caio sempre foi apaixonado por ela e a união dos dois daria aos Vilhena a total posse do estaleiro. Porém, Fernanda era avessa às investidas de Caio. Apaixona-se perdidamente por Cristiano, acirrando a ira de Caio, e tem o apoio de Aristides, que passa a investir nessa união. Porém, ninguém desconfia que o rapaz já é casado. Com a suposta morte de Simone, Cristiano decide casar-se com Fernanda, mas, com crise de consciência pela morte da primeira mulher, desiste do casamento, abandonando a noiva no altar. Humilhada, Fernanda enlouquece e jura vingança contra Cristiano. Une-se a Caio, com quem se casa, para derrubar Cristiano na Celmu:
a mãe VIVI (Lídia Mattos), que já fora apaixonada por Aristides. É a favor da união da filha com Caio e implica com Cristiano. Jornalista, dirige o jornal pertencente ao Grupo Vilhena
a avó MARIA AMÉLIA (Lícia Magna), mãe de Vivi, mora em Teresópolis
a secretária particular de Vivi, ELZA (Léa Garcia).

– núcleo da pensão Palácio, onde Cristiano e Simone vão morar depois que se casam:
a proprietária FANNY MARLENE (Heloísa Helena), ex-vedete de teatro de revista, mulher alegre e expansiva que recorda com saudade os tempos de glória. No passado, teve um caso com Sebastião, quando era vedete
os moradores: MIRO (Carlos Vereza), malandro, de caráter duvidoso. Muito carismático, leva todos na lábia. Torna-se amigo de Cristiano com a intenção de tirar algum proveito, pois sabe que ele tem um tio rico. Incita-o a livrar-se de Simone para que possa casar-se com Fernanda, que é rica. Envolve Diva, apaixonada por ele, em suas tramoias. Encarrega-se de “dar cabo” de Simone: a persegue em uma autoestrada e o carro dela capota. Após o acidente, Cristiano o repudia. Sentindo-se traído, une-se a Fernanda contra Cristiano. Morre no final da trama, atropelado quando foge da polícia,
IRENE (Agnes Fontoura), viúva que vive com a filha pequena FÁTIMA (Glória Maria Pires),
e os amigos e sócios ISAAC (José Steimberg) e ABUD (Germano Filho), de origem libanesa. Disputam a atenção e o coração de Irene
o funcionário PIPOCA (Antônio Ganzarolli), foi palhaço de circo, hoje é um faz-tudo na pensão. Sonhador, ama platonicamente Simone.

– núcleo de JORGE MORENO (Edney Giovenazzi), ator de teatro, amigo de Simone, apaixonado por ela. Incentiva Simone a mudar-se para o Rio e a ajuda nos primeiros meses. Tem uma relação difícil com Cristiano, que morre de ciúmes dele e da arte da mulher. Uma das poucas pessoas que sabem que Simone sobreviveu ao acidente de carro, a ajuda a mudar-se para Paris:
a ex-mulher WALKÍRIA (Neuza Amaral), sócia de uma galeria de arte. Fútil e mundana, sempre metida com rapazes mais jovens
a filha FLÁVIA (Sônia Braga), adolescente problemática e sensível, mora com a mãe e sofre com a sua indiferença
o namorado de Walkíria, SÉRGIO (Eliano de Souza), rapaz bem mais jovem, de caráter duvidoso. Aspirante a artista plástico, é ajudado por Walkíria. Assedia Flávia constantemente. Flagrado por Walkíria, ela o mata, mas não consegue assumir o crime, fazendo com que a culpa recaia sobre a filha, com a justificativa de que ela tem problemas mentais
o irmão de Sérgio, GUIDO (João Paulo Adour), que quer passar a limpo a morte do irmão. Apaixona-se por Flávia e Walkíria é contra o namoro. Não acredita na culpa de Flávia
a amiga de Walkíria, MADAME HELOISE KATZUKI (Ida Gomes), francesa, sua sócia na galeria de arte
a filha de Madame Katzuki, MONIQUE (Denise Emmer) e seu namorado JÚNIOR (Buza Ferraz), melhores amigos de Flávia
a empregada de Walkíria, JANDIRA (Myrian Thereza), faz tudo o que a patroa manda.

– núcleo de MESTRE PEDRO (Álvaro Aguiar), antigo funcionário do estaleiro, sabe do passado nebuloso que envolve Aristides e a morte do pai de Marcelo. Viúvo, simplório e alcoólatra. Torna-se amigo de Cristiano:
a filha JOANA (Ângela Leal), que, na frente do pai, comporta-se como uma moça cordata, mas, na realidade, é dançarina de boate, usando o nome JANE. Foi namorada de Miro, que passa a chantagear Mestre Pedro, ameaçando revelar a verdade sobre a filha dele
o colega de trabalho (Roberto Bonfim), apaixonado por Joana, com quem se casa sem desconfiar da vida dupla que ela levava.

– núcleo de GASTÃO NEVES (Jorge Caldas), playboy arruaceiro, morador de Campos. No início da trama, em uma briga com Cristiano, acabou acidentalmente ferido e morreu. A polícia investiga sua morte, já que os pais acreditam que ele foi vítima de assassinato:
os pais: o médico JOSÉ NEVES (Francisco Dantas) e SOFIA (Jurema Penna), inconformados com a morte do filho. Com falsas testemunhas, Sofia consegue que o inquérito sobre a morte do filho seja reaberto, fazendo com que a culpa recaia sobre Cristiano, o que o leva a julgamento
a prima CLARISSE (Louise Macedo), melhor amiga de Simone quando ela morava em Campos. Nas idas e vindas entre Duas Barras e o Rio, chega a envolver-se com Miro
o DELEGADO ORESTES (Dirceu de Mattos), investiga o acidente de carro de Simone e, depois, o suposto assassinato de Gastão, quando o inquérito é reaberto.

Um grande sucesso que atingiu números de audiência aparentemente impossíveis. Durante a exibição do capítulo 152, no dia 04/10/1972 – a noite em que Simone (Regina Duarte) era desmascarada -, o índice de aparelhos sintonizados na novela na cidade do Rio de Janeiro chegou aos 100%. Não houve um único entrevistado do Ibope que revelasse estar assistindo a outro canal.
“De cada 100 lares consultados no Rio de Janeiro, das 20h30 às 20h45, 23 aparelhos de televisão estavam desligados e os demais 77 estavam ligados na novela. Enquanto TV Rio e Tupi davam “traço” (0%), a TV Globo reinava sozinha (100%).” (“Almanaque da TV”, Bia Braune e Rixa)
A revista Cartaz, edição de 26/10/1972, em uma reportagem de Mariza Cardoso, citou que, assim como no Rio, na cidade de São Paulo também foi registrado 100% de audiência neste capítulo.

O ponto de partida da história foi a notícia de que um tocador de bumbo, em uma praça do interior de Pernambuco, foi ridicularizado por outro rapaz e o matou.
Entretanto, a trama central era inspirada no romance “Uma Tragédia Americana”, de Theodore Dreiser (publicado em 1925), que já havia rendido duas versões cinematográficas: o filme de Joseph Von Sternberg (de 1931), com o mesmo título do livro, com os atores Sylvia Sidney, Philips Holmes e Frances Dee; e o filme Um Lugar ao Sol, de George Stevens (de 1951), com Shelley Winters, Montgomery Clift e Elizabeth Taylor.

Ismael Fernandes citou em seu livro “Memória da Telenovela Brasileira”:
“O país vivia a fase do ‘milagre brasileiro’ e com prazer se reunia à frente da televisão para assistir a vitória do bem sobre o mal, como mostrou o último capítulo. Acontecia um milagre na vida de Cristiano e Simone (Francisco Cuoco e Regina Duarte). Eles voltavam a se entender como nos duros tempos, mas não eram mais os mesmos. Agora eles se amavam envolvidos pelo dinheiro ao sabor do sucesso pessoal. Era o milagre brasileiro mesmo!”

Em agosto de 1972, a Censura Federal impediu o casamento de Cristiano (Francisco Cuoco) e Fernanda (Dina Sfat). Ainda que Cristiano acreditasse estar viúvo de Simone, considerada morta em um desastre de carro (no que, inclusive, os demais personagens acreditavam), os obtusos censores consideraram a situação atentatória aos bons costumes da família brasileira, alegando que a personagem continuava viva e que, se Cristiano se casasse novamente, estaria incorrendo no crime de bigamia. Vinte e dois capítulos foram inutilizados e dezenas de sequências foram regravadas, a começar pela cena em que Fernanda espera o noivo na igreja.
Anos depois, Janete Clair inventou uma pequena “vingança” para Dina Sfat: na novela O Astro (de 1978, em que Dina voltou a fazer par romântico com Francisco Cuoco), foi Amanda (Dina) quem faltou ao casamento com Herculano (Cuoco). (“Almanaque da TV”, Bia Braune e Rixa)

Em 1972, a cidade serrana de Petrópolis, no Rio de Janeiro, atraía diariamente dezenas de visitantes a dois pontos turísticos: a Rua Flávio Cavalcanti, onde se situava a mansão do popular apresentador de TV; e a estrada Rio-Petrópolis, no trecho próximo ao restaurante Belvedere, onde havia sido gravada a célebre sequência do acidente com o fusca de Simone. (“Almanaque da TV”, Bia Braune e Rixa)

Cenas marcantes:
– O acidente de carro de Simone (Regina Duarte), perseguida por Miro (Carlos Vereza). O fusca cai na ribanceira, capota e explode. Simone é dada como morta;
– Fernanda (Dina Sfat), abandonada no altar por Cristiano (Francisco Cuoco), deixa a igreja transtornada;
– Cristiano (Francisco Cuoco) reconhece Simone (Regina Duarte), apresentada como Rosana Reis em uma festa na casa de Laura (Arlete Salles). Ela finge que não o conhece: “Cavalheiro, acho que o senhor está equivocado. Meu nome é Rosana Reis!”;
– Simone (Regina Duarte) é desmascarada por Cristiano (Francisco Cuoco) na delegacia, não tendo mais como sustentar a farsa de Rosana Reis, sua falsa identidade;
– A morte de Miro (Carlos Vereza), atropelado em uma rodovia, após descobrir que a polícia está em seu encalço;
– Fernanda (Dina Sfat), já fora de si, mantém Simone (Regina Duarte) presa em cativeiro, chegando a amarrá-la a uma cama. As cenas de Simone, em cadeira de rodas, sofrendo o terror psicológico imposto por Fernanda, remetem ao clássico do cinema O Que Terá Acontecido a Baby Jane?, de Robert Aldrich (1962), com Bette Davis e Joan Crawford;
– Simone (Regina Duarte), debilitada, em uma cadeira de rodas, aparece no julgamento de Cristiano (Francisco Cuoco) para inocentá-lo;
– Simone (Regina Duarte) e Cristiano (Francisco Cuoco) celebram a felicidade no último capítulo, em um navio, ao som da música-tema do casal, “Rock And Roll Lullaby”. Fim da novela.

Entre as tramas paralelas, ganhou destaque a história de Walkíria (Neuza Amaral), seu amante Sérgio (Eliano de Souza) e sua filha Flávia (Sônia Braga). Walkíria não apenas assassinou o amante com ciúmes do interesse que ele demonstrava por Flávia, como assistiu impassível à cena em que a filha – traumatizada a ponto de perder a fala – é responsabilizada pelo crime.

Um grande trabalho de Regina Duarte. “Um tour de force de Regina, que passou a desfrutar a glória de ser a atriz preferida do Brasil”, disse Ismael Fernandes em seu “Memória da Telenovela Brasileira”.
Destaque também para Carlos Vereza e Dina Sfat, que viveram Miro e Fernanda.
O malandro Miro, um tipo de caráter duvidoso, mas extremamente carismático, lançou a gíria “amizadinha”, que ganhou popularidade fora das telas.

O diretor Daniel Filho esteve à frente da novela até o capítulo 20 quando entregou a direção a Reynaldo Boury, que por sua vez foi substituído, a partir do capítulo 90, por Wálter Avancini, que estreava na TV Globo como diretor de novelas.

A então garotinha Glória Pires fazia sua estreia como atriz em novelas – era creditada na abertura como Glória Maria. Durante a produção, Glória completou 9 anos de idade.
Foi a primeira novela na Globo de Kadu Moliterno, que assinava Carlos Eduardo na época.
Também o primeiro trabalho na televisão da atriz Tamara Taxman e dos atores Buza Ferraz, Luiz Armando Queiroz, Tony Ferreira e Sérgio Fonta (em pequenos papeis).

Na sinopse original, a sócia de Walkíria (Neuza Amaral) em sua galeria de arte seria uma japonesa chamada Madame Katzuki. Porém, a atriz escalada para o papel deixou o elenco em cima da hora. A personagem acabou sendo vivida por Ida Gomes que, de japonesa, nada tinha. A atriz narrou que o diretor Daniel Filho perguntou se ela sabia fazer algum sotaque. Ela respondeu que fazia o sotaque francês com perfeição. Madame Katzuki passou, então, a ser uma francesa viúva de um japonês e tudo foi resolvido. (“Novela, a Obra Aberta e Seus Problemas”, Fábio Costa)
Curiosamente, tampouco no remake da novela (em 1986) Katzuki foi interpretada por uma atriz com traços orientais: o papel coube a Márcia Rodrigues, uma bela mulher de olhos grandes.

Por seus trabalhos em Selva de Pedra, Walter Avancini e Dina Sfat foram eleitos pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) o melhor diretor de novelas e a melhor atriz do ano de 1972.
Selva de Pedra também foi premiada com o Troféu Imprensa de melhor novela de 1972. Francisco Cuoco e Regina Duarte levaram o prêmio de melhor ator e melhor atriz.

Em novembro de 1972, Francisco Cuoco e Regina Duarte foram eleitos os “Reis da Televisão” pelos leitores da revista Amiga. A publicação promoveu a eleição em parceria com o Programa Silvio Santos, que era, na época, transmitido pela TV Globo.

O sucesso da personagem de Regina Duarte em Selva de Pedra gerou no Brasil um boom de crianças batizadas de Simone. De acordo com matéria publicada na revista Veja São Paulo (em 28/08/2017), mais de 150 mil meninas receberam esse nome em 1972, enquanto que, na década anterior inteira (de 1960), não haviam sido registradas nem 30 mil Simones em todo o território nacional.

Selva de Pedra foi a última das oito novelas consecutivas que Janete Clair escreveu para a Globo, ininterruptamente, entre 1967 e 1972, tamanha era sua capacidade inventiva e dedicação ao trabalho. A anteriores foram Anastácia, a Mulher Sem Destino, Sangue Areia, Passo dos Ventos, Rosa Rebelde, Véu de Noiva, Irmãos Coragem e O Homem que Deve Morrer – com o agravante de Irmãos Coragem ter valido por duas: uma novela longa, ficou mais de um ano no ar. Ainda: enquanto redigia os últimos capítulos de Passo dos Ventos e os primeiros de Rosa Rebelde, Janete encontrou tempo para, escondida da Globo, escrever a novela Os Acorrentados, para a TV Rio.
Após Selva de Pedra, Janete teve um descanso e passou a revezar o horário das oito com outros novelistas. Retornou no segundo semestre de 1973, com O Semideus.

Empatada com Barriga de Aluguel (1990-1991), Selva de Pedra é a quarta novela mais longa da TV Globo (243 capítulos), ficando atrás de O Homem que Deve Morrer (1971-1972), com 258 capítulos, Irmãos Coragem (1970-1971), com 328, e A Grande Mentira (1968-1969), a primeira colocada, que teve 341 capítulos.

A trilha sonora nacional da novela foi inteiramente composta pelos irmãos Valle – Marcos e Paulo Sérgio – e produzida por Eustáquio Sena, com arranjos de Waltel Branco.
Na trilha internacional, o mais marcante tema romântico das telenovelas brasileiras, “Rock And Roll Lullaby”, para sempre associado à novela. A música, composta por Barry Mann e Cynthia Well, interpretada por B.J. Thomas, fez mais sucesso no Brasil do que nos Estados Unidos.
Conhecida por embalar a história de amor de Simone e Cristiano (Regina Duarte e Francisco Cuoco), a canção narra, em sua letra, a saga de uma jovem de dezesseis anos obrigada a criar sozinha o filho recém-nascido – o “cha-na-na-na-na” do refrão é a cantiga de ninar do título. Um exemplo típico de como a força de uma imagem é capaz de alterar o sentido original de uma canção – nesse caso, agravado pelo fato de o idioma original não ser compreendido pelo grande público. (*)

Na primeira tiragem do LP internacional da novela, a terceira faixa do lado B aparece erroneamente com o título “If You Want More” e o crédito da composição a Waltel Branco e Antônio Faya. Na edição seguinte, o erro foi corrigido e a canção surgiu com seu título correto – “Sleepy Shores” – e com o crédito ao devido autor, Johnny Pearson. (*)

Em 2001, a Som Livre relançou a trilha sonora nacional de Selva de Pedra, em CD, na coleção “Campeões de Audiência”, 20 trilhas nacionais de novelas campeãs de vendagem nunca antes lançadas em CD (títulos até 1988, pois no ano seguinte foram lançados os primeiros CDs de novelas).

Em 2008, a versão romanceada de Selva de Pedra foi lançada na coleção “Grandes Novelas”, da Editora Globo: 5 adaptações de novelas em livretos, escritas por Mauro Alencar com colaboração de Eliana Pace.

Selva de Pedra foi reapresentada em forma compacta (76 capítulos), entre 27/08 e 22/11/1975, às 20 horas, como tapa-buraco, em substituição a Roque Santeiro, impedida de ir ao ar pela censura do Regime Militar. Novamente com sucesso – apesar do pouco tempo que separava a reprise da exibição original (3 anos) -, sua volta segurou a audiência como se fosse uma produção inédita.

A TV Globo editou Selva de Pedra para uma exibição única, de uma hora e meia de duração, na noite do dia 20/03/1980, como parte do Festival 15 Anos da emissora (apresentação de Francisco Cuoco).

Aproximadamente 400 fitas de videoteipe foram utilizadas para gravar e editar os 243 capítulos de Selva de Pedra. Posteriormente, as fitas foram reaproveitadas. Nos arquivos da TV Globo, consta apenas o compacto de 76 capítulos, exibido em 1975 – sobre os quais a Globo fez a edição para o DVD da novela, lançado comercialmente em 2013, em um box com 6 discos. (Site Memória Globo)

Em 1986, Selva de Pedra ganhou um remake, que não conseguiu repetir o alcance da novela original. No elenco, Fernanda Torres, Tony Ramos e Christiane Torloni viveram os papéis que foram de Regina Duarte (Simone), Francisco Cuoco (Cristiano) e Dina Sfat (Fernanda) em 1972.

Em 1984, a TV Manchete levou ao ar a minissérie Viver a Vida, de Manoel Carlos (nada tem a ver com a novela homônima, de 2009), que também tinha como ponto de partida o romance “Uma Tragédia Americana”, o mesmo usado para Selva de Pedra. No elenco da produção da Manchete, o trio central foi vivido por Louise Cardoso, Paulo Castelli e Cláudia Magno.

(*) “Teletema, a História da Música Popular Através da Teledramaturgia Brasileira”, Guilherme Bryan e Vincent Villari.

Trilha Sonora Nacional

01. CAPITÃO DE INDÚSTRIA – Djalma Dias (tema de Aristides)
02. MANDATO – Osmar Milito e Quarteto Forma (tema de Simone e Cristiano)
03. SIMONE – Ângela Valle e Eustáquio Sena (tema de Simone)
04. CORPO SANO EM MENTE SÃ – Ormar Milito e Quarteto Forma (tema de Fernanda)
05. SELVA DE PEDRA – Orquestra e Coral Som Livre (tema de abertura)
06. RHYTHMETRON OP 27 – Marlos Nobre
07. O BEATO – Marcos Valle (tema de Sebastião)
08. LIGAÇÃO – Orquestra e Coral Som Livre (tema de Diva)
09. AMÉRICA LATINA – Osmar Milito e Quarteto Forma
10. CORPO JOVEM – Luís Roberto
11. LONGO DE DIOR – João Luiz (tema de Laura)
12. RITUAL – Marlon Nobre

Trilha Sonora Internacional

01. ROCK AND ROLL LULLABY – B.J. Thomas (tema de Simone e Cristiano)
02. JESUS – Billbox Group
03. FLOY JOY – The Supremes
04. AIN’T NO SUNSHINE – Michael Jackson (tema de Fernanda)
05. SON OF MY FATHER – Giorgio Moroder
06. A TASTE OF EXCITEMENT – Carnaby Street Pop Orchestra and Choir (tema de Cristiano)
07. LA QUESTION – Françoise Hardy (tema de Flávia)
08. MARY BLIND MARY – Laurent & Mardi Gras (tema de Miro)
09. SLEEPY SHORES – Free Sound Orchestra (tema de Fernanda) *
10. FEEL THE NEED – Damon Shawn
11. LET IT RIDE – Hard Horse (tema de Caio)
12. FRIGHTENED GIRL – Silent Majority (tema de Fernanda)

ainda
NADIA´S THEME – Barry De Vorzon e Perry Botkin Jr.
DRUM DIDLEY – Carnaby Street Pop Orchestra and Choir (tema das vinhetas de intervalo)
HYDE PARK – Carnaby Street Pop Orchestra and Choir
SNOW CREATURES – Quincy Jones (tema de suspense)
CANDY MAN – Quincy Jones (tema de suspense)
MONEY RUNNER – Quincy Jones (tema de suspense)
RUBBER DUCKY – Quincy Jones
KITTY WITH THE BENT FRAME – Quincy Jones
COMMANCHES – Maurice Jarre (tema de suspense)
LES ROSEAUX EN FEU – Maurice Jarre (tema de suspense)
LE SABRE – Maurice Jarre
L´ENTERREMENT – Maurice Jarre
SAMOURAI – Maurice Jarre
VERS LA MONTAGNE – Maurice Jarre
NEL CARCERE – Ennio Morricone (tema de suspense)
E DOVER MORIRE – Ennio Morricone (tema de suspense)
LIBERTÀ NELLA SPERANZA – Ennio Morricone
SPERANZE DI LIBERTÀ – Ennio Morricone
Daniel Couri no blog “Porcos, Elefantes e Doninhas”

* Na primeira tiragem do disco, a terceira faixa do lado B aparece erroneamente com o título “If You Want More” e o crédito da composição a Waltel Branco e Antônio Faya. Na edição seguinte, o erro foi corrigido e a canção surgiu com seu título correto – “Sleepy Shores” – e com o crédito ao devido autor, Johnny Pearson. (“Teletema, a História da Música Popular Através da Teledramaturgia Brasileira”, Guilherme Bryan e Vincent Villari)

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